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4. YAPAY SİNİR AĞLARI VE BULANIK UYARLAMALI AĞ

4.2. Bulanık Uyarlamalı Ağ

4.2.1. Bulanık uyarlamalı ağın eğitimi

Antes do ano de 1991, a recuperação dos sítios mineiros era tratada pelo Ontario Mining Act de 1980, em sua parte IX. Entretanto, quanto ao fechamento de mina, esta era uma abordagem limitada em seu escopo. Exigia-se que os titulares das minas apresentassem planos para estabilizar as áreas com depósitos de estéril, recuperar as áreas perturbadas pelas operações mineiras e instalações de beneficiamento, incluindo a revegetação dessas áreas, no prazo mínimo de 1 (um) ano antes da data prevista para o encerramento das atividades produtivas. O titular da mina também estava obrigado a apresentar ao Ministro do Trabalho (Ministry of Labor), uma apólice de seguro ou o comprovante de depósito em espécie da importância suficiente para garantir a conclusão dos trabalhos programados, caso a empresa viesse a falir ou se negasse a executar as ações previstas nos planos aprovados.

Dentre as exigências de caráter técnico, os titulares ou arrendatários das minas estavam obrigados a: 1) tornar seguros os acessos aos trabalhos subterrâneos, como poços verticais e rampas, vedando suas entradas; 2) providenciar cercas ou quaisquer outras medidas de segurança capazes de impedir o acesso inadvertido de estranhos às aberturas subterrâneas, cavas, prédios, demais instalações e a outras áreas perigosas da mina.

O Ministro, entretanto, não detinha poder para impor exigências de reabilitação, até o estágio final das operações da mina – quando as empresas, muitas vezes, não têm capacidade para constituir fundos para a reabilitação e fechamento. Também não havia no Mining Act de 1980, instrumentos que permitissem ao Ministro impor exigências de fechamento para neutralizar ou mitigar os perigos derivados das minas abruptamente abandonadas pelos titulares.

A moderna legislação sobre reabilitação de mina na província de Ontário entrou em vigor em 1991, após amplo processo de discussão e negociação que envolveu o Ministry of Northern Development and Mines, a indústria da mineração e

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o público em geral, e tendo como principal objetivo gerenciar e garantir: 1) risco mínimo para a segurança e saúde pública; 2) risco mínimo para o ambiente; 3) aumentar a responsabilidade das empresas privadas e limitar a acumulação posterior de responsabilidade pública; e 4) idealmente, um uso pós-mineração produtivo para o sítio mineiro.

As cláusulas da Parte VII do Mining Act de 1991 fixaram os direitos e as responsabilidades da indústria de mineração. A pedra fundamental desta legislação foi e continua sendo a obrigação da apresentação do plano de fechamento de mina (COWAN, 1996; COWAN, 1999).

Nos termos do Mining Act de 1991, o plano de fechamento deve incluir entre os seus principais componentes: a) descrição detalhada do projeto; b) objetivos do fechamento; c) medidas de reabilitação progressiva; d) planos de reabilitação, monitoramento e gerenciamento do sítio a longo prazo, quando necessário; e e) o comprovante da disponibilidade da garantia financeira (ONTARIO, 1995).

As minas que iniciaram operação após a entrada em vigor do Mining Act de 1991 ficaram obrigadas a ter seus planos de fechamento aprovados (Aproved Closure Plans) pelo Director of Mine Rehabilitation, antes do início da produção. Essa exigência estendeu-se aos proponentes de projetos de exploração avançada (Advanced Exploration Projects), dentro e sob o poder discricionário do Diretor. Para as minas que já se encontravam em operação quando o Mining Act de 1991 entrou em vigor, a lei estabeleceu um prazo para que, obrigatoriamente, submetessem seus planos de fechamento à aprovação do Director of Mine Rehabilitation. Foi estipulado o prazo máximo de sete anos, contados a partir do ano de 1992, para que os titulares ou arrendatários dessas minas preparassem seus planos. As datas para a apresentação foram negociadas caso a caso, em função da escala de produção, complexidade, riscos e expectativa de longevidade operacional de cada empreendimento (DORAN & MCINTOSH, 1995; COWAN, 1996; COWAN, 1999; LIMA, 2002).

Complementando o processo, o Ontario Ministry of Northern Development and Mines editou um volume de diretrizes destinado a orientar os proponentes na elaboração dos planos de fechamento, denominado Rehabilitation of Mines Guidelines for Proponents (ONTARIO, 1995).

Em 1995, o governo de Ontário mudou. O novo governo trouxe com ele novos princípios, que conduziram a importante programa de revisão do Mining Act de 1991, conduzido pela Mines and Minerals Division of the Ministry of Northern Development and Mines.

149 Nesse processo de revisão, foi introduzida uma emenda ao corpo legislativo

de Ontário, denominada Savings and Restructuring Act 1996, dando maior poder ao Ministro nas questões relacionadas com as minas perigosas, permitindo-lhe agir em situações de emergência e ser pró-ativo nos casos em que essas minas estejam sendo transferidas ou naqueles em que as licenças que autorizam as suas operações estão próximas de expirar.

As emendas introduzidas no Mining Act de 1991, que originaram o Mining Act de 1996, trouxeram maior flexibilidade, maiores ônus e responsabilidades para as empresas de mineração. Os pontos mais importantes desse novo instrumento, com respeito ao planejamento dos processos de reabilitação e fechamento de mina, visaram atingir os seguintes objetivos: a) aumento do ônus do setor privado e da responsabilidade pela reabilitação de mina; b) diminuição dos custos do governo com o processo de aprovação dos planos de fechamento de mina, através da troca do sistema de aprovação governamental negociada do plano de fechamento da mina (Approved Closure Plans) para o processo de certificação do plano de fechamento pelo proponente (Certified Closure Plans) e implantação do processo de auditoria; c) prescrição de uma gama maior de instrumentos para estabelecer a garantia financeira e a previsão de meios para que companhias financeiramente fortes possam dar-se como garantia da execução do plano de fechamento; e d) criação de um instrumento legal para regulamentar o retorno dos sítios reabilitados à responsabilidade da Coroa. O Mining Act de 1996 trouxe maior responsabilidade para as empresas, quanto ao conteúdo do plano de fechamento de mina, ao passar do sistema de aprovação governamental negociada para um processo em que o proponente assume a responsabilidade plena pelo conteúdo do plano. O processo de submissão e aceite do plano de fechamento inclui a certificação, por parte da alta gerência da empresa, bem como de alguns profissionais necessários, de que o plano apresentado atende às exigências do Código e respectiva regulamentação, com respeito ao projeto das estruturas para contenção de rejeitos, disposição de estéril, testes de tamponamento e/ ou enchimento de poços verticais, avaliação da estabilidade de pilares e projeto de reabilitação, hidrogeologia e monitoramento das águas subterrâneas e superficiais, dentre outras exigências e diretrizes.

A fiscalização, necessária para garantir a submissão dos proponentes a todas as ações e providências descritas no plano de fechamento aceito, ficou a cargo dos Inspetores de Reabilitação, designados pelo Ministro, e investidos de autoridade para acessar todas as áreas e dependências das minas, instalações de beneficiamento e

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edifícios, fazer inspeções e obter informações referentes ao projeto de mineração. Outra emenda ao Mining Act de 1991 diversificou as formas aceitas para a prestação da garantia financeira, considerada como parte integrante do fechamento de mina, instituindo que ela poderá ser apresentada em espécie sob a forma de carta de crédito emitida por um banco credenciado pelo Banking Act do Canadá de apólice de uma companhia de seguros credenciada pelo Garantee Companies Securities Act ou outra forma corrente de garantia aceitável – incluindo o penhor de ativos; constituição de um fundo específico de reabilitação, como definido na Lei do Imposto de Renda do Canadá (Income Tax Act) ou royalties por tonelada – que seja aceita pelo Diretor (BOURASSA, 1996; COWAN, 1996; COWAN, 1999; ZENTENO, 1999).

Também foi criada a possibilidade de que as grandes corporações se deem em garantia do cumprimento do plano de fechamento aceito, desde que elas se submetam a um teste financeiro corporativo prescrito, baseado no teste empregado pela United States Environmental Protection Agency (COWAN, 1996; ZENTENO, 1999). O Ministry of Northern Development and Mines (MNDM) é responsável pela coordenação da revisão dos planos de fechamento, juntamente com o Ministry of Natural Resources (MNR), o Ministry of Labor (MOL) e o Ministry of Environment and Energy (MOEE). Durante o processo de análise do plano de fechamento, pode ser identificada a necessidade da autorização de outros ministérios e, nesses casos, o proponente deverá tratar diretamente com o ministro apropriado.

Sob o Mining Act de 1996, o arrendatário ou o titular é responsável pela reabilitação, independentemente de quando ou de quem deu origem ao risco ambiental que atinge um sítio mineiro. Nesse caminho, o Código concedeu poder ao governo para manter o titular ou arrendatário do sítio responsável pela reabilitação por um período adicional de dois anos, após expirar a licença de arrendamento. O proprietário da terra também é responsável, no caso de ser o concessionário ou se ele participa das operações da mina. O Ministro tem poder discricionário para aceitar ou recusar a devolução voluntária à Coroa dos terrenos que foram objeto de operações para a produção de bens minerais, depois de dado por concluído o processo de reabilitação.

Compete ao titular ou arrendatário de um projeto de mineração requerer ao Ministro a emissão de um certificado de fechamento ou certificado de exoneração de responsabilidade, denominado exit ticket. A emissão desse certificado está condicionada a certas exigências impostas pelo Ministro, referentes à reabilitação e ao fechamento; dentre elas, que o fechamento tenha ocorrido com o cumprimento

151 de todas as ações e obrigações estabelecidas no plano de fechamento e que os

recursos financeiros necessários ao cumprimento de quaisquer obrigações de longo prazo em bases contínuas – incluindo o monitoramento no pós-fechamento, a manutenção e os cuidados a longo prazo, quando necessários –, estão garantidos, através de depósito bancário em conta específica, para atender a essas obrigações.

Nas áreas onde será necessário monitoramento a longo prazo, cuidados e manutenção permanentes, a determinação dos custos dessas operações constitui um fator de alto risco, e a possibilidade da reversão da responsabilidade financeira do titular ou arrendatário privado para o setor público será uma variável importante, com influência na tomada de decisão pelo aceite ou recusa das áreas reabilitadas.

Entretanto, o certificado de fechamento (exit ticket) constitui um incentivo para que o titular ou arrendatário cumpra com todos os requisitos do plano de fechamento e com os padrões governamentais para a reabilitação das áreas perturbadas pela mineração, pois sua emissão libera o requerente das responsabilidades ambientais que poderiam provir da aplicação da Lei de Proteção Ambiental de Ontário (Ontario Environmental Protection Act). Se existem razoáveis motivos para acreditar que não se cumpriu o plano de fechamento ou que não foram atendidos os padrões de reabilitação impostos pelo governo, o Ministro pode recusar o aceite dos terrenos. Recusando a outorga do exit ticket, o Ministro mantém o titular sujeito às obrigações advindas do plano de fechamento e dos padrões exigidos para a reabilitação (BOURASSA, 1996; COWAN, 1996; ZENTENO, 1999).

Originariamente, o Mining Act de 1991 obrigava o titular ou arrendatário a apresentar informes anuais ao Diretor de Reabilitação de Mina (Director of Mine Rehabilitation), preparados na forma prescrita na Lei, informando, dentre outros itens, a natureza e extensão dos trabalhos de reabilitação implantados no ano-base; a natureza e extensão dos trabalhos de reabilitação planejados para o próximo exercício; os resultados do plano de monitoramento proposto no plano de fechamento; quaisquer mudanças no projeto original que pudessem afetar o plano de fechamento para os próximos três anos, bem como quaisquer mudanças que pudessem afetar a reabilitação de um projeto de exploração avançada que não estivesse sujeito a um plano de fechamento.

A reforma de 1996 eliminou da Lei essa obrigatoriedade. Entretanto, o proponente do plano de fechamento está obrigado a informar ao Diretor de Reabilitação: a) o início do fechamento definitivo do sítio; b) qualquer expansão ou alteração planejada para o projeto; c) mudanças no domínio, ocupação, manejo ou

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controle do projeto; e d) qualquer outra mudança material ocorrida e com potencial para originar adequação no plano de fechamento original (ZENTENO, 1999).

5.3.2 REGULAMENTAÇÃO DO FECHAMENTO DE MINA NA

Benzer Belgeler