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Ayette Yer Alan Bazı Kavramlar 1 “Nefs” (سْفَن)

1 “HAKKA’L-KAVL” (لوقلا قح) İFADESİNİN VE MÜTERÂDİFLERİNİN GEÇTİĞİ AYETLERİN TEFSİRİ

1.3. SECDE SURESİ, 32/13 AYETİN TEFSİRİ 1 Secde Suresinin Genel Özellikler

1.3.4. Ayette Yer Alan Bazı Kavramlar 1 “Nefs” (سْفَن)

A Lógica é uma disciplina da Filosofia que investiga “os métodos e princípios usados para distinguir o raciocínio correto do incorreto” (COPI, 1981, p.19), abrangendo distinções sobre os modos pelos quais uma proposição pode ser verdadeira ou falsa. Há, na Lógica, um conjunto de sistemas chamados de lógicas intensionais (com s), que desenvolvem estudos semânticos que fazem uso da noção de mundos possíveis, onde o mundo real é um mundo possível e as variações do repertório presente na realidade também são mundos possíveis.

Segundo Gomes (2008), dentre os sistemas intensionais, o mais importante é a Lógica Modal, que se interessa pelo estudo dos argumentos em frases determinadas por expressões como “é necessário que” e “é possível que”. A Lógica Deôntica é um tipo de lógica modal, que recebe o nome da palavra grega deón, que significa necessidade. Tem um interesse filosófico que tem motivado aqueles que buscam esclarecer conceitos e elaborar sistemas normativos úteis ao filósofo e ao jurista. Seria uma especialização da Lógica, dedicada ao estudo de frases regidas por expressões como “é obrigatório que” e “é permitido que”.

Para Gomes (2008), as primeiras reflexões sobre Lógica Deôntica remontam ao século XIV, sendo que, na primeira metade do século XX, recebeu diversas contribuições de autores, como Ernst Mally, Jørgen Jørgensen, Karl Menger, Albert Hofstadter e J. C. C. McKinsey. Mas um marco para a Lógica Deôntica foi a publicação, em 1951, do artigo "Deontic Logic, finlandês Georg Henrik von Wright. Este foi, também, o ano da morte de seu mestre e antecessor na cátedra da Universidade de Cambridge, Ludwig Wittgenstein. O artigo foi o primeiro a apresentar o termo Lógica Deôntica para designar este sistema lógico e, embora ainda insatisfatório do ponto de vista teórico, desempenhou um papel seminal, em função do avanço que representou para a Lógica Deôntica (MAZZARESE, 1989). Tendo o artigo sido debatido e aperfeiçoado por outros lógicos, resultou no sistema-padrão conhecido como semântica dos mundos deonticamente perfeitos, que pode ser considerado maduro e logicamente plausível.

Para von Wright (1951), a Lógica Deôntica é concebida como a lógica do que é deôntico, do que é normativo. Considera que as normas formam um sistema que deve ser regido por princípios racionais e logicamente possíveis. Para o autor,

com o nome de "lógica deôntica" se pode entender um cálculo lógico axiomatizado cujos teoremas são todas as tautologias normativas. No entanto, o que se conta como tautologia normativa dependerá de como se define a noção de satisfatibilidade das normas, e este por sua vez, depende de nossa seleção de critérios para a produção normativa

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racional e / ou racionalidade nas normas. (VON WRIGHT, 1997, p. 49, tradução nossa).5

Von Wright parte da ideia de que há na Lógica Deôntica, modos ou modalidades de obrigação, como o conceito do que é obrigatório (o que devemos fazer), do que é permitido (o que estamos autorizados a fazer) e do que é proibido (o que não se deve fazer). Ronnedal (2010) corrobora ao afirmar que a Lógica Deôntica opera com três grandes grupos de conceitos: as prescrições, as permissões e as proibições. As prescrições incluem noções de dever, obrigação e necessidade; as permissões incluem noções de direitos e aceitação; e as proibições, incluem noções de atos errados e inaceitáveis.

Para Kalinowski (1972), as proposições com o valor lógico de verdade, falsidade ou probabilidade podem ser, em termos da sua significação, divididas em proposições teóricas e proposições práticas. As proposições teóricas são proposições afirmando julgamentos do real baseados na contemplação. Já as proposições práticas, como o próprio nome diz, são concretas. As proposições normativas são espécies de proposições práticas, que se configuram como normas de ação e, portanto, devem definir a forma como o homem pode ou não agir. A Lógica Deôntica deseja criar fundamentos lógicos do conhecimento normativo, ou seja, estabelecer regras de raciocínio, através da proposição de teoremas lógicos, para caracterizar esse conhecimento.

A semântica dos mundos deonticamente perfeitos tem a função de estabelecer as condições de verdade em que frases que contém os conceitos normativos de obrigação e permissão, bem como definir as noções de consistência e de consequência, no contexto de uma linguagem deôntica. Para exemplificar os mundos deonticamente perfeitos, podemos citar a situação da apresentação de um projeto de lei por parte de um legislador. Caso ele proponha obrigações, deve provar que haveria progresso caso fossem cumpridas. Da mesma forma, se ele propõe uma permissão, deve comprovar sua legalidade (GOMES, 2008).

Dentre os mundos possíveis, não existe apenas um mundo deonticamente perfeito e, em virtude de nem todas as normas serem cumpridas, temos, também, os mundos imperfeitos. Assim, os mundos possíveis estariam condicionados às ações humanas. Aqueles que abrigarem apenas ações aceitáveis em relação às normas

5Com el nombre “lógica deóntica” se puede entender un cálculo lógico aciomatizado cuyos teoremas son

todas las tautologias normativas. Sin embargo, lo que cuente como tautologia normativa dependerá de cómo se defina la coción de satisfactibilidad de las normas, y ello deprende a su vez de nuestra elección de criterios de producción normativa racional y/o racionalidad en las normas.

35 vigentes seriam os mundos perfeitos, já aqueles que abrigarem ações imperfeitas em relação às normas seriam os mundos imperfeitos.

Gomes (2008, p.30) destaca que, a partir da década de 80, vem sendo desenvolvida a Lógica Deôntica Corrigível (defeasible deontic logic), cujas aplicações ao raciocínio normativo são bastante relevantes para o trabalho filosófico e jurídico, pelo fato de prever exceções. O autor exemplifica a Lógica Deôntica Corrigível na declaração “matar é proibido, mas matar em legítima defesa é permitido e matar na guerra é obrigatório”. Existem vários tipos de Sistemas Deônticos Corrigíveis, mas em todos eles há a necessidade de se hierarquizar normas e estabelecer regras para a sua aplicação. É o caso dos sistemas legais, nos quais a lei federal tem precedência sobre a lei estadual e municipal, de modo que uma bloqueia a aplicação da outra.

Como destaca von Wright (1997), sistemas de lógica deôntica são modelos ideais que não representam adequadamente estrututuras normativas existentes. Considerando o critério da racionalidade do legislador, podemos dotar de significado lógico a contradição normativa e a implicação normativa. Mas, no caso de existir regras conflitantes, o legislador deve alterar a legislação, pois a lógica não poderá ajudá-lo. Há uma fonte política que tem o dever de zelar pela coerência do conteúdo das normas, não sendo este o papel da Lógica Deôntica.

2.2.1 Considerações sobre a Lógica Deôntica

Buscou-se apresentar uma breve introdução à Lógica Deôntica em virtude de seu objeto de estudo ser a norma jurídica, entretanto, foge aos objetivos deste trabalho, o aprofundamento no tema. Ressalta-se que a Lógica Deôntica não tem como objeto de estudo todos os documentos jurídicos, mas principalmente aqueles que contêm normas jurídicas. Sua principal contribuição para o presente trabalho está no sentido de se dedicar a identificar o que é essencial em sentenças que compõem o documento jurídico, ou seja, as prescrições, permissões e proibições.

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