2.2. Tarihsel GeliĢim
2.2.2. Atıf Dizinleri ve Bibliyometrik AraĢtırmalar
Del Rio (1990) dividiu as categorias de análises dos espaços em: Morfologia urbana;
Análise visual; Percepção ambiental; Comportamento ambiental;
Para esse autor a psicologia ambiental integra duas das categorias de análises: a análise da percepção ambiental e a análise do comportamento ambiental. O objetivo principal da percepção ambiental é a identificação de imagens públicas e da memória coletiva, a partir do que os usuários percebem, sendo mais propicia para as pesquisas em áreas urbanas extensas (DEL RIO, 1990).
O comportamento ambiental analisa os aspectos físicos de cenários de comportamentos. Segue as definições sobre esta categoria de análise, pois a presente pesquisa recorreu aos métodos e técnicas empregados neste tipo de estudo para a coleta de dados.
Ao definir comportamento ambiental, Del Rio (1990) indica que o comportamento e as ações são influenciados pelo ambiente físico-espacial que nos cerca, ou seja, de acordo com o seu pensamento, o ambiente sugere, facilita, inibe ou define comportamentos. Lang (1994) afirma que o entendimento destas relações: ambiente-comportamento e comportamento-ambiente visa facilitar a construção de espaços mais adequados às necessidades humanas. Gehl (1987) também declara que o estudo do comportamento procura captar o espírito do lugar para aproximar o projeto do ambiente mais adequado ao ser humano.
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Existem outras denominações para caracterizar esse campo de pesquisa: comportamento ambiental; comportamento pró-ambiente; projeto do lugar (DEL RIO, 1990; PINHEIRO, 2008; RHEINGANTZ et al, 2009). Essa relação do ambiente com a pessoa é objeto de estudo de profissionais da arquitetura, engenharia civil, desenho industrial, educação ambiental, ergonomia, antropologia, geografia, planejamento urbano, psicologia, sociologia, entre outros (PINHEIRO, 2008).
Nesse contexto Canter (1977 apud DEL RIO et al, 2002) sugere um esquema representativo da formação do “sentido dos lugares”, na confluência das dimensões física, comportamental e de percepções, entendendo que a qualidade físico-ambiental dos espaços é gerada na sobreposição de três esferas: os atributos físicos; as atividades e as concepções. Para melhor entender o que foi descrito segue o esquema representativo de David Canter (Figura 8).
Figura 8: Esquema representativo de David Canter
Fonte: Del Rio et al (2002)
O esquema teórico de Canter (figura 8) possibilita compreender um espaço pela inter-relação de três dimensões básicas: a física, a comportamental e a da percepção do usuário. Para a primeira, contribuem os atributos físicos. Para a segunda, contribuem o conjunto de atitudes e comportamentos que o lugar possibilita (comportamento dos usuários). Para a terceira, contribuem os conceitos deste lugar formados na mente ao processar as duas outras e ao recorrer às lembranças. Assim sendo, esse campo de investigação tornar-se interesse de arquitetos que buscam comprovar a qualidade de um lugar.
Quanto aos métodos empregados nos estudos sobre essas interações Gifford (1997 apud Tomasini, 2002) propõe que os pesquisadores podem utilizar de técnicas da ciência social, a exemplo de observação, entrevistas, questionários, filmagens, mapas cognitivos e mapas comportamentais. Tratando-se, portanto, de técnicas da Avaliação Pós-Ocupação (APO).
Segundo Ornstein (1992), APO é um conjunto interdisciplinar de métodos e técnicas para levantamento e análise de dados, podendo obter através da avaliação de fatores técnicos, construtivos, funcionais e de conforto, econômicos, estéticos e comportamentais de ambientes em uso diagnósticos de aspectos positivos e negativos, levando em conta o ponto de vista dos especialistas (avaliadores e projetistas) e dos usuários. O objetivo é definir recomendações para corrigir problemas detectados no ambiente (programas de manutenção, alterações comportamentais) e utilizar os resultados das avaliações na produção e uso de ambientes semelhantes.
Nas avaliações comportamentais de ambientes em uso o mapa comportamental pode ser utilizado. Essa técnica pode ser suplementada por questionários, entrevistas ou outros procedimentos que contribuam na compreensão dos motivos porque certos locais são mais ocupados e outros evitados (PINHEIRO; ELALI; FERNANDES, 2008).
Esse tipo de mapa pode ser realizado em duas modalidades: centrado no lugar e centrado na pessoa (PINHEIRO; ELALI; FERNANDES, 2008). No primeiro o ambiente é representado de forma a mostrar as áreas e os elementos utilizados pelas pessoas. No segundo o foco está nas pessoas, nos percursos e no modo de utilização do espaço.
No mapa comportamental centrado no lugar, o ambiente é representado em planta baixa esquemática, incluindo os elementos que podem implicar nas ações dos usuários como os degraus, mudança de texturas, assentos, etc. Esse mapa representa o local em setores de comportamento (PINHEIRO; ELALI; FERNANDES, 2008).
Na presente pesquisa, foi aplicado o mapeamento comportamental centrado no lugar. A seguir são apresentados exemplos de dois mapas comportamentais centrados no lugar (Figuras 9 e 10).
Figura 9: Mapa-croqui do Parque Guinle com anotações de observações
Figura 10: Mapa comportamental para 11 períodos de observação em uma
Sommer & Sommer (1997) são autores referencias neste tipo de avaliação, com as técnicas de observação, mais especificamente os mapas comportamentais provenientes da observação naturalística do ambiente (Lee, 1977).
Segundo Rheingantz et al (2009) o mapa comportamental, proveniente da observação, é empregado por pesquisadores da psicologia ambiental e do desenho urbano para identificar usos, arranjos espaciais, fluxos, relações espaciais, movimentos e distribuição das pessoas no espaço e no tempo que permanecem. Para esse autor:
A observação do ambiente físico, seja ele externo ou interno, natural ou construído, permite a produção de informações sobre os usos e atividades esperados ou novos, além das relações nele ocorridas; sobre as regularidades de conduta, bem como acerca da influência do ambiente sobre o comportamento dos usuários. (RHEIGANTZ et al, 2009, p. 35) Os pesquisadores deste campo de conhecimento admitem que ao compreender as relações entre as pessoas e o ambiente é possível colaborar na resolução de problemas. Whyte (1988 apud Rheingantz et al, 2009) fez observações direta, filmes ou fotografias de praças e parques e empregou mapas comportamentais e tabelas para sintetizar os registros. Ele analisou graficamente os dados sobre as atividades e a vida social dos ambientes observados e propôs algumas diretrizes básicas para o desenho de áreas públicas urbanas.