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Para Almeida (2008), a implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) por parte da escola médica só terá êxito se houver uma formidável capacidade de formar e manter equipes de trabalho docente, de trabalho universitário (professores e estudantes) e de trabalho interinstitucional (com os serviços de saúde e com as comunidades) junto a construção implementação e avaliação permanente dos Projetos Políticos Pedagógicos. Isto porque a interdisciplinaridade, a formação multiprofissional, a diversificação de cenários de ensino- aprendizagem e a adoção de metodologias ativas e suas interfaces com o âmbito avaliativo, exigem esforços compartilhados por parte dos sujeitos nos diferentes espaços formativos.

Nesta direção, recentes políticas indutoras vêm sendo propostas pelos Ministérios da Educação e da Saúde na perspectiva da mudança na formação nas graduações na saúde. A criação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), a recente lei "Mais médicos para o Brasil",que traz mudanças na política de provimento médico para o SUS e a atual revisão, pelo Conselho Nacional de Educação, de novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para a graduação médica, ocorrida em 2014, têm ampliado a possibilidade de abertura de novos cursos de graduação, de vagas em cursos existentes,de vagas de médicos residentes, afirmado a centralidade da formação na atenção primária e a perspectiva de uma formação em redes de atenção à saúde no SUS, o aprimoramento da integração ensino-serviço, tendo o SUS como ordenador da formação em saúde, que fortalece a perspectiva da indissociabilidade entre formação e atenção em saúde.

Um exemplo dessa busca de ressignificação da formação na área da saúde no âmbito da concepção de uma formação focada no contexto real do SUS e na saúde, nas práticas pedagógicas dos professores nos diferentes profissionais é apontada no livro intitulado “O

Estetoscópio e o Caderno” de Godoy e Cryrino (2013, p. 28 ) na Faculdade de Medicina da

Unesp de Botucatu que participaram desses programas indutores. Neste material é apresentado a importância de ações que potencializem nos alunos e professores atitudes proativas de suas próprias intervenções em diferentes cenários de formação “reformulando seus currículos, incorporando ou ampliando a presença de alunos em cenários da rede local de

saúde e / ou práticas mais junto à comunidade, também em outros espaços”. Os autores

acrescentam ainda a fundamental ideia de que essas práticas indutoras de mudança no foco formativo devam desencadear e potencializar a transformação do perfil do futuro profissional

da área da saúde por meio de uma prática reflexiva e contextual focada na humanização das relações profissionais e pessoais.

É possível assim entendermos que as Diretrizes Curriculares Nacionais na área médica no decorrer desses anos, desde sua criação em 2001, têm potencializado inúmeras aprendizagens acerca das propostas formativas; encaminhamentos educacionais e as possíveis correlações que podem ser desencadeadas entre a universidade e seus respectivos cursos frente a sociedade diminuindo o abismo ainda tão forte de uma universidade intramuros e descontextualizada.

Nessa direção, ao analisarmos as novas Diretrizes Curriculares (2014) na área da medicina, é possível apontarmos avanços nessa direção que visa a busca pela qualidade formativa dos futuros médicos no país. É fundamental esclarecer que as DCN tem papel educativo e formativo pois aponta possibilidades de organização; direcionamento e estruturação dos Cursos de Medicina no país que deverão estar balizados e em consonância com a realidade nacional brasileira.

No Art. 3°desta resolução é apresentado a função educativa da formação médica apontando como as propostas formativas destes cursos devem se organizar para que possam dar conta da construção identitária do futuro profissional da medicina. No perfil profissional apresentado destaca-se a intencionalidade de como os futuros médicos deverão ser formados.

Isso fica claro neste artigo: “uma formação geral, humanista, crítica, reflexiva e ética, com

capacidade para atuar nos diferentes níveis de atenção do processo saúde-doença, com ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, nos âmbitos individual e coletivo, com responsabilidade social e compromisso com a defesa da cidadania e da dignidade humana, objetivando-se como promotor da saúde integral do ser

humano”(BRASIL, 2014, p. 1).

Quando elaboramos proposta formativa na organização dos Projetos Políticos Pedagógicos é fundamental a estruturação da dinâmica curricular. Nas DCN é apresentado três grandes eixos integradores que devem permear todo o processo formativo dos futuros médicos, exigindo dos seus docentes e profissionais externos a Universidade conhecimento, reconhecimento e desenvolvimento destes eixos durante todo o curso. Destacamos aqui a importância por um lado da clareza dos eixos norteadores que devem ser balizados em todo o curso e, por outro, o papel formativo interdisciplinar e interprofissionalizante que os eixos potencializam.

É pertinente entendermos que para cada eixo norteador (I - Atenção à Saúde; II - Gestão em Saúde; III - Educação na Saúde), apontado nas novas DCN, foca formação em

processo auxiliando enormemente os diferentes cursos na organização das suas propostas que devem ser contempladas por meio dos seus componentes curriculares via articulação das diferentes áreas de conhecimento. Para cada eixo norteador é apresentado ampla definição daquilo que deve ser aprendido (conhecimento); aquilo que deve ser apreendido no processo de realização das atividades médicas (habilidades) e por fim aquilo que deva contribuir com a formação do ser humano médico enquanto elementos que contribuam para uma formação ética, cidadã e humanitária (atitudes). É apontado nas DCN como os eixos necessitam estabelecer vínculo com a realidade do SUS e com outros setores da área da saúde para que a formação não fique aligeirada, ineficiente e descontextualizada da realidade local, municipal, estadual, regional e nacional brasileira.

Outro aspecto importante e formativo nas DCN é o foco nos conteúdos fundamentais do Curso de Graduação em Medicina, correlacionando-se o processo saúde-doença do cidadão, da família e da comunidade referenciados com a realidade epidemiológica e profissional proporcionando, assim, a integralidade das ações do cuidar em saúde. Essa clareza das DCN acaba por nortear os próprios PPP.

As DCN são absolutamente claras quanto as orientações aos cursos na construção, implementação e avaliação permanente dos seus PPP destacando o papel da formação centrada no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiado no professor que é profissional mediador do processo, com vistas à formação integral e adequada do estudante, articulando ensino, a pesquisa e extensão. Nessa premissa as DCN são fundamentais ao apontar a necessidade emergente que estes cursos já devam “nascer” indissociáveis, interdisciplinares e interprofissionalizantes.

Entretanto as DCN só poderão surtir o efeito pedagógico necessário, se os PPP conseguirem traduzir com propriedade a proposta formativa contida nas diretrizes.

Para explicar o que são Projetos Políticos Pedagógicos nos baseamos em Veiga (2012)

quando disseca os termos: “Projeto” que significa etimologicamente a ação de lançar para

frente, tendo como sinônimos a ideia de plano, intenção, propósito, delineamento. Quanto ao

termo Político “explicita que é derivado do termo grego polis, que significa cidade, pois

envolve uma comunidade de indivíduos; Pedagógico aponta em sua etimologia o vínculo ao

sentido de condução”. Estes elementos conceituais quando bem entendidos e apreendidos têm

a ação formativa e educativa.

O Projeto Pedagógico é essencial para que a instituição de ensino possa caminhar sem perder o foco nas reais necessidades. Deve ser construído coletivamente com todos sujeitos participantes do processo (professores, alunos, graduados, residentes, colaboradores, etc). Em

sua construção é importante que se façam, os seguintes questionamentos: Onde estamos? Onde queremos chegar? e Como fazemos para chegar lá?

Estas questões definem os rumos do curso tendo por base múltiplas necessidades sociais e culturais da população.

“Desenvolver o educando, prepará-lo para o exercício da cidadania e do trabalho significam a construção de um sujeito que domine conhecimentos, dotado de atitudes necessárias para fazer parte de um sistema político, para participar dos processos de produção da sobrevivência e para desenvolver-se

pessoal e socialmente.” (VEIGA, 2003)

Para desenvolver o educando como afirma Veiga, o sistema educacional há de ser estruturado e reestruturado com o passar do tempo, acompanhando sempre as mudanças sociais. Para isso as DCN foram implantadas e por isso se fala tanto em reformas curriculares das escolas médicas hoje.

“O projeto político-pedagógico visa à eficácia que deve decorrer da

aplicação técnica do conhecimento. Ele tem o cunho empírico-racional ou político-administrativo. Neste sentido, o projeto político-pedagógico é visto como um documento programático que reúne as principais ideias, fundamentos, orientações curriculares e organizacionais de uma instituição educativa ou de um curso.” (VEIGA, 2003)

A elaboração do Projeto Político-Pedagógico da universidade é o principal ponto de referência para a construção da identidade dos profissionais que nela atuam, assim como é a base para a formação de futuros cidadãos críticos, profissionais éticos e qualificados.

Dessa forma, o currículo deverá estar direcionado aos interesses da universidade, do contexto histórico, da realidade local e das reais necessidades vivenciadas no cotidiano pelos envolvidos no processo educativo.

Um Projeto Político Pedagógico (PPP) ao ser elaborado ou conduzido à elaboração tem a função de ajudar na conquista e consolidação da autonomia da universidade; necessita assim, ser organizado e conduzido por concepções de conhecimentos, promovendo o desenvolvimento integral dos indivíduos, atualizando-se e transformando-se de acordo com os avanços e as mudanças da comunidade universitária; balizadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para decidir que caminho seguir, que identidade deseja ter, que concepções deseja desenvolver frente aos seres humanos que deseja formar.

Para Libâneo (2001) a construção de um Projeto Político Pedagógico requer continuidade, reestruturação, participação e democratização, partindo da problemática abordada pela comunidade universitária, sendo necessário primeiramente delinear os

princípios norteadores em termos de ação, definindo o rumo e as concepções sobre a prática pedagógica.

Para que se possa realizar uma prática pedagógica comprometida com a realidade, é indispensável que, além do conhecimento desta realidade, seja promovido, um processo de problematização crítica, sensibilizando a comunidade universitária para a elaboração do projeto político pedagógico buscando soluções práticas para os problemas detectados, observando que este é um processo em constante construção/reconstrução, estando sempre aberto a novas análises, argumentações e questionamentos quanto às necessidades no decorrer de sua organização.

A universidade deve buscar a qualidade no ensino, visando especialmente à interdisciplinaridade, a contextualização e a autonomia, expressando a necessidade de uma educação mais justa e solidária, mas esquece que, antes de tudo, é necessário que o professor tenha conhecimento, habilidades específicas e especialmente, consiga desenvolver suas competências para desse modo, melhor compreender o sentido do saber; buscando a estruturação da aprendizagem a partir da estrutura econômica, política e cultural do ambiente ao qual a universidade e seus alunos pertencem.

Neste momento, é importante salientar também, que assim como os professores e alunos são considerados como sujeitos centrais deste processo, as participações de outros setores da comunidade universitária se fazem necessárias visando à busca por uma melhor estruturação da instituição em relação à construção e implementação do seu Projeto Político Pedagógico.

Tomando como base o Projeto Político Pedagógico, pode-se compreender todo o funcionamento, a estrutura, a metodologia e a prática pedagógica, enfim, tudo o que pode e deve ser esclarecedor para o bom entendimento quanto à estrutura e o funcionamento da universidade, tanto por parte da comunidade e especialmente pelos professores.

A principal característica de um Projeto Político Pedagógico consiste no envolvimento da comunidade educativa, visando um processo de reflexão-ação, que se consegue por meio da prática reflexiva, onde juntamente com o grupo se estabelece um ponto de referência que passará a ser o gerador de questionamentos, dúvidas e mudanças.

A partir desse processo de reflexão-ação, a comunidade educativa terá referencial concreto para a elaboração de pareceres avaliativos sobre a realidade universitária, sendo possível analisar o processo em toda sua extensão, seja nos valores agregados à instituição, metas a serem seguidas ou na recriação das regras para a construção crítica e autônoma da nova ordem educativa.

Portanto, deve ficar explícito e evidenciado, ao se determinar a proposta teórico- metodológica da universidade, quais as concepções de ser humano, sociedade e educação que a mesma assume, qual teoria educacional irá guiar o processo ensino-aprendizagem e como se manifestará a prática pedagógica cotidiana. Neste contexto, o projeto político-pedagógico deve oferecer elementos para a elaboração do próprio curso, que será avaliado por meio dos planos de ações anuais que surgem das necessidades da própria universidade.

O processo de construção do projeto político-pedagógico busca a organização do trabalho pedagógico da universidade, colocando em práticas ações educativas que visem a globalização da comunidade universitária.

Mas para que essa construção adquira dimensões expressivas acerca do que a universidade pretende atingir, é necessário que esta seja relativamente autônoma, sendo capaz de delinear sua própria identidade, observando a importância de todos participarem da elaboração do projeto, conscientizando-se que a universidade é espaço único, local de discussões, experiências e reflexões coletivas.

Atingir essa clareza conceitual e prática do poder formativo e informativo que a universidade exerce na sociedade requer união e especialmente organização das ideias propostas, pois, só se houver o compromisso de todos em assumi-la como um complexo teórico-prático, é que a universidade estará alicerçada em uma teoria pedagógica crítica viável, onde o componente curricular irá nortear os passos do processo educativo.

Esta inter-relação exige que este currículo seja prescrito, construído, estudado e refletido pelos professores num processo de ação-reflexão-ação permanente, valorizando e respeitando aspectos ligados a história, as ideologias, aos interesses de grupos profissionais e grupos heterogêneos.

É necessário que os professores universitários realmente tenham conhecimentos/saberes sobre o contexto universitário que vão trabalhar: conhecimento do currículo; conhecimento do Projeto Político Pedagógico (PPP) do curso a qual faz parte, conhecimento acerca das inúmeras modalidades didáticas, conhecimento das novas tecnologias educacionais, conhecimentos referentes as pesquisas da área assim como o saber ensinar a fazer e a pensar sobre pesquisa, conhecimentos teórico-metodológicos dos projetos interdisciplinares tanto na construção, implementação e avaliação destes instrumentos de trabalho que envolvem o ensino, a pesquisa e a extensão e principalmente o conhecimento de saber refletir criticamente sobre seus atos e acontecimentos provocando mudanças e desacomodações no ato de ser e fazer educação universitária.

externos e internos que vão se entrecruzando constituindo e moldando o profissional professor.A formação de melhores profissionais para atuarem na realidade social, histórica, política e cultural em sua complexidade na contemporaneidade torna-se um desafio ainda maior no contexto do Ensino superior onde todos que lá atuam devem procurar o desenvolvimento profissional permanente, preciso e transformador.

Para tanto, as Universidades devem possibilitar um espaço de discussões didático- pedagógicas que instiguem nos docentes a sua inserção na realidade que emerge das múltiplas relações dos Projetos Pedagógicos e das possibilidades inerentes aos novos currículos, orientados pelas Diretrizes Curriculares de Educação Nacional. Deve também reposicioná-los no retorno a sua formação em programas de competências para a docência universitária, orientados pelas constantes alterações no cenário em que estão inseridos.

Em vista disto, os docentes que atuam no Ensino Superior devem primar cada vez mais pela qualificação de seu trabalho investindo na adoção de concepções, metodologias e avaliações inovadoras, desafiadoras, inteligentes, criativas e estimuladoras que promovam o processo de intervenção dos sujeitos e os qualifique para o real exercício da sua profissão assim como para a vida em cenários de interprofissionalização.

O ensino deve pautar-se, então, em momentos de assimilação, acomodação, desacomodação e elaboração dos conhecimentos científicos e sociais materializados nas matrizes curriculares dos cursos a partir de uma construção em que respeitem as Diretrizes Curriculares Nacionais, a realidade regional e as diretrizes político-pedagógicas da própria instituição.

Os projetos políticos pedagógicos têm a função institucional de regulamentar o curso perante órgãos oficiais e a reitoria, são documentos públicos que devem, portanto, se manter atualizados e em locais de fácil acesso aos interessados. Não devem ser elaborados somente para cumprir a função burocrática/ regulatórios.

Este aspecto é fundamental pois dependendo como a própria instituição entende o papel e a função que hoje os PPP ocupam dentro da universidade como, também junto as próprias Diretrizes curriculares Nacionais; o PPP acaba por se constituir ora como um documento burocratizante, entendido como regulatório, ou pode se constituir como documento emancipatório que ao mesmo tempo que projeta novo entendimento da ação formativa da proposta na área médica, pode desencadear a ação emancipatória dos sujeitos que a elaboram e a vivenciam no dia a dia da universidade, e nos diferentes contextos socioculturais com especial destaque aos SUS.

conceitual e prática do entendimento do papel que os PPP balizados pelas DCN tem tido na realidade universitária. Para ela a perspectiva regulatória do PPP perpetua, muitas vezes, de forma acrítica um discurso instituído contido nos documentos como o Plano de Desenvolvimento Institucional.

A respeito desta forma de orientação do PPP a autora afirma:

“A inovação regulatória ou técnica tem suas bases epistemológicas

assentadas no caráter regulador e normativo da ciência conservadora, caracterizada, de um lado, pela observação descomprometida, pela certeza ordenada e pela quantificação dos fenômenos atrelados a um processo de mudança fragmentado, limitado e autoritário; e de outro, pelo não desenvolvimento de uma articulação potencializadora de

novas relações entre o ser, o saber e o agir” (VEIGA, 2003, p. 269).

A respeito da possibilidade de modificação o status quo, os projetos regulatórios em pouco contribuem, uma vez que ao serem oficializados provocam uma mudança das ações e orientação das propostas em função de outros fatores, mas tal mudança que em muitos casos é parcial e temporária, não se traduz em uma nova forma de organização ou na possibilidade de modificação de um sistema vigente. As modificações de um projeto regulatório são orientadas em função de reproduzir o mesmo sistema, apenas com uma alteração no foco de interesse.

Em contra partida a esta ideia tão enraizada na realidade dos PPP nos cursos universitário há outra possibilidade no processo de construção, implementação e avaliação de um PPP balizada pela ação emancipatória ou dialética. Nessa direção Lucarelli (1994) afirma que ao pensarmos um PPP a partir de uma perspectiva emancipadora buscamos a ruptura do

status quo, não apenas em escala social a partir da modificação de nossas ações, mas a ruptura

de um status quo institucional e pouco questionado na estrutura universitária e escolar brasileira.

Um projeto será emancipador na medida em que os atores envolvidos o incorporem em sua prática cotidiana, e que a existência desse projeto extrapole os limites das funções institucionais e passe a orientar as propostas de intervenção político-social dos envolvidos, através da organização de propostas articuladas, ainda que estas não sejam necessariamente orientadas pelas mesmas bases, mas que tenham como denominador comum os objetivos de curso pensados coletivamente. Deste modo através da elaboração de um PPP emancipador fica explicita um entendimento da função social da educação comprometida com a evolução do sujeito e quebra de paradigmas sociais existentes.

“A instituição educativa não é apenas uma instituição que

reproduz relações sociais e valores dominantes, mas é também uma instituição de confronto, de resistência e proposição de

inovações. A inovação educativa deve produzir rupturas e, sob essa ótica, ela procura romper com a clássica cisão entre concepção e execução, uma divisão própria da organização do

trabalho fragmentado” (VEIGA, 2003, p. 277).

A existência de todos esses elementos é fundamental para que o PPP cumpra sua função institucional, ao garantir que as instâncias superiores da universidade tenham dados completos e atualizados a respeito dos cursos existentes, e cumpra também sua função social ao deixar sintetizado e explícito aos alunos, professores e funcionários que se integrem ao coletivo de componentes do curso quais são as propostas que orientam as ações e decisões internas, e qual