WOODEN BOAT BUILDING IN THE BARTIN REGION ABSTRACT
3. BARTIN YÖRESİNDE TEKNE YAPIM USTALARI, USTALARIN EĞİTİMİ VE YETİŞME AŞAMALARI
Ao tratarmos da temática da condição de trabalho, consideramos o debate proposto por alguns autores, como Mota (2000), que adensa esta discussão refletindo sobre a reestruturação produtiva do capital e seus rebatimentos no mundo do trabalho, que, nas palavras de Netto (2012), é associada também com a tríade: flexibilização, privatização e desregulamentação, concebidas por ele como “palavras de ordem neoliberal”.
A reestruturação produtiva incorpora a incansável tendência em manter e ampliar as taxas de lucros dos donos das terras, dos meios de produção, dos investidores e gestores do capital41, classe esta que vive dos juros e especulações e do resultado excedente produzido pelos trabalhadores; alterando as relações de compra e venda de mão de obra com redução dos custos de produção, impactando também nas condições cotidianas de trabalho dos cidadãos que conseguem manter- se nos postos de trabalho, grande parte em situações de precarização, sendo submetidos à terceirização, contrato por tempo parcial de trabalho, trabalho sem registro em carteira, extração do sobre trabalho em tempo cada vez menor, trabalho
41
“Não fazem parte da classe trabalhadora, os gestores do capital, que são parte constitutiva (objetiva e subjetiva) das classes proprietárias, e exercem um papel central no controle, no mando, na hierarquia e na gestão do processo de valorização e reprodução do capital. Eles são as personificações assumidas pelo capital” (ANTUNES, 2005, p. 52).
autônomo no caso dos Assistentes Sociais, representado por prestação de serviços ao setor público e/ou privado, “autônomo” denominado como assessoria e consultoria42, que exige competência profissional mesmo na contraditória relação de trabalho flexível e desregulamentada.
A terceirização é aqui entendida como uma:
palavra de criação brasileira, revelando o real conteúdo da prática, qual seja, o repasse ou a transferência de uma atividade a um “terceiro” ou um “outro”, que deveria se responsabilizar pela relação empregatícia e, portanto, pelos encargos e direitos trabalhistas. (DRUCK; FRANCO, 2008 apud GIAMPAOLLI, 2013, p. 275).
O professor Netto, no seminário de 2012, no nosso entendimento, vai ao encontro dos estudos de Antunes (2005) em defender que a reestruturação produtiva do capital e os seus rebatimentos no mundo do trabalho não incidirão no fim do trabalho. Netto (2012) argumenta que tais premissas seriam precipitadas e defende estarmos na “era da entrada do mundo do desemprego, redução dos postos de trabalho” e não na liquidação dos postos de trabalho.
Antunes (2005) debate a interação entre trabalho vivo e trabalho morto, desvelando as metamorfoses sofridas pelo processo de trabalho e sua nova morfologia, que é mais fragmentada, heterogênea e complexificada, discordando também de construções argumentativas sobre o fim do trabalho, e defende a centralidade do trabalho no processo de sociabilidade humana e sua incorporação inegável ao conjunto dos trabalhadores improdutivos,
cujas formas de trabalho são executadas por meio da realização de serviços, seja para uso público, como os serviços públicos tradicionais, seja para uso privado, para uso do capital, não se constituindo, por isso, como elemento direto no processo de valorização do capital e de criação de mais valia. (ANTUNES, 2005, p. 51).
Neste movimento do capital se conformam as variadas relações de trabalho da totalidade da classe trabalhadora, e aqui, em particular, do profissional Assistente
42 Consultoria e Assessoria compreendem
“aquela ação que é desenvolvida por um profissional com conhecimentos na área, que toma a realidade como objeto de estudo e detém uma intenção de alteração da realidade” (p. 31). Portanto, assessor/consultor deve ser alguém permanentemente atualizado. (MATOS, 2010 apud GIAMPAOLLI, 2013, p. 272).
Social, que tem nestas relações diferenças na sua venda de mão de obra, que pode ser desregulamentada ou regulamentada por regime trabalhista.
Lembremos de recentes conquistas desta categoria profissional que contribuem para amenizar as condições de trabalho, uma delas é a Lei das 30 horas43, de importância ímpar para a categoria, sem alterar as condições de trabalho de alguns espaços sócio-ocupacionais precarizados, contribuiu sem dúvida para ampliação do tempo social dos trabalhadores assistentes sociais. Em pesquisa realizada por Delgado (2013, p. 138), a autora esclarece que, sobre a Lei das 30 horas, “muitos empregadores ainda resistem a aplicá-la ou a aplicam de modo equivocado” e que:
a motivação para a elaboração e aprovação da citada Lei está pautada no desgaste físico e mental a que é submetido o profissional de Serviço Social no trato com as múltiplas expressões da questão social, resultantes do modo de produção capitalista. (DELGADO, 2013, p. 138).
Em nota explicativa a autora também elucida que:
O CFESS afirma: A redução da jornada de trabalho para os/as assistentes sociais se justifica ainda, pois são submetidos a longas e extenuantes jornadas e realizam atividades que provocam estado de profundo estresse, diante da convivência, minuto a minuto, com o limiar entre a vida e a morte, dor e tristeza, choro e lágrima. Ao lado do médico e do enfermeiro, o/a assistente social apresenta um dos maiores índices de estresse, fadiga mental, desgaste físico ou psicológico. (CFESS/2012 apud DELGADO, 2013, p. 138).
Nas entrevistas com os Assistentes Sociais supervisores técnicos, ao questionarmos sobre as suas condições de trabalho, incidiu em suas narrativas o sofrimento social sentido na realização do trabalho, com disparidade territorial:
“O profissional da área da assistência vê muito o caos, ele vê a miséria, ele vê a degradação, ele vê a pobreza, mas não só, dependendo do olhar e da escuta dele, ele não vê só a ponta material ele vê também da alma desta pessoa, e se ele não ver potencial dentro do caos é quase impossível ele ver possibilidades, [...] se o profissional de serviço social não ver potencial dentro da
miséria dentro da pobreza eu coloco em questão se ele esta na profissão certa, porque este potencial esta lá e é isso que ele vai precisar e não é fácil.” (Entrevista 1)
“ [...] não dá pra pensar a cidade de São Paulo tudo igual, não dá. E eu fui de periferia, e uma das coisas que mais gostei quando eu estive na periferia e percebo, percebi isso na minha pratica é que o corpo técnico também era muito solidário, poderia ser menos técnico, mas era muito solidário. Eu também fui de área central e eu percebi profissionais muito técnicos, muito profissionais, mas menos solidários, e isso eu entendo que também a realidade local também te leva ao sofrimento humano, e leva você a criar outras estratégias de trabalho, por que senão você não dá conta” (Grifo nosso - Entrevista 1)
Nesta mesma narrativa, o assistente social nos remete a pensar em opções criadoras e estratégias, conforme Iamamoto (2005, p. 21) “sempre existe um campo para ação dos sujeitos, para a proposição das possibilidades e contradições presentes na dinâmica da vida social. Essa compreensão é muito importante para se evitar uma atitude fatalista do processo histórico” e da própria profissão.
Outra conquista, embora não efetivada, para “salvaguardar mínimas condições de remuneração para este percentual crescente de assistentes sociais precarizados” (DELGADO, 2013, p. 142-143) é a instituição pelo CFESS da “Tabela Referencial de Honorários do Serviço Social (TRHSS)”, criando o “valor mínimo da hora técnica para aqueles desprovidos de qualquer vínculo empregatício, estatutário ou de natureza assemelhada” (CFESS/2013).
E o projeto de Lei 5.278/2009, que dispõe sobre o piso salarial profissional para a categoria no valor de R$ 3.720,00, valor44 significativo tendo em vista a média salarial da categoria que relativamente não difere nas áreas privada e pública, sobretudo para garantir os mínimos direitos remuneratórios de expressivo contingente da categoria que atua em relações de trabalho desprotegidas.
Atinente à garantia das 30 horas intensificou-se a demanda de trabalho, uma vez que a execução do trabalho não foi redistribuída, nem houve contratação de mais profissionais para cobrir o horário excedente de funcionamento dos diversos
44
Pesquisa Semanal do Jornal “A Folha de S. Paulo”, Caderno Empregos, que traz patamares salariais (média, máxima e mínima) praticados na área empresarial. Valores Novembro/2013: Menor Valor: R$ 2.575,00; Média: R$3.627,00 e Maior Valor: R$ 5.375,00. (CFESS/2013).
espaços sócio-ocupacionais, não alterando o desgaste físico e mental e às condições, em alguns casos, deploráveis de atuação dos assistentes sociais.
A partir de 2009 houve um aumento significativo de profissionais formados em Serviço Social ingressantes na SMADS por meio de concurso público, realizado em 2008. Em 2014 não mais suficientes, mas naquele ano representou uma maior possibilidade de supervisionar os serviços socioassistenciais, de se ter abrangência no atendimento de acolhida e trabalho social com as famílias em situação de desproteção social, inserindo-as nos espaços públicos que por desconhecimento e/ou falta de informação não eram acessados.
A ampliação deste quadro funcional, a princípio, incidiu em uma melhor organização na distribuição das atribuições nas várias frentes de serviços existentes nas unidades públicas, CRAS e CREAS, como também no processo de trabalho em Audiência Pública para fins de parceria entre o Poder Público e as Organizações Sociais sem fins lucrativos.
No caso dos Assistentes Sociais que realizam a supervisão técnica, sem ampliarmos a discussão para as supervisões de estágio ou outras modalidades de supervisão efetuadas por este profissional, no âmbito público do espaço sócio- ocupacional da SMADS, tem sido definidos parâmetros para execução do trabalho. Contudo,
“O mesmo trabalho de 40 horas é o mesmo pra quem faz 30 horas, então, acumulou trabalhos, o volume aumentou. Teve um enxugamento no quadro de assistentes sociais na prefeitura nesses últimos três anos, principalmente com a aposentadoria, as pessoas passaram nos concursos, exonerações, enfim, de fato o volume de trabalho está, elevadíssimo“ (Entrevista 6)
“Há falta de RH em relação ao número de serviços que a rede tem principalmente a rede nas periferias que é um número maior de serviços e um número menor de técnicos, então tem lugares na cidade que um técnico supervisiona 4 serviços, e na periferia se tem oito, dez, doze serviços, então é desigual. E a complexidade não só em RH, mas também em relação à carga horária, porque um profissional que é pedagogo ou psicólogo que faz oito horas supervisiona o mesmo número de serviço que você, e você tem que dar conta em seis horas.” (Entrevista 2)
“Pode ter uma região que os profissionais não estejam tão desgastados, mas a maioria está desgastada, porque não tem uma equidade, não tem ... não está de acordo, não tem uma aplicação da politica de RH, não tem pessoas, as pessoas estão saindo, não se abre concurso, não se qualifica este profissional, não se paga bem este profissional que esta chegando, hoje aí esta em luta, esta em
greve e eu estou contentíssima como a Assistência Social está se mobilizando [...]” (Entrevista 1)
E surgem em meio aos velhos entraves os novos. As condições e ritmo de trabalho, em especial dos Assistentes Sociais, não deixaram de ser exaustivas e aviltantes, reiteramos que mesmo após ter-se conquistado melhorias com a redução de carga horária de trabalho, não se teve de revés, conforme as narrativas apresentadas, reordenamento da demanda de trabalho, tal qual a legislação preceitua; a implantação dos CRAS e CREAS ainda é insuficiente para cobertura do atendimento territorial, segue com número reduzido de funcionários, chegando-se a ter número de atendimentos familiares muito além do definido na Política Nacional de Assistência Social, implicando diretamente na qualidade do trabalho realizado.
Conforme segue, incidiu nas narrativas dos sujeitos, para melhorar as condições e qualificar o trabalho, a perspectiva de realização na SMADS de capacitação específica aos supervisores técnicos:
“Eu não fui chamado uma vez para discutir o serviço [...] hoje os profissionais estão isolados, cada um com uma portaria, o que norteia é a bíblia a portaria, se o cara lê, ele lê e é isso que dá referência pra ele ir na supervisão, não tem um discussão, um projeto, não tem uma direção no CRAS que estou sobre o que a gente quer com a proteção básica. São as portarias que definem e é isso que te dá um norte” (Entrevista 1)
“nunca foi feito em nenhum momento formação, capacitação voltado para a supervisão nem em relação a parte burocrática, nem em relação a parte técnica e eu acho que é o que está faltando e sempre quando tem capacitação é em relação às leis, as políticas que mudam, mas muito pontual. Eu acho que se dá um subsidio muito maior para as organizações do que pra gente que é supervisor.” (Entrevista 2)
“A capacitação ela é importantíssima é fundamental, eu sinto que a gente precisaria ter momentos para estar com toda a grande São Paulo, com os CRAS, com os supervisores que estão acompanhando os serviços, ter troca de experiência, eu acho que isto é importante para se investir. Eu acho que a secretaria na medida do possível ela vem buscando olhar pra isto, mas eu acho que seria interessante garantir mais momentos.” (Entrevista 4)
“Acho que não teve uma capacitação, uma preparação adequada ou qualificada que me permitisse apropriar, entender desse processo de supervisão para que eu pudesse chegar lá na organização, com um direcionamento das minhas ações. Tanto é que no começo, assim,
quando eu comecei a supervisionar, no inicio da supervisão dos serviços, eu, praticamente fui meio refém, né, das práticas [...] das organizações sociais.” (Entrevista 6)
“O que a gente aprendeu, se é que é certo ou errado, foi com poucas pessoas que trabalhavam aqui antes de nós, muitas coisas que a gente aprendeu foi buscando, se apropriando com bastante dificuldade inclusive.” (Entrevista 6)
“eu acho também que a supervisão quem cria é o profissional que está responsável pela supervisão, de certa maneira também a prefeitura não oferece nenhum treinamento, então você aprende muito com a organização, com as pessoas que você trabalha, com o público. A prefeitura de certa forma não te capacita, e ai tem questões que você vai descobrindo na hora, no dia a dia.” (Entrevista 5)
“A prefeitura ela não te capacita, até pra você assumir o seu posto de trabalho, você é jogado, [...] eu fiquei doente [...] era como se eu tivesse regredindo.” (Entrevista 5)
“Essa é uma questão, que eu acho que deixa bastante a desejar na SMADS recentemente, eu acho que principalmente nos últimos anos, ela foi praticamente inexistente [...] eu pessoalmente eu acho que não me lembro de ter participado de nenhum projeto de capacitação pela secretaria nos últimos anos, e mesmo em anos anteriores, ela é insuficiente, em termos de quantidade em termos da nossa participação na elaboração das propostas, em termos de levantamento de expectativas e necessidades, o que eu tenho feito é buscar uma formação por minha conta.” (Entrevista 3)
“eu acho que a supervisão técnica passa por um completo abandono, enquanto que os profissionais da rede conveniada tem previsto no convênio, as horas técnicas, pra uma supervisão institucional, os profissionais do próprio serviço público da SMADS (dos CRAS e dos CREAS) que fazem a supervisão não tem esse espaço que seria um espaço de cuidado com os profissionais, então, a gente não tem nem formação profissional em serviço, não vem tendo, e muito menos um espaço de cuidado no sentido de uma supervisão externa institucional, porque as situações que a gente vive são muito graves, são complexas, são ... eu falo que são, às vezes... tragédias humanas que a gente acompanha, e vivência, e às vezes, é muito fácil você ou se distanciar ou se contaminar e adoecer com essas situações. Eu acho temerário os profissionais da assistências não terem nenhum espaço de cuidado, o que a gente vem conseguindo fazer mas por uma iniciativa regional, que são espaços de rede intersetorial, onde a gente se junta, principalmente com os profissionais da saúde, faz reuniões, discute casos conjuntamente e procura trabalhar junto. Daí isso quebra um pouco essa ... essa solidão, que a gente vive, porque eu acho que a gente vive por situações de verdadeiro abandono e de solidão [...] só busca uma resposta por iniciativa pessoal ou profissional, isso não tem, enquanto política pública, não se tem uma resposta nesse sentido.” (Entrevista 3)
“[...] a secretaria também não sabe exatamente, é, qual vai ser esse papel de supervisor técnico no CREAS, ou porque vieram questões que não tem resposta: como que eu vou fazer uma capacitação em relação a isso? em relação a essa realidade de São Paulo que é muito complexa. São Paulo é uma imensidão de forças, e como que é a relação com as organizações, com a politica e com o CREAS como funciona? ... a gente está trabalhando de um outro jeitinho.” (Entrevista 8)
Em 2010 foi realizado um curso de Pós Graduação Lato Sensu45 ofertado pelo Espaço Público do Aprender Social – ESPASO/SMADS, para um número significativo de servidores municipais, que teve como foco o tema da Gestão Pública na Assistência Social, representando um exímio investimento público para capacitar e requalificar servidores de nível superior46. Contudo, esta especialização não contemplou os trabalhadores sociais das organizações sociais, bem como, conforme as narrativas dos sujeitos da pesquisa, não supriu a demanda por capacitação continuada referente à supervisão técnica, e nem sobre as atribuições do supervisor técnico, de modo a elucidar as possíveis dúvidas que ficam a cargo da interpretação de cada profissional.
Em 2011 foi autorizada pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome – A Política Nacional de Capacitação do SUAS, contudo vale lembrar que não há orientação nacional especifica para capacitação de profissionais que executam a supervisão técnica. Há esforços da SMADS em propor capacitações orientando o preenchimento dos instrumentais, compreensão das normas técnicas e portarias, mas conforme as narrativas apresentadas, há que se ter uma troca de saberes, espaço para discussão com aprofundamento continuado para compreensão das expressões da questão social que emergem no cotidiano do trabalho.
Reportamo-nos a Heller (2008, p.54-57) para compreensão desta particularidade que se apresentou nas narrativas e na realização da supervisão técnica. Pois,
45 Em atendimento à Resolução n° 1, de 8/06/2007. D.O de 08/06/2006, que estabelece normas para
o funcionamento de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização.
46 Ministrado pela Universidade Bandeirante de São Paulo – UNIBAN, em parceria com o PNUD.
Objetivo: oportunidade criada para os servidores da SMADS, visando ao aprofundamento da sua formação, integrando teoria e prática no seu cotidiano de trabalho, possibilitando assim, o aperfeiçoamento profissional e a qualificação de suas ações com vistas à efetivação da Política Nacional de Assistência Social e do Plano Municipal de Assistência Social de São Paulo (D.O.15/10/2010, p. 33).
sempre reagimos a situações singulares, respondemos a estímulos singulares e resolvemos problemas singulares. Para podermos reagir, temos de subsumir o singular, do modo mais rápido possível, sob alguma universalidade; temos de organizá-lo em nossa atividade cotidiana [...]
Deve-se afirmar, antes de mais nada, que alienação é sempre alienação em face de alguma coisa e, mais precisamente, em face das possibilidades concretas de desenvolvimento [...]
Mas a estrutura da vida cotidiana, embora constitua indubitavelmente um terreno propício à alienação, não é de nenhum modo necessariamente alienada.
Extraímos do estudo de Heller, que se deve ter um essencial cuidado ao tratar fenômenos sociais que se apresentam na sua imediaticidade e singularidade, para que o profissional não se desdobre em buscar procedimentos e meios padrões e uniformes para o enfrentamento da situação, sem a devida interação com os processos universalizantes.