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yola gidilmiştir Polonya’da Aydınlanma, anayasanın haricinde ilk Milli Eğitim Bakanlığı’nın kurulması,

ÜÇÜNCÜ DOGMA

A. 7 Dilsel Alan

4. EVRENSELLİK ÖLÇÜTÜ PERSPEKTİFİNDEN TÜRK DEVRİMİ

4.2 Mimari Ürün Alanında Türk Devrimi Analiz

4.2.2 Aydınlanma ve Türk Devrim Mimarlığı

A análise será feita sobre o primeiro filme da série, pois neste encontra-se o tema do arrebatamento. O filme foi baseado na série de romances que levam o mesmo nome:

Left Behind, traduzido para o português como Deixados para trás.

O romance da série em que o filme se baseia se apresenta como “uma ficção dos últimos dias”. Já a resenha na contra-capa do filme esboça a proposta de levar o espectador a “uma viagem através de um dos mais misteriosos livros da Bíblia, o livro do Apocalipse”. A narrativa fílmica construiu seu enredo totalmente firmado sobre a crença no arrebatamento. Esta, uma doutrina escatológica extraída por sua vez da Bíblia e de seus vários textos proféticos, dá sustentação ao enredo. Alguns textos são chaves para a sustentação da doutrina, inclusive na vida real, e por isso são citados explicitamente no filme; outros textos são apenas evocados no decorrer da narrativa, e somente quem tem um maior conhecimento bíblico é capaz de perceber. De qualquer forma, por trabalhar com imagens e necessitar de uma condensação maior, a narrativa fílmica, em comparação com o livro, torna bastante interessante a exposição do que se espera acontecer num futuro próximo. Também é interessante a maneira como as imagens e as falas das personagens são ajustadas no todo da obra para dar sentido à crença. De um modo geral, mudanças e adaptações são feitas na construção fictícia para que a narrativa tenha um sentido lógico, envolvente e factível, sempre buscando verossimilhança e coerência com a expectativa existente na doutrina escatológica do arrebatamento.

3.3.1. O filme: ficção com status de verdade

O filme tem início com uma fala, antes que qualquer imagem apareça.

Naturalmente um filme é constituído de uma série de imagens, as quais podem produzir variados significados, por isso, é a junção de fala e imagem que conduz ao significado da mensagem pretendida pelos autores.

No filme, a realidade objetiva fictícia corresponde à realidade histórica atual, e se constitui num código que só é possível decifrar tendo em mãos (ou conhecendo) a Bíblia, pois ela é apresentada como uma verdade única e universal, exposta muitas vezes em forma profética, através da qual é possível se situar no tempo e no espaço. Já mencionamos em capítulos anteriores que os adeptos da crença no arrebatamento são em sua maioria fundamentalistas, pré-milenistas e dispensacionalistas. Tal corrente vê nas profecias bíblicas a história escrita antecipadamente. Não sem motivo, esta primeira fala do filme funciona como uma anchorage4 8, um forma de conduzir o tipo de leitura

que deve ser feita pelo espectador. Eis a fala:

How do you describe both a beginning and an end? We should’ve know better but we didn’t.

What does it matter what we think we know? In the end, there’s no denying the truth. (Como você descreve o início e o fim?

Devíamos ter sabido melhor, mas não soubemos. O que importa o que pensamos que sabemos? No fim, não há como negar a verdade.)

A fala dirige-se diretamente ao espectador; a pergunta retórica é uma primeira forma de envolver o espectador na história a seguir. De uma forma simples e direta, procura evocar o tema do início e do fim de todas as coisas, talvez certa alusão à conhecida dúvida filosófica: de onde viemos, para onde vamos? Uma antiga dúvida humana a respeito da origem e do fim, tanto do mundo como de si mesmo. Com relação à interpretação fundamentalista bíblica, o início e o fim de tudo, representados nos livros bíblicos do Gênesis e do Apocalipse, são extremamente importantes. Afinal, o começo dá as bases e diretrizes, e o fim a consumação de tudo. Por isso, nessa leitura é imperativo ao homem conhecer o início e o fim, conforme a frase: “Devíamos ter sabido melhor”. Entretanto, conhecer tal verdade não modifica sua realização, mesmo porque tal verdade sobre o futuro já está prevista nos planos divinos, sendo, portanto, irrevogável e indestrutível. O que resta então fazer? Apenas constatá-la e aceitá-la. Dessa maneira, a ficção procura se impor como uma antecipação dessa verdade

48 Anchorage é um termo usado por Roland Barthes para designar o texto usado como legenda, geralmente

na propaganda, e que prevê a ligação entre a imagem e o seu contexto; ou seja, o texto direciona a forma como as imagens devem ser lidas. No caso, tal fala direciona como a ficção deve ser interpretada.Ver em Barthes, R. Image Music Text. London: Fontana, 1997, apud ROSE, Gillian. Visual Methodologies, A Introduction to the Interpretation of Visual Materials. California: Sage Publications, 2007.

indestrutível, inegável e inalterável, que vai sendo descoberta e constatada ao longo da narrativa por aqueles que antes a ignoravam ou a rejeitavam.

Ao longo da trama é possível perceber como a ficção procura sutilmente “evangelizar” o espectador, só que não afirmativamente; antes, sublinha o discurso não- cristão com refutações coerentes e comuns dos que não cultivam a mesma fé. A personagem Chloe, filha do piloto, é um exemplo do uso desse mecanismo. Sua recusa em aceitar a fé cristã se dá por argumentos bastante lógicos e taxativos contra o que parece ser uma fé ultrapassada e dissonante com a realidade da vida. O jornalista Buck Williams é outro personagem que representa a sensatez científica que não “crê” sem antes constatar os fatos. A seguir, um trecho do diálogo entre Chloe e seu pai, e uma fala do jornalista.

Ray descobre que sua esposa e filho foram arrebatados, se converte e comunica a descoberta (sobre sua esposa e seu filho) a sua filha, que lhe responde:

Chloe: Aren’t you using God as a crutch? (1:00:17) (Você não está usando Deus como muleta?)

Depois de descobrir que seu pai tinha um caso com uma colega de trabalho, Chloe sugere que sua aproximação a Deus é por causa da culpa.

Chloe: Are you sure this isn’t just you feeling guilty because of you friend? (1:05:47)

(Tem certeza que não é apenas por você se sentir culpado por causa da sua amiga?)

Ray: It’s not about guilt. I can’t… I won’t live without faith anymore, I won’t.

(Não é sobre culpa. Eu não posso... não quero mais viver sem fé.)

Chloe: Why? Because God will send you to hell? It’s a nice God, he get hell on earth, and he get hell after.

(Por quê? Porque Deus mandará você para o inferno? É um bom Deus, ele dá o inferno sobre a terra e depois também.)

O jornalista Buck, antes de receber a explicação do pastor sobre o que a Bíblia diz sobre as últimas coisas:

Buck: The Scripture are so vague, it can mean anything.(1:13:08) ( As Escrituras são tão vagas, podem significar qualquer coisa.)

Com estes exemplos é possível constatar que a verdade bíblica proposta pelo filme é em princípio taxativamente refutada com argumentos comuns, inclusive da vida real. Entretanto, a seguir estes caem por terra, diante das constatações inegáveis dos fatos históricos que vão se ajustando perfeitamente às profecias. No filme, portanto, não há o apelo a uma fé que espera por um futuro melhor, mas sim à que aponta para a dura realidade que vai se cumprindo. Diante disso, o que se pensa saber já não faz nenhuma diferença. Por isso, ao fim da trama, Chloe com seu ríspido ceticismo, Buck com seu racionalismo fatual, e mesm o o piloto Ray, antes tão indiferente à fé, se tornam cristãos, ao constatarem a verdade bíblica cumprindo-se cabalmente.