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Birleşmiş Milletlerin Uçuş Yasağını Çözmekten Uzak Durmasından Sorumlu

C. BM’nin Uçuşa Yasak Bölgeler Koyma Çözümünden Uzak Durması ve Irak’a

2. Birleşmiş Milletlerin Uçuş Yasağını Çözmekten Uzak Durmasından Sorumlu

Um aspecto observ´avel desse tipo de fonte que investigamos nesse estudo num´erico, ´e a distribui¸c˜ao de idade dos el´etrons dentro da ponte. Fizemos isso atrav´es do c´alculo de mapas sint´eticos em duas frequˆencias (0.6 e 1.5 GHz) e calculamos a distribui¸c˜ao do ´ındice espectral, α, atrav´es da ponte, supondo que o fluxo ´e dado por Sν ∼ν−α. Assumimos que

os el´etrons relativ´ısticos s˜ao produzidos no “hot spot” com uma distribui¸c˜ao de energia

em lei de potˆencia ∼ E−γ e tomamos γ = 2.5. Isso resulta em um ´ındice espectral r´adio

α = 0.75. O campo magn´etico ´e tomado como sendo de equiparti¸c˜ao.

Parma, Ekers & Fanti (1985) estudaram a fonte de baixa luminosidade B2 0828+32 e conclu´ıram que os l´obulos ativos tem um espectro constante com um valor m´edio de α na faixa de ∼ 0.65 − 0.7. O l´obulo antigo, de baixo brilho, tem um espectro inclinado (α ∼ 1.2 − 1.4). Em ambos os casos, o espectro ´e bastante constante.

Nas Figuras 7.9 e 7.10 mostramos a distribui¸c˜ao do ´ındice espectral α1.5

0.6 em trˆes

diferentes est´agios das fontes simuladas para jatos com contraste de densidade η = 0.1 e η = 0.01 respectivamente. O primeiro painel mostra a fonte exatamente depois do inicio da reorienta¸c˜ao do jato. A fonte ´e relativamente jovem com um espectro achatado pr´oximo aos “hot spots”. Na Figura 7.9 j´a existe uma inclina¸c˜ao no espectro do objeto central porque para η = 0.01 a fonte ´e mais velha comparativamente com o caso em que η = 0.1. No segundo painel a reorienta¸c˜ao da fonte ´e bem definida e a nova ponte ativa j´a se desenvolveu. A ponte inativa tem um espectro mais inclinado. No caso de η = 0.1 a caracter´ıstica liga¸c˜ao entre as pontes velha e nova continua vis´ıvel apresentando um espectro plano indicando que existe uma popula¸c˜ao de el´etrons jovens habitando a regi˜ao atr´as dos novos “hot spots”. Notamos tamb´em a intrus˜ao de part´ıculas jovens na ponte velha. Essa caracter´ıstica n˜ao ´e vista na Figura 7.10 embora o tempo de giro seja o mesmo

da Figura 7.9. Isso acontece devido a ponte ser menos densa e o avan¸co do jato ocorrer a uma baixa velocidade. Assim, no momento descrito na figura, a ponte de liga¸c˜ao j´a dissipada. Contudo, existe uma discreta intrus˜ao de part´ıculas jovens.

Figura 7.9: Distribui¸c˜ao do ´ındice espectral (α1.5

0.6) em trˆes diferentes est´agios evolu-

cion´arios de r´adio fontes tipo X simuladas com uma densidade de contraste para o jato η = 0.1.

Figura 7.10: Como na Figura 7.9 mas para um contraste de densidade η = 0.01. O ´ultimo painel mostra claramente tanto a ponte velha (l´obulo f´ossil) quanto a ponte nova, ativa. A ponte ativa tem uma distribui¸c˜ao de ´ındice espectral bastante constante

em torno do valor 0.75 enquanto o l´obulo f´ossil mostra um claro gradiente do “hot spot” `a regi˜ao central. Contudo, dois comportamentos distintos s˜ao percebidos: na Figura 7.9 existe ainda um sinal da intrus˜ao de part´ıculas jovens caracterizado pela assimetria relativa do “espelhamento” do eixo da ponte velha. Na Figura 7.10 a popula¸c˜ao de el´etrons jovens injetados no “hot spots” oriundos da ponte ativa, contaminam as regi˜oes centrais do casulo.

7.3

Conclus˜oes

A principal conclus˜ao ´e que as diferentes morfologias observadas em r´adio fontes tipo X podem ser muito bem reproduzidas atrav´es das reorienta¸c˜ao dos jatos sem necessitar de outros fenˆomenos tais como precess˜ao cˆonica. A maioria das simula¸c˜oes apresenta resultados bastantes satisfat´orios ao confrontarmos seus r´adio mapas com o r´adio mapas de fontes observadas.

Fomos capazes, atrav´es da compara¸c˜ao entre os mapas, de encontrar os valores limites para os principais parˆametros da fonte tais como o tempo em que o jato come¸ca a girar

e a dura¸c˜ao do giro. Determinamos tamb´em os melhores valores para o n´umero de Mach

Cap´ıtulo 8

Conclus˜oes

Nesta tese, fizemos um estudo acerca da evolu¸c˜ao das r´adio fontes duplas extragal´acticas. Inicialmente, no Cap´ıtulo 2 discorremos sobre a natureza desses objetos apresentando sua morfologia, classifica¸c˜ao e evolu¸c˜ao. Mostramos ainda, os principais modelos anal´ıticos e simula¸c˜oes num´ericas encontrados na literatura.

Propusemos-nos a realizar o estudo desses objetos de duas maneiras diferentes; na primeira desenvolvemos um modelo anal´ıtico auto-similar com o intuito de generalizar os modelos encontrados na literatura. J´a, na segunda, realizamos simula¸c˜oes num´ericas capazes de reproduzir as variadas distor¸c˜oes observadas nos r´adio mapas de fontes reais, inclu´ıdo as fontes Tipo X.

8.1

Revis˜ao e resultados gerais

No Cap´ıtulo 3, introduzimos o nosso modelo anal´ıtico onde assumimos que as principais propriedades das r´adio fontes tais como o tamanho da fonte, o raio do casulo e sua press˜ao tem, pelo menos em algum momento de sua hist´oria evolutiva, um comportamento auto-similar. Para estas grandezas, adotamos solu¸c˜oes em lei de potˆencia que cont´em os chamados “expoentes auto-similares”.

Reproduzimos abaixo o sum´ario dos expoentes e coeficientes auto-similares do modelo calculados no Cap´ıtulo 3.

a = −ℓ + 2

b = −ℓ(γ + 1) + 3γ − δ + 4 4(γ − δ + 2) , c = −δ + ℓ(γ − 2δ + 1) + 4 + γ 2(γ − δ + 2) . os valores de zho, rco e Pco: zho = µ 2Ljot−ℓ+2o z γ 1 a2v jρ2Ah1z2δth3 ¶γ−δ+21 , rco= µ 2Pcot2ozhoδ b2ρ 2zδ2 ¶1/2 e Pco= · (Γ − 1) c + Γ(2b + a) b2L joρ2z2δ 2πzhoδ+1to ¸1/2 .

Usando nossas solu¸c˜oes auto-similares, calculamos a potˆencia r´adio das fontes em uma frequˆencia, ν = 5Ghz. Este resultado ´e dado pela express˜ao

P5 = 1.86 × 10−25φ3/4 ǫ7/4 1 + k " Pco7/4zhorco2 µ zh zho ¶(74c+2b+a)/a + +43Pho7/4r3 h1 ³ zh zho ´(14(−7ℓ−aγ))/a¸ , W/Hz/sr .

Atrav´es da compara¸c˜ao dos parˆametros do modelo com dados observacionais, fomos capazes de tra¸car o caminho evolutivo das r´adio fontes extragal´acticas em um diagrama da potˆencia r´adio contra a dimens˜ao da fonte (diagrama PD). Usamos dois valores car- acter´ısticos, Lj = 1046 e Lj = 1048 erg/s, para a luminosidade do jato. O modelo, apesar

de sua simplicidade, apresentou bons resultados na descri¸c˜ao da evolu¸c˜ao desses objetos, como apresentado na Figura 3.3 que mostra o diagrama PD.

No Cap´ıtulo 4 usamos uma vers˜ao “em fatias” de nosso modelo geral com a finalidade de construir r´adio mapas sint´eticos em baixa resolu¸c˜ao de fontes compactas tipo CSOs e MSOs. A id´eia b´asica ´e construir mapas sint´eticos usando os mesmos “beams” de mapas de fontes observadas, onde depois subtra´ımos um do outro realizando alguns ajustes finos nos parˆametros do modelo at´e obtermos a menor diferen¸ca entre os dois mapas. Os resultados se mostraram satisfat´orios para fontes com estruturas simples, pois distor¸c˜oes existentes em fontes reais n˜ao s˜ao poss´ıveis de serem reproduzidas por esse m´etodo.

No Cap´ıtulo 5 come¸camos a tratar o problema da evolu¸c˜ao das r´adio fontes duplas atrav´es de simula¸c˜oes num´ericas. Nesse cap´ıtulo, utilizamos o c´odigo fonte VH1 em lin- guagem FORTRAN realizar uma s´erie de simula¸c˜oes e determinar qual a melhor rela¸c˜ao entre a resolu¸c˜ao da grade e o tempo computacional das simula¸c˜oes. Observamos ainda a influˆencia da resolu¸c˜ao na morfologia das r´adio fontes, fato evidenciado nas Figuras 5.4, 5.1, 5.5, 5.6 e 5.7. Utilizamos os parˆametros computacionais obtidos a partir dessas simula¸c˜oes como base para as simula¸c˜oes realizadas nos cap´ıtulos posteriores.

´

E no Cap´ıtulo 6 que utilizamos as simula¸c˜oes num´ericas para averiguar a causa da ex- istˆencia de estruturas distorcidas em r´adio fontes extragal´acticas e quasares. A hip´otese b´asica sugerida ´e que esses objetos avan¸cam atrav´es de um meio povoado por densas nu- vens de g´as. Como resultado, as simula¸c˜oes se mostraram bastante eficientes no processo de reproduzir a maioria das estruturas distorcidas encontradas na natureza atrav´es da mudan¸ca na dire¸c˜ao de propaga¸c˜ao dos jatos ou, pela intera¸c˜ao jato-nuvem. Obtivemos ainda os valores limites para os parˆametros do jato e da nuvem.

Finalmente, no Cap´ıtulo 7, realizamos o estudo das fontes tipo X. Duas hip´oteses b´asicas foram sugeridas para explicar a forma¸c˜ao de tais objetos; a primeira afirma que tais objetos s˜ao resultados de uma reorienta¸c˜ao recente e muito r´apida no “spin” do buraco negro central causado, provavelmente, por uma fus˜ao de buracos negros. Na se- gunda sup˜oe-se que os l´obulos mais velhos sejam f´osseis de uma antiga atividade do AGN. Estudamos as duas situa¸c˜oes da seguinte maneira: primeiro fizemos o jato se propagar durante um certo tempo em uma determinada dire¸c˜ao, a partir da´ı variamos sua ori- enta¸c˜ao continuamente at´e atingir uma nova dire¸c˜ao fina. Em segundo lugar, fizemos o jato se propagar em um determinada dire¸c˜ao por um certo tempo at´e o motor central ser “desligado”. Finalmente, ap´os alguns milh˜oes de anos, o motor central ´e novamente ligado com os jatos apontando em uma nova dire¸c˜ao.

Analisamos a escala de tempo do fenˆomeno e a morfologia das fontes, e ainda se a existˆencia de fontes Tipo X poderiam ser explicadas devido a uma lenta precess˜ao cˆonica do jato. A aparente falta de fontes Tipo X com de alto brilho superficial ligando as pontes velhas e novas, indicam que existe uma faixa bem definida de escalas de tempos (tempo de redirecionamento e idade da fonte). Estudamos o efeito do envelhecimento dos el´etrons atrav´es da distribui¸c˜ao de ´ındice espectral ao longo da ponte da r´adio fonte.

Os resultados das simula¸c˜oes foram bastante satisfat´orios, quando comparados `a r´adio mapas de fontes reais, o que nos levou a concluir que as diferentes morfologias encontradas nas r´adio fontes Tipo X podem ser reproduzidas atrav´es de uma reorienta¸c˜ao nos jatos sem que seja necess´ario uma suposi¸c˜ao de precess˜ao cˆonica.

Como resultado geral desta tese, estudamos a evolu¸c˜ao das r´adio fontes duplas extra- gal´acticas desde tamanhos compactos at´e dimens˜oes de fontes extensas, atrav´es de um modelo anal´ıtico e simula¸c˜oes num´ericas. Desenvolvemos ainda, ferramentas computa- cionais que nos auxiliaram nesse processo. Os resultados obtidos atrav´es da compara¸c˜ao de nosso modelo e simula¸c˜oes num´ericas com os dados observacionais se mostraram bas- tante satisfat´orios como um todo.