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Dünyada ve Türkiye’de Pancar Şekeri Üretimi

3 ŞEKER PANCARININ ŞEKERİ VE MELASINDAN BİYOETANOL

3.7 DÜNYA VE TÜRKİYE’DE ŞEKER PANCARI VE PANCAR ŞEKERİ

3.7.2 Dünyada ve Türkiye’de Pancar Şekeri Üretimi

Ao longo da explanação, restou demonstrada a fundamentalidade material do direito de Liberdade de expressão, também na forma de manifestação de opinião, e sua correlação com o regime democrático, bem como sua tipificação como direito da personalidade.

A utilidade social da opinião, mormente a crítica, consiste, precisamente, em consentir, com a contribuição dos protagonistas diretos ou representativos das partes na relação de trabalho, a confrontação ou contraposição de ideias e convicções.

Essa contraposição se revela através da crítica, que é a especificação mais geral do direito de opinião, enquanto atividade racional de manifestação de um juízo sobre algo ou sobre um comportamento objetivo. Com a tutela do direito de crítica, o ordenamento jurídico garante um específico aspecto da liberdade de expressão do pensamento, essencial para a dialética democrática.

A crítica é também conceituada como uma censura ou como qualquer manifestação de pensamento que submete à avaliação o objeto a ser criticado por

entender seus aspectos eventualmente negativos226. Portanto, quando se fala do

direito de crítica, pretende-se legitimar um aspecto além da mera opinião.

Numa visão mais radical, a crítica pode ser considerada a dura contraposição, é trazer à discussão a inadequação, a insegurança, os erros dos outros, é querer provocar uma reação.

Embora, atualmente, não se exija que o trabalhador exprima opiniões coincidentes com os fins da entidade patronal ou esperado pelos seus superiores hierárquicos, o que suscita discussão é em que medida esse trabalhador se acha obrigado a não exprimir opiniões que possam perturbar o ambiente de trabalho ou prejudicar os fins da empresa.

É que não se pode negar que da manifestação de um juízo crítico de um trabalhador subordinado podem decorrer efeitos indesejados para o empregador, resultando em publicidade negativa, principalmente porque veiculadas por um empregado, que tem conhecimento direto das fragilidades da empresa.

Com base nesses aspectos, Aimo227 vai defender que a liberdade de

expressão, na concretização da crítica, pode assumir uma função “reivindicativa”, sobretudo com fins de atender a interesses coletivos: a efetiva utilização, ou apenas a ameaça de utilização, dos meios de comunicação para transmitir informações e exprimir opiniões críticas com relação à empresa, de fato, pode às vezes tomar um peso até mais decisivo que a greve, como cita a autora.

Além da função reivindicativa, pode desenvolver um papel de denúncia cada vez que um dos trabalhadores divulgue informações que dizem respeito a irregularidades, anomalias, ou também condutas ilícitas da empresa, com objetivo de correção.

Apresenta-se também com a função cooperativa e colaborativa, pois pode promover um dissenso “construtivo”, servindo de ferramenta para melhorar a organização da atividade e a qualidade da produção da empresa.

Por exemplo, quando se propõe um projeto de Qualidade Total, a crítica do trabalhador subordinado é a expressão de um espírito colaborativo. Nesses casos, inclusive, o dissenso é estimulado.

226 VECA, Giovanni. Osservazioni in merito al diritto di critica del dipendente e rapporto di lavoro

subordinato. Responsabilità Civile e Previdenza. Roma, Associazione ESSPER periodici italiani di economia, scienze sociali e storia, v. 70, fascicolo 2, 2005.

Na linha da jurisprudência italiana, e com base numa decisão do Tribunal

de Milão, Aimo228 defende que a denúncia de inadimplências, omissões ou também

comportamentos suspeitos ou patentemente ilegais na condução da gestão empresarial, longe de se por em conflito com o dever de fidelidade e colaboração, pode, ao contrário, beneficiar os interesses da empresa, traduzindo-se num conceito mais geral e elevado de colaboração.

Outro exemplo de direito de crítica voltado à colaboração e cooperação, é o modelo francês, que garante ao trabalhador, nos lugares de trabalho, o direito de expressão direta e coletiva sobre o conteúdo, as condições de exercício e a organização do trabalho, vedando quaisquer punições disciplinares decorrentes das opiniões manifestadas no exercício daquele direito.

Não obstante as funções apresentadas, não há como negar a multiplicidade de interesses e sujeitos envolvidos, que compreende o empregado que manifestou a opinião, os demais empregados coletivamente considerados, o empregador e a própria sociedade.

A questão da harmonização entre o direito de livre manifestação de opinião do trabalhador subordinado, constitucionalmente tutelado no art. 5º, IV e IX, e o direito de imagem do empregador é questão que requer aprofundamento doutrinário e jurisprudencial, embora seja pacífico que a liberdade de expressão não poderá ser injustamente obstada em razão do contrato de trabalho. E essa discussão, no entanto, torna-se ainda mais árdua na modalidade de expressão do próprio direito de crítica.

Não se pode negar, ao amparo do texto constitucional, que o trabalhador possa discutir as condições de trabalho, inclusive expressando críticas, nos limites do respeito da verdade objetiva, sempre atentando para não gerar danos econômicos à empresa.

No direito italiano, inclusive, a tutela da liberdade de expressão do trabalhador permite a crítica inclusive do superior dentro e fora do ambiente de trabalho. As redes sociais seriam nada mais do que um meio em que se pode exprimir a própria opinião, não podendo haver sanção no exercício de tal direito229.

228 AIMO, Mariapaola. Privacy, libertà di espressione e rapporto di lavoro, p. 230.

229 Na jurisprudência italiana, há decisões nesse sentido, consoante informações.Conferir: BREVETTI

NEWS. Publicare offese al datore di lavoro su Facebook può far scattare il licenziamento. 3 marzo 2011. Disponível em: <http://brevettinews.it/internet-domini/pubblicare-offese-al-datore-di-lavoro-su- facebook-puo-far-scattare-il-licenziamento/>. Acesso em: 26 abr. 2014.

Atualmente, o empregador, para defender-se das possíveis críticas ou opiniões lançadas nas redes sociais, tem normatizado, em sede de regulamento interno, o exercício da liberdade de expressão do empregado na internet.

A questão é controversa, pois ainda se faz necessário discernir quais os limites que poderiam ser impostos ao empregado no tocante ao exercício de um direito constitucionalmente tutelado.

Nesse sentido, vale registrar que, em que pese o dever de subordinação, que não se confunde com total submissão, é forçoso concluir que não se traduz no dever de sujeição a toda e qualquer determinação do empregador.

Nessa linha de ideias, o direito de liberdade de expressão no trabalho foi tema de entrevista com o Ministro Alexandre Agra Belmonte, publicada em 18.11.2012 no sítio230 do TST. Para o Ministro, a subordinação presente na prestação do serviço é um fator de restrição da liberdade, trazendo a discussão quanto aos limites dessa restrição e alertando, por exemplo, quanto aos efeitos da Lei 9.029/95, que veda a conduta discriminatória do empregador, especialmente na admissão e demissão do empregado.

Também quanto aos limites, assevera que devem ser considerados três critérios: a necessidade da regra imposta, a adequação dessa regra e a proporção em que ela é imposta. “O principal critério é que a liberdade de pensamento e expressão do empregado não pode atentar contra a finalidade principal da empresa”, explica: “[...] para além disso, é livre e protegida contra qualquer regulação abusiva”231.

Mas o que seria, efetivamente, atentar contra a finalidade principal da empresa?

É evidente que há muitas divergências em derredor da questão, sobretudo porque são muitos os interesses envolvidos. Assim, para o equilíbrio desses interesses, faz-se imprescindível, sempre considerando a fórmula política adotada pelo Constituição, discutir a existência e a amplitude dos limites de exercício da liberdade de opinião, especialmente quando tal direito colide com outros

230 Cf. BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. Matérias especiais. Ministro Alexandre Agra Belmonte

fala sobre a liberdade de expressão no trabalho. 18 nov. 2012. Disponível em:

<http://www.tst.jus.br/materias-especiais/-/asset_publisher/89Dk/content/id/3253513>. Acesso em: 27 fev. 2014.

231 BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. Matérias especiais. Ministro Alexandre Agra Belmonte

fala sobre a liberdade de expressão no trabalho. 18 nov. 2012. Disponível em:

<http://www.tst.jus.br/materias-especiais/-/asset_publisher/89Dk/content/id/3253513>. Acesso em: 27 fev. 2014.

direitos fundamentais, a exemplo da honra e da imagem, ou quando contraria a ideia de boa-fé, e seus deveres laterais, decorrente do contrato de trabalho, como sustentam alguns autores.

4.2.2 As fronteiras da liberdade de expressão no contrato de trabalho: boa-fé,