3. BANKACILIK SEKTÖRÜNDE HİZMET KALİTESİ VE MÜŞTERİ
3.2 Bankacılık Sektöründe Hizmet Kalitesi Ölçümüne İlişkin Geçmiş
As observações feitas até, aqui somente fazem sentido se forem uma contribuição que possibilite repensar as práxis pastorais desenvolvidas pela Igreja nos dias atuais.
O ponto referencial deste trabalho foi a análise do Credo Social da Igreja Metodista, a expressão da doutrina social da Igreja, frente às questões dos vícios, em especial o consumo de bebidas alcoólicas, bem como o estudo da conceituação da síndrome da dependência do álcool e o exemplo de pastoral vivenciado pelos Alcoólicos Anônimos. Também houve uma pesquisa significativa nas publicações da Igreja Metodista nos anos em que o Credo Social esteve em destaque, em especial os textos que trataram sobre a postura e as ações pastorais da Igreja Metodista no que diz respeito ao consumo excessivo do álcool como bebida.
Desta forma, com os resultados obtidos, e, objetivando apresentar algumas considerações relevantes para a práxis pastoral fundamentada no Credo Social voltada a prevenção e apoio a pessoa portadora da síndrome da dependência do álcool em nossos tempos, sem, contudo querer esgotar o assunto e nem ter a pretensão de fornecer receitas do fazer ideal. Antes, a intenção é levantar pistas que possam estimular a leitura, a reflexão, e, principalmente as práxis pastorais entre os grupos religiosos, mediante aos graves danos causados pelo álcool.
É possível inferir que nem sempre a práxis pastoral da Igreja se concretizou a partir de suas iniciativas doutrinárias ou teológicas. Os escritos apresentam a intenção da Igreja, seu sentimento e desejo, embora sejam necessários, registros claros da efetividade das ações, pois quando o serviço é prestado por amor, importa, sobretudo, o maior bem que se possa fazer a quem o recebe.
O homem, por natureza, é um ser que vive no grupo, sendo assim não se pode cuidar das suas necessidades pessoais subtraindo-o das circunstâncias em que ele vive. Todas as ações significativas para o indivíduo são de caráter social. A vida em comunidade é importante na determinação do comportamento do indivíduo.
Assim sendo, se pretende cumprir a doutrina social da Igreja Metodista a partir do Credo Social, prevenindo e atendendo aos portadores da síndrome da dependência do álcool, além de combater efetivamente os vícios como problema social, não se pode deixar de promover, concomitantemente, a dignificação da pessoa e das estruturas da sociedade.
Ao pensar uma práxis pastoral para a Igreja deve-se ter em mente que esta não se poderá restringir a ações pontuais, como ações assistenciais de alcance imediato, ineficazes como solução para os problemas causados pelo álcool na forma de bebida, mas deve-se ampliar as preocupações e esforços até incluírem o combate às causas de tais angústias.
Mas, quais seriam então as implicações práticas dessas considerações? Como dar vida ao texto? A resposta a essas indagações conduzem ao fim deste trabalho e ao início da significação do Credo Social neste tempo, principalmente numa proposta de releitura ou até mesmo revisão no seu conteúdo. A seguir alguns apontamentos pertinentes.
A Igreja Metodista sempre atuou diretamente no cuidado pleno do ser humano, tanto do indivíduo quanto do meio onde está inserido, pois, existe uma ocupação constante dos seus membros leigos e clérigos na busca de uma vida melhor para toda a humanidade. Essas iniciativas, além de prestarem relativo serviço ao povo, ilustram eloquentemente a sua mensagem de amor. Desta forma, cabe dizer que a Igreja deve, lendo o seu Credo Social, delimitar claramente:
a) A responsabilidade da Igreja local no que tange o consumo do álcool como bebida e da consequente síndrome da dependência do álcool é a de inculcar nos seus membros a postura escrita em seus documentos, uma vez que, ainda hoje, preza pela abstinência. É fazê-los entender que o ideal do amor os faz responsáveis pela condição de vida terrena à sua volta. Esta é uma tarefa para o púlpito, para a Escola Dominical, para os Institutos Teológicos e Seminário. Tanto o Credo Social, como o tema dos danos causados pelo álcool necessitam de maiores esclarecimentos, por isto devem ser alvo de estudos e pesquisas constantes, apresentando seus resultados através de mensagens, conferências, debates, retiros, etc.
b) Identificando a responsabilidade social da Igreja diante dos danos causados pelo álcool como bebida, a Igreja deveria estimular seus membros a relacionar a mensagem cristã com o problema na comunidade, o que pressupõe o
seu estudo carinhoso e objetivo. Além dos instrumentos e circunstâncias já mencionados, poder-se-ia promover visitas a bairros e regiões onde o consumo alcoólico seja exacerbado, para observação “in loco”. Outros locais a serem visitados seriam os ambulatórios, hospitais psiquiátricos, centros terapêuticos, os CAPS-ad – Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, e também as Salas de Alcoólicos Anônimos, instituições que se dedicam ao tratamento e acompanhamento das pessoas portadoras da síndrome da dependência do álcool. Especialistas, técnicos, observadores e estudiosos poderão comunicar os seus conhecimentos sobre o tema, capacitando melhor a comunidade de fé para o cuidado e a prevenção.
c) O consumo do álcool impõe a sociedade mundial uma carga de agravos indesejáveis e extremamente dispendiosos, que acometem os indivíduos em todas as áreas de sua vida. O papel nocivo que o álcool nos oferece deu origem a uma gama extensa de respostas políticas para o enfrentamento dos problemas decorrentes de seu consumo. Desta forma, a Igreja poderia envolver-se ativamente na produção de publicações explicativas e instrutivas sobre o tema; desenvolver palestras dentro e fora dos limites do Templo, como em Clubes de Serviços e Escolas; abrir clínicas pastorais de aconselhamento; apoio financeiro eventual; encaminhamento a hospitais e centros terapêuticos; assistência jurídica, etc.
d) Poderia a Igreja envolver-se em ações culturais promovidos pela comunidade ou mesmo promove-las para a comunidade, participando diretamente na conscientização dos danos causados pelo uso abusivo do álcool como bebida. Esta participação pode ser praticada através de apresentações musicais, teatro, biblioteca ambulante e outras formas de cultura conforme a realidade da Igreja local. e) A Igreja, representada pelos seus Oficiais deve manter um laço de amizade e companheirismo com as autoridades locais, levando não só o amor de Deus, mas a sua disposição de com elas cooperarem no serviço do povo. Essa atitude, além de sua extraordinária significação moral e espiritual, poderia tornar-se ponto de partida de uma cooperação profícua para a dignificação e melhoria da comunidade, principalmente no combate aos vícios.
Concluindo, o que foi apresentado não pode ser visto como um roteiro obrigatório, muito menos como um parâmetro final, é certo que pode ser ampliado e melhorado. São apenas pistas. Mas, “convém que eu faça as obras daquele que me
enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”. (João 9:1) A tarefa que se põe é imensa e de extrema urgência.
A Igreja não pode cruzar os braços, e muito menos agir como se desferindo socos ao vento, temos de ter sempre na memória a afirmação feita por Lacerda no ano de 1948, quando se referia as questões sociais de seu tempo, assim escreve:
Enquanto um desgraçado trouxer a marca do cativo no pulso, toda a raça estará no cativeiro; sempre que um indivíduo permanecer na podridão do vício, a humanidade se arrastará na lama; todo o tempo que uma criatura de Deus carecer de pão, o gênero humano se achará faminto; enquanto um homem for objeto de exploração econômica pelo homem, o mundo não terá um homem livre… Enquanto não levantarmos o último que estiver caído todos nós estaremos no chão (LACERDA. In: Lessa, s/d, p. 49).
Diante a esta, torna-se de extrema importância uma mudança de postura, uma vez que a práxis pastoral acontece no relacionamento entre pessoas, não apenas no texto escrito. Sendo assim, existe a necessidade de se fazer conhecido o Credo Social da Igreja Metodista, documento que deve ser estudado e interpretado pela comunidade, o mesmo deve ser interiorizado, e seu texto deve assumir vida através dos seus leitores.
A Igreja preparada deve agir preventivamente, realizar intervenções breves com vistas a obtenção de efeitos benéficos que ultrapassam as suas populações- alvo. Repensar a práxis pastoral voltada as pessoas portadoras da síndrome da dependência do álcool deve contemplar formas de intervenção precoce, dentro de uma perspectiva de redução de danos, o que impactaria positivamente o problema e sobre o custo direto e indireto associado ao consumo de álcool.
Embora tenha se utilizado do máximo de material disponível e confiável como fonte documental para análise, a pesquisa representa ainda um começo da caminhada, uma vez que estamos ainda no primeiro centenário do Credo Social e cada vez mais sujeito aos impactos causados pelo álcool na forma de bebida.