BETWEEN 2006-2010 ABSTRACT
3. ARAŞTIRMA YÖNTEMİ
A fim de justificar a escolha da temática desta tese procurarei elucidar tanto a origem como as causas deste trabalho que, em razão de sua complexidade, exige realizar um esforço de buscar e compreender saberes em múltiplas áreas do conhecimento: antropologia, sociologia, política, história, economia, administração pública e privada, direito, filosofia, gerontologia social e psicologia, além de educação.
Assumo ter feito incursões em cada uma delas para apreender o Objeto Geral de meu interesse, detendo-me mais em uma que em outras, seja pelas dificuldades iniciais encontradas para lidar com os conceitos, seja pelas revelações que trouxeram e ajudaram a ajustar o foco. De qualquer modo, ao procurar contextualizar a questão do assédio moral e outros danos e perdas a ela relacionados objetiva e subjetivamente aqui tratados, mostrou-se-nos pertinente fazê-lo mediante um tratamento transdisciplinar.
Interessante esclarecer que, para o âmbito desta tese adotamos como transdiciplinar a ótica de Edgar Morin que tem se dedicado à sondagem dos “pontos de encontro e desencontro” entre as várias áreas do conhecimento, abrindo caminho para o exercício de um pensamento complexo a partir da ótica da complexidade. Isto significa que cada um de nós se torna um centro responsável por novas práticas sintonizadas com o novo pensamento sistêmico, um pesquisador que observa e se observa em meio a própria pesquisa, reformando-se e transformando-se junto com seus saberes, todos convergindo para a mobilização e dignificação da condição humana.
Do mesmo modo assumo que a transdiciplinaridade revela uma postura de absoluto respeito pelas diferenças culturais, busca pela solidariedade e integração a
natureza, não se limitando tão somente a um novo modo de organizar os conhecimentos, que se situa simultaneamente entre através e além das disciplinas, ou seja, das memórias dos conhecimentos. Cruzam-se assim as fronteiras das disciplinas de formação básica e estabelecem-se novas pontes que permitem estudar fenômenos que se situam foram e mais além das disciplinas formais que já existem. (vide ANEXO 4).
Aposentadoria per se é um conceito complexo, da mesma forma que assédio moral, danos morais e tantos outros conceitos que aqui reunimos sobre o termo outros danos e perdas tais como: aposentado, risco, pobreza, status, terceira idade, saúde, bem estar, envelhecimento, etc., formando um bouquet especialíssimo que escapa a qualquer possibilidade de ser estudado através de um recorte que se aplique a um objeto definido, do qual uma única disciplina específica e autônoma desse conta.
Sua hiper complexidade é, portanto, complicada e paradoxal, cujas variáveis constantes se exprimem principalmente pela suas instabilidades e múltiplos confrontos e desacordos. Inevitável então que alguns temas tenham se imposto mais do que outros pela sua importância prática e vivencial e a própria delineação dos focos tenha ficado por vezes borrada ou obscurecida, posto que as áreas se interpenetram e se influenciam entre si em seu grande dinamismo.
O ajuste dos focos exigiu que eu me deslocasse muitas vezes de meu próprio eixo teórico que é a psicologia clínica e a psicologia social para agregar novos conceitos de diferentes campos, motivo pelo qual ingressei na área das ciências sociais, mais especialmente da antropologia. Somente através desse caminho é que pude conquistar maior poder de escuta e visão em relação ao meu objeto de pesquisa, postulá-lo enquanto objeto problematizado de forma complexa e ampliada, porém na medida do possível mantendo-o bem configurado.
A produção final merece ser vista como uma rede entretecida, portanto de várias linguagens conceituais, quase todas permeadas por alguns elementos em comum: um grande desconforto, profunda inquietude e enorme necessidade de manter acessa a chama da esperança.
3.2 DA ESFERA DA ANTROPOLOGIA
Nesta área me inspirei num dos principais antropólogos do século XX, Clifford Geertz que a partir de 1.949 realizou extensas pesquisas de campo. Para Geertz não se poderia extirpar e analisar aspectos de uma sociedade em separado, desconsiderando a passagem do tempo, entre muitos outros aspectos. Defendia ouvir das pessoas de determinada formação cultural: quem elas acham que são, o
que elas fazem e porque razões elas crêem que fazem o que fazem, enquanto
motivação e finalidade.
Introduziu na antropologia um modo de pesquisar que deu origem à chamada antropologia hermenêutica ou interpretativa, o que significa a leitura das sociedades como textos ou como análogas a textos, considerando-os cheios de significados que podem ser interpretados e entendidos por aqueles que não passaram pela experiência do autor do texto escrito. Desta forma todos os elementos analisados de uma dada cultura, devem ser entendidos à luz desta textualidade, imanente as suas respectivas realidades culturais, sem, contudo deixar se aprisionar por interpretações pessoais. Para Geertz existe um problema central: o pesquisador
precisa se conhecer bastante antes de buscar conhecer outras sociedades, porque a dificuldade maior não é a de vir a estranhar o outro, mas a de estranhar a si próprio.
Baseio meus estudos e interpretações, também em Marcel Mauss, em especial em relação ao seu Ensaio sobre a Dádiva. Em nossa sociedade há duas lógicas que ora se complementam, ora se opõe. Para Mauss as coisas vendidas têm
uma alma (Mauss, 1.974, p. 164), como se ao produzir algo, a pessoa colocasse
nesse algo uma parte de si, havendo um aspecto de dádiva na lógica da mercadoria do trabalho e de suas representações na sociedade capitalista.
Em cada dádiva estariam impressos códigos morais e direitos, o que conduziria a um princípio mesmo da vida social moral (Mauss, 1.974, p. 168). Esse posicionamento sugere à percepção de que trabalhadores merecem mais do que um simples pagamento em forma de salário. Se de fato existe esse reconhecimento, à hora da despedida e no nosso caso a saída próxima à aposentadoria, os trabalhadores merecem mais do que aquilo que é de lei. Tenho, sim, observado a importância de uma boa palavra nesse momento. E a violência que um trabalhador mais velho sente na pele, quando após anos e anos de dedicação a uma empresa,
seu valor, como pessoa humana, não se vê reconhecido. Ou seja, a não palavra bem dita, toma a forma de insulto a sua honra.
Imagine-se então, como perceberiam e o que sentiriam a seu próprio respeito e a respeito do outro que possa de fato pronunciar palavras mal ditas, que signifique através do olhar, do tom de voz e dos gestos uma falta absoluta de respeito, como é o caso das despedidas secas, impessoais, despidas de qualquer generosidade.
Para Mauss a dádiva produz a aliança, entendida dentro de um código de justiça e com todo potencial de generalização. Palavras ou objetos tornam-se freqüentemente um dever das chefias que se criam e se mantêm por diferentes formas de trocas. Uma troca justa aproxima as partes, mesmo quando sejam diferentes e/ou ocupem posições diferentes. Esta é a visão etnográfica da troca, que dá um sentido elevado às etiquetas sociais: por mais que as trocas variem, para dar
algo justo e adequado a alguém, cada qual se deve colocar-se no lugar desse outro alguém.
A dádiva é um ato que, simultaneamente se apresenta como obrigatório e
espontâneo: enquanto dever, reafirma diferenças; enquanto espontaneidade,
reafirma união e solidariedade, implicando em honra, autoridade e prestígio de parte a parte. Há momentos e situações em que bens inalienáveis são mais valiosos do que qualquer quantia e não podem ser retribuídos, a não ser fazendo o mesmo para ou por outra pessoa. Por exemplo, a hora do desligamento do trabalho em uma empresa, o reconhecimento público por serviços prestados dá uma demonstração inegável do valor que aquela pessoa trouxe à empresa, um valor que não é necessariamente doado pela pessoa que entrega a dádiva, mas pelo representante da empresa. Daí que, a presença de uma autoridade de direito, que goza da confiança e da credibilidade daqueles que a recebem e testemunham a declaração, o penhor de um bem querer por parte da empresa, torna a despedida mais suave e aceitável, mesmo quando aquele que está sendo dispensado não deseja sair. Sente- se ao menos profundamente respeitado pela simples presença, boas palavras e aperto de mãos trocados.
Tenho testemunhado a emoção daqueles que se vêem desta forma homenageados. Ouvi relatos de pessoas: um senhor ganhou um relógio nesta despedida, mandou colocar uma bela moldura e dependurou na parede mais importante da sala de estar de suas casas. Outros dois conservam esse relógio no pulso, mesmo quando quebrado e sem conserto, porque o objeto ganhou o
significado de apreço. Pequenas coisas são profundamente reverenciadas como se jóias fossem, assim como: medalhas com comemorativas, fotos com as autoridades da empresa e com o grupo de trabalho, tiradas na ocasião de um seminário de PPA, por exemplo. Até mesmo as pastas em que guardam o material, sacolas com a logo marca da empresa, que são entregues as suas mãos têm grande significado afetivo. Mauss (1.974, p. 171), lembra que: em seu Ensaio segue a sugestão de Durkheim, a respeito de haver impregnação de ritos e mitos, nas trocas econômicas, que acontecem de forma cerimonial, podendo-se assumir então, que um PPA se configura como ritual de passagem, não só de tempo como de status que nos obriga ao confronto, com a nossa fragilidade e finitude humanas, enquanto participantes e se apresenta como um largo gesto de solidariedade por parte das empresas.
Um ritual que, ao mesmo tempo em que fecha portas, abre a possibilidade de que, cada qual faça uma avaliação atualizada de si próprio e convida à renovação. É tão forte o seu impacto na identidade daqueles que participam desse grande ritual, que um sem números de pessoas se recusa a participar dele, ou seja, procura protelar sua mudança de categoria, como diria a professora, doutora Maria Helena V. B. Concone.
Em princípio, o seminário de PPA traz em si uma forte conotação de
envelhecimento súbito, para aqueles que não sabem do que se trata um programa
desses, ou seja, para aqueles que recusaram o convite para participar e/ou ficaram fora da lista de convidados para o evento. No entanto, para aqueles que comparecem, a surpresa: Vocês fazem com que a gente se sinta mais moço! Entrei
aqui derrubado me sentindo no fim da linha e daí vocês me mostraram que eu estava totalmente errado. Eu não esperava!
Associados ao ‘envelhecimento súbito’ surgem idéias de doenças inevitáveis e morte próxima. Nesse sentido, e inspirada pela visão da professora e antropóloga Maria Helena Concone, o PPA desnaturaliza a aposentadoria impregnada de
velhice: apresenta-a como uma construção sócio-cultural e histórica, cultural e
socialmente variável no tempo e no espaço de tal forma que, aposentadoria e envelhecimento não se confundam e não conservem a mesma feição de sempre. Para Concone, em seu artigo Envelhecer ou parecer, publicado na Revista Kairós, em dezembro de 2.007:
A velhice como construto sócio-cultural e histórico constitui, assim, um ponto de importância na presente reflexão. Vou procurar colocar rapidamente os pontos-chave da visão antropológica (...), mesmo correndo risco nos dois extremos de descomplicar e perder a complexidade do fenômeno ou, resumir (demais) perdendo clareza...
A cultura é sempre uma ação de construção do mundo, do mundo dos homens, do mundo cultura. Nomear é uma ação criadora por excelência. Assim, toda cultura – qualquer cultura dá nomes, classifica, cria categorias, empresta sentidos. Toda e qualquer cultura sofre mudanças, modifica no decorrer do tempo; novos arranjos societários, novos modos de trabalhos, de técnicas e conhecimentos dialogam entre si, reforçam-se, anulam-se ou enfraquecem; há enfim, um jogo contínuo que tece os processos sócio- culturais.
Tal como Georges Balandier, etnólogo e sociólogo francês, professor da Sorbonne, há que se considerar, também, tanto o universo das mudanças reais como o universo dos significados atribuídos a elas, cujos pesos diferem entre si nas sociedades ditas modernas.
A noção de aposentadoria depende basicamente do estabelecimento de demarcações sócio-culturais, atreladas a questões econômico-financeiras, políticas, legais e administrativas, que diferem de sociedade para sociedade; enquanto que
aposentar-se é um conceito que ainda está atrelado à biologia: além de sua estreita
relação imagética com a velhice, aqueles que se aposentam são apontados ora como economicamente onerosos à Nação, ora como público consumidor, capaz de fazer rodar a economia e aumentar a renda das famílias, contribuindo para com maior justiça social. Entre isto e aquilo nada fica exatamente claro nem perfeitamente mapeado, mas com certeza em relação ao crédito consignado, quem está em débito com os bancos são os aposentados.
A mesma ambivalência se apresenta no tocante à solidariedade: ora devendo desocupar seu posto para facilitar o ingresso dos mais jovens no mercado formal de trabalho, ora necessitando permanecer para continuar ganhando para seu próprio sustento e para o sustento dos mesmos mais jovens e de seus rebentos.
Mais ainda, identificados como memória viva da sociedade e energia vital que fortalece a sociedade com o seu conhecimento, prudência e sabedoria, guardiões da cultura, da tradição e das forças de preservação e da estabilidade são, por outro lado aqueles que já estão ultrapassados e já cumpriram também com as suas obrigações para com a sociedade.
Em meio a tantas contradições, a identidade dos aposentados, enquanto categoria, fica imprecisa e mal configurada. As pressões que de variadas formas
acarretam o seu banimento do mundo produtivo e os excluem do mundo social, como que os obrigando a se confinar no universo do lazer, se muito, fazem com que acabem por ocupar a posição de ‘exilados na própria pátria’. Há os que superam essa guerra de imagens e atitudes, angélicas e demoníacas e se reintegram como pessoas íntegras que são, mas há aqueles que uma vez excluídos não conseguem superar os traumas sofridos.
Cada vez mais cedo os jovens estão sendo estimulados a se preparar melhor para o trabalho, enquanto que se acena para os mais velhos com sua volta às escolas; sempre, porém, ocupando espaços que não se intercomunicam e nem significam somente uma troca de posição, pois não ocorre propriamente um intercâmbio de saberes. No imaginário social trabalhadores jovens e trabalhadores mais velhos ocupam quadrantes estanques daquilo que se convencionou chamar de Ciclo de Vida. A idéia de Ciclo de Vida, afirma Concone, não deixa de ser mais uma forma sofisticada de institucionalizar o curso da vida e se constitui em mais um construto socialmente e artificialmente criado, basicamente fundamentado na organização do trabalho e atrelado a uma construção legal e administrativa de demarcação das idades.
No entanto, positivamente chegamos a uma nova proposição, ao menos aqui no Brasil: nem as crianças e os jovens ocupam definitivamente o espaço das escolas e nem os trabalhadores mais velhos desejam e/ou precisam ocupar o espaço dos inativos, porque estudar ou não estudar, trabalhar ou não trabalhar, tem sido muito mais uma questão tecno-econômica de acesso e de oportunidades do que de vontade política e moralidade.
De qualquer modo as famílias, bem como o restante da sociedade demonstram muito mais respeito aos idosos que permanecem ativos do que àqueles que são necessitados e que estão abatidos. A questão da idade no que diz respeito à aposentadoria, também se tornou confusa. Até poucos anos atrás eram os mais velhos que assumiam a direção das empresas e ocupavam os postos de comando. Hoje as chefias têm diferentes idades e profissionais altamente competentes e experientes tem sido menos bem remunerados do que jovens talentos promissores.
Tudo indica que em relação á questão das idades, contudo, pressionada pelas políticas econômicas, as mudanças estão acontecendo muito mais em razão das diferenças de poder aquisitivo e de custos, do que por todos os outros fatores
somados: conhecimento, experiência, educação especializada, cultura geral, poder de influência e personalidade, dentre outros.
Nasce certa consciência de categoria, conforme Concone (p. 37), ainda incipiente, a chamada terceira idade, com a qual nem os aposentados mais velhos que continuam trabalhando, nem os idosos ricos, nem as mulheres que se mantêm conservadas, nem os artistas intelectuais, nem as donas de casa se identificam, a não ser quando podem levar algum tipo de vantagem nisso, em especial vantagem financeira, totalmente a-moral.
Aposentadoria deixou de ser vista como condição previdenciária e está sendo relacionada ao Estilo de Vida, o que também não quer dizer nada, porque muitos são os estilos. Milhões e milhões de aposentados são condenados a sobreviver; ou conforme seus cada vez mais reduzidos proventos lhes permitem viver, enquanto que o conceito de aposentadoria oficialmente propagado impõe manter a beleza, a juventude e a independência como um Estilo de Vida adotado por livre escolha.
Em matéria publicada na revista Kairós, em dezembro de 2.007, a antropóloga brasileira Concone destaca o seguinte trecho, enquanto comentários de um chefe de uma ilha do arquipélago de Samoa:
Todo Papalagui (o “branco” europeu) é possuído pelo medo de perder o seu tempo. Por isso, todos sabem exatamente (e não só os homens, mas as mulheres e as criancinhas) quantas vezes a lua e o sol saíram desde que, pela primeira vez, viram a grande luz. De fato, isto é tão sério que a certos intervalos de tempo se fazem festas com flores e comes e bebes. (...) Ter tantos anos significa ter vivido um número preciso de luas. É perigosa essa maneira de indagar e contar o número das luas porque assim se chega a saber quantas luas dura a vida maior da maior parte dos homens. Todos prestam muita atenção nisso e, passando um número muito grande de luas, dizem: “Agora, não vou demorar a morrer”. E então essas pessoas perdem a alegria e morrem mesmo dentro de pouco tempo. (...)
Acho que o tempo lhe escapa tal qual cobra na mão molhada justamente porque o segura com força demais. O Papalagui não espera que o tempo venha até ele, mas sai ao seu encalço, sempre, sempre, com as mãos estendidas (...) Mas o tempo é quieto, pacato, gosta de descansar, de deitar-se à vontade na esteira. (...) Nunca o tempo nos falta, nunca nos enfastia (...)
Não precisamos de mais tempo do que temos e, no entanto, temos tempo que chega. Sabemos que no devido tempo o Grande Espírito nos chamará quando for da sua vontade, mesmo que não saibamos quantas luas nossas passaram.
3.3 DA ESFERA SÓCIO-POLÍTICA
Na medida em que um enorme coeficiente de pessoas vem sendo conduzido à condição de pária e não por sua vontade própria, há outras vontades que assim determinam esse sentido. Temos respaldo da Fundação Seade, em trabalhos de pesquisa sobre a pobreza/miséria, que ilustra com bastante clareza a condição de desemprego oculto.
Há uma grande contradição, resultante de uma relação mal resolvida com o Estado, na qual, ao mesmo tempo em que as elites/autoridades vêem no setor informal uma solução, tratam-no muitas vezes como marginal. O nosso sistema tributário encara o setor informal e o trabalho precário como agentes de evasão.
A figura a seguir ilustra uma comparação entre duas formas de se pesquisar o desemprego, uma feita pelo SEADE e outra pelo IBGE.
FIGURA 2: Formas de pesquisar o desemprego – SEADE e IBGE
Fonte: Gilberto Dupas, 1998. “A Lógica da Economia Global e a Exclusão Social”, Estudos Avançados, Print version ISSN 0103-4014
Os conceitos aqui explicitados, conforme o IBGE significam:
• Desemprego Aberto: pessoas que procuraram trabalho de maneira efetiva nos sete dias anteriores ao da entrevista e não exerceram nenhum tipo de trabalho nos sete últimos dias;
TRABALHO PRECÁRIO DESALENTO
ABERTO ABERTO
DESEMPREGO
OCULTO DESEMPREGO ABERTO IBGE
DESEMPREGO TOTAL SEADE
Para a Fundação SEADE, são levadas em conta outras condições, em relação ao trabalho:
• Desemprego Aberto: pessoas que procuraram trabalho de maneira efetiva nos trinta dias anteriores ao da entrevista e não exerceram nenhum trabalho nos últimos sete dias;
• Desemprego Oculto pelo Trabalho Precário: pessoas que realizam de forma irregular algum trabalho remunerado ou pessoas que realizam trabalho não-remunerado nos trinta dias anteriores ao da entrevista. • Desemprego Oculto pelo Desalento: pessoas que não possuem
trabalho e nem procuraram nos últimos trinta dias
Através de Hilary Silver, professora-adjunta de sociologia e estudos urbanos da Brown University, tem-se que os conceitos de exclusão social, assim como os de pobreza e desemprego, são respostas à necessidade de lidar com algumas características surgidas recentemente. Enxergam-se contextos institucional (existência de política de bem-estar social), econômico (países ricos ou pobres, perfil de distribuição de renda, dinâmica de crescimento) e o entendimento de cada