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I. BÖLÜM

2.3. Bulgarların Eğitimi

A definição do PM atende uma necessidade de SW-CMM nível 2. Já, a definição da OSSP, da PDSP, e o desenvolvimento de um repositório que estabeleça e mantenha os processos organizacionais, juntamente com suas métricas e algumas análises sobre estas, são características de SW-CMM nível 3.

Para tanto, o desenvolvimento de uma infra-estrutura de apoio ao PM definido e de um repositório organizacional munido de recursos analíticos no cenário acima descrito, confronta- se com as várias realidades de projeto. A nomenclatura e o formato dos ativos gerados mostram-se distintos nos projetos organizacionais, o que dificulta sua centralização e entendimento. Também, a não formalização de termos organizacionais dificulta a criação de um repositório. Um exemplo desta realidade, é representado pelos termos “versão” e “projeto de software”. Estes termos inicialmente não possuíam características que os diferenciasse. Neste sentido, a necessidade de explicitar diversos conceitos utilizados no dia-dia organizacional se fez necessária uma vez que um repositório não poderia suportar termos ambíguos.

O PM definido pela organização juntamente com a OSSP que determina geração de alguns ativos poderia garantir a consistência da informação necessária ao repositório organizacional. Contudo, identificou-se um “gap” entre a informação que a organização vislumbrava disponibilizar no repositório e a informação realmente disponibilizada pelos projetos. Como exemplo desta realidade, o esforço realizado e estimado em alguns projetos é coletado por atividade, em outros o esforço realizado é armazenado por tipo de atividade e o esforço estimado armazenado por atividade.

Assim, características como as descritas, identificadas através das fontes de evidências, foram fator determinante de muitas das decisões tomadas durante o desenvolvimento desta pesquisa.

5 TRABALHOS RELACIONADOS

Este capítulo descreve alguns trabalhos relacionados aos objetivos desta pesquisa, análise de PDS. A apresentação destes é realizada conforme aspectos considerados no desenvolvimento deste trabalho, aspectos de como os dados resultantes do PDS são armazenados e apresentados aos usuários finais.

Há algum tempo organizações buscam alternativas para acompanhar permanentemente seus PDSs. Métodos mais rústicos utilizam-se de planilhas eletrônicas. Porém, a utilização de novas tecnologias combinadas às necessidades específicas das organizações de software torna os repositórios de dados uma opção atrativa. Os repositórios de dados podem ser desenvolvidos visando o armazenamento de diferentes aspectos do PDS e a utilização de diferentes tecnologias.

Data Warehousing tem sido de grande valia em repositórios de dados organizacionais. Novas tendências vêm surgindo tendo como diferencial o monitoramento dos dados armazenados e a preocupação de como estes serão apresentados ao usuário final [HEL02].

Este capítulo apresenta alguns tópicos e propostas de como planilhas eletrônicas e repositórios de dados podem ser utilizados no acompanhamento de PDS e finaliza discorrendo sobre os elementos destas novas tendências de projetos de Data Warehousing.

5.1 Planilhas Eletrônicas - Trackers

As planilhas eletrônicas sempre estiveram presentes no dia-dia organizacional. Devido ao fato de serem tão familiares ao ambiente organizacional, acabaram sendo adotadas para o acompanhamento do PDS. Para isto a organização define padronizações de como os dados de projetos são representados nas diferentes planilhas, as relações destes para o cálculo das métricas, bem como variadas formas de análise através de gráficos. A estas planilhas, destinadas ao acompanhamento do PDS, denominaremos de Trackers.

A utilização de Trackers tem a vantagem de não requerer muito investimento financeiro da organização. Por outro lado, dificilmente a padronização estabelecida do Tracker suportará o armazenamento das diversas características das diferentes estruturas de

ciclos de vidas de PDS presentes em uma organização como também, para prover análises que suporte a todo o PM da organização.

A análise de métricas através do Tracker exige grande esforço na coleta dos dados para seu cálculo. Os dados devem ser inseridos e atualizados manualmente no Tracker a cada atualização destes no ambiente transacional do projeto. O processo de inserção de dados em um Tracker pode ser ainda mais oneroso em projetos com grandes quantidades de dados e/ou freqüentemente atualizados.

As diferentes padronizações de Tracker através dos projetos da organização é outro aspecto a ser considerado, uma vez que a informação disponibilizada em cada um dos projetos pode não ser uniforme (e.g. métricas em diferentes unidades, informações não existentes no projeto, etc.). Contudo, mesmo utilizando-se de um único formato de Tracker, este não provê uma visão consolidada dos projetos organizacionais.

Através da utilização de Trackers a organização dispõe da análise de cada um dos projetos da organização, contudo se esta desejar conhecer o desempenho da organização como um todo deverá dispor de algum mecanismo que extraia os dados dos diferentes Trackers utilizados e os centralize através de uma base para a realização de consultas.

Os dados armazenados em um Tracker refletem um determinado momento de um único projeto, não permitindo a análise de dados históricos deste projeto ou mesmo de diversos projetos. A análise histórica de dados de um projeto ou de vários igualmente necessita da centralização dos dados em uma base de forma a permitir que dados sejam consultados e/ou comparados.

A análise dos dados disponibilizada através do Tracker é totalmente dependente de sua formatação, isto é, dependente dos parâmetros inicialmente especificados durante sua formatação. Neste sentido, a expansão ou a modificação das métricas disponibilizadas pelo Tracker depende de uma reformatação deste. O Tracker é utilizado e mantido pelos projetos sem a existência de algum tipo de controle. Neste sentido, não existem garantias sobre os dados coletados para o cálculo das métricas e sua posterior análise.

Uma vez que o formato e as métricas comportadas pelo Tracker determina as análises disponibilizadas, estas também determinaram a abrangência dos dados disponibilizados sobre os usuários da organização. Devido ao fato de não prover consultas, sua especificação determina se ele satisfaz as necessidades de análise de um grupo de usuário ou de uma organização inteira.

Concluindo, a análise provida pelo Tracker é pré-definida de acordo com o formato adotado e os recursos de análise disponibilizados aos usuários restringem-se aos recursos disponibilizados por planilhas eletrônicas. A Figura 8 apresenta um exemplo de um Tracker utilizado para acompanhamento de PDS.

Figura 8 : Ex e m plo de Tra ck er.