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Bretton Woods Sistemi ( Altın Değişim Standardı Sistemi)

1.3. ULUSLARARASI PARA SĐSTEMĐ VE DÖVĐZ KURU SĐSTEMLERĐ

1.3.1. Uluslararası Para Sisteminin Tarihsel Evrim

1.3.1.3. Bretton Woods Sistemi ( Altın Değişim Standardı Sistemi)

Foram avaliadas características de fertilidade do solo, estado nutricional da planta, desenvolvimento vegetativo, produção e qualidade dos frutos. Além disso, realizou-se o acompanhamento da decomposição do composto orgânico, visando observar a degradação da matéria orgânica e liberação dos nutrientes no solo. E por último, foi avaliado os dados econômicos, buscando discutir a viabilidade do experimento.

3.6.1. Análise química do solo

Foram realizadas análises químicas do solo antes da 2ª adubação, em agosto de 2009 e 6 meses após esta adubação, em fevereiro de 2010. Em agosto de 2010 foi realizada nova amostragem, antes da 3ª adubação e após 6 meses, em fevereiro de 2011, na profundidade de 0-20 cm. Nos meses de fevereiro de 2010 e 2011 realizou-se amostragens também nas profundidades de 20-40 cm, com o intuito de verificar deficiências de cálcio, excesso de alumínio e lixiviação de nutrientes para as camadas mais profundas.

A coleta de solo foi realizada em 4 pontos diferentes da projeção da copa, sendo cada amostra constituída de 8 pontos por repetição. As amostras foram

encaminhadas para o Laboratório de Fertilidade do Solo, do Departamento de Recursos Naturais – Ciência do Solo para a determinação dos teores de macro e micronutrientes disponíveis, além do pH, teor de matéria orgânica (M.O), soma de bases (SB), capacidade de troca catiônica (CTC) e saturação por bases (V%). As amostras foram secas em estufa e analisadas conforme metodologia preconizada por Raij e Quaggio (1983).

3.6.2. Estado nutricional da planta

3.6.2.1. Análise foliar e índice de cor verde (ICV)

Foram realizadas análises de folha e medido mensalmente o índice de cor verde com o clorofilômetro (Minolta Chlorophyll Meter SPAD-502). Para essas avaliações, as plantas foram divididas em quatro quadrantes: N, S, L, O, e em cada quadrante foi escolhido um ramo, sendo usado sempre o mesmo para as medições (Figura 03). Coletou- se a 3ª e 4ª folha, sendo uma em cada quadrante e na altura mediana da copa (QUAGGIO et al., 2005), na mesma data que as amostras de solo foram coletadas (agosto de 2009 e 2010 e fevereiro de 2010 e 2011).

As folhas foram lavadas e secas em estufa a 65ºC e encaminhadas ao Laboratório de Nutrição Mineral de Plantas do Departamento de Recursos Naturais – Ciência do Solo, onde realizou-se a análise química das folhas, segundo metodologia descrita por Malavolta et al. (1997). Nas 4 coletas de folhas foi feita a correlação dos teores de nitrogênio com os valores de clorofila.

Figura 03. Divisão da planta de tangerineira ‘Poncã’ em quadrantes e seleção do ramo para as medições foliares.

3.6.3. Desenvolvimento vegetativo

As características de desenvolvimento vegetativo avaliadas foram: a - circunferência do tronco (cm): medidas realizadas com fita métrica, a dez centímetros acima do ponto de união do enxerto e porta-enxerto (PEYNADO, 1958); b - diâmetro médio da copa (m): média entre as medidas no sentido norte-sul e leste-oeste; c - altura da planta (m), empregando-se uma régua de madeira com graduação de cinco em cinco centímetros (Figura 04). Essas medidas foram realizadas mensalmente, de agosto de 2009 a agosto de 2011, totalizando 24 avaliações.

A partir desses resultados, calculou-se o volume (m3) e a área de projeção da copa (m2), que indicaram o vigor das plantas em função dos tratamentos. As fórmulas para as determinações de volume e projeção da copa são, respectivamente: (V = 2/3πHR2), (P = πR2) de acordo com Mendel (1956).

Para Grassi Filho (1995), o volume e a área de projeção da copa fornecem bons indicativos da velocidade de ocupação da área de plantio.

Figura 04. Medição da altura (A), largura (B) e circunferência (C) da tangerineira ‘Poncã’ adubada com doses de composto orgânico. São Manuel-SP, 2012.

3.6.4. Produção

As características de produção avaliadas foram:

x Peso dos frutos total por planta (kg): foram pesados todos os frutos da planta em balança;

C A

x Número de frutos por planta: foi feita a contagem de frutos que cada planta produziu;

x Produtividade (t/ha): foi calculada considerando um estande de 417 plantas por ha;

x Número de caixas por planta: foi calculado dividindo-se o peso total de frutos/planta pelo peso da caixa (40,8 kg);

x Número de frutos por caixa: foi calculado dividindo-se 40,8 kg pelo peso médio do fruto.

3.6.5. Qualidade dos frutos

Em relação à qualidade dos frutos, foram avaliadas características físicas e físico-químicas, tais como peso e diâmetro médio dos frutos, classificação dos frutos por tamanho (CEAGESP, 2011), rendimento do suco (RS), índice tecnológico (IT), sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT), “ratio” e teor de ácido ascórbico (AA).

Os frutos foram pesados em balança digital, obtendo a massa, em gramas, depois mediu-se o diâmetro equatorial dos frutos com o paquímetro, com o intuito de separar os frutos por classes: grande (>82 mm), médio (70-82 mm) e pequeno (<70 mm), segundo classificação da CEAGESP (2011). Em seguida realizou-se a extração do suco, com extrator mecânico, determinando o rendimento de suco, obtido pela porcentagem de peso de suco extraído em relação ao peso total do fruto (COELHO; CUNHA, 1982). O índice tecnológico foi determinado pela fórmula: (RS x SS) x 40,8/10000, segundo Di Giorgi et al.(1990).

O teor de sólidos solúveis (SS) foi expresso em ºBrix e obtido por leitura direta em refratômetro tipo Abbe (AOAC, 2005). A acidez titulável (AT), expressa em porcentagem de ácido cítrico por 100 mL-1 suco, foi determinada através da titulação de 5 mL de suco homogeneizado com solução padronizada de hidróxido de sódio a 0,1 de normalidade, tendo como indicador de ponto de viragem a fenolftaleína (BRASIL, 2005). O “ratio” foi determinado pela razão entre o teor de sólidos solúveis (SS) e a acidez titulável (AT). O teor de ácido ascórbico foi determinado pelo método colorimétrico de Tillmans (BRASIL, 2005).

A colheita foi realizada semanalmente e as análises referentes a qualidade dos frutos em 2 épocas: 2010 e 2011, sendo avaliados 5 frutos de cada repetição.

3.6.6. Acompanhamento da decomposição do composto

Foram colocados 8 saquinhos confeccionados com tecido de poliéster, com dimensões de 10 x 10 cm, contendo 34,6 g de composto úmido (37%), ao redor de 5 plantas do tratamento 3 (dose recomendada de nitrogênio), como pode ser observado na Figura 05. Esses saquinhos foram retirados do campo aos 15, 30, 45, 60, 120, 240 e 360 dias a partir da segunda adubação da cultura (2010). Posteriormente, as amostras (saquinhos) foram secas em estufa a 65ºC por 24 horas e em seguida determinou-se os teores de nitrogênio, fósforo, potássio, M.O, pH e relação C/N que restaram no material dos saquinhos, conforme metodologia de Lanarv (1988).

Figura 05. Disposição dos saquinhos ao redor da planta de tangerineira ‘Poncã’ adubada com doses de composto orgânico. São Manuel-SP.

3.6.7. Análise econômica

A análise da rentabilidade é utilizada para verificar se os recursos empregados em um processo de produção estão sendo remunerados, possibilitando também verificar como está a rentabilidade da atividade. No caso deste trabalho, especificamente, buscou-se observar a rentabilidade para os diferentes tratamentos em relação a doses de composto orgânico utilizadas.

A metodologia para o cálculo de custo de produção utilizada foi adaptada do Instituto de Economia Agrícola (IEA), descrita por Matsunaga et al. (1976). Os custos de produção apresentados basearam-se nas despesas efetuadas com mão de obra, operações de máquinas/equipamentos e materiais consumidos ao longo do processo produtivo, como inseticidas, herbicidas e adubos. Os adubos, incluindo o composto orgânico utilizado foram calculados separadamente para cada tratamento, já que, cada tratamento usou quantidades variadas de composto orgânico. O custo de mão de obra foi expresso pelo valor da diária paga aos trabalhadores rurais, e o das operações mecanizadas, pelo valor pago por hora/máquina de um trator médio (75 cv), praticados na região.

Para a determinação dos custos operacionais totais (COT) somaram-se os custos compostos por insumos, tratos culturais e as despesas fixas. A depreciação de máquinas e equipamentos, custos dos fatores terra, capital e empresário não foram consideradas, em razão da subjetividade com que podem ser estimados, já que o objetivo deste trabalho era observar a diferença entre doses de composto orgânico aplicadas.

A receita bruta foi estimada a partir do total de produção em kg por planta, somando-se os 3 anos de produção (2009, 2010 e 2011) e multiplicando pelo preço de comercialização médio dos 3 anos, visto que as despesas com a colheita (mão de obra), transporte, embalagens (caixas de colheita) são custeadas pelo comprador.

A análise da rentabilidade da cultura constitui-se na diferença entre a receita bruta e o custo operacional total (COT) por hectare, medindo a rentabilidade da atividade para os 3 anos agrícolas e para cada tratamento.