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BÖLÜM 4: YUNANLILIĞIN BATI KÜLTÜR KURUMLARI ÜZERİNE

4.3. Düşünce Hayatında

O rastreamento do veículo pressupõe que o transporte possa ser identificado ao longo de sua rota, e esta informação possa ser cruzada com informações correspondentes, constantes nos documentos eletrônicos.

Assim, é possível dividir a análise por tipo de tecnologia descrita no capítulo 3.1. São elas:

 OCR

Esta tecnologia identifica, basicamente, a placa do veículo rodoviário, modal que possui padrão e posição definidos e padronizados.

O OCR permite associação direta do veículo com os documentos fiscais, desde que considerados os seguintes limites:

o A NF-e não exige em seu leiaute, conforme o capítulo 2.1.5, o preenchimento obrigatório dos dados do transportador. Ainda que seja identificada a placa, esta informação pode não constar da NF-e;

o A informação da placa na NF-e, quando existente, pode não ser a informação do veículo que, efetivamente, fará o transporte da mercadoria, conforme se verá a seguir;

o Dependendo do tipo de mercadoria, pode ocorrer que o transporte da carga ocorra em diversos meios de transporte, em trechos diferentes. Por exemplo:

 A carga pode ser coletada por um veículo do transportador que a levará até um centro de distribuição do transportador, possivelmente, a placa deste veículo é a informação que o emitente terá conhecimento e informará na NF-e;

 Uma vez no centro de distribuição, a carga poderá ser embarcada em caminhão que, de fato, fará o seu transporte – esta é a placa do caminhão que constará no CT-e do transporte rodoviário, que conterá, também, a NF-e que documenta a carga transportada;

 Algum trecho do transporte poderá ser feito com outros modais (exemplo: aéreo ou ferroviário), situação em que o CT-e correspondente fará menção ao CT-e original, e não à NF-e;  O transporte poderá, ainda, efetuar-se por meio de transbordo

(ou seja, na situação em que o caminhão quebra, por exemplo, e é substituído por outro caminhão da mesma empresa) – neste caso, a legislação atual dispensa a emissão de novo Conhecimento de Transporte, mas exige a emissão de um novo manifesto de carga;

 O transporte poderá, também, contar com um redespacho (ou seja, parte do trecho é feito por outra empresa de transporte). Neste caso, há emissão de outro Conhecimento de Transporte (que deve fazer menção ao conhecimento anterior), bem como outro Manifesto de Carga;

 Com relação ao redespacho intermediário (ou seja, o trecho intermediário é feito por outro transportador), há, ainda, a

previsão do §2º da cláusula terceira do Ajuste SINIEF 09/0745,

pela qual se permite emitir um único CT-e, englobando toda a prestação de serviço.

Cláusula terceira Ocorrendo subcontratação ou redespacho, para efeito de aplicação desta legislação, considera-se:

I - expedidor, o transportador ou remetente que entregar a carga ao transportador para efetuar o serviço de transporte;

II - recebedor, a pessoa que receber a carga do transportador subcontratado ou redespachado.

§ 1º No redespacho intermediário, quando o expedidor e o recebedor forem transportadores de carga não própria, devidamente identificados no CT-e, fica dispensado o preenchimento dos campos destinados ao remetente e destinatário.

§ 2º Na hipótese do §1º, poderá ser emitido um único CT-e, englobando a carga a ser transportada, desde que relativa ao mesmo expedidor e recebedor, devendo ser informados, em substituição aos dados dos documentos fiscais relativos à carga transportada, os dados dos documentos fiscais que acobertaram a prestação anterior:

I - identificação do emitente, unidade federada, série, subsérie, número, data de emissão e valor, no caso de documento não eletrônico;

II - chave de acesso, no caso de CT-e.

(grifos meus)

 E finalmente, o transporte poderá contar com uma subcontratação, situação em que o transportador contrata outra transportadora para fazer todo o transporte da carga (ou seja, o trecho completo, do início ao fim). Neste caso, há dois Conhecimentos de Transporte (o da subcontratada fazendo menção ao primeiro) mas apenas um Manifesto de Cargas. o A placa do veículo é uma informação obrigatória do CT-e (que, por sua,

vez, relaciona as NF-e que documentam os produtos transportados). Há, contudo, uma previsão no regulamento do ICMS paulista que pode limitar esta informação. Trata-se do artigo 16746, que prevê em seu parágrafo 1º:

Artigo 167 O Manifesto de Carga, modelo 25, poderá ser emitido por transportador antes do início da prestação do serviço, em relação a cada veículo, no caso de transporte de carga fracionada, e conterá as seguintes indicações (Lei 6.374/89, § 1º, e Convênio SINIEF-6/89, art. 17, §§ 4º e 5º, na redação do Ajuste SINIEF-14/89, cláusula primeira, VII, e do Ajuste SINIEF-15/89, cláusula primeira, III, respectivamente):

[...]

45 Brasil. Ajuste SINIEF 09/07. Disponível em: www.fazenda.gov.br/confaz. Acesso em: 6 ago. 2012. 46 São Paulo (Estado). Regulamento do ICMS. Disponível em: www.fazenda.sp.gov.br/legislacao.

§ 1º - Emitido o Manifesto de Carga, serão dispensadas, relativamente aos correspondentes conhecimentos de transporte:

1 - a identificação do veículo transportador, prevista no inciso X do artigo 152 [placa do veículo].

[...]

Destas limitações conclui-se, inicialmente, que a informação da placa do veículo está disponível nos documentos eletrônicos. Há, contudo, limitações que devem ser consideradas no momento da integração com tecnologias de rastreamento, pois existem diversas situações e hipóteses que podem dificultar ou esconder a informação ao longo do transporte da mercadoria.

Há que se considerar, ainda, que uma mesma mercadoria pode ser transportada por mais de um veículo, como visto na situação de transbordo, redespacho ou subcontratação, de modo que haverá mais de uma placa (veículo) que transportará a mesma NF-e na prestação do serviço.

 WIN

Esta tecnologia identifica, basicamente, o peso do veículo em movimento, podendo ser instalada ao longo de rodovias ou desvios para onde os caminhões seriam direcionados a partir de algum critério de seleção.

Como visto no capítulo 2.1.5 (campos da NF-e de interesse para o rastreamento) o peso da carga é um campo que não consta, diretamente, da NF-e, ou seja, não há um totalizador do peso da carga neste documento.

No caso do CT-e, há a possibilidade de se identificar a quantidade de carga e a unidade correspondente (Kg ou TON, por exemplo). Neste documento eletrônico há, ainda, a informação da tara do veículo em Kg.

No caso do manifesto de cargas eletrônico (MDF-e), há a previsão de ambas as informações, ou seja, tanto do campo de peso bruto total da carga transportada como da tara do veículo (vide capítulo 3.3.5).

Ressalte-se, contudo, que esta informação não basta para identificação da mercadoria transportada, e deve haver conjugação com outro tipo de tecnologia para se identificar o veículo.

A tecnologia WIN é indicada para detectar veículos que ultrapassem o peso permitido em determinada via, com pouca aplicação, isoladamente, para o rastreamento de mercadoria.

Como conclusão deste item, não visualizo, portanto, a utilização da tecnologia Weigh-in-Motion (WIN) para o rastreamento de mercadorias e veículos em conjunto com informações oriundas dos documentos fiscais eletrônicos, a não ser que seja utilizada em condições particulares para cargas específicas como, por exemplo, num caminhão-tanque com apenas um tipo de combustível. Valem, ainda assim, as ressalvas da necessidade de uso de outras tecnologias para identificar a placa e o veículo.

 Lacre eletrônico

Esta tecnologia permite identificar se os compartimentos de cargas foram violados, ou não, no trajeto da mercadoria. Em princípio, poderia ser utilizada em qualquer modal.

Com relação aos documentos eletrônicos, há previsão da informação dos lacres tanto no CT-e quanto no MDF-e (capítulos 2.2.5 e 2.3.5). Apesar de serem informações facultativas em ambos os leiautes, pressupõe-se que, em sua existência, os dados devem ser informados.

Desta forma, o rastreamento utilizando esta tecnologia pode ser feito:

o Se os lacres não possuírem tecnologia para identificar seu posicionamento ou detectar sua presença (exemplo: RFID ou GPS), a mercadoria somente poderá ser rastreada se o número do lacre for de conhecimento do fisco, atrelado a determinado veículo que, este sim, será rastreado. Neste caso, a solução funcionaria a contento se (i)

houver sistemática de comunicação a tempo hábil, pelo contribuinte, dos lacres utilizados, bem como do veículo correspondente; ou (ii) se os lacres forem instalados pelo próprio fisco;

o No caso acima, havendo necessidade de informação do veículo, todas as restrições com relação à informação da placa do veículo na NF-e, CT-e e MDF-e e a possibilidade de que esta informação fique oculta ou mascarada (como na troca de veículos) devem ser consideradas; o Se os lacres possuírem tecnologia que permita identificar seu

posicionamento ou detectar sua presença, pode-se trabalhar em soluções que independam da necessidade da informação do veículo. Para tanto, contudo, será necessário que o instrumento de captação da informação do lacre (por pórticos ou antenas, por exemplo) reconheça seu padrão ou protocolo de comunicação, para que possam ser feitos cruzamentos com os documentos fiscais eletrônicos.

Concluímos, portanto, pela possibilidade de utilização desta tecnologia para rastreamento de mercadorias e veículos, combinados com informações de documentos fiscais eletrônicos. O rastreamento, neste caso, pode ser feito por meio de cruzamento de informações dos documentos com as informações captadas dos veículos em que houve instalação dos lacres rastreados ou com as informações captadas dos próprios lacres, quando isso for possível.

Há que se considerar, contudo, o custo de sua utilização.

Leve-se em conta não apenas o custo de cada unidade, que pode variar conforme seja ou não reutilizável, possua ou não tecnologia de localização ou detecção de presença, mas também o custo operacional de logística de aquisição, estoque e distribuição dos lacres, ou, ainda, do custo operacional de instalação dos lacres, quando (e se) feito pelo próprio fisco.

Sua aplicabilidade pode ser considerada, portanto, para determinado tipo de carga, para cargas que possuam elevado valor ou para determinados contribuintes sujeitos à fiscalização imposta por regime especial.

 Scanner

Esta tecnologia permite identificar o perfil da carga e alguns tipos de materiais de cargas por meio da utilização de raio-X ou outro tipo de radiação própria para este fim. Em princípio, esta tecnologia pode se aplicar a qualquer modal de transporte, desde que haja equipamentos próprios para cada um deles.

O rastreamento da mercadoria ou veículo ocorre por pesquisa da informação da placa do caminhão e da data (aproximada, pois o trânsito pode demorar alguns dias) em CT-e ou MDF-e.

Uma vez identificado o documento de transporte correspondente, recuperar- se-iam as informações das NF-e correspondentes para que fosse feita comparação de quantidade e tipo de mercadoria com o perfil obtido a partir do scanner.

Assim como outras soluções, deve-se avaliar o custo-benefício desta solução, pois além do custo individual do scanner, o que já pode limitar a quantidade de unidades, ela somente pode ser aplicada em determinados pontos estratégicos.

Deve-se considerar, ainda, o impacto no fluxo de veículos na via escolhida para que haja aplicação do scanner e seu custo de manutenção.

 Rastreadores

Esta tecnologia permite, basicamente, acompanhar a rota do veículo e identificar paradas não programadas ao longo do percurso.

Esta solução consiste em captar informações a partir de prestadores de serviços de rastreamento e gerenciamento de risco e, a posteriori, proceder a cruzamentos com informações da NF-e, CT-e e MDF-e.

Desta forma, se houver imposição por parte do fisco de entrega periódica de informação por parte dos rastreadores de carga, conforme leiaute a ser

definido, este cruzamento poderá ser feito com os bancos de dados de documentos eletrônicos.

É importante que se identifique o veículo transportado, a data, a identificação de sua posição de tempos em tempos (ou, no mínimo, origem e paradas) e a identificação do proprietário da carga ou de seu expedidor (para que possa ser vinculado com o emitente de NF-e, do CT-e ou do MDF-e). A identificação do tipo prioritário de carga transportada, ou de determinada carga para a qual o fisco tenha interesse específico em controlar, pode ser útil para cruzamentos futuros. Ainda, a depender do contrato (ou seguro), é possível que a informação dos documentos que acompanham a carga e o veículo (NF- e, CT-e e MDF-e) sejam, também, fornecidos e informados à SEFAZ.

A solução pressupõe: (i) a obrigatoriedade de instalação de dispositivo de rastreamento; e (ii) a disponibilização desta informação por parte daqueles contribuintes que se utilizarem de serviços de rastreamento de cargas ou de gerenciadores de risco.

Como visto no capítulo 3.2, já há, na lei paulista, dispositivos que permitem ao fisco a imposição da obrigatoriedade relatada anteriormente, de modo que não há, em tese, restrições legais ao seu uso.

A restrição será o custo do equipamento, de modo que sua utilização poderá ficar limitada a determinados produtos de alto valor agregado ou a contribuintes que justifiquem controle específico da fiscalização.

Por fim, ressalte-se um aspecto de segurança pública deste tipo de informação. Deve-se tomar as precauções de segurança de recepção e transmissão de dados, para que o conhecimento deste tipo de informação não coloque em risco o transporte de determinadas mercadorias de alto valor agregado.

Recomenda-se que a transmissão das informações seja feita a posteriori da operação e do transporte, e que a guarda das informações por parte do fisco, assim como todos os seus bancos de dados, não permitam riscos aos envolvidos.

 Georreferenciamento

Esta tecnologia permite a associação de coordenadas obtidas e mapas de interesse, como de rodovias, estabelecimentos, setores econômicos, etc.

Esta solução pressupõe a captação das informações da rota do veículo, fornecida por dispositivo de georreferenciamento, para que sejam plotadas graficamente em mapa ou algum dispositivo gráfico que contenha informação de interesse de análise, como, por exemplo, distribuição de estabelecimentos comerciais de determinado setor.

Para a captação da informação, é necessário o envolvimento de prestadores de serviço de rastreadores de cargas ou de gerenciadores de risco, o que coloca a solução no item anteriormente analisado. Não fosse desta forma, o fisco teria que se tornar receptor direto dos sinais do dispositivo de rastreamento, o que pode não ser seu objetivo.

Desta forma, esta solução desenha-se muito mais como uma alternativa de análise gráfica das informações do que uma nova alternativa de rastreamento, pois já foi utilizada no item dos rastreadores ou do lacre eletrônico.

Por fim, como conclusão deste item, verifico que já é possível, desde que consideradas as ressalvas e limitações colocadas, a vinculação das tecnologias de rastreamento de veículos com informações dos documentos eletrônicos.

Benzer Belgeler