2.2. Tarihsel GeliĢim
2.2.3. Bilimsel Elektronik Dergiler
30/01/11(dias sem intempéries) 21/03/11 à 27/03/11 29/03/11 03/04/11 à (dias alternados) 11/04/11 à
17/04/11 Percurso percorrido por observação (em metros)
A 16h30min às
18h30min 16h30min às 18h30min 1.700
B 16h30min às 18h30min 16h30min às 18h30min Recuperação dos dias de intempéries 1.400
Para a elaboração dos mapas comportamentais optou-se por utilizar como método de procedimento a observação direta de comportamento através de “mapa comportamental centrado no lugar”. Nessa observação foram anotadas informações sobre o que os usuários estavam fazendo, se caminhando, sentado, brincando, parado ou andando de bicicleta. E paralelamente desenhavam-se no mapa os grupos de pessoas e o arranjo físico. Assim foram elaborados 10 mapas em cada condomínio com os registros das observações. O resultado consiste em um mapa síntese de cada condomínio mostrando a utilização de forma acumulada compreendendo a soma da utilização durante os dez períodos de
observação, de maneira a apresentar todos os registros comportamentais observados sistematicamente.
O percurso percorrido por observação corresponde a um trajeto nas vias de circulação que dão acesso as áreas de lazer, contudo vale salientar que a maior parte do tempo das observações ocorria nas áreas onde se observava maior número de comportamentos (playground, no condomínio A e via principal, no condomínio B).
Quanto à posição do observador em relação ao observado, acreditava-se que poderia ser uma limitação para a pesquisa, pois a presença do observador pode inibir as ações dos usuários. Contudo as observações puderam ser realizadas sem causar incômodos aos moradores. Durante o período de observações, crianças e adultos indagavam sobre o que estava sendo feito, mas com o tempo se familiarizaram com a pesquisa. Quando conveniente acrescentavam-se fotos como documentos da observação direta, tendo o cuidado de não constranger as pessoas que estavam sendo fotografadas.
4.4
Questionário
O questionário é uma técnica tradicional e, caracteriza-se como um instrumento de pesquisa que contém uma seqüência ordenada de perguntas relacionadas a um problema específico (RHEINGANTZ et al, 2009).“É um conjunto de perguntas sobre um determinado tópico que não testa a habilidade do respondente, mas mede sua opinião, seus interesses, aspectos de personalidade e informação bibliográfica” (Yaremko, Harari, Harrison & Lynn, 1986, p. 186 apud GÜNTHER, 2008)
Essa técnica foi escolhida porque possibilita um universo maior de respondentes e também possui caráter impessoal favorecendo a liberdade de resposta, embora possa ocorrer baixa taxa de retorno e/ou altas taxas de perguntas sem resposta.
No que diz respeito à maneira de administrar o questionário, Rheingantz et al (2009) considera que o questionário deve ser respondido sem a presença do pesquisador enquanto outros autores (GÜNTHER, 2008; ORNSTEIN, 1992) considera a possibilidade de ser administrado em interação pessoal, em forma de entrevista individual.
Nesta pesquisa, para evitar a baixa taxa de retorno, utilizou-se como metodologia de entrega dos questionários a visita a todos os domicílios. Assim, foi possível entregar o mesmo nas residências onde os moradores estavam presentes durante o período de aplicação, que
se realizou no turno da noite, nos dias úteis e nos finais de semana (sábado e domingo) durante os três turnos. O período de aplicação dos formulários com as questões propostas ocorreu no intervalo de tempo compreendido entre os dias 16 de março e 17 de abril de 2011.
Foram entregues 68 questionários no condomínio A e 207 no condomínio B. Contudo o retorno foi determinado pela aceitação e disponibilidade em participar da pesquisa. O formulário era entregue ao morador e depois de aproximadamente duas horas voltava-se para receber. Para aqueles que não podiam devolver no mesmo dia pedia-se para deixar na portaria. Vale salientar que o retorno via portaria foi maior no condomínio A (10 questionários) do que no condomínio B (7 questionários). No final obteve-se 50 questionários respondidos no condomínio A e 102 no condomínio B. Esses números foram considerados representativos, pois no condomínio A equivale a 57% do número de residências construídas e no condomínio B corresponde a 35% do número de domicílios. Salienta-se que, como filtro para a realização da avaliação, foi aceita uma pessoa de cada residência. Além disso, como seleção da amostra foram abordadas apenas as pessoas com idade a partir de 18 anos, sendo assim crianças e empregadas domésticas não responderam questionário.
Por se tratar de uma pesquisa que envolve a participação das pessoas, o projeto de pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFPB (CEP). Seguindo o encaminhamento do CEP elaborou-se um termo de consentimento livre e esclarecido (ver apêndice B) que foi entregue aos respondentes juntamente com o questionário. Também foi realizado o cadastro no site do Sistema Nacional de Informação sobre Ética em Pesquisa (SISNEP11). Esses procedimentos são
baseados na Resolução n° 196/96 do CNS.
O questionário foi elaborado segundo a fundamentação teórica e mediante avaliação de outros questionários aplicados em pesquisas que procuraram avaliar adequação de espaços (BECKER, 2005; LOPES, 2009; MORAIS, 1996; ALCANTARA, 2002; TOMASINI, 2002). Além disso, as visitas in loco, as entrevistas com a administração (síndicos e supervisores) e a pesquisa12 de satisfação realizada em 2009 pela síndica do condomínio B
contribuíram para a elaboração das perguntas.
11Sistema de informação via internet sobre pesquisas envolvendo seres humanos com a finalidade de proteger os direitos dos sujeitos através do Conselho Nacional de Saúde.
12 Essa pesquisa tinha como objetivo verificar os pontos fortes e fracos do condomínio. Foi aplicado a 150 moradores que avaliaram 21 pontos como bom, regular ou insatisfatório. Os quatros itens de
Assim as questões foram formuladas de forma fechada (dicotômicas e de múltipla escolha) e de forma aberta na tentativa de obter informações não cobertas pelos itens objetivos e considerando o caráter exploratório da pesquisa. Inicialmente foram colocadas as perguntas mais gerais (sobre os ambientes) e no final as perguntas pessoais (características do respondente).
O roteiro de questões13 foi testado em 10 respondentes para verificar a clareza das
perguntas. Durante esse estudo-piloto a autora presenciava o preenchimento do questionário e solicitava a opinião quanto à compreensão das questões. Esse roteiro foi dividido em cinco partes. Uma pequena introdução em que se procurou deixar evidente o objetivo da pesquisa. A segunda parte compreende as informações sobre uso e atividades desenvolvidas. A terceira corresponde às questões que servirão para a investigação das qualidades, dificuldades e necessidades dos espaços coletivos. A quarta parte visa compreender a importância atribuída a respeito dos ambientes analisados. Por fim pergunta- se sobre alguns aspectos básicos de identificação como: a idade, o sexo, o tempo de moradia, o número de crianças residentes e a área de conhecimento. A seguir apresenta-se o Quadro 4 com o roteiro de perguntas e os respectivos objetivos.