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Existem vários elementos logísticos que impactam o fluxo de comércio internacional de mercadorias. Para o presente estudo, será dado foco à questão da qualidade da

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Foram excluídos da amostra, por falta de dados, os países: Malta (EU), Papua Nova Guiné (APEC), Tailândia (APEC), Taiwan (APEC).

infraestrutura de transportes, bem como à eficiência do processo alfandegário. Essas variáveis foram coletadas em dois importantes relatórios publicados anualmente pelo Banco Mundial e pelo Fórum Econômico Mundial: o Doing Business e o Global

Competitiveness Report respectivamente.

O Doing Business é um relatório anual divulgado desde 2004 pelo Banco Mundial. A pesquisa apresenta uma série de indicadores quantitativos com informações relacionadas ao ambiente de negócios disponíveis para 183 países, abordando 11 áreas distintas, entre elas, o comércio internacional. Como se trata de uma pesquisa de percepção, os dados são obtidos por meio de questionários, os quais são respondidos por profissionais, sobretudo, de pequenas e médias empresas domésticas. As informações contidas na pesquisa são baseadas na regulamentação doméstica, bem como nas exigências administrativas. Para o relatório divulgado em 2012, mais de nove mil pessoas foram entrevistadas e as informações se referem a junho de 2011 (DOING BUSINESS, 2012).

No que tange ao comércio internacional, o relatório apresenta três variáveis relacionadas ao processo alfandegário, as quais são utilizadas neste trabalho. Para obter esses dados, 868 profissionais foram consultados em 2012. Tanto o processo de exportação quanto de importação abordados são baseados no transporte marítimo. No que cerne a exportação de mercadorias, o procedimento se estende desde a colocação do produto em container no depósito da fábrica até sua partida no porto de saída. Já com relação à importação, o processo é considerado desde a chegada do navio no porto de entrada até a entrega das mercadorias no depósito. Para tornar a pesquisa comparável entre as economias, algumas pressuposições foram feitas. As empresas teriam que ter no mínimo 60 funcionários e exportar pelo menos 10% de suas vendas. Adicionalmente, teriam que ser domésticas, privadas e localizadas na maior cidade de negócios do país, em uma área que não fosse um distrito industrial ou zona de processamento de exportação, de modo que não houvessem privilégios (DOING BUSINESS, 2012).

O Global Competitiveness Report, por sua vez, é um relatório anual divulgado pelo Fórum Econômico Mundial. A pesquisa divulga uma série de dados que retratam a competitividade de mais de 140 economias, retratando o ambiente econômico de um país e sua capacidade de alcançar um nível de prosperidade econômica sustentado. O relatório é baseado em duas fontes distintas de informações: organizações internacionais e fontes nacionais e uma pesquisa de opinião executiva, realizada pela própria instituição. Os dados referentes ao período que se estende de 2008 a 2011 apresentam a mesma metodologia e permitem comparação. Para o relatório de 2011-2012, mais de 15 mil

questionários foram obtidos de 142 economias, dos quais 13.39519 foram efetivamente incorporados ao relatório, e abrangem o período entre janeiro e junho de 2011. Os questionários são direcionados a uma amostra aleatória de empresas, entre grandes e pequenas, de vários setores da economia, de modo a evitar viés nos resultados (GLOBAL COMPETITIVENESS REPORT, 2011-2012).

A maioria das 120 perguntas contidas no questionário exige que o respondente avalie um determinado aspecto em uma escala que se estende de um a sete, em que um representa a pior situação e sete, a melhor. As respostas individuais selecionadas são agregadas nacionalmente por meio de uma média ponderada por setor para cada país. Assim, obtém-se uma média representativa da estrutura econômica de cada nação, baseada na contribuição de cada um dos quatro setores (agricultura, indústria manufatureira, indústria não-manufatureira e serviços) no produto interno bruto do país. Adicionalmente, são adotadas técnicas para que um pequeno número de empresas em um setor bastante representativo na economia não receba um peso excessivo (GLOBAL COMPETITIVENESS REPORT, 2011-2012).

As variáveis número de documentos exigidos para a exportação/importação de uma mercadoria (Doc_o e Doc_d) consideram todos os documentos necessários por embarque via transporte marítimo para exportar ou importar uma mercadoria, incluindo documentos: bancários, para desembaraço aduaneiro, exigidos por agências de controle técnico e sanitário, exigidos para a manipulação de mercadorias nos terminais portuários e referentes ao transporte das cargas. Como os pagamentos são feitos via carta de crédito, todos os documentos necessários para a emissão e segurança de uma carta de crédito também são inclusos (DOING BUSINESS, 2012).

As variáveis tempo, em dias, necessário para a exportação/importação (Temp_o e

Temp_d) de uma mercadoria consideram o tempo que se estende desde o acordo

contratual entre as partes envolvidas até a entrega da mercadoria. Em termos práticos, isso inclui o tempo necessário para: obtenção de toda a documentação, transporte e manuseio terrestre das mercadorias, desembaraço alfandegário e inspeções e manuseio das mercadorias no terminal portuário. Vale ressaltar que o tempo registrado não inclui o tempo de transporte marítimo. Além disso, processos que podem ser efetuados em paralelo um do outro são registrados como simultâneos, considerando-se para a contagem

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Questionários nos quais menos de 50% das perguntas foram respondidas são excluídos da amostra, por refletirem falta de interesse por parte do respondente. Também são realizados testes de representatividade individual de um questionário, por meio de análise multivariada, de modo que outliers são excluídos da amostra (GLOBAL COMPETITIVENESS REPORT, 2011-2012).

o tempo em que eles ocorrem simultaneamente, e o período de espera entre um procedimento e outro também é incluso na contagem (DOING BUSINESS, 2012).

As variáveis custo para a exportação/importação de um container padrão de 20 pés (cerca de 6 metros) (Cust_o e Cust_d) consideram os custos incorridos no processo que se estende desde o acordo contratual entre as partes envolvidas até a entrega da mercadoria. Efetivamente, isso inclui os custos necessários para: a obtenção de todos os documentos exigidos no processo, transporte e manuseio terrestre das mercadorias, desembaraço alfandegário e inspeções técnicas e manuseio das mercadorias no terminal portuário. Cabe ressaltar que são incluídos apenas os custos oficiais, excluindo qualquer tipo de suborno. Ademais, são excluídos também as tarifas e os custos do transporte marítimo (DOING BUSINESS, 2012).

No tocante à questão da infraestrutura, quatro indicadores do Global Competitiveness

Report serão empregados. Os indicadores avaliam a qualidade da infraestrutura no que

tange aos transportes rodoviário (InfRod), ferroviário (InfFer), marítimo (InfPort) e aéreo (InfAer). Os respondentes julgam a qualidade da infraestrutura de transporte em cada uma dessas quatro áreas em seu próprio país, separadamente. A escala de avaliação varia de um a sete, sendo sete a melhor situação (GLOBAL COMPETITIVENESS REPORT, 2011-2012).

Benzer Belgeler