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YAZARLAR ARASINDAKİ TARTIŞMALAR, ALINGANLIKLAR

VIII. 2. DÜNYA EDEBİYATININ SANATÇILARIMIZA YANSIMALARI

Acredita-se que foi importante fazer a análise do Programa VCBE, no eixo conferências, buscando através da fala do próprio jovem que participou deste programa compreender sua percepção e expectativas, observando quais aspectos podem contribuir para a melhoria das novas versões da conferência que venham a se realizar.

Ao final deste estudo conclui-se que apesar do esforço de muitos jovens e de muitos educadores, a educação ambiental ainda não está consolidada nas escolas. Muitos caminhos ainda precisam ser percorridos no sentido de se implantar uma nova cultura ambiental no cotidiano das pessoas.

Aspectos extremante positivos foram suscitados no decorrer das entrevistas, observações e intervenções, o que faz crer que alguns dos jovens avaliados são exemplos a serem seguidos por outros jovens, no que se refere ao seu envolvimento com ações ambientais. Contudo estes ainda são poucos em meio ao grande universo de alunos existentes nas escolas cearenses e porque não dizer brasileiras.

Entre as principais ações desenvolvidas pelos delegados, a formação das COM-VIDA é sem dúvida a mais mencionada. No entanto, é insuficiente a formação de COM-VIDA nas escolas, o importante é que necessário que as comissões formadas atuem no sentido de envolver a comunidade escolar na

busca de soluções para os problemas atuais objetivando a construção de uma melhor qualidade de vida para todos.

Resumem-se aqui algumas considerações destacadas da fala dos entrevistados que são relevantes.

Ocorre por parte destes jovens preocupações com os demais colegas delegados, que não conseguiram chegar às etapas finais das conferências, como as fases estadual, nacional e internacional, pois a maioria só desenvolveu ações ambientais no momento em que as conferências ocorreram nas escolas.

Acreditam que esse desinteresse está associado à falta de acompanhamento por parte dos órgãos gestores em nível local, estadual e nacional e sugerem que o MEC, as Secretarias de Educação dos Estados e dos Municípios e as CREDE discutam uma metodologia de acompanhamento que favoreça a permanência de grande parte destes delegados nessas ações.

Solicitam um maior engajamento dos núcleos gestores das escolas e dos professores com esse trabalho e queixam-se de que sofrem preconceitos por parte dos adultos que não acreditam no seu potencial.

Argumentam também que a falta de recursos para viabilização das atividades se constitui num entrave ao bom andamento das ações planejadas.

Percebem-se muitos aspectos positivos no envolvimento destes jovens nas Conferências Infanto Juvenis, como o despertar para o aprofundamento dos conhecimentos nessa área, citando inclusive jovens que já estão em cursos superiores na área ambiental, como é o exemplo da delegada de Camocim.

Dos dois delegados pesquisados em profundidade observa-se um significativo nível de representatividade, tendo em vista que a delegada de Canindé atuou como palestrante na mesma mesa que a senadora Marina Silva em um seminário realizado na Rio+20, e o delegado de Horizonte ser recentemente eleito pela Assembleia Legislativa do Ceará como Deputado Federal Mirim, participando e defendendo em Brasília um projeto de criação de um fundo de educação ambiental para as escolas.

Outros aspectos importantes detectados nesta pesquisa foram: os demais jovens envolvidos de forma mais direta com a formação dos Coletivos Jovens e

COM-VIDA, mesmo não tendo sido eleitos delegados em nenhuma etapa das conferências se sentem frutos destas, pois atuam no mesmo nível que os delegados eleitos; os Coletivos Jovens trabalham o que chamam de pensamento horizontal, ou seja, todos são tratados igualmente e com os mesmos direitos dentro dos coletivos, independente de terem sido ou não delegados; os conceitos sobre meio ambiente extrapolam a ideia de ecologia, pois as preocupações não estão pautadas somente na preservação do verde, mas sim em questões sociais mais amplas, como a diversidade étnico-racial, as questões de gênero e a desigualdade social, entre outras.

Com base nessas constatações observa-se que o sentido de cidadania destes jovens aponta para o compromisso não só de deveres, mas também de direitos.

A pesquisa detectou a disposição dos jovens em desenvolver atividades voltadas para a educação ambiental. Esse potencial não pode ser desperdiçado, competindo aos órgãos gestores, em todas as instâncias, aproveitar essa energia para congregar uma parcela cada vez maior de pessoas que possam contribuir para o desenvolvimento da conscientização de seus pares, atendendo assim aos princípios propostos pelo programa de que: jovem escolhe jovem, jovem elege jovem e uma geração aprende com a outra.

No que se refere a este último princípio, ressalta-se a necessidade do mesmo ser revisto por jovens e adultos, pois muitos demonstram ainda não tê-lo incorporado, na medida em que os jovens cobram muito dos adultos, e por sua vez uma parcela dos adultos não reconhece a contribuição que a juventude vem proporcionando nas questões, ambientais.

É importante destacar que as entrevistas individuais e dos grupos focais possibilitaram uma visão ampla e aprofundada do processo de participação dos delegados nas conferências infanto juvenis.

Estas análises não tem a pretensão de esgotar as discussões em torno da importância de se trabalhar a educação ambiental nas escolas e as reflexões e contribuições aqui sugeridas são nortes para se pensar políticas públicas nessa área, principalmente nesse momento em que está se iniciando o processo da IV Conferência Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente no Brasil.

De todos os aspectos considerados, ressalta-se a percepção de que uma educação ambiental crítica, transformadora e emancipadora, só será atingida quando houver o envolvimento e o compromisso do Estado e da sociedade civil.

Benzer Belgeler