• Sonuç bulunamadı

Os dados foram coletados pela própria pesquisadora de julho de 2001 a novembro de 2002. A Tabela 4 (p.66), mostrada no capítulo de apresentação dos resultados, ilustra cronologicamente essa coleta de dados.

O ingresso da pesquisadora na instituição se deu após uma análise cuidadosa dos objetivos e procedimentos da pesquisa pela comissão de ética daquele hospital. Foi então concedida uma sala e também livre acesso aos prontuários das pacientes que freqüentavam o serviço de pré-natal no setor de obstetrícia.

As pacientes eram agendadas em determinado dia, com este ou aquele médico específico, dependendo das características de sua gravidez. Em função disso, o dia estipulado para a realização da pesquisa (sexta-feira), assim o foi em função de ser naquele determinado dia o atendimento às pacientes sem risco obstétrico.

Ao iniciar o processo de coleta de dados, a pesquisadora procurou se informar junto à equipe de obstetras e de enfermagem qual seria o melhor momento de reali- zação da entrevista com as gestantes. Ficou acertado que, como em geral havia um período de espera antes de serem atendidas em consulta, já que a maioria chegava ao

hospital com antecedência, a entrevista poderia ser feita antes da consulta médica. Caso a gestante tivesse que fazer outros exames, então a entrevista se realizava pos- teriormente.

O agendamento do próximo encontro com a entrevistadora era preferencial- mente coincidente com a próxima consulta médica agendada, já que muitas moravam longe, dependiam de condução, ou até estavam ali em horário de trabalho e/ou com o outro filho pequeno sob o cuidado de outras pessoas. Em todos os casos foi possível coletar os dados segundo esses procedimentos.

Vale lembrar que, naturalmente, participaram da pesquisa apenas as gestantes que assim o consentiram.

A análise das informações dos prontuários era o primeiro passo no processo de coleta de dados já que, a partir de tal procedimento selecionava-se previamente as prováveis participantes, cujos dados obedecessem aos critérios mais amplos da pes- quisa.

No contato inicial, a pesquisadora pedia que a gestante selecionada a acom- panhasse até a sala, e então dava um rápido panorama sobre o que se tratava a pes- quisa: explicações sobre o tema, objetivos e importância da pesquisa. Perguntava se seria possível a colaboração e por fim era preenchido e a assinado o temo de consen- timento pós-informação. Tal documento foi aprovado pela comissão de ética do HU e foi elaborado de forma a resumir os principais objetivos da pesquisa e procedimen- tos da coleta de dados, assim como a garantia do sigilo das informações (Anexo C, p.168).

Dependendo da disponibilidade de horário da grávida, já neste contato inicial se fazia a entrevista. Caso contrário, esta já ficava agendada para o dia de sua próxi- ma consulta. A ordem de realização dos procedimentos (entrevista, aplicação do DFH e do TAT e devolutiva) foi sempre a mesma. A idéia inicial era de que se pu- desse realizar a entrevista na primeira oportunidade e, no encontro seguinte, ocorres- se a aplicação do DFH, do TAT e a realização da devolutiva, com a possibilidade de um terceiro encontro para complementar informações nos casos em que se fizesse necessário. Ocorreram as seguintes variações:

b) o DFH e o TAT foram aplicados no mesmo encontro assim como houve a realização da devolutiva, subseqüente à entrevista;

c) foram realizados três encontros, um para cada procedimento, sendo que no último ocorria também a devolutiva.

O número total de encontros variou de dois a três com cada participante e ti- veram a duração de cerca de uma hora cada. A necessidade de um terceiro encontro se deu nos casos em que, pelas próprias características da gestante e/ou da relação estabelecida com a pesquisadora, não foi possível completar todos os procedimentos de coleta em apenas dois encontros.

Ao longo da coleta de dados eram esclarecidas eventuais dúvidas a respeito da gestação, parto, puerpério, assim como com relação à própria pesquisa. No último encontro era realizada uma devolutiva na qual eram abordados esses aspectos con- forme interesse e/ou dúvidas da gestante. Nesse encontro era perguntado também se a grávida gostaria de perguntar ou acrescentar algo, dizia-se da importância dos da- dos fornecidos por ela e mais uma vez agradecia-se pela colaboração, e colocava-se à disposição pelo telefone fornecido para eventuais dúvidas. Informava-se também que os resultados do trabalho ainda demorariam por volta de um ano e meio a mais para serem compilados, já que a pesquisa ainda estava em uma fase intemediária.

Todas as gestantes contactadas concordaram em participar da pesquisa, po- rém, em se tratando de singularidades, algumas participantes falavam mais e outras menos, algumas demonstravam até certo alívio ao falar sobre si mesmas e outras ficavam mais reservadas limitando-se a atender apenas aos pedidos e perguntas da pesquisadora.

Todo o material necessário para a pesquisa (formulários, Técnicas Projetivas, entre outros) foi fornecido pela pesquisadora. A sala utilizada era bem próxima ao local onde as gestantes eram atendidas em pré-natal e isto facilitou o entrosamento com os outros procedimentos médicos. Nela havia uma mesa com 3 cadeiras, uma maca médica e uma pia. A iluminação e ventilação eram artificiais, porém conside- radas adequadas pela pesquisadora.

Pensando-se na viabilização da replicação dos procedimentos aqui utilizados, a Figura 1 a seguir apresenta de forma ilustrativa um resumo do método utilizado nesta pesquisa:

Figura 1 – Método