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5.1. TARTIŞMA

5.1.1. Bir Problem Olarak Anksiyete Bozukluğu

Corresponde aos sedimentos inconsolidados e rochas sedimentares compreendidos na parte onshore da área estudada, próximo à linha de costa e estuários. É constituída por: Depósito Flúvio-estuarinos, Depósito de Planície de Maré, sendo a Planície de Maré constituída por sedimentos lamosos em parte arenosos finos, que correspondem a Zona de Intermaré e de sedimentos finos inconsolidados que correspondem a Zona de Supramaré, Depósito Aluvionar, Depósito Colúvio-eluvial, Depósito Eólico (Dunas Fixas), Depósito Eólico (Dunas Móveis), e Depósito de Sedimentos de Praias.

2.1.7.4.1 Depósitos Flúvio-estuarinos (Qfe)

Esses depósitos são constituídos de sedimentos com variação vertical de fácies finas argilosas e escuras, na parte inferior, típico de deposição em antiga zona de maré estuarina, para sedimentos mais arenosos e grosseiros, depositados principalmente pela dinâmica fluvial, em período de estação chuvosa, quando se constata a inundação deste depósito pelo transbordamento das águas dos canais de maré e do rio Piranhas-Assu (Figura 2.18).

Figura 2.18 – Vista parcial de terraços flúvio-estuarino no baixo curso do rio Piranhas-

Assu (RN) (Foto: Grigio, maio/2005).

Os depósitos de planícies de maré ocorrem em áreas de costa abertas com regime de maré e ondas de baixa energia, apresentando um relevo suave, ou em áreas protegidas em costas de alta energia. Estas planícies são compreendidas por duas zonas: Zona de Supramaré e Zona de Intermaré (SILVA, 1991).

Silva (1991) menciona que os principais mecanismos responsáveis pela deposição e distribuição de fácies/subfácies na planície de maré, são a agradação e progradação, bem como, a acreção lateral em associação com barras em pontal (point bars) em canais de maré meandrantes e seus tributários (tidal creeks).

A Zona de supramaré (Figura 2.19a) é caracterizada por áreas inundadas pelo mar durante as marés cheias de sizígia (lua nova ou lua cheia) e a Zona de Intermaré (Figura 2.19b) são áreas alagadas entre as marés médias altas e baixas normais (SOUTO, 2002).

Figura 2.19 – Vista parcial do depósito de planície de maré do baixo curso do rio

Piranhas-Assu (RN). (a) Zona de Supramaré; (b) Zona de Intermaré. (Foto: Grigio, maio/2005).

2.1.7.4.3 Depósitos Aluvionares (Qa)

Estes depósitos estão distribuídos nas margens e nos canais de drenagens (Figura 2.20), e são constituídos basicamente por sedimentos areno-argilosos, de coloração variada, de granulometria grossa e seleção variando de moderada a pobre, podendo conter alguma matéria orgânica.

Figura 2.20 – Vista parcial do depósito aluvionar do baixo curso do rio Piranhas-Assu

(RN). (Foto: Grigio, maio/2005).

2.1.7.4.4 Depósito Colúvio-eluvial

Acima do Barreiras e margeando os principais rios da região (e.g. Piranhas- Assu, Pataxós) ocorrem depósitos de cascalheiras (Figura 2.21), constituídos por conglomerados clasto-suportados polimíticos de coloração dominantemente avermelhada. Entre os clastos, predominam seixos de quartzo policristalino com tamanho variando de 1 a 20 cm (SILVA, 1997). Subordinadamente, encontram-se seixos de sílex, feldspatos, quartzitos, basaltos e gnaisses, com diferentes graus de arredondamento e esfericidade indicando fontes distintas do material. Em termos de estruturas primárias apresenta-se predominantemente maciço; subordinadamente, aparecem estratificações cruzadas planares de baixo ângulo. Estruturas

hidroplásticas indicativas de deformação neotectônica são características destes depósitos (SILVA, 1997).

Rocha Filho (1992), observou a presença de cascalheiras (terraços) preservadas em altos topográficos que estão localizados a oeste dos rios Açu e Pataxós. A oeste da cidade de Assu ocorrem três níveis principais de terraços do rio homônimo, onde se verificou um aumento progressivo da topografia e da granulometria dos seixos, confirmando um comportamento escalonado dos terraços do rio Assu e migração destes canais, bem como a variação da competência de suas águas. As estruturações dos terraços, citados pelo referido autor, bem como o limite dos mesmos, é ordenada por um sistema de falhas normais e fraturas cenozóicas.

Figura 2.21 – Vista parcial do depósito Colúvio-eluvial do baixo curso do rio Piranhas-

Assu (RN). (Foto: Grigio, maio/2005).

São depósitos de areias acumulados em áreas emersas pelos ventos que carreiam as areias secas das áreas acima das marés altas das praias (pós-praia). O modo de transporte principal é por saltação dos grãos de areia, enquanto as partículas finas (silte e areia fina) são levadas em suspensão. As dunas fixas (Figura 2.22) estão revestidas de gramíneas, arbustos esparsos, predominantemente, a flor- de-seda (Calotropis procera) e espinheiros, que servem de abrigo a pássaros.

Gomes et al. (1981), caracterizou as dunas fixas como paleodunas, descritas como sedimentos eólicos quaternários, constituídas predominantemente por areias quartzosas, bem selecionadas e com grãos arredondados.

Figura 2.22 – Vista parcial de depósito eólico (Dunas Fixas) do baixo curso do rio

Piranhas-Assu (RN) (Foto: Grigio, abril/2003).

2.1.7.4.6 Depósitos Eólicos (Dunas Móveis) (Qdm)

Na região desenvolvem-se cordões de dunas eólicas móveis (Figura 2.23) do tipo barcana, acumulada pelo vento, que se desloca para Sudoeste com velocidade

média anual de 20 Km/h (ou 5,5 m/s, podendo atingir até 9,0 m/s). Os sedimentos são compostos por grãos de quartzo hialino limpos, principalmente polidos e foscos, bem selecionados, arredondados e sub-arredondados, esféricos e sub-esféricos (95 a 99%), com granulometria principalmente areia fina, em parte média e muito fina, apresentando ainda fragmentos de conchas de organismos marinhos (MIRANDA, 1983).

Figura 2.23 – Vista parcial dos depósitos eólicos (Dunas Móveis) do baixo curso do rio

Piranhas-Assu (RN) (Foto: Grigio, abril/2003).

2.1.7.4.7 Depósitos de Sedimentos de Praia

Localizados ao Norte da área de estudo, estes sedimentos estão representados por depósitos de praias, de pós-praias (Figura 2.24) e de barras arenosas. São constituídos por associações de sedimentos flúvio-marinhos e areias de praias. São depósitos areno-quartzosas de granulometria variável entre areia muito fina a

grossa, com coloração branca e cinza claro, ocupando toda a faixa entre a linha de praia e dunas.

E nos depósitos sedimentares representados pela associação de sedimentos flúvio-marinhos, constituem respectivamente os sedimentos aflorantes na planície de deflação e barras arenosa, apresentando como estruturas mais típicas, as manchas de ondulações eólicas, produzidas a partir de seixos e conchas, mostrando os padrões de direção dos ventos.

Figura 2.24 – Vista parcial do Depósito de Sedimentos de Praia do baixo curso do rio

Piranhas-Assu (RN) (Foto: Grigio, abril/2003).