• Sonuç bulunamadı

Big Little Lies Dizisinde Erkeğin Kadına Fiziksel Şiddeti

5.3. Big Little Lies Çerçevesinde Erkeğin Kadına Şiddeti

5.3.5. Big Little Lies Dizisinde Erkeğin Kadına Fiziksel Şiddeti

Segundo Miranda (2007, p. 90), os usuários podem influenciar na seleção de obras para a biblioteca, “não apenas como um dos fatores decisivos na preferência dos títulos, mas também contribuem com suas sugestões”. A autora ressalta a relevância na seleção do acervo das “indicações recebidas daqueles que frequentam a biblioteca, colhidas por meio do estudo de usuários”.

Os resultados encontrados nesta pesquisa indicam que, para a aquisição de acervo são os professores ou coordenadores de curso os que mais sugerem, além disso, os entrevistados citaram as bibliografias das disciplinas como o meio mais utilizado para sugestão. As necessidades dos alunos não parecem ser prioridade, a preferência é atender aos educadores o que confirma a afirmação de Carvalho (1976) que alertou sobre a aquisição baseada na decisão de professores e dirigentes sem ouvir os outros usuários:

Pressupor que educadores e administradores conheçam a priori as

necessidades dos usuários e que a biblioteca deva dar-lhes o que a

direção acredita que sejam suas necessidades é uma maneira unilateral de colocar o problema (CARVALHO, 1976, p. 118).

quando a gente não consegue atender, o professor vem com a bibliografia para fazer uma consulta, a gente coloca aquele material que não está... que não contempla na bibliografia, a gente coloca como sugestão para aquisição futura, para dar prioridade para ele e, é basicamente isso, a gente avalia as sugestões, encaminha para a compra, não necessariamente se compra, mas a gente encaminha para a direção da faculdade para a compra [BA3].

Recebe. A gente faz aquisição de livros baseado nos planos de ensino dos professores, eles têm que indicar três bibliografias básicas e cinco complementares [...]. Quem faz os planos de ensino são os coordenadores das matérias e, às vezes, o professor que dá aula ele até prefere usar outro livro, então, ele sugere também. Então, às vezes passam um e-mail ou às vezes por telefone ou às vezes eles vem aqui conversam, discutem. E os alunos também sugerem, a gente anota e na próxima oportunidade a gente inclui [BA5].

Uma das bibliotecárias acadêmicas se coloca no papel de quem sugere, demonstrando claramente que a aquisição não passa por ela, a função de seleção e compra está ligada a outros setores, tendo ela um papel passivo nesse processo. Normalmente, a coordenação de acordo com os planos de ensino e bibliografia básica de todos os períodos... então, eles próprios encaminham para a diretoria os livros da bibliografia básica, a diretoria aprovando encaminha para o departamento de compras. Fora isso a gente também sugere em virtude da quantidade de livros, pela procura muito grande, se tem menos exemplares, a gente também sugere a aquisição de mais exemplares de determinados títulos [BA1].

Por outro lado, todos os entrevistados das bibliotecas especializadas afirmaram receber sugestões dos usuários. Os meios citados foram: verbalmente, por e-mail e caixa de sugestões. É importante ressaltar que para uma das bibliotecárias respondentes, a informalidade é considerada como um meio de resguardar o usuário de regras e, assim, poupar o seu tempo. Müller e Fortes (1996, p. 40) perguntam: “O usuário tem domínio técnico para definir quais serviços lhe interessam?” Segundo os autores, essa é uma atividade de comunicação: “ouvir o interessado” (grifo nosso). É a partir do conhecimento das “necessidades e das novas demandas que devem ser definidos os produtos a serem implementados”. Assim, parece que o discurso da “informalidade” sustenta uma situação adequada ao desconhecimento do usuário. É uma sugestão bem informal, ainda não tem... [...] A gente tem uma certa dificuldade, por exemplo, de... uma certeza a gente tem, ao montar essa comissão de planejamento e de sugestão é que ela seja assim o mais informal possível, que ela seja envolvida com pessoas de interesse, assessores de especialistas, setor de

instituição tem esse problema... se a gente formalizar fica criando muito regra que normalmente os especialistas, hoje em dia, eles não têm tempo de ficar envolvido nessas coisas que pra gente é importante, mas para eles são consideradas coisas pequenas, não é uma coisa importante para eles. Mas a gente está com essa preocupação [BE1].

A aquisição de livros nas bibliotecas acadêmicas é baseada nas bibliografias das disciplinas, que seguem os critérios do MEC quanto à quantidade de títulos indicados para a bibliografia básica e complementar.

A gente segue os critérios do MEC. Então, os coordenadores dos cursos, eles entram em contato com esse setor nosso que faz a compra dos materiais e aí a gente checa a existência dele... passa primeiro dentro do projeto pedagógico do curso, ele passa as bibliografias das disciplinas. E aí com isso o pessoal faz a conferência, vê se existe ou não o material na biblioteca, ele não existindo ele parte para a compra sempre seguindo o critério do MEC em relação à quantidade de indicações [BA2].

A aquisição é baseada nas bibliografias básicas, de acordo com os planos de ensino, a quantidade é de acordo com as exigências do MEC, tantos exemplares para x número de alunos [BA1].

O bibliotecário aparece mais uma vez como um agente passivo na aquisição de livros, outros setores são envolvidos na seleção e decisão de compra. O bibliotecário apenas recebe o que foi comprado.

A aquisição é de acordo com os coordenadores de curso, os professores passam a demanda, os coordenadores encaminham para os bibliotecários, os bibliotecários encaminham para a biblioteca universitária que tem o departamento de compras, eles fazem a compra, então, não passa efetivamente por nós, nós não temos poder de compra, os livros chegam para nós. A biblioteca universitária que manda para a gente e a gente só disponibiliza [BA4].

Miranda (2007, p. 92) explica que, o desbastamento da coleção não pode ser “um simples expurgo de materiais, conforme se vê no descarte”. Deve se levar em conta o remanejamento e conservação/preservação da coleção. O remanejamento é uma etapa antes do descarte e é realizado com o objetivo de evitar o descarte prematuro de uma obra. Importante ressaltar que sem uma política de desenvolvimento de coleções, com critérios estabelecidos para o desbastamento e descarte de materiais, as decisões são tomadas sem fundamentos, ou seja, a prática não tem embasamento teórico e é realizada ao acaso.

como local de distribuição do material de desbaste da coleção, aquele que ocupa lugar na estante, mas é pouco usado, ficando disponível para o usuário por se tratar de uma rede na qual todos os usuários podem solicitar material das unidades.

O que nós decidimos? As unidades do interior que, por enquanto, tem mais espaço e menos acervo... aquilo que a gente sabe que a demanda... a gente não vai ficar sem o material, porque aqui é uma rede. Vamos mandar para o interior, a gente descarta o que a gente não precisa e, se de certa forma, não vai ficar sem o acervo. Por enquanto a política adotada é essa [BE3].

Outro entrevistado diz que o critério utilizado para o desbaste do acervo é a atualização da coleção. As bibliotecas especializadas, por trabalhar com pesquisadores, dão prioridade para materiais mais recentes.

Descarte a gente faz por... a gente procura trabalhar com as coisas mais recentes, uma margem igual cinco anos, por exemplo, o pessoal gosta e tende a ler coisas mais recentes [BE5].

A política de desenvolvimento de acervo é mencionada, mas não existe formalmente, não faz parte da prática de desenvolvimento do acervo, alguns afirmam que essa política já foi elaborada, mas aguarda aprovação ou está sendo reformulada. O discurso não se confirma na prática.

Nós temos uma política, uma política de... como eu te falei antes, nós temos uma política para a compra, nós definimos, os bibliotecários, porque nós temos um sistema, o sistema de bibliotecários da [...], então, nós definimos uma política que contempla todos esses critérios, essa política está em fase de implantação ainda, ela já está pronta, fechada, porém ela falta ser aprovada. E essa política contempla tudo isso, os critérios de aquisição, os critérios de descarte [BA3].

A gente está com uma política agora que está sendo refeita, está sendo reformulada agora. A gente tem o setor aqui na instituição que faz essa parte para as três instituições que são do grupo, [...]. Como ela compartilha essa parte de aquisição, ela que, sempre dialogando com a gente, ela que define junto com a instituição que é a mantenedora das três. A gente está refazendo agora essa política de seleção, ainda não está bem definido os critérios não, está em fase de elaboração [BA2]. Em uma instituição privada o descarte de livros não é feito, segundo o bibliotecário, o livro é considerado patrimônio da instituição e, se não é mais necessário ele deve ser comercializado. Esse critério faz lembrar a pungente sugestão de Mostafa (1984, p. 15) para que as bibliotecas em vez de descartar as publicações em desuso

livros, essa medida pode funcionar como apelo para o usuário chegar à biblioteca, não esquecendo ainda as receitas adicionais tão necessitadas para novas aquisições”.

Como é uma instituição privada, o descarte é descartado porque tudo entra depois como patrimônio, como valor de patrimônio, com uma possível venda para uma outra... para um outro grupo, não sei. Então é terminantemente proibido, está fora das normas da biblioteca excluir no sistema Pergamum, então a gente não descarta. Temos a sala de desbaste aonde tudo vai para lá, o que não está sendo utilizado, até mesmo uma forma mesmo de recuperar quando alguma pessoa resolve buscar esse livro novamente. Efetivamente ainda não está funcionando, está tudo em caixas, mas descartar é absolutamente proibido. A política é não se faz descarte, tudo é patrimônio [BA4].

A avaliação dos serviços da biblioteca deve se preocupar em determinar em que medida ela realiza “com êxito a função de interface entre os recursos de informação disponíveis e a comunidade de usuários a ser servida” (LANCASTER, 1996, p. 3). No entanto, na prática a maioria dos entrevistados afirma não utilizar nenhuma ferramenta de avaliação dos serviços da biblioteca. Deste modo, não podem afirmar se os usuários estão satisfeitos com os serviços oferecidos pela biblioteca. Alguns entrevistados disseram que a instituição na qual a biblioteca está inserida realiza avaliação de qualidade e inclui a biblioteca nessa avaliação.

Tem a avaliação institucional, que é um instrumento da instituição que avalia cursos, professores e alguns setores da instituição e a biblioteca faz parte, tem quatro itens na avaliação institucional que são avaliados todos os semestres pelos alunos, acervo, horário, infraestrutura, esse tipo de coisa [BA2].

A avaliação interna, inclusive... quantas pesquisas são solicitadas, quantas pesquisas foram atendidas, quanto tempo que gastou, entendeu? As pesquisas que não foram atendidas, não foram por quê? [BE3].