Família e sexualidade, diversidade sexual
- quando eu era jovem minha mãe achava um absurdo duas mulheres juntas - meu pai sempre aceitou as mudanças, era uma pessoa mais crítica
- meu filho não aceita a homossexualidade, depois que virou evangélico ficou mais intolerante ainda
- meu pai falou comigo sobre minha menstruação
- se eu tivesse um irmãos gay ou irmã lésbica, acredito que seria tudo bem quanto à aceitação familiar
- se eu tivesse um irmão travesti a indignação familiar seria forte
- a mudança de aparência de um sujeito travesti não seria aceita pela família - minha irmã me incumbiu de conversar sobre sexualidade com meus sobrinhos
- quando minha prima homossexual foi expulsa de casa, minha mãe ajudou a resolver a situação
Outros professores e a diversidade sexual
- nesta escola tenho vários colegas homossexuais e a convivência é natural entre todos - já tive colegas de trabalho que pensam que não tem preconceito, mas tem
- um colega, professor de educação física, sempre era questionado sobre sexualidade pelos alunos, ele tirava dúvidas comigo
Posicionamentos e emoções pessoais
- fiquei brava quando a professora mediadora da escola presenciou uma cena de homofobia na escola e não fez nada
- indignação diante de uma professora que se negou a ministrar aulas de sexualidade para os alunos do oitavo ano, julgando o assunto muito avançado para eles
- indignação ao ver alunos preconceituosos
- contentamento ao encontrar alunos gays que se aceitaram e estão felizes com são Minhas práticas de educação sexual
- quando o assunto surge na aula, fazemos comentários sobre isso - sempre gostei desta temática
- sempre fui chamada nas escolas em que trabalhei para dar aulas de educação sexual - quer que eu fale sobre isto? Eu vou! Nunca tive vergonha
- já fui chamada de “a professora que dá aula de sexo!” na rua
- sempre encarei pensando: se eu não souber algo, vou atrás e descubro - acho que meus alunos tem que saber!
- estava cansada de ver meninas saindo correndo sem saber o porquê estavam sangrando - As identidades LGBT são apresentadas em todas as turmas e se surge interesse, existe uma discussão maior sobre elas
- no oitavo ano muitas vezes eles estão imaturos ainda, e no terceiro ano (quando o assunto deve ser abordado de novo), acredito que é muito tarde
- caso necessário, abro um espaço no planejamento do nono ano ou primeiro colegial para retomar a educação sexual
143 - estagiários e a educação sexual
- atrito com pais que não querem que seus filhos tenham aulas sobre sexualidade
- indignação por ter que pedir permissão aos pais para realizar um projeto de educação sexual
- nunca planejei e realizei uma discussão sobre diversidade sexual
- quando se fala em sexualidade na escola, a influência religiosa é muito forte
- acredito que meus alunos mudam alguns pensamentos e atitudes após minhas aulas de educação sexual
O Ensino de Ciências e a sexualidade
- Ciências tem a obrigação de abordar a sexualidade na escola, não só reprodução, mas sexualidade
- o professor de Ciências é o que deve estar preparado para tratar questões relacionadas à sexualidade na escola
- os alunos acham que o professor de Ciências vai responder tudo na área sexual e médica
A educação sexual escolar
- as orientações na área da sexualidade são direcionadas apenas à prevenção da gravidez e de DST
- não existem orientações relacionadas à diversidade sexual
- o respaldo para tratar a sexualidade em aulas é sempre o currículo
- como o currículo diz que a educação sexual começa no oitavo ano, apenas daí pra frente trabalhamos o tema
- trabalhar a sexualidade em sala de aula é papel de todos, inclusive o professor de Ciências uma vez que este trata de aspectos da reprodução
- existe um preconceito ou medo por parte dos gestores no que diz respeito à sexualidade na escola
- falta avanços na questão das diretrizes curriculares relacionadas à educação sexual - a escola é o lugar para formar novas percepções sobre a diversidade sexual
- os alunos vem sabendo muitas coisas, que aprendem na TV, família, amigos
- o conhecimento prévio dos alunos sobre o tema geralmente é restrito, errado ou incompleto
- os pais e a educação sexual escolar Os outros e a diversidade sexual
- ainda existe muito preconceito com relação à diversidade sexual
- a sociedade está melhorando sua forma de olhar para a diversidade sexual
- a mídia tem trazido muito isso na TV e as pessoas estão ficando mais acostumadas Os sujeitos LGBT
- homossexuais são pessoas normais
- nem todo gay é afeminado e nem toda lésbica é masculina Os alunos e a Diversidade sexual
144 - aqui, mesmo com professores homossexuais, os alunos são preconceituosos; na outra escola os professores eram preconceituosos e os alunos agiam naturalmente frente à diversidade sexual
- meninos não se aproximam muito de alunos gays pois são machistas - meninas geralmente são amigas de todos, são mais abertas
- já trabalhei em uma escola para alunos especiais e lá a diversidade sexual era vista naturalmente entre os alunos
- alunos mais jovens não são preconceituosos, a faixa dos 14, 15 anos já começam a ser mais resistentes
- meninos são mais homofóbicos que meninas
- a influência familiar é marcante nas ideias dos alunos sobre diversidade sexual - nunca tive alunos transgêneros
- se já tem preconceito com homossexuais, se eles viessem travestidos então, capaz de apanharem!
- tenho ex-alunos transexuais, que se transformaram após a escola
- a mídia e a TV ensinam muito sobre sexualidade aos jovens de hoje em dia Formação relacionada à sexualidade, diversidade sexual
- reconhece a carência na formação dos professores quanto à sexualidade
- em minha formação inicial não tive nenhum preparo relacionado à diversidade sexual - durante a formação continuada fez cursos relacionados à sexualidade e gênero
- não me sinto preparada no que diz respeito à diversidade sexual
- minha educação sexual na época de escola foi restrita a aspectos básicos da reprodução, “saí da escola sem saber que o pênis entrava na vagina!”
- nós professores precisamos estar sempre atualizados para dar boas aulas de educação sexual
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