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Damızlık Depolarının Kurulması

A organização intelectual de um acervo é procedimento da prática

arquivística. E as operações que se destinam a este fim, nos arquivos

correntes e permanentes, são, respectivamente, a Classificação e o Arranjo.

Do ponto de vista conceitual, as operações de Classificação

consistem em ordenar intelectualmente os documentos de arquivo, de forma

lógica e estruturada. A materialização desse procedimento encontra-se no

chamado Plano de Classificação. Por meio deste dispositivo tem-se a

configuração exata do arquivo como um todo, podendo-se com isso,

desenvolver estratégias de avaliação para os grupos de documentos.

A Classificação é entendida por Schellenberg (1973) como um

procedimento fundamental na administração e controle dos documentos

correntes. Ela se configura por meio da ordenação dos documentos, que

obedece a um plano dedicado a facilitar o seu acesso e uso eficiente. O autor

cita três elementos válidos na metodologia de Classificação:

a) atividade a que se referem os documentos;

b) estrutura organizacional do órgão produtor;

c) assunto ou conteúdo do documento.

O survey é citado por Lopes (1997) como uma técnica indispensável

unidades administrativas. A partir daí, se tem possibilidade de construir um

quadro geral da situação do arquivo, delineando-se as opções adequadas em

termos de procedimento.

O Arranjo, tal como a Classificação, é uma operação básica de

ordenação dos conjuntos arquivísticos. A diferença é que, de acordo com a

literatura, suas operações se executam na fase permanente dos documentos,

onde são criados os chamados quadros de fundos e quadros de arranjo. Estes

quadros possibilitam a representação estrutural dos fundos arquivísticos,

auxiliando na visualização do seu aspecto orgânico.

As estratégias de Arranjo, de acordo com Thibodeau (1990), se

operam com base nos princípios da proveniência e ordem original, além da

análise prévia da estrutura do órgão produtor. Portanto, é somente a partir do

conhecimento destes elementos, que se pode estabelecer concretamente um

esquema lógico da disposição dos conteúdos informacionais do acervo.

A estrutura orgânico-funcional do órgão produtor é também fator sine

qua non do Arranjo, na visão de Bellotto (1991). A autora acrescenta a

necessidade de identificação das tipologias documentais presentes no acervo. Elas também são determinantes do procedimento. Assim, pela tipologia

diplomática, se tem uma idéia da função do documento enquanto unidade, ou

seja, espécie documental. Já no caso da tipologia arquivística, importa o

gênero ao qual pertence determinado grupo de documentos. E assim, a autora

sugere que a representação estrutural dos fundos siga proposta da área,

a) arquivo; b) fundo; c) seção; d) série; e) sub-série; f) unidade documental.

Do ponto de vista prático, Schellenberg (1973) sugere que os

procedimentos de Arranjo obedeçam a uma seqüência de ordenação dos

fundos, realizada em duas fases distintas, que são:

a) dos grupos de documentos, uns em relação aos outros;

b) das peças individuais, dentro dos grupos.

As operações de Classificação e Arranjo são procedimentos que no

quadro geral arquivístico não fogem aos debates que se processam na área.

Assim, existem divergências que encontram argumentação em questões de

ordem terminológica e conceitual. Elas dizem respeito à efetivação, ou não,

destes procedimentos em determinada etapa do ciclo de vida dos arquivos. De

modo que é relevante luz sobre algumas destas questões.

permanentes. No entanto, sustenta que estas operações devem ser

executadas também nos arquivos correntes. E justifica-se, dizendo que no

Brasil a distinção existente entre Arranjo e Classificação não é de ordem

conceitual, mas tem origem em problemas de tradução. Assim, segundo ele, o termo de uso corrente no país é “arranjo”, por influência da terminologia inglesa “arrangement”. O termo “classificação” tem seu equivalente no francês “classment” e designa o mesmo procedimento. Não obstante, seu uso tem sido preterido no país.

Diante do que diz o autor, se conclui que as diferenças entre o

Arranjo e a Classificação não se prendem propriamente aos conceitos ou

aplicabilidade, mas principalmente à predileção por determinada terminologia.

Porém, para Schellenberg (1973), a distinção entre tais procedimentos tem um

fundo teórico. Ele pondera que os métodos de arquivamento utilizados pelo

órgão de origem - no arquivo corrente - não são os mesmos do órgão de

destino - o arquivo permanente. E também que o arquivo corrente trata a

documentação pertencente a uma única instituição. Enquanto que o

permanente recebe documentação remanescente de instituições distintas. Isto

torna necessária a adoção de procedimentos de abordagem igualmente

distintos, nos dois casos.

Idéia semelhante se identifica em Bellotto (1991). Ela argumenta que

na fase permanente não cabe a realização de uma classificação, nos moldes

da fase corrente, porque as funções dos arquivos nestas etapas são

diferenciadas. Assim, se um visa ao atendimento de fins administrativos, o

sido utilizado para identificar, tanto o quadro dos fundos e a disposição interna

de suas seções e séries, como a ordem interna dos documentos nestas

mesmas séries. Ela pondera que até mesmo a Sociedade dos Arquivistas Americanos (SAA) define “arranjo” de forma dúbia, como processo e resultado.

Das falas anteriores se extraem conclusões. O Arranjo é um

procedimento fundamental na fase permanente dos documentos. Nesta etapa,

onde a documentação tem proveniência diversa, é importante não mesclar ou

desintegrar os conjuntos. Tampouco, dispô-los em ordem que dificulte o acesso

e a recuperação da informação. Portanto, este procedimento se apresenta

como condição para agrupar os documentos, dar visibilidade e revelar suas

potencialidades informacionais.

Por outro lado, a idéia de aplicar a metodologia de arranjo à fase

corrente representa uma via interessante. Ela se apóia naquela proposta de

reintegração e uniformização nos procedimentos de tratamento arquivístico,

anteriormente citada. E o que se pretende, em tese, não é estender a

Classificação à fase permanente, mas recompor a visão integral do arquivo,

pelo emprego do método de fixação dos fundos e arranjo dos conjuntos

documentais, já na primeira fase do ciclo arquivístico.

Contudo, pelo alcance da proposta, se percebem dificuldades em

sua concretização. Ela implica uma mudança de ótica quanto aos procedimentos e seu emprego, além do mais, exige melhor performance no

trato da documentação de ordem corrente e intermediária. Portanto, não

públicas ou privadas, uma vez que eles são os profissionais adequados ao

trato deste tipo de documentação.

Mas, não se pode negar que tal proposta representa, evidentemente,

um avanço na direção da esperada valorização profissional, no entendimento

mais profundo da instituição-arquivo e, finalmente, no controle mais efetivo da

produção documental e fluxo da informação nas instituições, necessidades

cada vez mais imprescindíveis na contemporaneidade.