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Cumhuriyetin Kuruluş Dönemi Türk-Alman İlişkilerinin Durumu

2.2. AVRUPA BİRLİĞİ ÜYELİĞİ SÜRECİNDE TÜRKİYE

3.1.2. Cumhuriyetin Kuruluş Dönemi Türk-Alman İlişkilerinin Durumu

A ER padrão do espanhol, quando aplicada a relativas preposicionadas, é normalmente introduzida pela combinação entre uma preposição e um pronome relativo, como vemos no exemplo (73) que retomamos a seguir:

(73) La piscina [en la que él cae] (MX 12) “A piscina em que ele cai”

Neste caso, temos a preposição “en” que rege o elemento relativizado dentro da relativa e se moveu para frente da oração acompanhando o movimento do pronome relativo “que”, o que configura um caso de pied-piping. O artigo “la” se moveu junto com a preposição pois não podem ser separados nesta situação. No entanto, também estão disponíveis no espanhol outras duas formas de ER padrão para a relativização de funções preposicionadas que foram encontradas em nossos dados, a relativa introduzida pelo pronome relativo “donde” e pela combinação de uma preposição com o relativo “donde”. Observemos os exemplos abaixo:

(74) La piscina [donde cae Juan] (MX 04) “A piscina onde Juan cai”

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(75) (La piscina) [en donde cayó el muchacho] (MX 08) “A piscina onde o garoto caiu”

No PB, construções que envolvam o complexo preposição + pronome relativo costumam ser evitadas pelos falantes (KATO, 1981; CORREA, 1998), por isso poderíamos esperar que, quando um falante optasse por utilizar a ER padrão, recorresse ao uso do relativo “onde” para se esquivar de uma relativa pied-piping. No espanhol, por outro lado, relativas pied-piping são largamente utilizadas e parecem não sofrer resistência dos falantes como ocorre no PB. Por este motivo, o uso de “donde” em relativas talvez não seja propriamente uma estratégia de esquiva, mas apenas mais uma opção disponível se se considera que no espanhol são produzidas também relativas como a do exemplo (75), introduzidas por “donde” e também pela preposição “en”.

O quadro seguinte mostra uma divisão dos três tipos de relativas padrão que foram produzidas (com o relativo “donde” ou sem ele) e o número de ocorrências de cada uma delas:

Relativa padrão (tipo) Quantidade

Introduzida por “donde”

3 Introduzida por prep. + relativo “que”

2 Introduzida por prep. + “donde”

1

TOTAL 6

Quadro 11

De acordo com o quadro 6, apesar de todas as orações relativas terem sido produzidas pela estratégia padrão e relativizarem uma função sintática preposicionada, metade destas relativas eram introduzidas pelo pronome “donde” (com 3 ocorrências) e a outra metade do tipo pied-piping (3 ocorrências). Embora o número de dados seja restrito (6 orações), podemos apontar como significativo o número de ocorrências de relativas padrão iniciadas por “donde” pois parecem concorrer com as relativas pied- piping.

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Destacamos esta particularidade das relativas encontradas em nosso experimento porque, segundo Kenedy (2007), as relativas pied-piping não são estruturas geradas naturalmente, por isso não podem fazer parte da gramática nuclear de falantes de espanhol nem de falantes de qualquer outra língua. Poderíamos, portanto, esperar que esta ER fosse evitada pelos falantes de espanhol assim como ocorre no PB, porém não é isso o que parece acontecer no espanhol. No caso das relativas introduzidas por “donde” temos de considerar que este é um pronome relativo que dispensa o uso da preposição por ser capaz de sozinho transmitir a ideia de localidade/local em que se encontra um elemento. Mesmo assim, os falantes de espanhol utilizam, quando possível, a preposição anteposta a este relativo, como visto no exemplo X.

Se relativas pied-piping fazem parte da gramática nuclear de falantes de espanhol da mesma forma que não o fazem no PB, por que essa é a ER mais selecionada pelos os falantes de espanhol enquanto é evitada pelos falantes de PB? No caso do PB, atribuímos ao processo de escolarização a introdução da ER padrão na produção dos falantes escolarizados, que mesmo assim se esquivam dela em registros menos formais e principalmente na fala coloquial (Tarallo, 1983; Correa, 1998; Kato, 1981). Do mesmo modo, falantes de espanhol precisam aprender de alguma maneira a ER padrão de relativas preposicionadas (Kenedy, 2007), mas uma vez que ela é aprendida, passa a ser amplamente utilizada.

Sendo assim, nos restaria a tarefa de tentar explicar porque as relativas pied- piping, que não fazem parte da gramática nuclear nem de falantes de PB nem de espanhol, passam a ser a ER mais selecionada por estes últimos. Explicar este fato apenas pelo viés da escolarização dos indivíduos não nos parece suficiente, já que não seria adequado afirmar simplesmente que o processo de escolarização de falantes de espanhol seja mais eficaz que o de falantes de PB. Por isso, passamos a considerar, então, que pode haver um outro fator envolvido nesta questão: o fato de o contexto de produção das orações relativas ser mais ou menos controlado.

O contexto mais controlado tende a favorecer o uso de estruturas consideradas mais formais, próprias da norma culta da língua, o que inclui, no caso das relativas do espanhol, o uso da ER padrão. De acordo com Cerrón-Palomino (2011), os falantes de espanhol têm consciência de que a ER padrão pertence à norma culta enquanto o uso do pronome resumptivo e a estratégia da omissão da preposição estão associados à fala

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espontânea e a contextos mais coloquiais. Uma vez que os falantes se vêm em uma situação que consideram formal, como a participação num experimento acadêmico, passam a utilizar de maneira consciente a ER que consideram mais formal, a estratégia padrão. No estudo realizado por Cerrón-Palomino (2011), por exemplo, o autor constatou que foi a formalidade do teste que inibiu o uso do pronome resumptivo por esta ER ser considerada mais coloquial. Acreditamos, portanto, que o contexto mais controlado propiciado pelo experimento que aplicamos para esta dissertação pode ser um dos principais fatores favorecedores do uso exclusivo da estratégia padrão nas relativas produzidas na segunda tarefa do teste. É possível que em contextos menos controlados os falantes utilizem outras ERs.

5.4.2. Análise das estratégias de relativização presentes na