• Sonuç bulunamadı

3. ANA DĠLĠ EĞĠTĠMĠNDE KONUġMA EĞĠTĠMĠ

3.6. KONUġMA EĞĠTĠMĠNDE ETKĠNLĠKLERĠN ÖNEMĠ

3.6.1.1.5. BeĢinci Sınıflara Yönelik Etkinlik Örnekleri:

A ideia básica do reconhecimento de íris à distância é aprimorar o processo de aquisição da imagem da íris, de forma que o usuário não seja obrigado a estar próximo ao dispositivo de captura. Ainda neste contexto, a íris pode ser capturada de forma dinâmica através de uma sequência de imagens formadas por um vídeo. Deste conjunto de imagens são selecionadas as que apresentam melhores condições de serem processadas para a classificação dos padrões da íris.

(a) (b)

Figura 3.4: IOM System, (a) Sistema de aquisição de imagem da íris, à esquerda de (b) Imagens da íris após segmentação da região de interesse, e à direita de (b) Imagem original capturada pelo dispositivo, adaptado por (MATEY et al., 2006).

3.4.1 Trabalhos acadêmicos

As contribuições na área acadêmica para este tema são ainda muito escassas. O primeiro sistema de controle de acesso de usuários é proposto por (MATEY et al., 2006), no qual é adotado uma distância de

aproximadamente, 3 metros da região facial para aquisição das características.

Em detalhes, o sistema captura uma imagem do usuário em movimento quando o mesmo passa por um portal do tipo “detector de metais”. Este portal possui sensores que ativam o dispositivo de captura obtendo-se uma imagem da face com um volume de dados de aproximadamente 20cm, conforme ilustrado na Figura 3.4. A abordagem é inovadora no que diz respeito ao dinamismo, mas ainda necessita de cooperação do usuário para a aquisição da imagem da íris, ou seja, o usuário precisa direcionar seu olhar em frente à câmera e deve passar pelo portal a uma velocidade limitada de 1 m/s (MATEY et al., 2006).

A região de interesse da imagem capturada pelo dispositivo possui em média 200 x 150 pixels que representam a íris, seguindo o padrão estabelecido pela norma ISO/IEC 19794-6:2005 (MATEY et al., 2006). A câmera utilizada para aquisição das imagens é a Pulnix TM-4000CL, que captura imagens com resolução de até 2048 x 2048 pixels, e utiliza iluminação complementar de LEDs infravermelhos de alta potência. O algoritmo de Daugman licenciado pela Iridian Technologies foi integrado para o processamento e classificação dos padrões da íris (MATEY et al., 2006).

Em (BASHIR et al., 2008) é proposta uma modelagem de um sistema de reconhecimento de íris à dis- tância. Diferente da proposta anterior, esta utiliza um cenário real fixando a não cooperação do usuário. A abordagem de utilização de três câmeras pode revolucionar o cenário atual: uma é utilizada para ras- treamento do usuário e sua localização, outra é responsável pela detecção da imagem da face utilizando o sistema PTU (Pan-tilt-Unit), e por último outra se responsabiliza pela aquisição de uma imagem da região mais próxima da íris (BASHIR et al., 2008).

As imagens seguem também o padrão estabelecido pela norma ISO/IEC 19794-6:2005 (MATEY et al., 2006), o sistema é capaz de capturar imagens entre 3 e 6 metros de distância. Além disso, é integrado ao

sensor o infravermelho para aquisição das imagens da íris. Neste sistema, o autor propõe uma iluminação complementar na região da face com um feixe de iluminação a laser, e coloca esta possibilidade como uma possível solução dos problemas de aquisição da imagem de íris à distância (BASHIR et al., 2008).

Em (DONG; SUN; TAN, 2009) é proposto um protótipo para aquisição de imagens de íris à distância

de aproximadamente 3 metros, e duas câmeras são utilizadas para detecção da face e localização espacial do rosto. Além disso, o sistema utiliza uma câmera PTZ (Pan-Tilt-Zoom) acrescida de um iluminador infravermelho, no qual o ajuste de foco pode ser realizado de forma manual ou automático, dependendo da necessidade. Na Figura 3.5, é apresentado o protótipo desenvolvido por (DONG; SUN; TAN, 2009) para

a aquisição de imagens de íris à distância.

Figura 3.5: Protótipo para aquisição de imagens de íris à distância proposto por (DONG; SUN; TAN, 2009).

De acordo com a norma IEC-60852-1, a intensidade de luz infravermelha não pode passar de (10mw/cm2). Para visualizar as características da íris à distância de 3 metros, é necessário no mínimo (2mw/cm2). Neste trabalho, os autores implementaram um sensor para desativação dos LEDs infraver- melhos quando o usuário encontra-se próximo a 2 metros da câmera. Este conceito é essencial para prevenção de altas iluminações nos olhos que podem ser prejudiciais à saúde (DONG; SUN; TAN, 2009).

As imagens capturadas por este protótipo possuem boa resolução e podem ser utilizadas para classifica- ção de íris e face. Um banco de imagens de íris à distância contendo 54.601 imagens de 1.800 usuários foi criado e disponibilizado para uso acadêmico pela Academia Chinesa de Ciências do Instituto de Automação (CASIA, b;DONG; SUN; TAN, 2009).

Foram descritas anteriormente propostas de sistemas para reconhecimento de íris à distância de no máximo 3 metros. As abordagens focam na utilização de câmeras de alta resolução na banda infraver- melha. Em (PROENCA, 2009) é apresentada uma proposta para aquisição de imagens de íris a distâncias entre 4 a 8 metros, além disso o autor propõe aquisição das imagens na banda visível (PROENCA, 2009).

O protótipo faz uso de uma câmera de marca Canon EOS 5D para aquisição das imagens. Os ex- perimentos utilizam parâmetros de marcação de distância de 4, 5, 6, 7 e 8 metros para captura, como pode ser visualizado na Figura 3.6. Sendo assim, as imagens são capturadas por simulações de movi- mentos interpostos pelo usuário. A base de dados criada a partir deste protótipo contém 11.102 imagens, e encontra-se disponível para uso acadêmico pela SociaLab - Universidade do Beira Interior (Portugal), banco UBIRIS v2 (PROENCA et al., 2010;PROENCA, 2009).

Figura 3.6: Protótipo para aquisição de imagens de íris à distância proposto por (PROENCA et al., 2010).

Conforme observado nos trabalhos publicados sobre reconhecimento de íris em ambiente não co- operativo, o processo de aquisição das imagens acontece de forma minuciosa. As regiões que contêm as características da íris são pequenas e exigem um hardware que capture imagens de alta resolução. A maioria das propostas utiliza imagens na banda infravermelha, a qual possibilita melhor visualização das características da íris com menor distribuição de ruídos na imagem.

Conclui-se que as condições para um sistema ideal neste cenário é ainda precário. A utilização de técnicas de processamento de imagens são inevitáveis e dependendo do contexto podem trazer outros problemas, como por exemplo o tempo de processamento. Essas observações motivaram a proposta desta dissertação, que é desenvolver novos métodos que possam minimizar os problemas observados.