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Demir ve Çeliğin Savaş Gemilerinin İnşasında Kullanımı

DÖRDÜNCÜ BÖLÜM

4.4. Demir ve Çeliğin Savaş Gemilerinin İnşasında Kullanımı

Uma das abordagens mais conhecidas para a alternância causativa é a que foi proposta por Beth Levin & Malka Rappaport Hovav (ou vice-versa) em uma série de trabalhos. As ideias mais conhecidas das autoras são as expressas em Levin & Rappaport (1995), que são sumarizadas abaixo:

 A sentença causativa é a básica. A morfologia que algumas línguas apresentam em sentenças anticausativas mostra que esse tipo de sentença deriva da causativa. Verbos transitivos com grande variedade de tipos de argumentos externos (Agentes, Instrumentos e Causas) são aqueles que alternam. O argumento externo desses verbos é suprimido na estrutura conceitual e as sentenças se transformam em anticausativas (incoativas, para as autoras).  Os verbos podem ser divididos em dois tipos: internamente causados (como se

os próprios argumentos dos verbos tivessem propriedades que causam a mudança de estado) e externamente causados (que têm uma força externa provocando a mudança).

Interessantemente, as autoras revisaram algumas dessas assunções no curso de seus trabalhos. Em Rappaport & Levin (2011), por exemplo, elas apresentam uma proposta em que,

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pelo menos para o inglês, as anticausativas seriam as básicas. A sentença causativa apareceria por causa de dois outros fatores: Condição de causação direta (Direct causation condition – DCC) e Condição de continência apropriada (Proper containment condition – PCC), explicitadas abaixo. A aplicação dessas regras ficará mais clara ao longo da discussão.

 DCC: uma raiz que seleciona um único argumento pode ser expressa em uma sentença com um verbo transitivo se o sujeito representa uma causa direta da eventualidade expressa pelo verbo e seu argumento.

(RAPPAPORT & LEVIN, 2011:15)4.

 PCC: Quando uma mudança de estado é apropriadamente contida dentro de um ato causador, o argumento que representa esse ato deve ser expresso na mesma sentença que o verbo que descreve a mudança de estado.

(RAPPAPORT & LEVIN, 2011:16).5

Ao revisitar a alternância causativa no inglês, as autoras partem de uma das generalizações mais conhecidas (relacionada à questão ((d) acima), nomeadamente, a que sugere que verbos que têm argumentos externos com papel temático Agente não alternariam. Essa assunção parte de uma ideia muito razoável sobre “a categorização dos eventos”: a variante anticausativa não estaria disponível para verbos que expressam um evento que dependa de um Agente para acontecer. Contudo, como as próprias autoras mostram, essa forma alternante pode, sim, estar disponível. Veja os exemplos abaixo:

(7) My son wanted to annoy me, so he threw my precious vase against the wall and it broke.

(8) Meu filho queria me irritar, então ele jogou meu vasoi precioso contra a parede e elei

quebrou.

(9) Sally kept tugging on the door until it finally opened.

Sally continuou puxando a portai até que elai finalmente abriu

(RAPPAPORT & LEVIN, 2011:9)

4No original: “The Direct Causation Condition: A single argument root may be expressed in a sentence with a transitive verb if the subject represents a direct cause of the eventuality expressed by the root and its argument.” 5 No original: “The Proper Containment Condition: When a change of state is properly contained within a causing act, the argument representing that act must be expressed in the same clause as the verb describing the change of

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Em português, além dos casos da alternância agentiva, que discutirei no Capítulo 5 deste trabalho, há também sentenças que expressam eventos em que, claramente, só um agente poderia fazer algo aparecem na forma anticausativa, como em (10):

(10) As inscrições já abriram.

Mais problemas sugerem a necessidade de revisitação da alternância causativa, quando as autoras mencionam os verbos internamente causados, aqueles que são tidos como não- alternantes em Levin & Rappaport (1995). Pesquisas com corpus como as conduzidas por McKoon & MacFarland (2000), entretanto, demonstraram que esses verbos participam da alternância causativa. Tanto esse trabalho, quanto as revisitações de Levin (2009), Rappaport & Levin (2011), Alexiadou (2014), entre outros, mostram que verbos internamente causados, quando em sentenças causativas, só ocorrem com Causas como argumentos externos, Agentes não sendo licenciados:

(11) Early summer heat blossomed fruit trees across the valley. O calor do início do verão floresceu os pomares no vale. (12) Salt air and other common pollutants can decay prints.

Maresia e outros poluentes comuns podem decair marcas (impressas). (13) Raindrops selectively erode clay particles.

Gotas de chuva podem erodir partículas de argila.

(14) The onset of temperatures of 100 degrees or more, on top of the drought, O início de temperaturas de 100 graus ou mais, no auge da estação seca, has withered drops.

murchou as gotas.

(RAPPAPORT & LEVIN, 2011:11)

Como as autoras apontam, exemplos como esses desfavoreceriam a generalização que fizeram no trabalho de 1995 de que a sentença causativa é a básica. Com base nesses dados, as autoras formulam a DCC, apresentada acima, que descreve condições sob as quais uma Causa, do tipo daquelas encontradas nos exemplos de (11) a (14), pode aparecer. Por causa direta, nesses contextos, com base em Wolff (2003), as autoras especificam que:

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Causação direta se verifica entre o causador e o resultado final em uma corrente causal: (1) se não há nenhuma entidade intermediária no mesmo nível de granularidade como Causa inicial ou Causa final, ou (2) se alguma entidade intermediária que está presente pode ser concebida como uma condição facilitadora e não uma Causa interveniente.

(WOLFF, 2003:4-5)6

Para as autoras, essa é uma condição que explica, muito bem, a relação entre o argumento interno e o argumento externo do verbo em sentenças causativas. Não são todas as combinações de verbos com argumentos internos que levam à alternância. Os exemplos abaixo mostram que open não alterna se o objeto for jar, por exemplo. Para abrir um pote, é geralmente necessário aplicar uma forca contínua sobre a tampa. Assumindo que o pote esteja, de fato, vedado, é improvável que uma Causa como vento ou mesmo um terremoto abram o pote. Em contraste, uma janela pode abrir mais facilmente se o vento soprar.

(15) The window opened. (16) *The jar opened.

(RAPPAPORT & LEVIN, 2011:25)

Além disso, essa seria uma boa condição para explicar as sentenças de (11) a (14), mostradas acima, que só podem ocorrer com uma Causa como argumento externo. Crucialmente, verbos internamente causados podem ter um evento na posição de argumento externo porque esses eventos independentes o calor do início do verão, em (11), a maresia e poluentes em (12), etc. – são vistos como facilitadores dos eventos descritos pelo verbo. Sentenças como as que vemos de (11) a (14) são, assim, um interessante exemplo da parte (2) da ideia de causação direta de Wolff (2003), apresentada acima. A título de exemplificação, consideremos a tradução de (11): O calor do início do verão floresceu os pomares no vale. Os pomares vão, inevitavelmente, florescer devido a alguma propriedade inerente ao pomar, mas, como é observado que o calor do início do verão facilita essa ação, tal evento pode ser conceitualizado (usando a terminologia das autoras) como um argumento externo.

À DCC, é acrescida mais uma condição na revisão sobre a alternância causativa em inglês, nomeadamente, a PCC, vista anteriormente. Tal condição explicaria porque o verbo clear, de acordo com o contexto abaixo, não alternaria, uma vez que o balcão só pode ser limpo

6No original: “Direct causation is present between the causer and the final causee in a causal chain (1) if there are no intermediate entities at the same level of granularity as either the initial causer or final causee, or (2) if any intermediate entities that are present can be construed as an enabling condition rather than an intervening causer.”

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por alguém, o que requer que o argumento que inicia a mudança de estado nesse objeto seja expresso:

(17) a. The waiter cleared the counter.

b. *The counter cleared. (RAPPAPORT & LEVIN, 2011:22)

Essas duas condições, mais do que explicitar características de verbos que alternam, explicitariam sob que condições conceituais verbos internamente causados podem aparecer em sentenças causativas. São elas: a Causa, que é o argumento externo, seria o desencadeador mais direto da ação e verbos normalmente tidos como agentivos não podem alternar, porque a mudança de estado está contida dentro de um ato causador.

Do ponto de vista descritivo, o trabalho das autoras é adequado. Entretanto, mesmo se considerarmos esses critérios conceituais como linguisticamente relevantes, eles não nos parecem suficientes dado que, mesmo nas línguas em que, por exemplo, essa DCC se aplica, pode haver diferenças na estruturação sintática. Observe o dado abaixo, do grego, em que um clítico é necessário para que verbos internamente causados apareçam com uma causa como argumento externo.

(18) I gimnastiki tin adinatise tin Maria Sports cl-her thined-3sg Mary-acc ‘Os esportes CL emagreceram a Maria’

(ALEXIADOU, 2006:7)

Clíticos também aparecem em sentenças transitivas no grego, quando inergativos são causativizados:

(19) Me perpatise se meri pu ixame agapisi. me walked-3s to places that had-1p loved

Ele me andou (lit.) para os lugares que nós amamos. (20) I Olimpiaki mas taksidhevi se olo ton kosmo.

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Olympic Airways nos viaja (lit.) pelo mundo todo. (ALEXIADOU, 2006:7)7

É curioso que verbos internamente causados (inacusativos) e verbos inergativos necessitem de clíticos quando causativizados, já que são classes diferentes. Dessa maneira, o trabalho de Rappaport & Levin (2011) é uma boa indicação de como se dá a interpretação das sentenças causativas/anticausativas, mas não se interessa pela correlação dessa interpretação com a sintaxe do inglês ou de outras línguas em que os fenômenos em questão estejam em discussão.

Nas próximas seções, resenhamos trabalhos de autores que levam em conta propriedades sintáticas na abordagem da alternância causativa.