3. MATERYAL VE METOT 1 Materyal
4.6. Karkas Randımanı ve Nisbi Organ Ağırlıkları
4.6.3. Bezli Mide
Tendo a proposta de estudar as RS da avaliação da aprendizagem virtual de tutores em um curso a distância recém implantado em uma IPES no Nordeste brasileiro, esta pesquisa se caracteriza como um estudo de caso, por se tratar de uma investigação delimitada em apenas uma instituição e servir-se de técnicas de coleta de dados diversificadas, tanto humanas, quanto documentais (GIL, 2002), a saber:
i) pesquisa documental - considerando que Severino (2007) explicita que documento em ciência é todo objeto que se torna suporte material de uma informação e, nessa condição, transforma-se em fonte durável de informação sobre os fenômenos pesquisados. Nessa perspectiva são utilizados documentos que não receberam tratamento analítico anterior;
ii) questionário - pode possibilitar a tradução das informações obtidas em números e fornecer também elementos para a análise qualitativa, conforme abordam Triviños (2009) e Gil (2002);
iii) entrevista semidirigida - que nem é inteiramente aberta, tampouco encaminhada por grande número de perguntas precisas, como explicitam Quivy e Campenhoudt (2008). Com base em Severino
73 (2007), as perguntas guias devem guardar articulação interna, com abertura para a categorização posterior.
Esta pesquisa classifica-se quanto aos objetivos, como exploratória e
descritiva; quanto à abordagem do problema, como qualitativa e quantitativa; e
quanto aos procedimentos técnicos adotou-se a técnica da triangulação.
Quanto aos objetivos, para se conhecer a RS da avaliação da aprendizagem em um contexto considerado novo, o ambiente virtual na EaD, a pesquisa do tipo exploratória se fez necessária, considerando que proporciona maior familiaridade com o problema, a fim de torná-lo explícito ou mesmo para construir hipóteses, de acordo com Gil (2002). E por levantar informações sobre o objeto, mapeando as condições de sua manifestação, considerou-se Severino (2007). Esse tipo de pesquisa permite também que se aumente a experiência em torno do problema (TRIVIÑOS, 2009); pretendendo também descrever o objeto, fatos e fenômenos da realidade que o envolve, bem como estar aberta a perceber relações entre variáveis e reunir dados em documentos e no campo da pesquisa, esta pesquisa também é tipificada como descritiva, segundo entendimento em Triviños (2009).
A abordagem quantitativa foi empregada a partir do tratamento estatístico de dados secundários oriundos: i) da análise qualitativa dos enunciados avaliativos das atividades no AVA, em aspectos didático-pedagógicos; ii) do questionário, apontando para a caracterização do grupo. Em ambas as situações foi possível a tradução das informações obtidas em números e forneceu elementos para a análise qualitativa, conforme apontam Triviños (2009) e Gil (2002).
A abordagem qualitativa foi empregada em todo o trabalho, entretanto destaca-se a utilização da Técnica de AC, definida por Bardin (2011) como:
[...] um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) dessas mensagens.
A AC oferece a possibilidade de tratamento de forma metódica das informações que apresentam certo grau de profundidade e complexidade (QUIVY; CAMPENHOUDT, 2008).
Nessa perspectiva, a AC reduz a complexidade de uma coleção de textos (BAUER, 2011). Não se faz necessário a um interessado, por exemplo, ler todo o
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corpus da pesquisa, pois a AC deve conter de forma objetivada todo o estrato
coletado na investigação. “A classificação sistemática e a contagem das unidades do texto destilam uma grande quantidade de material em uma descrição curta de algumas de suas características”, explica Bauer (2011, p. 191).
Desse modo, a AC atende o princípio de rigor e profundidade necessária à pesquisa qualitativa (QUIVY; CAMPENHOUDT, 2008).
A pesquisa qualitativa, na compreensão de Minayo (2010, p. 21), “trabalha com o universo dos significados, dos motivos, das aspirações, das crenças, dos valores e das atitudes”, portanto serviu a este estudo na identificação desses elementos, envolvidos em uma RS, como Noriega (2004, p. 67) comenta que as RS implicam em “conformación de dimensiones de contenido compuesto de
actitudes, imágenes, creencias, conocimientos, valores y opiniones”.
Essas duas abordagens (quanti./quali.) e os dados que delas decorrem não são incompatíveis, argumenta Minayo (2010, p. 22), quando diz que podem produzir “riqueza de informações, aprofundamento e maior fidedignidade interpretativa”.
Pretendendo abranger a máxima amplitude na descrição e compreensão do foco em estudo adotou-se a técnica da triangulação. E em sintonia ao exposto por Triviños (2009), esta pesquisa esteve voltada para os ângulos de enfoque:
i) processos e produtos centrados nos sujeitos, elaborados pelo
pesquisador para a análise das características dos tutores, recolhidas
no questionário, e para a análise das percepções e opiniões dos tutores sobre o objeto a partir das formas verbais, recolhidas nas entrevistas;
ii) elementos produzidos pelo meio do sujeito, representados nos instrumentos legais, como leis, decretos, portarias e referenciais; e nos documentos oficiais da instituição referentes à avaliação da aprendizagem, como o PPP, Manual do Estudante em EaD da IES e enunciados de atividades avaliativas postadas no AVA;
iii) processos e produtos originados pela estrutura socioeconômica e
cultural do macro-organismo social no qual está inserido o sujeito: as
análises apontadas nesta pesquisa quanto a este ângulo de estudo são ainda incipientes, não abarcando sua abrangência e profundidade,
75 limitando-se à análise de referencial teórico e documental sobre alguns aspectos das bases psicossociais e político-pedagógicas para a educação a distância, para a avaliação da aprendizagem, bem como do estado da arte sobre o objeto no contexto brasileiro nos últimos anos.
Figura 2 - Enfoques da triangulação na pesquisa
Fonte: Elaboração da autora, com base em Triviños, 2009
A triangulação neste estudo foi utilizada não como modelo de validação mútua, mas como complementaridade, a fim de se obter uma maior compreensão do fenômeno investigado, como diferenciam Guimarães et al (2004).