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1.2. Okulöncesi Eğitimin Tarihi

1.2.2. Bazı Ülkelerde Okulöncesi Eğitim

Partindo-se dessas premissas, caracteriza-se, nesse estudo, a atividade inovativa (evolução do patenteamento) no país, dadas as inovações institucionais

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(questões econômicas e legislações referentes à tecnologia41) que ocorreram na década de 90, assim como verifica-se os fluxos de produtos e serviços, por nível tecnológico (balanço de pagamentos tecnológico). E, dada a internacionalização do espaço econômico e o processo de consolidação do novo paradigma tecnológico-organizacional, caracteriza-se, para a década de 90, a atividade inovativa (patenteamento) na indústria farmacêutica brasileira, mais especificamente, no setor de medicamentos, a estrutura e o nível de lucratividade desse, assim como identifica-se as relações entre tamanho da firma, capital predominante nessa (nacional ou estrangeiro), participação de mercado (concentração), produção tecnológica, e desempenho econômico (lucratividade).

A análise foi dividida em duas partes. Uma mais genérica, para o país como um todo, e uma mais detalhada, para a indústria farmacêutica. Objetivando caracterizar a evolução da atividade inovativa no Brasil, na década de 90, dadas as modificações ocorridas nas instituições, assim como identificar as mudanças e o nível de competição tecnológica no país, utilizou-se como indicador o número de patentes concedidas no Brasil, por tipo (Patentes de invenção – PI, Modelo de Utilidade – MU, Modelo Industrial – MI e Desenho Industrial – DI) e por residência do titular (residente e não-residentes)42. Verificou-se, também, a partir do balanço tecnológico, o comportamento dos fluxos de produtos (importação e exportação) e de serviços (ingressos e remessas), em valor e número, considerando os níveis tecnológicos dos produtos e de desenvolvimento dos países com os quais o Brasil mantém relações que envolvem tecnologia. Comparou-se os anos de 1989 e 1999. No balanço tecnológico de serviços, foram analisadas as remessas e ingressos para o país como um todo, e por modalidades

41 Além das mudanças institucionais referentes ao Código de Propriedade Industrial, considerou-se,

também, na análise da indústria farmacêutica, outros acontecimentos importantes da década de 90, fatores externos, tais como a abertura comercial, o controle da inflação (Plano Real), a crise asiática em meados de 1998, e a desvalorização cambial no final da década.

42 Cabe ressaltar, no entanto, as limitações desse indicador: nem todo conhecimento economicamente útil

é codificável, sobretudo o conhecimento tácito; nem toda inovação é patenteável, dadas as exigências legais mínimas e, em função disso, existem outros mecanismos de apropriação que podem ser mais adequados a certas invenções; dada a diferente propensão a patentear entre os setores industriais, torna- se desaconselhável a comparação dessas taxas de efetividade ou eficiência entre indústrias; as inovações patenteadas não possuem, necessariamente, o mesmo valor econômico (inconsistência de qualidade); as diferenças nacionais de legislação ainda são importantes (ALBUQUERQUE, 2000).

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de contratos - licença de exploração de patentes, marcas e franquias, assistência técnica, implantação e instalação de projetos, e serviços técnicos. Tomou-se como base a metodologia utilizada pela FAPESP (2001).

Analisou-se, também, o grau de relacionamento estatístico entre o número de patentes concedidas no Brasil a não-residentes e o número de licenças de exploração. Objetivou-se, com isso, identificar possíveis indícios do atendimento à obrigatoriedade da exploração de patentes, explicitada na legislação do Código de Propriedade Industrial, uma vez que o controle dessa pelo INPI é dificultado. Cabe ressaltar, no entanto, que o fato de duas variáveis estarem correlacionadas não significa, necessariamente, que exista uma relação causal entre elas. Ambas variáveis podem estar relacionadas a uma terceira, apresentar uma relação causal ou a correlação ser ao acaso. Os estudos correlacionais são usados, portanto, como pesquisas exploratórias iniciais a fim de identificar futuras áreas de pesquisa (STEVENSON, 1981). Definiu-se, também, os principais países que participaram dos depósitos feitos por não- residentes, assim como a distribuição desses entre as regiões do país. Enfatizou- se as patentes de invenção nas análises, por apresentarem maior conteúdo tecnológico.

Em seguida, a partir da tabulação e análise estatística de dados, analisou- se a indústria farmacêutica. Tomando como referência os questionamentos levantados no referencial teórico, procurou-se caracterizar as relações entre inovações tecnológicas, lucratividade e tamanho da empresa, dada a participação do capital estrangeiro. Cabe ressaltar, no entanto, que o objetivo desse estudo não foi analisar os efeitos gerados pelas empresas estrangeiras, mas dado o tamanho dessas, grandes, em geral, identificar o papel dessas na dinamização tecnológica do setor de medicamentos e na definição do ambiente institucional vigente. Considerou-se a nacionalidade das empresas, por origem do capital ou predominância do controle.

Nessa análise, caracterizou-se, primeiramente, a indústria farmacêutica no Brasil, no período pré e pós-guerra (1945), enfocando o processo de formação

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das empresas, nacionais e estrangeiras, a evolução da indústria como um todo, e a concentração de mercado, até o final dos anos 80.

Do ponto de vista inovativo, caracterizou-se a participação da indústria farmacêutica na evolução da legislação referente à propriedade industrial no Brasil, enfocando as mudanças institucionais que ocorreram ao longo dos anos. Identificou-se o número de patentes concedidas (residentes e não-residentes, dos tipos PI, DI, MU, MI) às 129 empresas do setor de medicamentos, 87 nacionais e 42 estrangeiras, de 1992 até 18 de fevereiro de 2003.

Na caracterização da estrutura do setor de medicamentos, verificou-se, anteriormente, a evolução da indústria farmacêutica como um todo, na década de 90. Analisou-se a evolução da receita gerada, do volume vendido e as variações dos preços (comparação com a indústria de transformação). Considerando a amostra (114 empresas do setor de medicamentos) e a origem predominante do capital das empresas (nacional ou estrangeiro), assim como o processo de formação dessas (fusões, joint ventures), definiu-se o nível de concentração de mercado, no período de 1995 a 2001, a partir da participação média das empresas, em receita bruta de vendas (RBV), sendo a

participação média da empresa no setor (%) = RBVmédia da empresa * 100 , RBVsetor

em que RBVmédia da empresa = Σ RBVanual / n.o de anos43e RBVsetor = Σ RBV de todas

as empresas em todos os anos.

Quanto à análise do desempenho das empresas nacionais e estrangeiras, verificou-se a lucratividade dessas. Dado que algumas empresas, no período como um todo, considerando o saldo de cada ano, apresentaram prejuízo e outras lucros, verificou-se a participação de cada empresa nos prejuízos e lucros do período, assim como no saldo total gerado pelo setor. Tal como na análise de RBV, calculou-se a

43 Dada a não existência de dados para todos os anos em algumas empresas da amostra, considerou-se a

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participação média da empresa no setor (%) = lucratividademédia da empresa * 100 , lucratividadesetor

em que lucratividademédia da empresa = Σ saldoanual/n.o de anos e lucratividadesetor = Σ

saldo de todas as empresas em todos os anos, assim como, a participação média da empresa, que gerou lucro, nos lucros do setor, e da que gerou prejuízo, nos prejuízos. Para isso, na lucratividadesetor, foram considerados, no primeiro caso, apenas os saldos positivos, e, no segundo, os negativos. Verificou-se, também, a concentração de mercado, em termos de participação nos lucros.

Após caracterizadas a atividade inovativa, a estrutura de mercado e o desempenho das empresas, analisou-se a relação entre tamanho da empresa, atividade inovativa e desempenho, a partir de grupos de empresas definidos pela participação de mercado (RBV). Verificou-se, anteriormente, a possibilidade da utilização dessa como prox para tamanho, a partir da análise de correlação entre número de empregados e RBV de algumas empresas amostradas. Verificou-se, também, a existência ou não de correlação entre o número de patentes depositadas, receita e lucratividade médias gerada pelas empresas. E, visando identificar possíveis diferenciais entre nacionais e estrangeiras, analisou-se o nível do ativo imobilizado (IM) pelas empresas, e as relações entre patrimônio líquido (PL) e lucratividade, imobilizado e lucratividade.

E, como forma de verificar a contribuição de empresas estrangeiras e nacionais do setor de medicamentos para a economia do país como um todo, caracterizou-se a evolução das importações e exportações na indústria farmacêutica como um todo, na década de 90, assim como, a das empresas selecionadas, a partir das faixas de importação e exportação, por país selecionado.

Em resumo, as variáveis tomadas como base na construção dos indicadores para o setor de medicamentos, assim como suas definições, podem ser visualizadas no Quadro 2.

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