BÖLÜM 6: SALGIN HASTALIKLARIN EKONOMİ ÜZERİNE
2. SALGIN HASTALIK KAVRAMI
2.1. Bazı Salgın Hastalık Türleri
A referida atividade ocorreu no segundo encontro da UC. Os licenciandos se di- vidiram em grupos para utilizarem o material disponível e realizarem os experimentos propostos, além de compartilharem entre si opiniões e divergências a respeito da ati- vidade, momento considerado relevante para a formação docente. Como já indicado na metodologia, foram elaborados dois roteiros experimentais e os licenciandos foram instruídos para que os executassem em grupos (Figura 10). Adicionalmente foi solici- tado que eles relatassem como usariam tais experimentos em suas aulas (Apêndice VI). O objetivo foi identiicar como eles entendem o método cientíico e a utilização das atividades experimentais nas aulas de ciências.
Figura 10 – Licenciando na execução das atividades experimentais
Hofstein e Lunetta (2004, p. 30, tradução nossa) enfatizam que:
Investigação se refere às diversas formas com que os cientistas es- tudam o mundo natural, propõem ideias, explicam e justiicam suas airmações baseados em evidências derivadas do trabalho cientíico. Também se refere às mais autênticas maneiras com que os estudan-
tes podem investigar o mundo natural, propor ideias, explicar e jus- tiicar suas airmações baseados em evidências e, nesse processo, sentir o espírito da ciência.
Nessa perspectiva de entender o “espírito da ciência”, uma atividade que leve os licenciandos a reletirem sobre como os experimentos auxiliam nesse entendimen- to parece ser importante e necessária em sua formação.
Os licenciandos se dividiram em cinco grupos, os mesmos que nas etapas se- guintes realizaram os seminários. Os experimentos indicados não foram especíicos de uma área, mas sim experimentos gerais das ciências. O primeiro correspondeu à condutibilidade de materiais e o segundo referiu-se à determinação de densidade dos metais. Tais experimentos foram escolhidos porque são de simples realização, os materiais necessários seriam disponibilizados pelo laboratório didático do curso e os licenciandos teriam o tempo preciso para executar a atividade e responder aos ques- tionamentos do roteiro fornecido.
Para cada experimento foi apresentada a seguinte pergunta: Se o grupo fosse ministrar uma aula de ciências que envolvesse o tema, como utilizaria o experimento nessa aula? No inal da atividade, a pergunta geral foi: Para o grupo, qual é o papel das atividades experimentais nas aulas de ciências? Para as duas questões, talvez uma complementando a outra, o objetivo foi identiicar como o grupo entende o papel do experimento nas aulas: demonstrar uma situação? Comprovar o que foi aprendido na teoria? Chamar a atenção dos alunos para o tema? A respostas para essas ques- tões podem também apresentar indicativos de como esses licenciandos entendem o método cientíico, um dos assuntos abordados na UC. A atividade foi realizada no segundo encontro, sem qualquer intervenção por parte das professoras da disciplina.
A análise que se segue corresponde à pergunta dirigida a cada experimento. O Quadro 6 mostra as respostas escritas por cada grupo.
Grupo Experimento 1 Experimento 2
1
Apresentação breve – exemplos do cotidiano por parte dos alunos e orientados pelo professor (ob- servação, hipótese). Experimen- tos manipulados pelos alunos para desenvolvimento de habili- dades manuais supervisionados pelo professor. Discussão e con- clusão.
Uma aula introduzida com a história da ciência, – trazendo uma situação problema a ser investigada pelo ex- perimento. Experimento: proposta a resolução do problema histórico pelos alunos de forma escrita. Apresentação de cada proposta trazida pelos grupos, discussão, intervenção, conclusão. Apresentação formal do conteúdo.
2
No modelo de aula investigativa faremos a proposição do estudo das características físicas dos elementos químicos, analisando
Resgate do conceito histórico da ciên- cia relativo à mecânica dos luídos, também conhecido como princípio de Arquimedes, no qual analisamos a pro-
(continuação)
Grupo Experimento 1 Experimento 2
2
e comparando a natureza elétrica dos materiais. Uma breve discus- são sobre a diferença dos mate- riais iniciaria a aula, logo após o experimento levantaria a questão “por que com alguns materiais acende e com outros não?” En- tão seria aberto para levantamen- to de hipóteses e pós-discutidas, iniciaria o estudo dos elementos químicos que formam os mate- riais, chegando à discussão do porque o grupo dos metais permi- te a condução elétrica, inalizando com a comparação entre os con- ceitos pré e pós apresentação do conceito de natureza elétrica.
porção entre massa e volume de um material submerso. Tendo inicialmente um determinado volume d’água sub- mergem-se materiais diferentes com massas distintas e anota-se o deslo- camento do volume d’água. Então le- vanta-se a questão “como materiais de tamanhos (volumes) diferentes podem ter a mesma massa?” Abre-se para a discussão concluindo com o fato de que a resposta está na organização estrutural de cada material, ou seja, a distribuição da massa dentro do volu- me do material, e EUREKA! temos o conceito de densidade.
3
Podemos questionar anterior- mente os alunos sobre como a luz chega até nossas casas. Discutir sobre a iação e sobre a conduti- bilidade dos materiais.
Poderíamos utilizar esse experimento para introduzir a aula e mostrar aos alunos que o peso não inluencia em seu volume, contanto que tenham o mesmo tamanho.
4
Iniciaria a aula com levantamento de questões prévias a respeito de condução elétrica de alguns ma- teriais (igual ao roteiro). Os alunos depois de responderem fariam o experimento e testariam suas hi- póteses. Depois, o professor se- guiria na próxima aula com a aula expositiva dialogada do tema.
Iniciaria a aula com os alunos pesando na mão os materiais para que levan- tassem hipóteses sobre qual é o ma- terial mais denso e menos denso (por intuição). Depois eles iriam realizar o experimento com a balança comple- tando a tabela e após isso fariam um relatório, para uma discussão poste- rior do tema envolvido.
5
Formularíamos uma aula onde os alunos montariam o experimento e explicaríamos o porquê da con- dutividade dos materiais, expli- citando a teoria do eletromagne- tismo. Levando em consideração conteúdos de eletrostática como circuitos, corrente elétrica e resis- tência. É importante demonstrar as características dos materiais em seu nível atômico e no decor- rer do experimento evidenciar em todas as etapas, quais fenôme- nos estão ocorrendo.
Utilizaríamos o experimento no sentido de demonstrar a diferença de densida- de e massa dos materiais, explicando os motivos pelos quais estes materiais se comportam de maneira diferente e possuem seu conjunto de característi- cas próprias.
Quadro 6 – Respostas dos grupos para a pergunta sobre os experimentos 1 e 2 – Se o grupo fosse
ministrar uma aula de ciências que envolvesse o tema, como utilizaria o experimento nes- sa aula? (Apêndice VI)
O grupo 1 sugere em sua proposta (experimento 1) o resgate de conhecimen- tos prévios dos alunos e utiliza o experimento como estratégia para o desenvolvimen- to de habilidades. No experimento 2, o grupo propõe a inserção de episódio histórico para desenvolver o conceito de densidade, mas não deixa claro como o experimento seria utilizado. Uma inferência possível de se fazer é que os licenciandos discutiram, nas UCs de práticas de ensino do curso, estratégias que envolvem a utilização de epi- sódios históricos, e essas discussões se reletiram na aula que o grupo propôs. Nesse caso, o episódio histórico seria o ponto de partida para uma investigação.
Em sua proposta referente ao experimento 1, o grupo 2 cita um modelo de aula investigativa, iniciada com uma discussão sobre os materiais, sendo que o experimen- to seria utilizado para proposição de questões e posterior levantamento de hipóteses por parte dos alunos. No experimento 2 o grupo também compartilha a ideia de buscar episódios históricos para estudar o conceito de densidade.
O grupo 3 não apresentou sua proposta de forma clara no experimento 1. A descrição envolve uma pequena contextualização sobre a utilização da rede elétrica, mas não foi possível notar qual o papel que o experimento teria na aula proposta pelo grupo. Para o experimento 2, a sugestão foi utilizá-lo na introdução da aula, porém, não houve um contexto visível do assunto, sendo que o experimento seria usado como demonstração: [...] para mostrar aos alunos que o peso não inluencia em seu volume [...].
O grupo 4 também propôs o levantamento de questões prévias para iniciar a aula e, a partir dessa discussão, o experimento 1 seria utilizado para testar hipóteses. O papel do experimento não icou expresso de forma clara, mas o texto do grupo sugere que, após a discussão em sala com os alunos, o experimento seria realizado para veriicação das hipóteses levantadas. Para o experimento 2, o grupo sugeriu um teste inicial utilizando os sentidos (no caso descrito, o tato) para os alunos elaborarem hipóteses e posteriormente realizariam o experimento, indicando os resultados em um relatório para discussão em sala.
Finalmente, a proposta do grupo 5 seria a de que os alunos montassem o ex- perimento 1 e o professor explicasse os fenômenos que estão ocorrendo no decorrer do processo. A proposta sugere o papel do experimento como uma demonstração, conforme o relato do grupo: É importante demonstrar as características dos materiais em seu nível atômico e no decorrer do experimento evidenciar em todas as etapas, quais fenômenos estão ocorrendo. Para que as etapas sejam explicadas, provavel- mente haveria um roteiro prévio para o experimento, mas essa informação não icou clara no texto do grupo. Em relação ao experimento 2, novamente aparece a proposta de demonstração sobre o conceito de densidade e também não icou claro no texto se
existe um roteiro previamente deinido. Para os dois casos o grupo indicou a necessi- dade de dialogar com os alunos sobre as etapas do experimento em questão.
Como já descrito anteriormente, foi solicitado aos licenciandos que respon- dessem a uma pergunta geral: Para o grupo, qual é o papel das atividades experi- mentais nas aulas de ciências? As respostas à pergunta geral estão elencadas no Quadro 7.
Grupo Resposta da questão geral
1
Tornar o ensino atraente; construção pessoal do método cien- tíico; alegria; comprovar a observação e a hipótese; desmisti- icar conceitos pseudo-históricos, cientíico e social; socializa- ção; desenvolvimento de habilidades variadas.
2
Permitir a visualização dos fenômenos cientíicos saindo da abstração, cotidianizando a ciência. A ciência deixa de ser um conteúdo monótono da página de um livro e passa a ser algo dinâmico pertencente à sua vida, e mais que isso permitindo ao aluno levantar suas hipóteses, desenvolvendo o senso crítico e se tornando o protagonista do processo.
3
Aproximar o aluno da ciência, facilitando sua compreensão na matéria, pois a aula sai da teoria e vai para a prática.
4
Despertar a curiosidade cientíica dos alunos, fazer com que eles vivenciem os fatos cientíicos e desmistiicar a igura do cientista.
5
As atividades experimentais fazem com que os alunos consi- gam interagir com o conteúdo teórico aplicado em sala, além de facilitar o entendimento do aluno a determinado conteúdo. Com essa interação o aluno pode observar todos os pontos im- portantes sobre o conteúdo e discutir de forma mais fácil suas possíveis dúvidas.
Quadro 7 – Respostas dos grupos para a pergunta geral – Para o grupo, qual é o papel das atividades
experimentais nas aulas de ciências? (momento 1) (Apêndice VI)
As respostas dos grupos 3 e 5 sugerem uma tendência a um pensamento mais indutivista, indicando que os experimentos servem para aproximar a teoria da prática, ou ainda comprovar o que foi estudado na teoria, o que ica evidenciado pe- los trechos: [...] pois a aula sai da teoria e vai para a prática (grupo 3); [...] os alunos consigam interagir com o conteúdo teórico aplicado em sala (grupo 5). Os demais grupos mesclaram suas ideias, acrescentando a questão do despertar da curiosidade cientíica (grupo 4), a ciência passa a ser algo dinâmico (grupo 2). O grupo 1 destacou que as atividades experimentais servem, por um lado, para comprovar a observação e a hipótese e, por outro, para desmistiicar conceitos pseudo-históricos, cientíico e social, resposta que sugere uma certa percepção sobre o experimento como parte
do processo de construção do conhecimento cientíico. Tal percepção aparece nas propostas dos experimentos 1 e 2, quando o grupo sugere a utilização de episódios históricos para contextualizar o experimento.
De forma geral, os resultados dessa atividade apontam pensamentos que ou- tras pesquisas sobre experimentação no ensino já indicaram, o que sugere a im- portância de se discutir o papel da experimentação nos cursos de licenciatura em Ciências. Conforme destacam Galiazzi e Gonçalves (2004), professores e alunos apresentam, de maneira geral, uma visão simplista sobre a experimentação, baseada na observação para posterior teorização do que se observou. Segundo os autores, essa situação
[...] aponta para uma questão importante a considerar no planejamen- to de atividades experimentais, que é a possibilidade de enriquecer o conhecimento sobre a natureza da ciência, pois esse conhecimento inluencia a aprendizagem dos estudantes na atividade experimental (GALIAZZI; GONÇALVES, 2004, p. 327).
Nesse sentido, a atividade proposta aos alunos da licenciatura em Ciências parece ter promovido uma primeira relexão para cada licenciando no que tange à sua concepção sobre o papel da experimentação no ensino, além da oportunidade de debater suas ideias com os demais integrantes do grupo. Mais adiante, será discutida e ampliada a análise desta atividade, a partir dos resultados da parte 2 (Apêndice IX) aplicada no momento 3.