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2.2 GÜRCÜ ABHAZ ÇATIŞMASINDA ETKİLİ OLABİLECEK ETNİK ÇATIŞMA

2.2.2 Ayrımcılık

Estão agrupados os discursos relevantes, colhidos das duas turmas participantes, anotados por categorias, temas e subtemas.

Para Bardin (2003, p.105), a noção de tema, largamente utilizada em análise temática, é característica da análise de conteúdo e citando Berelson esclarece que é: Uma afirmação acerca de um assunto. Quer dizer, uma frase, ou uma frase composta, habitualmente um resumo ou uma frase condensada, por influência da qual pode ser afectado um vasto conjunto de formulações singulares.

Os agrupamentos são demonstrados nos quadros a seguir e referem-se aos dados coletados nas duas turmas participantes.

As manifestações dos participantes foram registradas por escrito e complementadas pelo registro verbal, ou seja, de seus pronunciamentos, observando-se, nas duas formas, o roteiro apresentado no Apendice – E.

Quadro 3: Dados coletados na aplicação do Check-list (Apêndice E) referente à formação acadêmica DISCURSO 1 - CATEGORIAS, TEMAS E EXPRESSÕES-CHAVE

CATEGORIA TEMAS E SUB-

TEMAS EXPRESSÕES-CHAVE Formação acadêmica disponibilizada na graduação Conteúdos específicos de farmacologia, toxicologia e psicofarmacologia

...não tivemos esta matéria; a disciplina farmacologia é oferecida como opcional e pelo que sei faz uns quatro anos que não é oferecida; não tenho nenhum conhecimento sobre essa matéria; há uma cultura na Biologia de procurar disciplinas voltadas para a Ecologia, Genética e coisas assim, farmacologia e drogas nem ouvimos falar; nunca me preocupei com isso, nem sabia que teria que lidar com esse assunto; não sei nada de farmacologia, nem consigo entender as bulas de remédios; nem sabia que farmacologia tinha a ver com Biologia.... sabia que tinha alguma coisa a ver com drogas, efeitos colaterais, essas coisas... se um aluno me perguntar nem sei

34 Constantes nas notas tomadas no primeiro procedimento de coleta de dados pelo pesquisador, conforme

responder... agora, discutindo esse assunto percebo que essa matéria deveria ser obrigatória e não opcional... qual o campo de trabalho nessa área? Existe especialização para o biólogo em farmacologia? ... nossa!!! Estou surpresa!!! Isso é importante e não nos ofereceram no curso!...já li sobre farmacodinâmica e farmacocinética em bulas mas não sei a diferença, nem sei do que se trata... meia vida de eliminação?? Nossa... nunca ouvi falar... barreira hemato-encefálica?? Nunca ouvi dizer... se ouvi não me lembro... nosso curso tem mais botânica, ecologia, essas coisas... tivemos bioquímica mas não chegou nem perto desses assuntos...

Comentários:

A apresentação do tema e do projeto, com todos os seus propósitos, provocou inusitada surpresa nos sujeitos participantes, com destaque no que concerne à matéria, que para alguns se afigurou de todo desconhecida, tanto quanto foi surpreendente a possibilidade, ou mesmo a realidade, futura de se depararem com a problemática das drogas no exercício do magistério. A importância do assunto apresentado desvelou-se desde logo e aflorou nos discursos coletados, suscitando na reflexão dos participantes, além da relevância propriamente dita, a indispensabilidade da disciplina de farmacologia, atualmente opcional, passar a incluir o rol como obrigatória. O que não foi dito mas retirado do contexto é que não é a disciplina farmacologia em si e como se apresenta programaticamente na grade curricular, mas a sua vertente de especialização na toxicologia e sub-especialização no campo das drogas psicoativas e drogadicção que se firmou como necessária para a composição dos saberes disponibilizados aos licenciandos em Ciências Biológicas. Parece que os participantes experimentaram, guardadas as devidas proporções, o seu primeiro “choque com a realidade”, antecipada para a oportunidade, ao tempo que descobriram certa incompletude formativa na graduação, que restou clara nos discursos.

Quadro 4: Dados coletados na aplicação do Check-list (Apêndice E), referentes aos conceitos sobre drogas e drogas psicoativas

DISCURSO 2 - CATEGORIAS, TEMAS E EXPRESSÕES-CHAVE

CATEGORIA TEMAS E SUB-TEMAS EXPRESSÕES-CHAVE

Discursos relacionados com o conceito de drogas e drogas psicoativas Conteúdos específicos de farmacologia, toxicologia e psicofarmacologia

... pelo que sei droga é tudo aquilo que faz mal ao organismo como um todo, bem, não precisa ser como um todo... drogas são aquelas substâncias que alteram o funcionamento cerebral tipo crack, maconha, cocaína, heroína, cigarro, pinga.... tem drogas proibidas e permitidas, mas todas são drogas... drogas são aquelas substâncias que intoxicam o organismo... algumas podem até causar overdose e matar... drogas são substâncias que alteram o comportamento, o modo de ser das pessoas... drogas são produtos que ingeridos provocam danos ao organismo dos seres vivos, especialmente das pessoas...” drogas são substâncias que causam malefícios ao organismo e alteram o comportamento e interferem na capacidade de pensar e raciocinar das pessoas...

Comentários:

Os participantes revelaram ter um conhecimento mais próximo do senso comum e não muito distante do conceito literal e básico de drogas e drogas psicoativas. Entretanto, a conotação que externaram é derivada da “pedagogia do terror” e possivelmente tem raízes na formação escolar anterior ao curso universitário tal qual se observa nos conteúdos da maior parte dos livros didáticos. Seriam estes conceitos, provavelmente, aqueles que seriam retransmitidos aos alunos destes participantes licenciandos. Um dos respondentes forneceu o conceito muito próximo do que se espera de um professor de Ciências e Biologia (drogas são substâncias que causam malefícios ao organismo e alteram o comportamento e interferem na capacidade de pensar e raciocinar das pessoas), porém ainda incompleto.

À guisa de esclarecimento sobre o conceito de droga oportuniza mencionar a posição de Escohotado (2004, p.9):

Por droga — psicoativa ou não — continuamos a entender o que há milênios pensavam Hipócrates e Galeno, pais da medicina científica: uma substância que, em vez de “ser vencida” pelo corpo (e assimilada como simples nutriente), é capaz de “vencê-lo”, provocando — em doses insignificantemente pequenas quando comparadas com as de outros alimentos — grandes alterações orgânicas, anímicas ou de ambos os tipos.

Quadro 5: Dados coletados na aplicação do Check-list (Apêndice E) referentes ao abuso de substâncias psicoativas e drogadicção

DISCURSO 3 - CATEGORIAS, TEMAS E EXPRESSÕES-CHAVE

CATEGORIA TEMAS E SUB-TEMAS EXPRESSÕES-CHAVE Discursos relacionados com o uso abusivo de drogas Drogadicção

...o álcool é a substância mais utilizada atualmente, é um grave problema social, assim como o cigarro; as drogas mais utilizadas são a maconha e o crack... aqui na UNESP mesmo ... ali no forte apache é uma zona... a quantidade de alunos que se reúne para fumar drogas, maconha... pior que muitos são da biologia... as drogas estão afetando muito os jovens, principalmente o álcool e o cigarro... parece que nem as campanhas estão resolvendo.... precisa muita conscientização... veja: o nosso colega aqui da classe o (fulano) é fumante.... faz biologia, sabe dos malefícios e fuma e não adianta chamar a atenção dele.... o uso abusivo começa cedo né? Tem criança de oito anos já fumando crack nas ruas... nas baladas o que mais rola é álcool e energéticos... os caras misturam com álcool... é verdade que essa mistura pode matar? Se alguém ou um aluno me perguntasse eu não saberia responder... a maconha é droga leve, né? Eu conheço uma aluna, que foi nossa colega, se envolveu com drogas, começou com álcool, chegava a vir alcoolizada pra faculdade, não tinha controle sobre ela mesma...desistiu... nunca mais ouvi falar... tem a dependência... a tolerância... a pessoa precisa cada vez de maior quantidade para fazer efeito... a genética também interfere...o que devemos fazer quando estivermos dando aulas e aparecer um aluno drogado? Se isso acontecer o melhor é fazer de conta que nem viu... não mexer com ele... tem a questão do poder do traficante dentro da escola... pensando bem a gente não é preparado para lidar com estas situações...

Comentários:

As respostas foram interessantes sob o ponto de vista localizado e no quadrante da realidade universitária compartilhada pelos participantes. Todavia, as drogas apontadas como as mais utilizadas não correspondem, na ordem, àquelas verificadas nas pesquisas anotadas no capítulo das justificativas e revelam mais o que o senso comum “pensa” sobre a incidência no meio social e escolar. De uma maneira natural, houve o apontamento para o consumo de drogas na própria universidade, no recanto de lazer denominado “Forte Apache”, quanto a ser freqüentado por alunos da graduação em Ciências Biológicas (pior que muitos são da biologia..) e como pano de fundo encerrando certa crítica à liberalidade do consumo que deve ocorrer no local. A estupefação emana mais pela participação de universitários, também do curso de Ciências Biológicas, os quais, por esta especial condição “deveriam ser providos de saberes sobre os malefícios” e exemplificar o não uso. Esta versão é reforçada pelo apontamento também do colega – presente na classe – que é fumante (precisa muita conscientização... veja: o nosso colega aqui da classe o (fulano) é fumante.... faz biologia, sabe dos malefícios e fuma e não adianta chamar a atenção dele....). A censura e a cobrança para os biólogos-educadores parece começar, neste campo, como noutros, precocemente, já durante a graduação.

Quadro 6: Dados coletados na aplicação do Check-list (Apêndice E) referentes aos conceitos factuais DISCURSO 4 - CATEGORIAS, TEMAS E EXPRESSÕES-CHAVE

CATEGORIA TEMAS E SUB-

TEMAS EXPRESSÕES-CHAVE Discursos relacionados com a postura dos professores quanto ao abuso de substâncias psicoativas (inclusive

por parte deles)

Conteúdos factuais

... no ensino médio eu tive um professor que aparecia alcoolizado na sala... na minha escola tinha funcionário que chegava embriagado a ponto de cair ... é... mas tem muito mais aluno nessas condições... eles eram ameaçados de demissão, mas não adiantava... tive um professor que era alcoólatra, era um coitado mas também era muito agressivo com a classe... o professor deve dar o exemplo, ele é o modelo para os seus alunos... inconcebível um professor nessas condições... mesmo que o professor seja adepto do uso ele não

deve estimular isso em sala de aula... o professor não pode fumar em sala de aula... o professor não pode fumar nem nas dependências da escola... não pode mesmo porque é proibido... tem legislação a respeito... tive professores que fumavam na sala de aula e outros que não agüentavam e saiam para fumar no corredor... na minha opinião isso é mau exemplo... envolve a questão do modelo para os alunos... na minha escola tinha um “fumódromo”... de que adianta ensinar o assunto se tem fumódromo, se o professor fuma, se sai no corredor? Isso é negativo... é, mas tem os banheiros também... já vi professores fumarem nos banheiros... nunca ouvi professores falarem sobre drogas, nem sei qual o posicionamento que eles tinham...

Comentários:

A questão da postura do professor em relação ao consumo de tabaco em sala de aula, considerada como um dos fatores que está associado ao tabagismo entre os alunos aparece com o tratamento adequado. No mesmo sentido a questão do tabagismo entre alunos e a questão do fumar nas dependências das escolas. De um modo geral essa postura pode ser transferida para o aspecto das demais drogas de abuso.

Quadro 7: Dados coletados na aplicação do Check-list (Apêndice E) referentes às relações familiares no contexto do uso abusivo de drogas

DISCURSO 5 - CATEGORIAS, TEMAS E EXPRESSÕES-CHAVE

CATEGORIA TEMAS E SUB-

TEMAS EXPRESSÕES-CHAVE Discursos relacionados com as relações familiares e repercussões na escola, pertinentes ao uso abusivo de substâncias psicoativas Interação família- escola

“... a família é muito importante nesse contexto... algumas interferem no processo de educação contra as escolas e contra os professores, principalmente se tiverem traficantes no seu meio... muitos alunos, crianças ainda, chegam na escola após apanharem dos pais e encontram nas drogas uma muleta... acho que se chamar a família e contar

Discursos relacionados com as relações familiares e repercussões na escola, pertinentes ao uso abusivo de substâncias psicoativas Interação família- escola

sobre o envolvimento pode ser pior, a família pode enfiar a cabeça na terra ou se voltar contra a escola e o professor... a familia deve ser conscientizada?... muitos alunos já vêm de casa com baixa auto-estima e vão de encontro às drogas nas escolas, aí o papel do professor é muito importante... mas nesse caso como proceder, abordar, essas coisas? Muitas vezes a dificuldade em aprender decorre não só do uso de drogas mas também do meio familiar... tem aluno que é muito agressivo, revoltado, usa drogas por conta do ambiente familiar e isso reverte na escola....”

Comentários:

A importância do contexto familiar na problemática das drogas apareceu bem compreendido entre os participantes. Alguns mencionaram as intercorrências mais usuais consistentes nas interferências dos familiares no processo educacional e em especial da prevenção (... a família é muito importante nesse contexto... algumas interferem no processo de educação contra as escolas e contra os professores, principalmente se tiverem traficantes no seu meio... muitos alunos, crianças ainda, chegam na escola após apanharem dos pais e encontram nas drogas uma muleta... acho que se chamar a família e contar sobre o envolvimento pode ser pior, a família pode enfiar a cabeça na terra ou se voltar contra a escola e o professor...); a postura do avestruz foi mencionada conforme se vê no texto. Esperava-se que algum aspecto do Estatuto da Criança e do Adolescente fosse mencionado e isso era objeto da medida, o que não ocorreu.

Quadro 8: Dados coletados na aplicação do Check-list (Apêndice E) referentes aos conhecimentos legais pertinentes ao tema “drogas” e prevenção educacional

DISCURSO 6 - CATEGORIAS, TEMAS E EXPRESSÕES-CHAVE

CATEGORIA TEMAS E SUB-TEMAS EXPRESSÕES-CHAVE

Discursos relacionados com normatividade legal e jurídica a respeito do abuso de drogas psicoativas35 Conteúdos específicos

“... afinal, o que diferencia o tráfico do uso é a grande quantidade e o tráfico formiguinha fica mais difícil de caracterizar...; eu não sei quais os parâmetros utilizados para diferenciar o uso próprio do tráfico...” o usuário é preso em flagrante e vai para a cadeia e fica mofando lá...; tem usuário que está preso há mais de 15 anos; o menor pode traficar a vontade, usar a vontade que não acontece nada; o que eu respondo se um aluno me perguntar isso (quando um usuário é pego portando drogas)? Eu não conhecia a lei antidrogas, nem sabia que ela tratava do aspecto da formação de professores; eu acho que a lei anterior era melhor, o professor já deve sair da faculdade conhecendo esses assuntos e não deixar para depois...; fica mais difícil completar a formação depois que sai da faculdade por isso a educação continuada dificulta, nós tivemos sorte de podermos ter contato com essa matéria aqui...; também acho... uma oportunidade e tanto...; a universidade deveria manter isso constante e oferecer para quem já se formou também...; ... é, mas tem os alunos dos outros cursos.... e aqueles do forte apache (risos) ....ora, tem que aproveitar essa lei...;

35

Observação: estão transcritas as manifestações dos participantes diante e após a apresentação do conteúdo programático e da cientificação a eles sobre a existência de normas legais, desconhecidas até o momento, bem como dos objetivos do empreendimento. Este esclarecimento é necessário porque á primeira vista o leitor poderá depreender que em se tratando de investigação preliminar há aparente descompasso temporal (os participantes se referiram como se o curso já tivesse acontecido). O descompasso é apenas aparente.

Comentários:

A assim chamada lei antidrogas, que no seu texto traz disposições importantes no aspecto sócio-educacional, inclusive dispondo sobre a formação continuada de professores revelou-se totalmente desconhecida pelos participantes. Um dos discursos exemplifica bem esse fato (Eu não conhecia a lei antidrogas, nem sabia que ela tratava do aspecto da formação de professores). A comparação estabelecida entre os dispositivos contidos na lei anterior que determinava a inserção de conhecimentos relativos à matéria na formação inicial com as novas normas que transferiu essa providência para a formação continuada foi bem debatida (eu acho que a lei anterior era melhor, o professor já deve sair da faculdade conhecendo esses assuntos e não deixar para depois...; fica mais difícil completar a formação depois que sai da faculdade por isso a educação continuada dificulta, nós tivemos sorte de podermos ter contato com essa matéria aqui...; também acho... uma oportunidade e tanto...; a universidade deveria manter isso constante e oferecer para quem já se formou também...) a reflexão sobre a formação de professores nessa área, que havia emergido na primeira dimensão (quadro 1) retornou a lume neste quadro. Alguns alunos apresentaram questões de ordem prática, daquelas costumeiras em sala de aula, como a diferenciação da posse para tráfico e uso próprio.

Quadro 9: Dados coletados na aplicação do Check-list (Apêndice E) referentes às ações prevencionais no âmbito escolar

DISCURSO 7 - CATEGORIAS, TEMAS E EXPRESSÕES-CHAVE

CATEGORIA TEMAS E SUB-

TEMAS EXPRESSÕES-CHAVE Discursos relacionados com as medidas adotadas pelas escolas voltadas para a prevenção escolar ao abuso Conteúdos factuais

“...elas promovem palestras, teatros, geralmente vêm profissionais que trabalham com o assunto, médicos, policiais, advogados...; alguns professores montam atividades durante uma semana por ano, parece, tem uma semana no ano em que ocorre a campanha... aí vêm os colaboradores....; tem também os ex- drogados que relatam suas experiências, são bastante convincentes...; professores diretamente palestrando sobre drogas? Não... acho que não... não me lembro... da própria escola tenho certeza que não, não tinham conhecimento acho, não eram

especialistas...; tem o PROERD é um programa muito bom, anima muito os alunos...; modelos de prevenção? Não havia ouvido falar, tem vários então? Como funcionam?... não, aqui acho que ninguém ouviu falar nos modelos educacionais de prevenção... não era para ser tratado nas disciplinas pedagógicas, psicologia da educação?...;bom, agora, analisando bem, mais profundamente, se o professor é o profissional ligado no processo da educação passo a concordar que seja ele a pessoa indicada para esse trabalho, mas não havia pensado nessa parte, nem havia pensado nesse assunto como um todo e ele faz parte da educação, né?...”

Comentários:

Os entrevistados desconhecem quaisquer modelos de prevenção educacional e as noções se limitam àquelas atividades escolares que conduzem a poucos resultados. A função da abordagem como do tema como responsabilidade dos professores ainda é desassentada e começa a ser despertada (bom, agora, analisando bem, mais profundamente, se o professor é o profissional ligado no processo da educação passo a concordar que seja ele a pessoa indicada para esse trabalho, mas não havia pensado nessa parte, nem havia pensado nesse assunto como um todo e ele faz parte da educação, né?...).

4.2 – Dos dados obtidos de questionários respondidos pelos participantes

No caso específico do questionário aplicado para as duas turmas participantes, logo após o curso ministrado, contendo as questões escritas abertas, o objetivo de cada uma delas será individualizado na própria análise e a elaboração e situação topológica das perguntas procurou observar os requisitos de validade das informações obtidas, fidedignidade e operatividade.

Muito embora o instrumento tenha sido distribuído para todos os licenciandos, das duas turmas consideradas, apenas 26 alunos restituíram, sendo 12 da primeira turma e 14 da

segunda.

Os resultados são discutidos a seguir, considerando-se a seqüência das questões formuladas.

Importante frisar que para cada uma das questões colocadas, de caráter aberto para as respostas, os licenciandos podiam – e assim fizeram - elencar mais de um aspecto nelas abordado. Nesse caso, não se pode referir a eventos mutuamente excludentes (porque a ocorrência de um tópico, elementar ou composto, não impede a ocorrência de outro). Cuida- se, portanto de eventos independentes tendo em vista que a ocorrência de um deles não influi na ocorrência de outro. Por esta particularidade reitera-se que os percentuais mostrados podem, somados, ultrapassar o escore de 100%, porque, quando considerados conjuntamente, não são por si, exaustivos.

Com estes esclarecimentos explica-se que os cuidados recomendados anteriormente quanto à categorização mutuamente exclusiva Selltiz (1965:468 apud LAKATOS & MARCONI, 1999, p.142), não foram violados.

A abordagem descritiva está delineada nos quadros oferecidos, seguida de uma abordagem interpretativa que antecede, como finalização, apertada síntese da discussão.

As porcentagens36 são expressas em relação a n = 26 (número de participantes que devolveram os questionários respondidos) quanto ao instrumento investigado acostado no Apêndice - A, aproximadas, quando necessário, para o número inteiro superior (fração igual ou superior a 0,5) ou número inteiro imediatamente inferior (fração inferior a 0,5), relembrando-se, sem tratamento estatístico complexo.

As respostas foram agrupadas na conformidade com o que foi explicitado para a técnica da Análise de Conteúdo levando-se em consideração a freqüência em que ocorreram e a semelhança dos temas abordados.

A seguir, a análise das respostas com ilustração dos indicadores destacados.

36 A rigor, trabalhando-se com n<100 não é acurado apontar os escores em porcentagens. Mais correto seria