DOĞU TÜRKÇESİNE AİT BİR BOTANİK LÜGATÇESİ
2. Bir Ulus Ötesi Etkinlik Alanı Olarak Etnik Ekonomi
inglês, Sovereign Wealth Funds (SWFs), podem ser conceituados como fundos especiais de investimentos de propriedades de Estados soberanos, criados com objetivo macroeconômico, que, também, mantém, gerenciam e administram ativos para atingir fins específicos, bem como empregam um conjunto de estratégias de investimentos que incluem a compra de ativos financeiros estrangeiros (IWG, 2008) 78.
Para Basílio (2010, p. 01), o modelo de fundos soberanos guarda bastante similaridade com os fundos de pensão nacionais e fundos de estabilização de moeda e podem ser tidos como de propriedade de uma nação soberana. Segundo o International Work Group of Sovereign Wealth Funds (IWG, 2008, p. 27), existem três elementos chaves que definem um FSR, quais sejam: (i) um governo será sempre o proprietário do fundo, exercendo, assim, o controle das decisões; (ii) as estratégias de investimentos incluem a aquisição de ativos financeiros estrangeiros; (iii) os objetivos estabelecidos envolvem finalidades macroeconômicas e financeiras do país.
Todavia, IWG (2008), Allen e Caruana (2008), L. G. Almeida (2010) e Detomini (2008) ressaltam a existência de diferentes propostas de políticas macroeconômicas e financeiras que marcam a heterogeneidade dos FSRs, o que proporciona a seguinte classificação: (i) fundos de estabilização fiscal, voltados ao reforço da economia contra as oscilações dos preços de commodities, usualmente petróleo; (ii) fundos de poupança para gerações futuras, que objetivam converter os ativos de recursos naturais não-renováveis em ativos diversificados e mitigar os efeitos da doença holandesa79; (iii) fundos de reserva de investimento, estabelecidos na finalidade de aumento de retorno das reservas; (iv) fundos de desenvolvimento, tipicamente, destinados a projetos sócio-econômicos e políticas industriais de alavancagem econômica; e, (v) fundos de reserva de pensão, que asseguram recursos para garantir passivos fiscais associados a compromissos previdenciários.
78 L. G. Almeida (2010, p. 01) atenta para o fato de que foi editado o ―Generally Accepted Principles and Practice (GAPP) para regular as boas práticas destes institutos‖ pelo International Work Group (IWG). Balding
(2011, p.09) traz em seu trabalho uma série de conceitos para os Fundos Soberanos de diversos autores, incluindo sua definição pautada em reserva de capital controlada por um governo ou entidade governamental que investe em ativos cujo retorno esteja acima das taxas usuais de risco no mercado de capitais.
79 Esse fenômeno denominado de ―Dutch disease‖, proveniente de observações realizadas na década de 60,
durante a expansão do setor de gás natural na economia Holandesa, em virtude da descoberta de campos gasíferos no Mar do Norte, consistiu no processo de forte retração nos setores industriais e agrícolas. Esse movimento econômico, segundo Davis e Tilton (2005, p. 236) ocorreu em razão do aumento dos salários no mercado interno e do incremento da circulação da moeda, posto o encarecimento de custos de produção como um todo. A apreciação da moeda e a elevação dos custos tornaram as atividades industriais e agrícolas menos competitivas, o que impediu a diversificação produtiva e aumentou a dependência do país em relação à volatilidade dos mercados minerais.
Marcado por tais características, há de se enfatizar, portanto, que diferentes serão, também, as fontes de recursos dos FSRs que, normalmente, são as receitas de balanças de pagamentos, os recursos de operações com moeda estrangeira, de privatizações, de receitas fiscais e dos resultados da exportação de commodoties (IWG, 2008).
Nesses termos, dentre a origem dos recursos, os países exportadores de commodities, com destaque para o petróleo e gás natural, apresentam-se como os predominantes dentro do total dos governos instituidores de FRSs. Na tabela 4.1, encontram-se os maiores fundos soberanos em bilhões de dólares americanos de ativos gerenciáveis80. Segundo informações do Sovereign Wealth Fund Institute (SWFI, 2011), existem perspectivas de que, em 2012, os ativos gerenciados pelos fundos soberanos cheguem aos U$ 12 trilhões.
Tabela 4.1. Os maiores Fundos Soberanos por ativos gerenciáveis
País Nome do Fundo (bilhões de dólares) Ativos sob gestão Início Emirados Árabes Unidos -
Abu Dhabi Abu Dhabi Investment Authority $627 1976 Noruega Government Pension Fund – Global $556,8 1990
Arábia Saudita SAMA Foreign Holdings $439,1 n/a
China SAFE Investment Company $347,1 1997
China China Investment Corporation $332,4 2007
China – Hong Kong Authority Investment Portfolio Hong Kong Monetary $292,3 1993
Kuwait Kuwait Investment Authority $260 1953
Singapura Government of Singapore Investment Corporation $247,5 1981 China National Social Security Fund $146,5 2000
Singapura Temasek Holdings $145,3 1974
Rússia National Welfare Fund $142,5 2008
Qatar Qatar Investment Authority $85 2005
Austrália Australian Future Fund $72,9 2004
Líbia Libyan Investment Authority $70 2006
Argélia Revenue Regulation Fund $56,7 2000
Emirados Árabes Unidos - Abu Dhabi
International Petroleum
Investment Company $48,2 1984
EUA – Alaska Alaska Permanent Fund $39,7 1976
Cazaquistão Kazakhstan National Fund $38,6 2000
Coréia do Sul Korea Investment Corporation $37 2005
Malásia Khazanah Nasional $36,8 1993
Continua...
80 Como se percebe da tabela 4.1, os fundos existem há décadas. Epstein e Rose (2009) ressaltam esse ponto e
destacam que atualmente, a atenção voltada para tais fundos ocorre em razão, sobretudo, de seus recentes e rápidos crescimentos, bem como da concomitante mudança de estratégia pautada em políticas de investimentos conservadoras para uma diretriz de assunção de maior risco com vista a retornos mais atrativos. Chhaochharia e Laeven (2009) analisam as tendências de investimentos dos fundos soberanos e concluem com políticas de investimentos baseadas em similaridades culturais.
Continuação...
Tabela 4.1. Os maiores Fundos Soberanos por ativos gerenciáveis
País Nome do Fundo (bilhões de dólares) Ativos sob gestão Início
Irlanda National Pensions Reserve Fund $33 2001
Brunei Brunei Investment Agency $30 1983
França Strategic Investment Fund $28 2008
Irã Oil Stabilisation Fund $23 1999
Chile Social and Economic Stabilization Fund $21,8 1985
Azerbaijão State Oil Fund $21,7 1999
Emirados Árabes Unidos -
Abu Dhabi Investment Corporation of Dubai $19,6 2006
Canadá Alberta‘s Heritage Fund $14,4 1976
EUA – Nova México New Mexico State Investment Council $13,8 1958 Emirados Árabes Unidos -
Abu Dhabi
Mubadala Development
Company $13,3 2002
Nova Zelandia New Zealand Superannuation Fund $12,1 2003
Bahrein Mumtalakat Holding Company $9,1 2006
Brasil Sovereign Fund of Brazil $8,6 2009
Oman State General Reserve Fund $8,2 1980
Botswana Pula Fund $6,9 1994
Timor Leste Timor-Leste Petroleum Fund $6,3 2005
Arábia Saudita Public Investment Fund $5,3 2008
China China-Africa Development Fund $5,0 2007
EUA – Wyoming Permanent Wyoming Mineral Trust Fund $4,7 1974 Trinidade e Tobago Heritage and Stabilization Fund $2,9 2000 Emirados Árabes Unidos –
Ras Al Khaimah RAK Investment Authority $1,2 2005
Venezuela FEM $0,8 1998
Vietnã State Capital Investment Corporation $0,5 2006
Nigéria Excess Crude Account $0,5 2004
Kiribati Revenue Equalization Reserve Fund $0,4 1956
Indonésia Government Investment Unit $0,3 2006
Mauritânia National Fund for Hydrocarbon Reserves $0,3 2006 Emirados Árabes Unidos –
Federal Emirates Investment Authority n/a 2007
Oman Oman Investment Fund n/a 2006
Emirados Árabes Unidos –
Abu Dhabi Abu Dhabi Investment Council n/a 2007
Total/Petróleo e Gás $2.520,2
Total/outros $1.792,9
TOTAL $4.313,1
Conforme se observa pelos dados da tabela 4.1 do SWFI (2011), mais da metade (58%) dos fundos são originários de reservas decorrentes da exportação de commodoties, especificamente, de petróleo e gás. Com isso, o tópico seguinte se centrará na abordagem dos motivos ensejadores dessa realidade, que atualmente se fortalece nos países produtores de petróleo.