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AHŞAP TEKNE İNŞAATI VE YAPIM AŞAMALARI

WOODEN BOAT BUILDING IN THE BARTIN REGION ABSTRACT

8. AHŞAP TEKNE İNŞAATI VE YAPIM AŞAMALARI

Utilizamos a definição apontada por Mestriner (2011) como ponto de reflexão, por dar sentido crítico à supervisão técnica, e no decorrer deste capítulo apresentamos, das narrativas dos sujeitos, os pontos nevrálgicos desta definição sobre as possibilidades e limites identificados na dinâmica cotidiana.

O Estado, por meio de suas várias instâncias, dilui sua responsabilidade em uma denominada "supervisão técnica", esvaída de qualquer poder de sanção, até porque não é proposta com base em metas, padrões de ação e construção de direitos por intermédio de uma política social. (MESTRINER, 2011, p. 48).

Dialogando com a citação de Mestriner (2011) acima, entendemos que o contexto de que a autora extraiu esta reflexão crítica difere das particularidades da supervisão técnica que tratamos neste texto, uma vez que a perspectiva deste estudo é conhecer a supervisão técnica ressignificada pelo profissional Assistente Social. Contudo, não podemos ter a insensatez de negarmos esta citação ou de defendermos que grupos de cidadãos de interesses distintos que representam, atuam ou interferem na representação do Estado, não contribuam para a fragilização do poder de decisão do técnico supervisor dos serviços socioassistenciais dirigidos por Organizações Sociais sem Fins Lucrativos. Não descartamos que possa ocorrer um esvaziamento desta ação quando ela conflitar com interesses de pessoa jurídica privada que forem contrários ao interesse público do ponto de vista de intervenção técnica. Seguem algumas considerações das narrativas dos sujeitos:

“eu acho que tem limites na relação com as organizações sociais [...] o poder das organizações sociais, poder às vezes, até legitimado por instâncias superiores, é muito grande em detrimento ao poder e ao conhecimento técnico, porque eu acho que assim, de maneira geral, as secretárias elas estão muito mais atentas aos movimentos das organizações sociais, do que ao que pensam e ao que fazem, o que dizem os próprios profissionais da secretaria, então esse é um limite, porque se a gente tivesse uma proximidade, maior entre as instâncias, na secretaria e espaço de comunicação e dialogo, menos fragmentação, menos isolamento, mais respaldo, a gente teria mais condições.” (Grifo nosso - Entrevista 3)

“Capacidade resolutiva não temos, eu acho que tem provocativas, instigadoras, fomentadoras, articuladoras. Acho que as ações da supervisão possibilita, provoca reflexões, ela direciona ações, ela pode ajudar o gerente a direcionar ações. A ação técnica dos supervisores pode mediar conflitos, pode apontar desvios de rotas,

pode contribuir na formação, articular ações. Agora dependendo do problema, é ... fica num nível, vai passando de instância, o técnico supervisor tem um nível de atuação e um limite de atuação.” (Grifo nosso - Entrevista 1)

“A capacidade resolutiva do técnico é bem limitada, eu acho que é bem limitada em alguns serviços, principalmente, os que tem mais poder politico na região.” (Grifo nosso - Entrevista 6)

Quanto à critica de Mestriner (2011) à ausência de parâmetros (metas, padrões), destacamos que há normatização quanto à instalação e ao acompanhamento dos serviços socioassistenciais pautadas em metas, indicadores e padrões de atendimento, congruentes com a Política de Assistência Social, tratados neste capítulo, no subtítulo: Instrumentos técnico-administrativos. O que pode haver hoje é o excesso de instrumentais aplicados aos serviços para suprir a lacuna da falta deles, bem como, carência de reavaliá- los.

O lugar da supervisão técnica, representado pelo técnico supervisor, na PMSP/SMADS, está definido desta forma:

O processo de execução dos convênios pressupõe uma relação entre suas partes: Poder Público, aqui representado pelo técnico supervisor, e Organização, na pessoa do Gerente de serviço. Cada uma das partes possui responsabilidades distintas. (PMSP. Norma Técnica, 2012, p. 20).

Abaixo, arrolamos as atribuições do supervisor técnico, segundo a Portaria 46/SMADS/2010, artigo 14:

I – Executar o processo de supervisão técnica dos serviços, com comparecimento in loco em diferentes horários do dia ou da noite, inclusive aos finais de semana e feriados, possibilitando a observância dos vários momentos da execução das atividades socioassistenciais pertinentes;

II – Ter pleno conhecimento: das normas técnicas do respectivo serviço; dos termos do convênio realizado; das características da mantenedora; das orientações do Sistema Único de Assistência Social – SUAS; do Plano Municipal de Assistência Social da cidade; das características do território onde funciona o serviço e do vínculo dos usuários aos setores de alta e altíssima privação; dos vínculos do serviço com a rede local, da utilização das vagas do serviço vinculadas às demandas do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS; dos indicadores de monitoramento e avaliação dos resultados do serviço; dos direitos dos usuários e dos espaços de

manifestação para defendê-los; do conhecimento do Sistema de Garantia de Direitos; dos procedimentos de vigilância socioassistencial; dos direitos de controle social do Conselho Municipal de Assistência Social – COMAS e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescentes – CMDCA; da concepção de proteção social básica e especial no campo da assistência social como política de seguridade social; dos procedimentos de conveniamento;

III – Verificar se o princípio da supremacia do interesse público e os direitos socioassistenciais dos usuários estão sendo respeitados na execução do serviço sob gestão conveniada;

IV – Verificar se o número de vagas e se as ofertas constantes do serviço conveniado são respeitadas;

V – Verificar o cumprimento das metas, da grade de atividades previstas e das correções de irregularidades ou impropriedades, em relação às normas técnicas por parte das organizações conveniadas; VI – Verificar quando da oferta de capacitação e/ou cursos aos usuários e/ou funcionários dos serviços conveniados, se a certificação de conclusão e/ou participação, assim como qualquer veiculação de material impresso sobre o serviço conveniado estão de acordo com o modelo e a normatização estabelecidas pelo setor de comunicação institucional da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – SMADS;

VII – Desenvolver com a equipe de trabalho e com os técnicos das organizações parceiras os meios para verificação do grau de satisfação do usuário e a progressão de suas aquisições em decorrência dos serviços oferecidos;

VIII – Propor à organização parceira a realização de processos de capacitação dos seus funcionários, avaliando continuamente sua qualificação para o desempenho do serviço;

IX – Verificar se ocorre a inclusão dos dados dos usuários dos serviços no Banco de Dados dos Cidadãos e no Cadastro Único e se essa inclusão está articulada com as demandas do Centro de Referência da Assistência Social;

X – Verificar a aplicação, pela organização conveniada, dos instrumentos de registro de resultados no(s) sistema(s) de monitoramento e avaliação, bem como sua remessa mensal;

XI – Acompanhar a articulação do serviço conveniado à rede socioassistencial local, regional e municipal de modo a assegurar a completude da atenção e a intersetorialidade das atenções ao usuário;

XII – Propor a aplicação de penalidades à organização parceira quando for o caso;

XIII – Propor à chefia imediata ações intersetoriais necessárias à completude da atenção ao usuário do serviço;

XIV – Disponibilizar-se para processos de capacitação e de intercâmbio desencadeados pela Coordenadoria de Assistência Social e pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.

O Assistente Social que realiza a supervisão técnica dos serviços socioassistenciais conveniados tem um complexo universo de atividades que se

justapõem ao mesmo tempo em que se complementam ao serem identificadas no decurso da supervisão técnica como ações a serem acompanhadas, fiscalizadas, recomendadas, avaliadas, assessoradas, participadas, requisitadas aos responsáveis pela gestão dos serviços, seja a diretoria e/ou a equipe funcional.

Da complexa realização da supervisão técnica, com base na experiência profissional da pesquisadora na condição de supervisora técnica de convênios, é possível arrolar as seguintes atribuições não especificadas no texto normativo:

O acompanhamento se dá também por meio de visita Institucional de caráter diversificado, podendo ser e/ou alternar em visita de Inspeção (do espaço físico, condições de higiene, verificação da alimentação servida, do material socioeducativo), visita de verificação de denúncias de irregularidades no atendimento, com enfoque em observar minuciosamente as atividades desenvolvidas no serviço e o tipo de atendimento prestado pela equipe aos usuários do serviço.

Na Visita Institucional deve ser observada toda a dinâmica da realização do trabalho socioassistencial, verificar as instalações físicas, participação dos usuários, a competência funcional dos profissionais contratados, conferir documentos, verificar estoque de compras efetuadas, se correspondem às despesas autorizadas pela portaria 448, alimentação servida, verificar como e se o serviço avalia o grau de satisfação dos usuários.

No ato da visita institucional deve-se fazer registro manual, em duas vias, do que foi observado e analisado em Livro Ata do serviço aberto para este fim.

Do registro deve constar:

as providências a serem tomadas, as possibilidades viáveis do que pode ser feito para dirimir possíveis falhas e a consonância – ou não – do trabalho desenvolvido com os objetivos que pretende alcançar. No caso específico de instituições que trabalham com crianças e adolescentes, esses objetivos precisam estar coadunados com o Estatuto da Criança e do Adolescente. (MAGALHÃES, 2011, p. 65).

A Fiscalização na supervisão técnica tem o árduo compromisso de verificar as notas fiscais de compra dos materiais adquiridos pelas organizações conveniadas com recurso público, organizados por elementos de despesas. A verificação dos

bens não duráveis, nas notas fiscais, está amparada pela Portaria 44848, que elenca os materiais que podem ser comprados com recurso público. Há críticas em torno desta portaria por não ser revisada e não acompanhar as alterações dos produtos (elementos de despesas que poderiam ser adquiridos), a exemplo tem-se o pen drive, que não é permitido à aquisição, mas a portaria autoriza a compra de disquete.

A recomendação ou orientação do supervisor contribui para a fluidez do trabalho executado, na relação entre os profissionais e deles com os usuários do serviço e seus familiares, na indicação de temática para oferta de trabalhos socioeducativos.

A avaliação permite verificar a aproximação da execução do serviço com as metas definidas de alcance de atendimento, de proteção social, e de prevenção de contingências sociais desveladas no atendimento.

O assessoramento consiste em auxílio à gestão do serviço na organização e elaboração de documentação, instrução de técnicas para realização do atendimento, dirimir dúvidas quanto à relação de parceria e sobre o convênio.

A requisição aplica exigências legais sendo de responsabilidade dos técnicos supervisores atentar os dirigentes dos serviços quanto aos prazos.

O supervisor técnico participa nas reuniões ofertadas pelo serviço, pela rede de serviços, ou pela SAS, bem como na seleção dos funcionários do serviço em parceria com a diretoria da Organização Social.

Outras atribuições do técnico supervisor que perpassam pelo acompanhamento referem-se aos Programas de Transferência de Renda – PTR, tais quais o Programa Ação Jovem, cuja competência de monitorar a inserção, recebimento do benefício e desligamento fica a cargo dos técnicos supervisores responsáveis pelos serviços socioassistenciais direcionados aos adolescentes e jovens com idade entre 15 a 24 anos.

No Programa Bolsa Família – PBF, os profissionais têm a atribuição de monitorar as famílias beneficiárias acompanhadas pelos serviços socioassistenciais SASF, com atenção àquelas em descumprimento das condicionalidades.

48 Ministério da Fazenda

– Secretaria do Tesouro Nacional autoriza a portaria n. 448/2002, que divulga o detalhamento das naturezas de despesa – Material de Consumo – Outros Serviços de Terceiros Pessoa Física – Outros Serviços de Terceiros Pessoa Jurídica – Equipamentos e Material Permanente para fins de utilização pela União, Estados, DF e Municípios, com o objetivo de auxiliar, em nível de execução, o processo de apropriação contábil da despesa que menciona.

No Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI, o técnico supervisor deve monitorar o acompanhamento das crianças e adolescentes que estavam em trabalho infantil e foram inseridos nos serviços socioassistenciais.

Das três modalidades de PTR tratadas acima, o cadastramento no Programa Ação Jovem de adolescentes e jovens inseridos em serviço socioassistencial pode ser realizado diretamente pela equipe do serviço conveniado; quanto ao PETI e ao PBF, o cadastramento é realizado nos CRAS por equipe terceirizada.

O acompanhamento das famílias e indivíduos beneficiários por estes PTR e participantes dos serviços socioassistenciais é realizado diretamente pela equipe do serviço, que sistematiza os dados mensais e preenchem Instrumentais específicos que são mensalmente repassados ao técnico supervisor, os quais quantificam dados do serviço no decurso de cada mês: número de atividades socioeducativas internas e externas desenvolvidas, levantamento da frequência dos participantes das atividades por segmento e faixa etária, número de refeições e/ou lanches servidos, número de novas matrículas e desligamento de usuários, motivo de desligamento com opções pré-definidas (ex.: mudança de endereço, óbito) para preenchimento, número de pessoas e famílias matriculadas no serviço beneficiárias dos programas de transferência de renda, número de encaminhamentos realizados com opções pré- definidas (ex.: CREAS, CRAS, saúde, educação, judiciário, conselho tutelar, outras políticas públicas), encaminhamentos recebidos dos CRAS e CREAS. Entre outras informações específicas de cada serviço que compõe as particularidades de cada instrumental construído pela SMADS para representar o atendimento ofertado aos usuários em cada tipo de serviço.

Atentamos que os idosos matriculados nos serviços NCI e as pessoas com deficiência matriculadas nos serviços SASF beneficiárias do BPC – Benefício de Prestação Continuada têm a oferta de acompanhamento sistematizado por estes serviços, contudo não se tem a interlocução Intersetorial deste acompanhamento, junto aos peritos Assistentes Sociais, que atendem estes usuários pelo INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social.

Cada serviço socioassistencial tem Instrumentais com dados quantificáveis que permitem a representatividade das particularidades específicas do público atendido, considerando: o tipo de proteção social ofertada, básica ou especial; o segmento atendido pelo serviço socioassistencial tipificado: idoso, criança, adolescente, jovem; situações de desproteção social e vínculos familiares

fragilizados: pessoas e população em situação de rua, atendimento instituição de acolhida, medidas socioeducativas em meio aberto em cumprimento por adolescentes.

A Supervisão Coletiva consiste em encontros realizados nos CRAS/CREAS ou nos serviços conveniados, cuja pauta abrange temas comuns a serem tratados sobre a execução, organização, informação, visita institucional de conhecimento/socialização e documentação dos serviços, podendo ser planejado por tipo de serviço (ex.: encontro com os profissionais dos serviços CCA ou com os serviços de proteção básica ou com representantes de todos os serviços da rede socioassistencial distrital). Os encontros podem ser organizados pelo Supervisor da SAS, pelo Coordenador dos CRAS e CREAS, e comumente pelo técnico supervisor. A elaboração de Relatórios consiste em elaborar a linguagem escrita, de reproduzir o que foi observado, identificado, comunicado, dialogado e analisado. Os profissionais transmitem nesta elaboração sua identidade e competência profissional.

“É de se esperar que sigam a norma culta da língua e não adentrem seus escritos para uma linguagem coloquial ou do senso comum.” (MAGALHÃES, 2011, p. 32). A linguagem, as palavras, são meios essenciais de efetivação do trabalho de supervisão técnica e de composição da elaboração de relatórios, “os cenários sociais em que as palavras que são empregadas vão dando o tom de suas significações, que jamais são neutras e diferenciam-se em razão de um contexto [...]” (MAGALHÃES, 2011, p. 30), que podem retratar, por escrito, aspectos da supervisão técnica “in loco” em um determinado momento, daí a capacidade técnica de elaborar o relatório, “com o uso de uma linguagem mais formal e técnica” (MAGALHÃES, 2011, p. 31).

A avaliação da supervisão técnica pode ir além do registro pontual do que foi observado em um momento singular, pode reunir todas as observações, diálogos, comunicados, identificações de vários momentos e situações para extrair o registro sintético da análise realizada sobre a execução do serviço socioassistencial mensal, trimestral e anual.

Cabe salientar que a observação técnica no ato da supervisão deve pautar-se nas normatizações, leis e estatutos específicos à tipologia do serviço socioassistencial, bem como de garantia de direitos ao público alvo, como é o caso dos Núcleos de Convivência do Idoso, que têm como documento de base o Estatuto

do Idoso, e as atividades observadas devem estar pautadas no interesse de participação deste público.

Recentes investigações do setor Observatório/SAS/SMADS consideraram ineficazes e desestimulantes aos idosos que frequentam os serviços Centros de Convivência para Idosos atividades socioeducativas historicamente femininas como: bordado e pintura, que além de não atingir o interesse do público masculino, deixaram de ser identificadas como de interesse dos idosos em geral, que preferem ampliação de atividades externas como passeios, e sugerem oficinas de dança, canto, informática, corporal e jogos.

A conferência de Instrumentais permite a verificação da execução do trabalho socioassistencial à luz dos indicadores de avaliação dos relatórios RESUP, RESUP Trimestral, sobre o cálculo de indicadores trimestrais das DEMES, bem como das metas para realização do trabalho com o padrão de qualidade exigido.

Na conferência de Prestação de Contas (Sistema de Prestação de Contas) o setor UPC – Unidade de Prestação de Contas conta com servidores que, por não ser exigida formação em contabilidade, são sem formação acadêmica e/ou com formação acadêmica diversa, com o encargo de verificar as notas fiscais e o total de despesas por elemento49, observando o valor do repasse mensal da municipalidade e a congruência dos itens adquiridos a partir da portaria 44850.

No entanto, aos técnicos supervisores fica o encargo de prévia verificação da prestação de contas de cada serviço supervisionado, devendo esta ser realizada antes do agendamento da prestação de contas no setor UPC, o que consiste em verificar as notas fiscais com a gestão e/ou diretoria do serviço; identificar irregularidade no ato da prestação de contas, caso haja o valor da compra efetuada deve ser glosado para custeio da organização. Situação esta na qual podem ocorrer pontos de tensão na relação do técnico supervisor com os responsáveis pelo serviço, e dos técnicos supervisores com a SAS e com os servidores responsáveis pela UPC.

Até o início de 2011 os técnicos supervisores assinavam as notas fiscais verificadas na prestação de contas, dos serviços socioassistenciais supervisionados.

De outros serviços designados ao técnico supervisor que consideramos

49 Ver QUADRO V

– Procedimentos para efetivação de parceria entre o Poder Público e organizações filantrópicas da área de Assistência Social.

relacionadas à supervisão técnica, tem-se:

A análise de Mérito Social51 consiste em analisar a documentação da organização e elaborar parecer manifestando posicionamento favorável ou não à concessão de certificado de Mérito Social à entidade. Os documentos analisados são: certificações, inscrição no COMAS, CNPJ, títulos, Balanço Patrimonial Anual, convênio com outras políticas públicas; histórico de fundação da entidade; currículo das experiências sociais desenvolvidas no âmbito da Assistência Social; existência de serviços socioassistenciais de Assistência Social em conformidade com a tipologia do serviço e parâmetros nacional e municipal; pendências junto à municipalidade, através da consulta ao CADIN; Plano de trabalho contendo: detalhamento da capacidade de atendimento, espaço físico utilizado, material socioeducativo, número de funcionários e voluntários, rede de parceiros, esclarecendo o tipo de parceria estabelecida, tipo de demanda atendida, atividades e serviços ofertados, abrangência territorial de atendimento; verificação de inscrição no COMAS, não havendo inscrição da Organização no Conselho Municipal de Assistência Social, o serviço está impedido de ter a documentação analisada. Após a análise rigorosa, o técnico supervisor tem de elaborar parecer técnico se posicionando se está favorável ou não à concessão de certificado de Mérito Social à entidade.

A análise para Inscrição no COMAS52 abrange a fundamentação da análise de Mérito Social, contudo a análise não tem parecer nem sugestão indicativa pelo técnico supervisor, o objetivo é subsidiar o Conselho com detalhamento das informações verificadas para a sua tomada de decisão, para a inscrição da entidade no Conselho Municipal de Assistência Social.

O cadastro das entidades no sistema SISORG detalha os dados sobre a entidade parceira da PMSP/SMADS, relação de membros que compõe a diretoria, certificados e inscrições, CNPJ, totalidade dos serviços socioassistenciais que desenvolvem atividades na área de Assistência Social, constando relação de funcionários, tipologia do serviço, capacidade de atendimento, valor mensal do financiamento recebido, endereço de localização. Além de publicizar a avaliação do

51 Resolução nº 109/2010 Tipificação Nacional; Portaria 46/SMADS/2010; Portaria

nº005/SMADS/2012, e, no que couber, pela legislação em vigor (SUAS, LOAS, ECA, Estatuto do Idoso, NOB-RH, NOB-SUAS). Ver também p. 40, distinção de certificado de Mérito Social