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3. UYGULAMA VE S˙IMÜLASYON ÖRNEKLER˙I

3.3 BETK Tabanlı IKKK Sistemler: Gimbal Kontrol Örne˘gi

36 Nos estudos de Gestalt aplicados ao design gráfico, respiro significa uma pequena porção de espaço

vazio entre a imagem e o texto, distanciando-os para tornar mais agradável a leitura e contemplação da diagramação (OKIDA, 2010).

107 A primeira campanha online analisada por esta dissertação se refere à “Alimen- tação Saudável”, disponível no Portal da Saúde no menu “Cidadão”, submenu “Orienta- ção e Prevenção”. Em seu conteúdo, existem textos informativos, spots de áudio, ferra- mentas interativas e glossário temático, além de manuais e outros arquivos em pdf de instrução legal ou nutricional.

Algumas seções desta campanha online estavam inativas (offline) no período de análise, como todas as publicações da série temática “Os 10 passos para a alimentação saudável” e os arquivos de áudio do Inca (Instituto Nacional de Câncer) da seção “Dicas em MP3”, sobre a prevenção do câncer por meio da alimentação saudável. Conforme analisado na seção 4.1 desta dissertação – e posteriormente discutido de maneira mais ampla no capítulo 5 – este problema contribui para a queda de qualidade na prestação de serviços e informações para os usuários do Portal da Saúde.

Com o objetivo de tornar fluente a leitura desta dissertação, levando em conside- ração a grande quantidade de informações coletadas pelos quadros de análise, foi sele- cionada amostragem de alguns quadros-chave referente à campanha “Alimentação Sau- dável”. Este mesmo procedimento metodológico está presente na apresentação dos re- sultados das demais campanhas. A totalidade dos quadros consta no apêndice deste tra- balho, a partir da página 168. A discussão dos resultados aqui apresentados está no capí- tulo 5.

1a) Dentro da sessão “Notícias37”, o texto “Ministério amplia transparência e controle sobre repasses federais aos municípios” é acionado através de uma sub-janela, através de linguagem flash. A publicação de um decreto presidencial (cuja citação não está pre- sente no texto) estipulou que as movimentações financeiras municipais do setor da saú- de deveriam ser feitas em conta corrente própria e apenas por meio eletrônico, com o objetivo de dar mais transparência para a destinação dos repasses federais. Apenas o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é citado como fonte de informação. A matéria é datada de 28 de junho de 2011.

37 Foram analisadas, como recorte metodológico, as matérias que constavam como destaque na capa da

108 Foram identificadas características do modelo de comunicação científica de dé- ficit cognitivo, pois o texto privilegia a prestação de informações, evitando contextuali- zações, participações públicas ou outras formas de discussões.

Link: http://tinyurl.com/alimentacao01a

Enquadramento: a) Seleção: “O Ministério da Saúde ampliou o controle e a trans- parência dos repasses de recursos federais aos municípios, por meio dos fundos de saú- de. Com decreto presidencial publicado nesta terça-feira (27) no Diário Oficial da Uni- ão, os municípios só poderão receber verbas através de contas específicas para a saúde e terão de movimentar o dinheiro apenas por meios eletrônicos. As mudanças entram em vigor em 60 dias. ‘Estamos adotando todas as medidas para garantir que todo o dinheiro repassado pelo Governo Federal aos municípios seja empregado integralmente na saúde, garantindo maior transparência na movimentação dos recursos’, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha”. “O decreto veta o saque em espécie, ‘na boca do caixa’, das transferências federais”. “Para orientar e apoiar os municípios na transição para o novo modelo, técnicos do ministério da Saúde entraram em contato com todos os gestores, alertando-os, inclusive, para o prazo de adesão”.

b) Ênfase: Ministério da Saúde é referenciado como principal

agente na instauração de processos de transparência dos gastos públicos federais, base- ando-se em modelos verticais de comunicação.

c) Exclusão: texto não cita o número do decreto presidencial que

instituiu as mudanças, para possível consulta pelo usuário. Também não apresenta as principais dificuldades dos municípios com as novas regras. Portanto, este texto não contribui para o fomento da participação pública nas políticas de saúde, por não apre- sentar contexto no qual as informações estão inseridas.

1h) A ferramenta interativa “Calcule o sal que você consome” traz como destaque o trecho: “A CGPAN elaborou um programa para ajudar você, consumidor, a conhecer a quantidade de sal que consome, a partir do rótulo dos alimentos processados”. Refere-se à apresentação da ferramenta que calcula a quantidade de sal ingerida pelo usuário no dia. Sugere a adoção de condutas para manter a saúde e responsabiliza o alto consumo de sal por doenças como hipertensão e alguns tipos de câncer.

Sobre os modelos de comunicação da ciência, é caracterizado o contextual, de- vido à resposta apresentada ao usuário após o preenchimento do formulário, que depen- de das informações pessoais prestadas por quem navega pelo site.

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Enquadramento: a) Seleção: “O consumo elevado de sódio, além de causar hiper- tensão, é responsável pelo aumento das doenças circulatórias e cardíacas, bem como alguns tipos de cânceres como o câncer de estômago. As diretrizes brasileiras de con- sumo de sal recomendam a ingestão diária máxima de 5 g de sal como forma de alcan- çar uma alimentação saudável e promover a saude. Evite adicionar muito sal na hora de cozinhar os alimentos e tire o saleiro da mesa”. “2. Procure na tabela a quantidade de sódio presente no alimento, informada por porção”. Há um sistema para que o usuário insira os dados para que o portal calcule automaticamente a quantidade de sal consumi- da.

b) Ênfase: estímulo à adoção de determinadas práticas para saú-

de.

c) Exclusão: o texto tem por objetivo apresentar a ferramenta que

calcula a quantidade de sal ingerida no dia pelo usuário, não suscitando exclusões, mesmo sendo fragmentado.

7l) O áudio “O sal para gado”, como os demais da série, possui dois narradores e fundo musical e diferencia o sal para gado do sal iodado, estimulando a armazenagem do pri- meiro no curral e sua utilização exclusiva para alimentação dos animais. Este spot pos- sui características do modelo contextual de comunicação científica, pois a mensagem é destinada aos trabalhadores de fazendas e sítios.

Link: http://tinyurl.com/alimentacao41

Enquadramento: a) Seleção: “Sal para gado? O lugar dele é no curral. Nunca use o sal para gado na cozinha da sua casa. Para salgar carne, peixe, fazer queijo ou requeijão, use apenas sal iodado. O sal iodado é o melhor remédio para evitar o bócio, aquela do- ença que faz nascer um papo no pescoço da gente. Então fica combinado: sal pra gado no curral, na cozinha, somente o sal iodado”.

b) Ênfase: estímulo à utilização de sal iodado na cozinha e arma-

zenagem do sal para gado no curral.

c) Exclusão: não há.

9a) O texto “Manual de orientação aos consumidores – Educação para o consumo sau- dável” traz como destaque o seguinte trecho: “Este manual é uma publicação da Agên- cia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que tem o objetivo de estimular você e sua família a ler e entender as informações veiculadas nos rótulos de alimentos, contri- buindo, assim, para a melhoria da sua saúde e qualidade de vida. Os rótulos são elemen- tos essenciais de comunicação entre produtos e consumidores, daí a importância de os dados serem claros e poderem ser utilizados para orientar sobre a escolha adequada de

110 alimentos”. É datado de 2008 e tem por objetivo ensinar o usuário a ler e entender os rótulos dos produtos. O objetivo é que, desta forma, as pessoas possam fazer escolhas conscientes sobre sua alimentação e, possivelmente, aumentar a qualidade de vida. Co- mo fontes de informação, referencia o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. É ilustrado com dez imagens.

Sobre os padrões de comunicação da ciência, foram identificadas características do modelo de expertise leiga, pois a citação da “medida caseira” é uma aproximação do conhecimento do usuário, evidenciando traços deste modelo.

Link: http://tinyurl.com/alimentacao72

Enquadramento: a) Seleção: “Você sabe o que está comendo?”. “Nesse manual vamos conhecer algumas legislações que se referem à ROTULAGEM DE ALIMEN- TOS. O objetivo maior é estimular que você e a sua família leiam e entendam as infor- mações veiculadas nos rótulos dos alimentos. Isso tudo para contribuir com a melhoria da sua saúde e qualidade de vida”. “Dados recentes levantados junto à população que consulta o serviço Disque-Saúde do Ministério da Saúde demonstram que aproximada- mente 70% das pessoas consultam os rótulos dos alimentos no momento da compra, no entanto, mais da metade não compreende adequadamente o significado das informa- ções”. O rótulo deve conter: lista de ingredientes, origem, prazo de validade, conteúdo líquido, lote e informação nutricional obrigatória. No quadro de informação nutricional obrigatória, manual explica o sentido de porção: “É a quantidade média do alimento que deve ser usualmente consumida por pessoas sadias a cada vez que o alimento é consu- mido, promovendo a alimentação saudável”. “Percentual de Valores Diários (%VD) é um número em percentual que indica o quanto o produto em questão apresenta de ener- gia e nutrientes em relação a uma dieta 2000 calorias”. A medida caseira é obrigatória e “indica a medida normalmente utilizada pelo consumidor para medir alimentos”. O ma- nual explica cada um dos itens da tabela nutricional, como valor energético, carboidra- tos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans ou ácidos graxos trans, fibra alimentar e sódio. “Para ter uma alimentação mais saudável dê preferência a: Pro- dutos com baixo %VD para gorduras saturadas, gorduras trans e sódio; Produtos com alto %VD para as fibras alimentares”. Também está presente tabela que transforma as porções dos alimentos mais populares no Brasil em medidas caseiras.

b) Ênfase: estímulo à leitura dos rótulos dos alimentos para uma

mudança de comportamento e melhoria na qualidade da alimentação.

c) Exclusão: não informa por que a dieta padrão é considerada

2000 calorias, se esta referência vale para homens e mulheres de todas as idades.

111 A segunda campanha online analisada se refere à “Vacinação”, disponível no Portal da Saúde no menu “Cidadão”, submenu “Orientação e Prevenção”. Em seu con- teúdo, existem textos informativos e publicações do Ministério.

Algumas seções desta campanha online estavam inativas (offline) no período de análise, como a de “pareceres técnicos”, que se encontra em construção, e a de Rede de Frio, inserido em “Informes Técnicos”. É a segunda campanha online analisada que apresenta links inativos ou seções offline, contribuindo para a queda de qualidade na prestação de serviços e informações para os usuários do Portal da Saúde.

Para esta análise, adotou-se como recorte metodológico o limite de um clique de distância quando links direcionam para outros websites e sem limites de cliques quando redirecionados dentro do próprio Portal da Saúde.

Abaixo, estão alguns quadros-modelo que ilustram os dados levantados pela pesquisa. Os demais quadros constam no apêndice, no final desta dissertação.

12a) O texto “Calendário Básico de Vacinação da Criança” descreve as vacinas que crianças de zero a dez anos de idade devem tomar. A prestação das informações ocorre através de tabela e texto. Há descrições de idades, vacinas, doses e doenças evitadas com a imunização. A fonte de informação citada é a Resolução RDC nº 61 de 25 de agosto de 2008, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Não constam data de publicação nem imagens.

A mensagem é destinada aos profissionais da saúde ou responsáveis por crianças até dez anos e caracteriza-se pela verticalização da comunicação, sugerindo roteiro de vacinação. Estas são evidências do modelo contextual de comunicação da ciência.

Link: http://tinyurl.com/vacinacao03

Enquadramento: a) Seleção: texto apresenta tabela com a relação idade-vacina-

dose-doenças evitadas. Cada vacina possui explicação técnica sobre administração. “Orientações importantes para a vacinação da criança: (1) vacina BCG: Administrar o mais precoce possível, preferencialmente após o nascimento. Nos prematuros com me- nos de 36 semanas administrar a vacina após completar 1 (um) mês de vida e atingir 2 Kg. Administrar uma dose em crianças menores de cinco anos de idade (4 anos 11meses e 29 dias) sem cicatriz vacinal. Contatos intradomicíliares de portadores de hanseníase menores de 1 (um) ano de idade, comprovadamente vacinados, não necessitam da ad- ministração de outra dose de BCG. Contatos de portadores de hanseníase com mais de 1 (um) ano de idade, sem cicatriz - administrar uma dose.” “(2) vacina hepatite B (re- combinante): Administrar preferencialmente nas primeiras 12 horas de nascimento, ou na primeira visita ao serviço de saúde. Nos prematuros, menores de 36 semanas de ges- tação ou em recém-nascidos à termo de baixo peso (menor de 2 Kg), seguir esquema de

112 quatro doses: 0, 1, 2 e 6 meses de vida”. “(3) vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis e Haemophilus influenzae b (conjugada): Administrar aos 2, 4 e 6 meses de idade. In- tervalo entre as doses de 60 dias e, mínimo de 30 dias. A vacina adsorvida difteria, té- tano e pertussis – DTP são indicados dois reforços. O primeiro reforço administrar aos 15 meses de idade e o segundo reforço aos 4 (quatro) anos. Importante: a idade máxima para administrar esta vacina é aos 6 anos 11 meses e 29 dias”.

b) Ênfase: estímulo ao segmento do cronograma por parte de profissio-

nais da saúde ou responsáveis por crianças

c) Exclusão: linguagem técnica dificulta a compreensão de usuários,

provocando ruídos na comunicação da ciência.

14a) O texto “Informações sobre introdução de novos imunobiológicos aos Calendários de vacinação da Criança, Adolescente, Adulto e Idoso” informa que a Portaria nº 1602 inclui algumas vacinas no Calendário de Vacinação da Criança, do Adolescente, do Adulto e do Idoso, bem como apresenta os argumentos para tais modificações. As fon- tes referenciadas no texto são a Portaria n° 1.602 de 17 de julho de 2006; Portaria n° 597 de 8 de abril de 2004; a Secretaria de Vigilância em Saúde; e outras duas referên- cias científicas internacionais. Não constam imagens ou data de publicação do texto.

A prestação de informações de maneira verticalizada caracteriza o modelo de comunicação da ciência de déficit cognitivo.

Link: http://tinyurl.com/vacinacao08

Enquadramento: a) Seleção: A Portaria n° 1.602, de 17 de julho de 2006, revoga a

Portaria n° 597, de 8 de abril de 2004, e inclui algumas vacinas no Calendário de Vaci- nação da Criança, do Adolescente, do Adulto e do Idoso. Alguns critérios foram essen- ciais para definir quais vacinas seria acrescidas, como a observação da incidência de doenças, da alta imunogenicidade das vacinas, da maior produção das indústrias farma- cêuticas, disponibilizando quantidades suficientes para suprir as necessidades brasilei- ras, de a questão socioeconômica brasileira ser favorável, entre outras. “A Secretaria de Vigilância em Saúde encomendou estudos de custo-efetividade para avaliar as vacinas candidatas a introdução no calendário de vacinação como as vacinas contra varicela, hepatite A, meningococo C e pneumococo, a fim de subsidiar a decisão de quais seriam prioritariamente introduzidas no calendário de vacinação infantil. A vacina contra rota- vírus passou por este tipo de estudo e foi incorporada ao calendário básico de vacinação em março do ano de 2006”.

b) Ênfase: a inclusão de novas vacinas no Calendário de Vacina-

ção não é uma escolha arbitrária, foi submetida a estudos que comprovaram sua neces- sidade.

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c) Exclusão: não apresenta os institutos responsáveis pela produ-

ção das vacinas que seriam utilizadas para imunização pelo Sistema Único de Saúde.

20c) A ferramenta interativa “Forum.Datasus.Gov.Br” é um fórum que reúne diversos temas de discussão sobre saúde. São 92 seções divididas em 41 temáticas. Contribui- ções são constantes e atuais. Como exemplo, citamos a seção “Análise de informações em saúde com TabWin”, que está inserido na temática “Política”, possui 550 tópicos de discussão e 2196 contribuições38, tendo a mais recente mensagem sido postada dois dias antes da avaliação desta pesquisa. Há datas de atualização e contribuições às discussões do fórum.

A estruturação ambientes virtuais como fóruns é característica do modelo de comunicação científica de expertise leiga, pois aceita contribuições dos usuários do sis- tema.

Link: http://tinyurl.com/vacinacao23

Enquadramento: a) Seleção: 92 seções abertas na formatação de fóruns sobre te-

mas como: Forum-dts, política, apoio a sistemas do DATASUS, tecnologia, interioriza- ção das ações em saúde, Central Nacional de Regulação da Alta Complexidade, Pro- grama Nacional de Imunizações, Coordenação da Política Nacional de Sangue e hemo- derivados. Está disponível para visualização (sem a necessidade de acessar cada uma delas) os tópicos abertos, a quantidade de mensagens e a autoria da última mensagem postada, bem como data e horário. Havia registro de entrada de mensagem na data de averiguação deste estudo, constatando-se que o fórum está ativo e atraindo contribui- ções.

b) Ênfase: usuário pode acessar, desde que cadastrado, os assun-

tos que mais lhe interessam. Links estimulam a participação.

c) Exclusão: não há.