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3.3. Veri Toplama Teknikleri

3.3.1. Demografik Anket

3.3.2.2. BDTÜG Anketinin Uyarlanması

A formação do novo órgão (FEAM) se prolongou entre ao anos de 1987 e 1989. De acordo com FEAM e FJP (1998; p 128),

desde sua criação, e antes mesmo de sua efetiva implantação, os técnicos da FEAM e os membros do COPAM desenvolveram uma série de planos no sentido de orientar sua atuação na área ambiental e de definir prioridades, estratégias e linhas de ação.

A partir dos trabalhos, em 1990, tem-se a edição da Deliberação Normativa 01/90, ampliando a lista de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras e degradadoras da Deliberação Normativa COPAM 06/81, trazendo inovação ao classificar as atividades pelo

33 potencial poluidor29 e os empreendimentos pelo porte30, traçando as regras para a solicitação e análise do licenciamento ambiental em Minas Gerais.

Em 1995, inicia-se um processo de reformulação do sistema institucional de meio ambiente do Estado de Minas Gerais, sendo instituída a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD (Lei nº 11.903, de 06 de setembro de 1995)31. A reforma do sistema de política ambiental implicou na revisão das atribuições dos órgãos executores da política de meio ambiente em Minas Gerais a ser executada pelo Instituto Estadual de Florestas - IEF e o Departamento de Recursos Hídricos - DRH, atual Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM, juntamente com a FEAM, que até a consolidação das mudanças continuou sendo a secretaria executiva do COPAM (FEAM e FJP, 1998).

Até 1996, as licenças ambientais eram concedidas por prazo indeterminado, mas em dezembro daquele ano entrou em vigor a DN COPAM 17, de 16/12/96, fixando prazo de validade para as licenças de instalação e criando as diretrizes para a revalidação das mesmas. As licenças prévias e de operação tiveram seus prazos estipulados no ano seguinte pela DN COPAM 23, de 30 de outubro de 1997.

Diante da necessidade de avaliações periódicas das melhorias ambientais dos empreendimentos licenciados foi instituída a quarta fase que é a revalidação da licença de operação definida na DN COPAM 17/96. Esta tem por objetivo a avaliação do desempenho ambiental global do empreendimento durante o período de vigência da licença vincenda. Em Minas Gerais, para subsidiar a análise técnica do pedido de revalidação da Licença de Operação (LO), o empreendedor deve registrar no Relatório de Avaliação do Desempenho Ambiental - RADA fatos documentados e evidências objetivas

37 Atualmente, o potencial poluidor/degradador da atividade é considerado pequeno (P),- médio (M) ou grande (G), em função das

características intrínsecas da atividade, conforme as listagens A, B, C, D, E, F e G da DN 74/04. O potencial poluidor é considerado sobre as variáveis ambientais: ar, água e solo. Para efeito de simplificação inclui-se no potencial poluidor sobre o ar os efeitos de poluição sonora, e sobre o solo os efeitos nos meios biótico e socioeconômico. O potencial poluidor/degradador geral é obtido da Tabela A-2 da DN 74/04.

30 Atualmente, o porte do empreendimento é considerado pequeno (P), médio (M) ou Grande (G), conforme os limites fixados nas

listagens da DN 74/04. Para melhor entendimento sugere-se a leitura das diretrizes gerais disponível em www.feam.br/legislação.

31 Cria a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, altera a denominação da Secretaria de Estado de

34 do cumprimento das condicionantes estabelecidas quando do licenciamento da atividade, a evolução do planejamento, a avaliação da performance dos sistemas de controle ambiental, da implementação de medidas mitigadoras dos impactos ambientais, bem como a análise da evolução do gerenciamento ambiental do empreendimento, assim como as propostas decorrentes do resultado da auto-avaliação do desempenho ambiental (TORQUETTI, 2002).

À medida que foram aparecendo problemas operacionais em relação à apresentação de documentação exigível e indenização dos custos de análise, a DN COPAM 01/90 foi sofrendo alteração com a inserção de detalhes em seus artigos. Assim, a DN COPAM 02/92 inseriu a questão de um empreendimento conjugar mais de uma atividade e a DN COPAM 38/99 inseriu alterações em relação à indenização para cada fase do licenciamento, ou para o somatório das fases já ultrapassadas, quando de licenciamento corretivo e para modificações no empreendimento.

Especificamente para a área de mineração, o artigo 8° da DN COPAM 01/90, que trata das atividades de pequeno porte, não listadas, dispensadas da elaboração de estudos ambientais recebeu a complementação instituída pela DN COPAM 43/2000 em relação à indenização dos custos para a análise de EIA/RIMA para áreas contíguas de mineração com características ambientais semelhantes e com processos diferentes junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM. No entanto, faz ressalva em seu parágrafo único – “O disposto pelo caput deste artigo só ocorrerá se o EIA/RIMA tiver abordado todas as áreas contíguas quanto aos diagnósticos e prognósticos, incluindo as propostas de medidas mitigadoras”.

A década de 90 foi a fase de construção em relação à elaboração de formulários e termos de referência para modificações na documentação a ser apresentada ao órgão ambiental, no intuito de subsidiar a formalização e a análise do processo de licenciamento ambiental. Assim, é dessa época os termos de referência para elaboração do Relatório de Controle Ambiental - RCA, Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de

35 Impacto Ambiental – EIA/RIMA, Revalidação da Licença de Operação – REVLO e o respectivo Relatório de Avaliação do Desempenho Ambiental- RADA, dentre outros.

Posteriormente, a partir da definição das competências para o licenciamento fixadas pela Resolução CONAMA n° 237/97, a FEAM incluiu em suas diretrizes a municipalização do licenciamento, que culminou na publicação da DN COPAM 29, de 9 de setembro de 1998, estabelecendo diretrizes para a cooperação técnica e administrativa com os órgãos municipais de meio ambiente, visando ao licenciamento e à fiscalização de atividades de impacto ambiental local. Esta deliberação sofreu alterações com a publicação da DN 102, de 30 de outubro de 2006. Dessa forma, cabe aos órgãos ambientais municipais o licenciamento de empreendimentos e atividades de impacto local e dos que lhes forem delegados pelos Estados através de instrumento legal ou convênio.

Entre 1990 e 2004, as regras para o licenciamento ambiental em relação à classificação segundo o porte e potencial poluidor, instituído pela DN COPAM 01/90, determinaram os estudos a serem apresentados, definiram os valores das penalidades de infração a legislação e seu parcelamento, os custos de indenização dos custos de análise e a validade das licenças.

Complementando a DN COPAM 01/90, de acordo com especificidades de outras atividades, tais como mineração, saneamento, setor elétrico, loteamento, co-processamento de resíduos em fornos de cimento, ferro-gusa não integrado, postos de combustíveis, foram editadas DNs específicas para orientar a documentação exigível a ser apresentada para análise do licenciamento dos empreendimentos, compatibilizando as legislações aplicadas pelos demais órgãos de controle das atividades. Merece destaque a DN COPAM 39/199932 que se tornou um avanço de fato no licenciamento ambiental de empreendimentos de transporte de gás natural e gasodutos no Brasil, antes inclusive de qualquer outro órgão ambiental no país, ao incorporar no seu texto a necessidade de elaboração dos Estudos de Análise de Riscos - EAR e a apresentação do Plano de Comunicação de Risco - PCR.

36 Assim, pode-se dizer que, em 2004, ocorreu a modificação mais significativa na legislação estadual com edição da DN COPAM 74/04. Segundo Rocha (2008),

essa deliberação é considerada importante uma vez que introduziu inovações no sistema de licenciamento ambiental do Estado de Minas Gerais: definiu nova classificação para os empreendimentos através de critérios segundo o porte e potencial poluidor de empreendimentos e atividades modificadoras do meio ambiente, alterou os critérios de classificação, e criou a Autorização Ambiental de Funcionamento (AAF).

As novas regras da regularização ambiental, introduzidas pela DN COPAM 74/04 podem ser traduzidas na necessidade de obtenção do diploma legal para o licenciamento ambiental ou para a autorização ambiental de funcionamento, como pode ser verificado no segundo artigo:.

Os empreendimentos e atividades listados no Anexo Único desta Deliberação Normativa, enquadrados nas classes 1 e 2, considerados de impacto ambiental não significativo, ficam dispensados do processo de licenciamento ambiental no nível estadual, mas sujeitos obrigatoriamente à autorização ambiental de funcionamento pelo órgão ambiental estadual competente, mediante cadastro iniciado através de Formulário Integrado de Caracterização do Empreendimento preenchido pelo requerente, acompanhado de termo de responsabilidade, assinado pelo titular do empreendimento e de Anotação de Responsabilidade Técnica ou equivalente do profissional responsável.

§1° - A autorização ambiental de funcionamento somente será efetivada se comprovada a regularidade face às exigências de Autorização ambiental para Exploração Florestal – APEF e de Outorga de Direito de Uso de Recursos Hídricos.

§2º - Os órgãos ambientais competentes procederão à verificação de conformidade legal nos empreendimentos a que se refere o caput deste artigo, conforme critérios definidos pelo COPAM.

Compete às SUPRAMs, apresentadas na Figura.1, a análise técnica e jurídica dos processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos efetivo ou potencialmente poluidores que se encontram listados na Deliberação Normativa COPAM n.o 74/2004, disponível em www.siam.mg.gov.br/legislação.

37 Figura 1 - Mapa de localização das Superintendências Regionais de Regularização Ambiental – SUPRAMs

De acordo com essa deliberação normativa, as fontes de poluição são enquadradas em seis classes e potencial poluidor ou degradador do meio ambiente – Classes 1 a 6, em função do porte e potencial poluidor da atividade, conforme o Quadro1.

A definição do potencial poluidor/degradador do empreendimento em Pequeno (P), Médio (M) ou Grande (G) é função das características intrínsecas de cada atividade, ou seja, dos seus aspectos ambientais e dos impactos causados no ar, na água e no solo, conforme Anexos da DN COPAM 74/04.

O porte do empreendimento, por sua vez, é considerado Pequeno (P), Médio (M) ou Grande (G), em função da área útil (AU, em hectares) e do número de empregados (NE), ou de outras variáveis mais específicas da atividade.

38 Quadro 1 - Classificação dos empreendimentos para fins de licenciamento ambiental Classe 1 - pequeno porte e pequeno ou médio potencial poluidor

Classe 2 - médio porte e pequeno potencial poluidor

Classe 3 - pequeno porte e grande potencial poluidor ou médio porte e médio potencial poluidor

Classe 4 - grande porte e pequeno potencial poluidor

Classe 5 - grande porte e médio potencial poluidor ou médio porte e grande potencial poluidor

Classe 6 - grande porte e grande potencial poluidor

Fonte: DN COPAM n.o 74/04 (MINAS GERAIS, 2004).

Para as atividades de pequeno porte e pequeno potencial poluidor, classificadas nas classes 1 e 2 é obrigatória a obtenção da Autorização Ambiental de Funcionamento (AAF), que será expedida com base na documentação apresentada pelo empreendedor.

Para as demais classes (3 a 6), o caminho para a regularização ambiental é o processo de licenciamento, com o requerimento das licenças Prévia (LP), de Instalação (LI) e de Operação (LO), isoladas, concomitantes e sucessivas.

Em 2006, ocorre novamente mudança significativa na execução da política ambiental em Minas Gerais, quando da instituição da Lei nº 15.972, de 12 de janeiro de 2006, que alterou a estrutura orgânica dos órgãos e entidades da área de meio ambiente e a Lei nº 7.772, de 8 de setembro de 198033. Esta Lei, em seu Art. 5°, cria as Superintendências Regionais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável –

39 SUPRAM34, apresentadas na Figura 1, para exercer a competência do licenciamento ambiental anteriormente exercido pela FEAM e também o Comitê Gestor de Fiscalização Ambiental Integrada – CGFAI para executar o planejamento e a fiscalização ambiental no Estado. Em ambos os casos resguardaram-se o suporte técnico pela FEAM, IEF e IGAM.

Art. 5º - O art. 3º da Lei Delegada nº 62, de 29 de janeiro de 2003, que dispõe sobre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - Semad, fica acrescido dos seguintes inciso IX e §4º:

"Art. 3º...

IX - Superintendências Regionais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em número de oito.

...

§4º - Nos procedimentos relativos aos processos de regularização ambiental, as Superintendências Regionais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável subordinam-se administrativamente à Semad e tecnicamente à Feam, ao IEF e ao Igam.".

Art. 6º - Fica criado, no âmbito da SEMAD, o Grupo Coordenador de Fiscalização Ambiental Integrada - GCFAI, com a finalidade de promover o planejamento e o monitoramento da fiscalização ambiental no Estado, a ser executada pela Polícia Ambiental da Polícia Militar de Minas Gerais, com o apoio técnico da FEAM, do IEF e do IGAM.

Em janeiro de 2011, as alterações advindas com a Lei Delegada 180 extinguem o Comitê Gestor de Fiscalização Ambiental Integrada – CGFAI e cria a Subsecretaria de Controle e Fiscalização Ambiental e a Subsecretaria de Regularização Ambiental no âmbito da SEMAD35, para atuar respectivamente na fiscalização e licenciamento ambiental. Alteram também as estruturas e as atribuições dos demais órgãos vinculados FEAM36, IGAM37 e IEF38, que tem dentre elas, a de atuar no apoio a SEMAD no processo de regularização ambiental, de fiscalização e na aplicação de sanções administrativas no âmbito de sua atuação.

34 Superintendências Regionais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - SUPRAM tiveram a denominação alterada para

Superintendências Regionais de Regularização Ambiental, com base no alínea c, item VIII, artigo 4° do Decreto nº 45.824, de 20 de dezembro de 2011.

35 Decreto nº 45.824, de 20 de dezembro de 2011 que dispõe sobre a organização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e

Desenvolvimento Sustentável.

36 Decreto nº 45.825, de 20 de dezembro de 2011. Estabelece o Estatuto da Fundação Estadual do Meio Ambiente

– FEAM.

37 Decreto nº 45.818, de 16 de dezembro de 2011. Estabelece o Regulamento do Instituto Mineiro de Gestão das Águas

– IGAM.

40 As modificações inseridas no licenciamento ambiental trouxeram também uma integração na análise da documentação exigível para a análise do processo de regularização ambiental – licenciamento ou AAF, por meio da Resolução SEMAD 390/ 2005, que imputou responsabilidade pela formação do processo único gerado a partir da solicitação do requerente, à entidade integrante da estrutura da SEMAD que houver iniciado o procedimento:

Art. 1º - O Licenciamento Ambiental, a Outorga de Direito de Uso de Recursos Hídricos e a Autorização para a Exploração Florestal – APEF, a que se referem, respectivamente, a Lei n.º 7.772 de 8 de setembro de 1980, regulamentada pelo Decreto n.º 39.424, de 5 de fevereiro de 1998, a Lei n.º 13.199, de 29 de janeiro de 1999, regulamentada pelo Decreto nº 41.578 de 08 de março de 2001 e a Lei n.º 14.309, de 19 de junho de 2002 e a Autorização Ambiental de Funcionamento, prevista na Deliberação Normativa COPAM nº 74, de 9 de setembro de 2004, serão integrados em processo único de regularização ambiental, iniciado e concluído na Fundação Estadual do Meio Ambiente – FEAM, no Instituto Estadual de Florestas – IEF, no Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM, ou nas estruturas de apoio às unidades regionais do COPAM, nos termos desta Resolução.

Consolidando as alterações da legislação ocorridas, o Decreto n° 44.844/08 ratificou as modificações instituídas pela DN COPAM 74/04 e avançou em termos de gestão ambiental ao integrar as competências da FEAM, IGAM e IEF, regulamentando a Lei Delegada nº 125, de 25 de janeiro de 2007, e as Leis nº 7.772, de 8 de setembro de 1980, nº 13.199, de 29 de janeiro de 1999, nº 14.181, de 17 de janeiro de 2002, nº 14.184, de 31 de janeiro de 2002 e nº 14.309, de 19 de junho de 2002.

Com a instituição das novas regras de regularização ambiental tem-se, em 2008, a DN COPAM 120, de 08 de agosto de 2008, no parágrafo 2° do Art. 5°, que prevê o acréscimo de mais um ano de validade do certificado de regularização ambiental para os empreendimentos licenciados que optem por enviar seus dados de automonitoramento ao SISEMA via on-line (módulo no Sistema Integrado de Informação Ambiental – SIAM). Buscando incentivar as melhores práticas de gestão ambiental, tem-se também a edição da DN COPAM 121, em 08 de agosto, estabelecendo condições com base na apresentação de certificação de Sistema de Gestão Ambiental – SGA, nos termos da ABNT NBR ISO 14001 para que empreendimentos e atividades façam jus a acréscimo de um ano no prazo

41 de validade da Licença de Operação – LO ou de Autorização Ambiental de Funcionamento – AAF, estabelecidos pela Deliberação Normativa COPAM Nº 17, de dezembro de 1996.

A partir das alterações das atribuições da FEAM, inicia-se, no órgão, a fase de desenvolvimento de normativas para execução da gestão ambiental. Assim, a declaração de informações relativas às diversas fases de gerenciamento dos resíduos sólidos gerados pelas atividades minerárias no Estado de Minas Gerais está prevista na Deliberação Normativa COPAM nº 117, de 27 de junho de 2008. Entretanto, a Deliberação Normativa Conjunta COPAM/CERH-MG N.º 1, de 05 de maio de 2008, gera uma dificuldade para a gestão de resíduos e da carga poluidora quando dispensam os empreendimentos classificados como classe 1 e 2, passíveis de AAF, da obrigatoriedade de apresentar relatórios anuais sobre a disposição de resíduos e a declaração da carga poluidora.

Por outro lado, com foco no risco a saúde e segurança para a população tem-se a edição das DNs 11639 e 12440 de 2008 que tratam do cadastramento de área contaminada e de barragens, respectivamente, não efetuando quaisquer dispensas aos empreendimentos sujeitos a regularização ambiental, via AAF ou licenciamento.

Em relação à participação social nas audiências públicas de processos de licenciamento ambiental em Minas Gerais, segundo a avaliação de Rocha (2008), a mesma ainda é insuficiente, pois depende da convergência do interesse, disposição e nível de esclarecimento da população e na extensão de sua participação, conforme exposto a seguir:

É possível inferir que são duas as condições que influenciam a condução do processo de licenciamento ambiental que envolve a realização de audiências públicas: a primeira, a participação efetiva da população na audiência pública, demonstrando conhecimento da grave situação ambiental em que a localidade encontra-se – é uma forma de pressão social; a segunda refere-se à disposição do órgão ambiental em garantir de fato a participação da população, por meio de

39 Deliberação Normativa COPAM nº116, 27 de junho de 2008, que dispõe sobre a declaração de informações relativas à identificação

de áreas suspeitas de contaminação e contaminadas por substâncias químicas no Estado de Minas Gerais.

40 Deliberação Normativa COPAM n° 124, de 09 de outubro de 2008. Complementa a Deliberação Normativa COPAM n° 87, de 06 de

setembro de 2005, que dispõe sobre critérios de classificação de barragens de contenção de rejeitos, de resíduos e de reservatório de água em empreendimentos industriais e de mineração no Estado de Minas Gerais.

42 seus representantes (Codemas, associações de moradores, apoio de ONGs etc.) em todo o processo de licenciamento.

Ou seja,a participação social é muito importante, mas ela não é suficiente para garantir que os anseios da população sejam efetivamente considerados quando da concessão de licença ambiental para um dado empreendimento. O resultado depende da convergência do interesse, disposição e nível de esclarecimento da população e na extensão de sua participação, associado à disposição do órgão ambiental em abrir o espaço de negociação e consenso necessário ao longo de todo o processo de licenciamento ambiental, e não somente na audiência pública, embora seja esse o instrumento previsto na legislação pertinente.

Ainda em 2008, o COPAM estabelece orientações gerais para a revisão das normas regulamentares do Conselho Estadual de Política Ambiental que se referem à regularização ambiental das atividades agrossilvipastoris, previstas na Diretiva Copam 01/2008, com destaque para os fundamentos, em especial o item II.5:

II.5 - Adotar o uso do acervo técnico do Zoneamento Ecológico Econômico como instrumento de apoio e de contribuição para o controle de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras, com a finalidade de incorporar novas estratégias de gestão ambiental do território, especialmente do espaço rural.

Em 2009, verificou-se a necessidade de criar instrumentos para identificação e classificação de áreas mineradas abandonadas no Estado de Minas Gerais e de áreas impactadas pelas atividades minerárias detentoras de Autorização Ambiental de Funcionamento – AAF. Para atender as necessidades acima descritas, as DN 144/200941 e

145/200942 tratam da convocação para cadastramento pelos empreendimentos minerários detentores de AAF, abrindo a possibilidade das informações sobre áreas abandonadas por empreendimentos minerários poderem ser fornecidas por todo aquele que identificar uma área nas condições descritas. A intenção do legislador é que ocorra um compartilhamento pelas prefeituras municipais, Polícia Militar Ambiental e o Departamento Nacional de

41 DN 144/2009 tem por objetivo instituir procedimentos para identificação e classificação do potencial do impacto ambiental causado

pelas atividades minerárias detentoras de Autorização Ambiental de Funcionamento - AAF, como subsídio à formulação de estratégias para a definição de ações de mitigação e diretrizes para o uso futuro sustentável dessas áreas no Estado de Minas Gerais.

42 Deliberação Normativa COPAM nº. 145, de 18 de dezembro de 2009, dispõe sobre a declaração de informações relativas à

43 Produção Mineral – DNPM e pelas organizações não governamentais na alimentação do banco de dados para o cadastro das áreas abandonadas.

Complementando as diretrizes para a revisão das normas regulamentadoras do Conselho Estadual de Política Ambiental – COPAM, especialmente aquelas referentes aos mecanismos e critérios de classificação de empreendimentos e atividades modificadoras do meio ambiente passíveis de licenciamento ambiental ou autorização ambiental de