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2. GENEL BİLGİLER

5.5. Biyokimyasal Bulgular

5.5.4. Diğer biyokimyasal parametreler ve prolaktinoma

Esta seção apresenta as tipologias empregadas na pesquisa para a operacionalização dos constructos.

3.5.1 Acumulação de capacidades tecnológicas

Esta seção justifica o motivo da não utilização de indicadores convencionais de mensuração de capacidade tecnológica de forma independente, adotando uma taxonomia mais abrangente, e a forma como será operacionalizada essa mensuração nesta pesquisa de tese.

3.5.1.1 Por que os indicadores convencionais de mensuração de capacidade tecnológica não são suficientes isoladamente para esta pesquisa de tese?

Indicadores convencionais de P&D, patentes, pessoal alocado em laboratórios de P&D, intensidade da atividade de patentes internacionais, publicações etc. têm sido extensivamente usados para medir capacidade tecnológica. Contudo, essa abordagem com base em indicadores convencionais de Ciência e Tecnologia (C&T) têm limitações que restringem sua efetividade em descrever trajetórias de acumulação de capacidade tecnológica em empresas latecomers, pois, por exemplo: (i) não capturam especificidades e nuanças intraindustriais, negligenciando heterogeneidades de desempenho em diferentes atividades tecnológicas; (ii) negligenciam atividades como os esforços em melhoria da rotina organizacional e melhorias incrementais em tecnologias já existentes; (iii) as análises têm uma abordagem estática (snap-shot) e são focadas em períodos curtos; e (iv) esses estudos utilizam uma lógica que negligencia atividades como imitação, cópia, adaptação, experimentação, adoção de novos produtos, processos e arranjos organizacionais (LALL, 1992; BELL; PAVITT, 1993, 1995; ARIFFIN, 2000; FIGUEIREDO, 2001).

Dessa forma, a abordagem de mensuração de capacidades tecnológicas com base em indicadores de P&D e patentes (quando utilizadas de forma isolada) se mostra limitada para o entendimento de como empresas latecomers constroem suas capacidades tecnológicas. Esse mesmo argumento é utilizado para empresas de economias avançadas em Coombs e Bierly (2006). É necessária, portanto, uma forma de análise que, de um lado, capte os diferentes graus de atividades inovadoras, conforme utilizado amplamente na literatura de empresas latecomers (DUTRÉNIT, 2000; ARIFFIN, 2000; FIGUEIREDO, 2001, 2010; IAMMARINO; PADILLA- PÉREZ; VON TUNZELMANN, 2008) e, de outro, utilize os indicadores de P&D e patentes para compreender o comportamento das organizações latecomers quando já alcançaram a fronteira tecnológica internacional. Na próxima seção, é apresenta a métrica para aferir capacidades tecnológicas inovadoras que será utilizada para esta pesquisa.

3.5.1.2 Taxonomia para aferição de capacidades tecnológicas na indústria de bioetanol

A literatura de capacidade tecnológica apresenta uma série de tipologias desenvolvidas para o entendimento do processo de acumulação de capacidades tecnológicas. Pode-se destacar os modelos de Dahlman, Ross-Larson e Westphal (1987), Lall (1987, 1992), Bell e Pavitt (1995), Dutrénit (2000), Figueiredo (2001, 2007), Marcelle (2004, 2005), entre outros. A tipologia usada nesta pesquisa é baseada nos trabalhos de Lall (1992), Bell e Pavitt (1995) e Bell e Figueiredo (2012a), distinguindo quatro níveis de inovação: básica, intermediária, avançada e liderança mundial; e duas de produção: básica e avançada. A tipologia usada nesta pesquisa distingue a novidade da inovação em termos tecnológicos e mercadológicos, ou seja, o espectro de inovação não é somente sobre a sofisticação e complexidade tecnológica, mas, também, a sua novidade (BELL; FIGUEIREDO, 2012a).

Esta pesquisa se apoia na ideia de que os processos nos quais são acumuladas capacidades se diferem na sua profundidade, velocidade e dispersão enquanto se avança pelos diferentes níveis de capacidade tecnológica, ou seja, percorrem diferentes trajetórias tecnológicas (ARIFFIN, 2000; FIGUEIREDO, 2001; BELL, 2006). O Quadro 3.1 apresenta uma métrica de aferição de capacidades tecnológicas que tem sido extensivamente utilizada em estudos de acumulação de capacidades tecnológicas que servirá de “guia” para esta pesquisa. As capacidades tecnológicas são compreendidas em duas dimensões: funções e níveis.

Quadro 3.1. Métrica para aferir capacidades tecnológicas Nível de capacidade

tecnológica Elementos ilustrativos que expressam esses níveis de capacidade

Nível 6 – World- leading innovation

Capacidade para realizar atividades inovadoras baseadas em P&D de classe mundial que avançam a fronteira tecnológica internacional de inovação e/ou estabelecem uma nova direção da fronteira tecnológica internacional com a implementação de inovações que são novas para o mundo.

Nível 5 – Inovação avançada

Capacidade para realizar atividades inovadoras com modificações complexas perto da fronteira tecnológica com a implementação de inovações que são novas para a economia.

Nível 4 – Inovação intermediária

Capacidade para realizar atividades inovadoras que são principalmente adaptações de tecnologias atuais, sem P&D formal, com base em diferentes tipos de experimentação criativa e engenharia, com a implementação de inovações que são novas para a indústria.

Nível 3 – Inovação

básica Capacidade para realizar atividades minor innovation que são em sua maioria com base em experiências. Nível 2 – Capacidade

de produção avançada

Capacidade para executar atividades operacionais com base no uso das mais avançadas tecnologias e sistemas de produção existentes (ex.: world-class operations e high performance manufacturing). Atendimento de padrões globais de eficiência, qualidade, confiabilidade e segurança.

Nível 1 – Capacidade de produção básica

Capacidade para implementar atividades operacionais com base no uso de tecnologias e sistemas de produção existentes. Operação com base na replicação de especificações de processos e produtos. Atendimento de padrões locais/nacionais de eficiência, qualidade, confiabilidade e segurança.

Fonte: Adaptado de Bell e Figueiredo (2012a) e Figueiredo (2014).

3.5.2 Mecanismos de aprendizagem tecnológica

A operacionalização da aprendizagem nesta pesquisa de tese será realizada por meio dos diversos mecanismos de aprendizagem tecnológica que as organizações adquirem diferentes tipos de conhecimento externo e assimilam esses tipos de conhecimento internamente para a construção de capacidades tecnológicas.

Considera-se que é por meio dos mecanismos de aprendizagem tecnológica que as organizações adquirem as dimensões tácitas e explícitas de conhecimento que podem estar ou não incorporadas em pessoas. Esses conhecimentos podem ser codificados, ou seja, serem expressos na forma de palavras, símbolos, analogias, metáforas, modelos, conceitos, formatos, procedimentos, projetos, manuais, softwares etc., que facilitam a sua disseminação. Essa disseminação pode ocorrer pelo compartilhamento de experiências, solução compartilhada de problemas, rotação no trabalho, observação, protótipos, ou seja, pela socialização do saber. O Quadro 3.2 tem o propósito de apresentar alguns mecanismos de aprendizagem encontrados na literatura. Contudo, na análise das evidências empíricas, nem todos esses mecanismos serão

abordados em todas as funções e em todas as fases. Será apenas revelado o que emergiu das evidências de campo.

Quadro 3.2. Mecanismos de aprendizagem tecnológica encontrados na literatura Mecanismo de

aprendizagem tecnológica

Descrição do mecanismo de aprendizagem

tecnológica Alguns trabalhos relacionados

Contratação de expertise

Processos para obter acesso a novos conhecimentos por meio da contratação de profissionais ou especialistas para produção, P&D, processos organizacionais e gerenciais, e/ou para desenvolver projetos.

Marcelle (2005); Tacla e Figueiredo (2006); Vedovello e Figueiredo (2006); Figueiredo (2011); Guo e Guo (2011), Bell e Figueiredo (2012a); Figueiredo, Cohen e Gomes (2013); Urzua (2011); e Yoruk (2011).

Treinamento

A concepção e/ou participação em treinamentos, seminários, visitas técnicas, cursos e aulas para a operação de tecnologias, utilização de novos processos, incorporação de novas técnicas ou para a realização de atividades inovadoras. Esse processo pode ser realizado de forma individual ou em parceria com universidades, institutos de pesquisa, fornecedores etc.

Marcelle (2005); Tacla e Figueiredo (2006); Vedovello e Figueiredo (2006); Santamaría, Nieto e Barge-Gil (2009); Figueiredo (2011); Guo e Guo (2011), Bell e Figueiredo (2012a); Figueiredo, Cohen e Gomes (2013); Fu, Diez e Schiller (2013); Guo e Chen (2013); Urzua (2011); e Yoruk (2011).

Assistência técnica e consultoria

A prestação e/ou recebimento de assistência técnica, consultoria ou auditoria em matérias-primas, produtos, processos, softwares, sistemas, equipamentos, máquinas, laboratórios e tecnologias.

Powell, Koput e Smith-Doerr (1996); Inzelt (2004); Tacla e Figueiredo (2006); Vedovello e Figueiredo (2006); Santamaría, Nieto e Barge-Gil (2009); Yoruk (2009, 2011); Figueiredo (2011); Guo e Guo (2011), Bell e Figueiredo (2012a); Figueiredo, Cohen e Gomes (2013); e Guo e Chen (2013).

Experimentação operacional e

laboratorial

Realização de atividades no chão de fábrica ou no campo, com base em tentativa e erro, para a realização de melhorias incrementais em matérias-primas, produtos, processos, softwares, sistemas, equipamentos, máquinas e tecnologias. Esse processo pode ser realizado de forma individual ou em parceria com universidades, institutos de pesquisa, fornecedores etc.

Powell, Koput e Smith-Doerr (1996); Ariffin (2000); Inzelt (2004); Santamaría, Nieto e Barge- Gil (2009); Yoruk (2009, 2011); Tödtling, Lehner e Kaufmann (2009); Zeng, Xie e Tam (2010); Figueiredo (2011); Guo e Guo (2011); Urzua (2011); e Hansen e Ockwell (2014).

Engenharia, engenharia

reversa e projetos

Realização de atividades de engenharia, engenharia reversa e projetos para concepção e desenvolvimento de matérias- primas, produtos, processos, softwares, sistemas, equipamentos, máquinas e tecnologias. Esse processo pode ser realizado de forma individual ou em parceria com universidades, institutos de pesquisa, fornecedores etc.

Powell, Koput e Smith-Doerr (1996); Ariffin (2000); Dantas (2006); Santamaría, Nieto e Barge- Gil (2009); Tödtling, Lehner e Kaufmann (2009); Yoruk (2009); Zeng, Xie e Tam (2010); Figueiredo (2011); Guo e Guo (2011); Urzua (2011); e Hansen e Ockwell (2014).

P&D aplicado

Realização de atividades de P&D para criação de novas matérias-primas, produtos, processos, softwares, sistemas, equipamentos, máquinas e tecnologias. Esse processo pode ser realizado de forma individual ou em parceria com universidades, institutos de pesquisa, fornecedores etc.

Powell, Koput e Smith-Doerr (1996); Kim (1998); Ariffin (2000); Inzelt (2004); Dantas (2006); Vedovello e Figueiredo (2006); Santamaría, Nieto e Barge-Gil (2009); Tödtling, Lehner e Kaufmann (2009); Yoruk (2009, 2011); Zeng, Xie e Tam (2010); Figueiredo (2011); Guo e Guo (2011); Urzua (2011); e Hansen e Ockwell (2014).

P&D básico

Realização de atividades de P&D para explorar novos campos científicos, e criação de conhecimentos científicos e tecnológicos capazes de gerar tecnologias radicalmente novas. Esse processo pode ser realizado de forma individual ou em parceria com universidades, institutos de pesquisa, fornecedores etc.

Powell, Koput e Smith-Doerr (1996); Kim (1998); Ariffin (2000); Inzelt (2004); Dantas (2006); Vedovello e Figueiredo (2006); Santamaría, Nieto e Barge-Gil (2009); Tödtling, Lehner e Kaufmann (2009); Yoruk (2009, 2011); Zeng, Xie e Tam (2010); Figueiredo (2011); Guo e Guo (2011); Urzua (2011); e Hansen e Ockwell (2014).

3.6 Modelo Analítico que Prevalece na Literatura de Acumulação de Capacidades