4.1. Fen Bilgisi Öğretmen Adaylarının BDTÜG Anketinin Sonuçlarına İlişkin
4.1.6. Bilimsel Bilginin Doğası
Por meio de pesquisa na rede de computadores, via internet, em 2009 e 2012, realizou-se um levantamento de experiências de outros órgãos ambientais brasileiros em relação a processos simplificados do licenciamento ambiental, de forma a comparar a operacionalização desses processos quanto à legislação.
A pesquisa foi feita diretamente no sítio de cada órgão ambiental de alguns estados, através do qual foi possível identificar a figura do licenciamento ambiental simplificado – LAS, que apresenta similaridades na execução da AAF, observando particularidades da legislação do estado de origem. O inciso I do artigo 10 da Resolução CONAMA 237/9749, que define as etapas do licenciamento ambiental, foi uma das similaridades identificadas.
O Rio Grande do Sul pratica o LAS de acordo com o estabelecido na Portaria Conjunta SEMA/FEPAM N° 08550, de 26 de novembro de 2008, definindo em seu artigo 2° que os empreendimentos ou atividades considerados pelo órgão ambiental como não
49 O órgão ambiental competente definirá juntamente com a participação do empreendedor os documentos, projetos e estudos
ambientais, necessários ao inicio do processo de licenciamento correspondente à licença a ser requerida
54 potencialmente causadores de significativa degradação do meio ambiente poderão ser licenciados via, Relatório Ambiental Simplificado – RAS.
Observa-se que a Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler – FEPAM/RS busca simplificar o licenciamento remetendo para o município a pré-análise da implantação do empreendimento no local escolhido, mas não dispensa sua prerrogativa de avaliar previamente o potencial poluidor ou degradador e definir o enquadramento da atividade com base em parecer fundamentado.
O estado da Bahia pratica a simplificação do licenciamento ambiental desde 2001, quando inseriu no Decreto nº 7.967, de 05 de junho de 2001, que regulamenta a Política Estadual de Administração de Recursos Ambientais51, o licenciamento simplificado –
artigos 172 e 175 e a auto-avaliação para o Licenciamento Ambiental – ALA – artigos 209 e 210. Em 2006, a legislação foi alterada52, mas manteve o a Licença Simplificada (LS) que é concedida para empreendimentos classificados como de micro ou pequeno porte, excetuando-se aqueles considerados de potencial risco à saúde humana, que pode ser associada a registro de Termo de Compromisso de Responsabilidade Ambiental - TCRA. No entanto, para esse registro, o Instituto de Meio Ambiente – IMA (ex Centro de Recursos Ambientais – CRA) não dispensa a análise técnica dos estudos e projetos, exigindo que o empreendedor assuma o compromisso de adotar boas práticas conservacionistas e que tenha vínculo com Anotação de Responsabilidade Técnica - ART ou equivalente.
Ressalta-se que a inovação foi instituída para os empreendimentos que obtiveram um primeiro licenciamento, pois o ALA é aplicado para a fase de revalidação da licença de operação ou para alteração da atividade, nas instituições públicas e privadas, e está sujeito a avaliação de uma Comissão Técnica de Garantia Ambiental- CTGA, prevista no capitulo III do referido decreto, quando trata do autocontrole ambiental por parte dos empreendimentos. Observou-se também que na legislação baiana que a responsabilidade
51 Disponível em http://www.seia.ba.gov/legislação-ambiental/decretos/decreto-n-7967. Acesso em 2 de abril de 2012.
52 Lei nº 10.431 de 20 de dezembro de 2006. Disponível em http://www.cra.ba.gov.br/index.php/normas-tecnicas. Acesso em 27de
55 socioambiental é repassada aos gestores do empreendimento quando exige a instituição de um grupo técnico nas empresas para garantir que o desempenho ambiental da unidade seja alcançado e mantido.
O Estado de Goiás também instituiu o licenciamento ambiental simplificado em 2001, conforme Portaria 006/200153, conforme o que dispõe a Lei n.º 8.544/78, regulamentada pelo Decreto 1.745/79, que opta pelo cadastramento para fins de monitoramento de atividades consideradas como pouco lesivas ao meio ambiente e de baixa magnitude de impacto ambiental para o estado goiano.
O Estado de São Paulo instituiu seu Sistema de Licenciamento Simplificado - SILIS54 com base em “critério para classificação de empreendimentos de baixo potencial
poluidor”, definindo claramente quem dele pode se utilizar. Assim, como o estado do Rio Grande do Sul, também permite a municipalização do licenciamento. Para complementar as instruções, o órgão ambiental remete a uma tabela onde é apresentada a lista das atividades que poderão utilizar o SILIS e seus respectivos critérios de corte, relativos ao porte do empreendimento. Entretanto, ressalta claramente que durante o decorrer do cadastramento da solicitação, será realizada a classificação do empreendimento de acordo com os critérios do SILIS, permitindo a continuidade deste processo apenas se atendidos os critérios definidos. Por ser o SILIS um sistema informatizado com certificação digital, onde os empreendimentos de baixo potencial poluidor podem, via internet, realizar o seu licenciamento ambiental por meio de um procedimento simplificado, não é previsto a entrega de estudos ambientais.
O Estado da Paraíba, por intermédio da Superintendência de Administração do Meio Ambiente - SUDEMA55 adota a sistemática do licenciamento ambiental simplificado, dispensando as atividades listadas da exigência da licença prévia, porém definindo princípios e normas que disciplinam o processo de licenciamento, devendo os empreendimentos apresentar documentos conforme relação especificada pelo órgão.
53 Disponível em http://www.agenciaambiental.go.gov.br/site/legislacao/01_legis_port_agenc_06_01.php, acesso em 2010 54 Disponível em http://www.saocarlos.sp.gov.br/images/stories/ambiental/criterios_para_classificacao_SILIS.pdf. Acesso em 2009 55Disponível emhttp://www.sudema.pb.gov.br/arquivos/formLicencas/Licenciamento_Ambiental_Simplificado.pdf. Acesso em 2010
56 Merece destaque o fato de o órgão permitir que os “estudos específicos poderão ser feitos coletivamente de forma a simplificar o processo de licenciamento, cujo conteúdo seja definido pela SUDEMA”, ressaltando que documentos complementares poderão ser exigidos durante o processo de licenciamento. Esta permissão do órgão ambiental mostra que o fato de simplificar o licenciamento não implica em declinar da apresentação de informações dos aspectos ambientais da atividade a ser exercida, mas racionalizar recursos e custos aos empreendimentos sujeitos a esta modalidade de licenciamento para tornar célere a sua análise.
O Estado do Espírito Santo, por intermédio do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – IEMA, adotou o licenciamento ambiental simplificado em 2008, normalizando o assunto via instrução normativa do órgão ambiental. Observa-se que foi definido que o licenciamento simplificado56 será para empreendimentos de baixo impacto ambiental e que para tal foram agrupados com base em similaridade de impactos ambientais, conforme exposto no artigo 2° da instrução normativa n.º 12, de 18 de setembro de 2008, que “dispõe sobre a classificação de empreendimentos e definição dos procedimentos relacionados ao licenciamento ambiental simplificado”.
No Estado do Rio de Janeiro, o Sistema de Licenciamento Ambiental - SLAM foi alterado pelo Decreto Estadual nº 42.159, de 2 de dezembro de 2009, em consonância com as alterações parciais da Lei Estadual nº 5.101, de 4 de outubro de 2007, que criou o Instituto Estadual do Ambiente – INEA, que anteriormente era denominado Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente – FEEMA. Dentre as alterações, foi instituído o Licenciamento Ambiental Simplificado - LAS, que é um “ato administrativo mediante o qual o órgão ambiental, em uma única fase, atesta a viabilidade ambiental, aprova a localização e autoriza a implantação e/ou a operação de empreendimentos ou atividades enquadrados na Classe 2, estabelecendo as condições e medidas de controle ambiental que deverão ser observadas”.
57 Conforme resumo apresentado no Quadro 3 a seguir, pode-se observar que no período compreendido entre 2004 e 2010, os órgãos ambientais efetuaram modificações e alterações no seu processo de licenciamento ambiental, inserindo a figura da licença simplificada, sem, no entanto, prescindir da apresentação de estudos ambientais.
A simplificação do processo de licenciamento ambiental adotado por Minas Gerais apresenta características similares ao do Estado de São Paulo por ser praticamente um cadastramento com base em documentação sem exigência de estudos ambientais e também ao do Estado da Bahia que possui o processo de Termo de Compromisso de Responsabilidade Ambiental de caráter declaratório, vinculado a uma ART.
Da análise das instruções e normativas definidas por outros estados que praticam o licenciamento ambiental simplificado, foi observado que as emitidas por São Paulo e Espírito Santo são as que traçam claramente as regras para orientar a sociedade sobre o que é passível de licenciamento ambiental simplificado. Elas também permitem um melhor controle e acompanhamento não só pelo órgão ambiental, mas também pelas demais instituições que atuam de forma complementar na fiscalização e controle dos aspectos ambientais da atividade considerada potencialmente poluidora ou degradadora do ambiente. Constata-se também que nestes Estados não há dispensa de protocolo de estudos ambientais, mesmo que para processos simplificados, observando o que preceitua os dispositivos constitucionais e as normativas federais.
Oliveira (2012) argumenta que o licenciamento ambiental simplificado tende a desvincular o licenciamento ambiental da avaliação de impacto ambiental como conhecida e aplicada internacionalmente. Para a autora, tal fato contribui para que a simplificação receba críticas e tenha sua efetividade questionada no que se refere à eficácia da gestão ambiental, e ao uso sustentado dos recursos ambientais.
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Quadro 3- Resumo sobre o licenciamento simplificado em outros Estados da Federação, Brasil, 2012
Estado Instrumento legal Tipo de licenciamento Pré-requisitos Exigências
Bahia Lei nº 10.431 de 20 de dezembro de 2006 Licenciamento Simplificado - LS
Deve ser requerida na fase de localização do empreendimento, antes de sua implantação e operação e concedida a empreendimentos e atividades de micro ou pequeno porte.
Documentação prevista na Portaria Nº 13.278/2010.
Espírito Santo Instrução Normativa n.º 12, de 18 de setembro de 2008 Licenciamento Ambiental Simplificado - LAS Condicionado ao atendimento dos limites de porte e dos critérios gerais e específicos explicitados na referida instrução.
Preencher formulário específico para cadastro técnico da atividade passível de LAS.
Goiás
Portaria 006/2001 de acordo com a Lei n.º 8.544/78, regulamentada pelo Decreto
1.745/79
Licenciamento Ambiental Simplificado - LAS
Atividade, natureza, localização, porte e outras peculiares sejam de baixa magnitude de impacto ambiental.
Não há previsão de apresentação de diagnóstico ou estudos ambientais. Paraíba
Lei Estadual N.º 4.335 de 16 de Dezembro de 1981;
Norma Administrativa 101
Licenciamento Ambiental
Simplificado - LAS Apresentação de documentos conforme relação especificada pelo órgão
Apresentação de estudos específicos definidos pelo órgão ambiental.
Rio de Janeiro Decreto Estadual nº 42.159, de 2 de dezembro de 2009 Licenciamento Ambiental Simplificado - LAS Atendam aos critérios estabelecidos pelo órgão ambiental por regulamento especifico e aos demais previstos na legislação estadual vigente.
Preencher formulário específico e apresentar de estudos específicos definidos pelo órgão ambiental.
Rio Grande do Sul PORTARIA CONJUNTA SEMA/FEPAM Nº 085, de 23 de novembro de 2008 Licenciamento Ambiental Simplificado
– LAS Relatório Ambiental Simplificado – RAS
Caracterização do empreendimento ou atividade; diagnóstico ambiental preliminar da área de influência; identificação dos impactos ambientais; medidas mitigadoras e compensatórias.
São Paulo
Anexo 9 do Regulamento da Lei Estadual N° 997, de 31 de maio de 1.976, aprovado pelo Decreto Estadual N° 8.468, de 8 de
outubro de 1.976, e suas alterações.
Sistema de Licenciamento Simplificado - SILIS
- Para sua implantação não realizem intervenções que obriguem consulta ao Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais – DEPRN.
- No seu processamento industrial não realizem operações de tratamento térmico, tratamento superficial e fundição de metais.
- No seu processamento industrial não realizem operações de lavagem e/ou desinfecção de material plástico para recuperação.
- Tenham capacidade de armazenamento de Gás Liquefeito de Petróleo – GLP inferior a 4.000 kg. e
- Atendam aos critérios de porte.
- Na Região Metropolitana de São Paulo,estejam localizados fora de Área de Proteção de Mananciais – APM.
- Desenvolvam atividades classificadas como Categoria ID, conforme estabelecido na Lei Estadual Nº 1.817/78, de 27 de outubro de 1.978.
- Não realizem queima de combustíveis.
Não há previsão de apresentação de diagnóstico ou estudos ambientais.
59 Ao comparar os procedimentos para emissão da licença simplificada entre os estados da região sudeste, Oliveira (2012) conclui que ficou evidente que o processo de licenciamento ambiental simplificado possui maiores fragilidades em Minas Gerais, e que os demais Estados possuem particularidades que se associadas levariam a um licenciamento ambiental simplificado tendendo ao ideal.
Assim, do comparativo sobre licenciamento ambiental simplificado praticado por outros estados da federação pesquisados, tem-se que o praticado pelo estado do Espírito Santo é o que se apresenta como uma experiência a ser adotada para a regularização ambiental de empreendimentos potencialmente poluidores ou utilizadores de recursos ambientais de impacto ambiental não significativo, se complementado com os demais instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente.
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4. MATERIAIS E MÉTODOS
Os próximos itens apresentam as etapas seguidas para identificação da tipologia para qual as concessões de AAF serão avaliadas, bem como a região de estudo no Estado de Minas Gerais, o planejamento amostral e elaboração do índice ambiental.