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Avrupa Bütünleşmesi (Derinleşme ve Genişleme)

1.5. Aşırı Sağ Partilerin Ülkelere Göre Ayrılan Özellikleri

2.1.3. Avrupa Bütünleşmesi (Derinleşme ve Genişleme)

de forma escalonada, sendo as equipes, os diversos braços realizadores das metas e objetivos traçados.

O líder sempre estará no meio de dois estamentos da organização. Abaixo, os liderados e acima seus superiores. Tal condição exige um exercício permanente de alocação pessoal. Se, de certo modo, ele faz parte de uma equipe na condição de líder e em vista disso deve demonstrar a estes que os defende em seus interesses, de outro, não pode esquecer que deve subordinação a alguém, ou seja, faz parte como liderado, de outra equipe. Para minha surpresa, embora todos os líderes entrevistados tivessem uma visão clara destes estamentos, poucos possuíam o mesmo discernimento sobre “pertencer à equipe de alguém” como liderados. Quando evidenciei tal fato muitos mostraram-se surpresos como que pensando em tal assunto pela primeira vez.

Um deles disse que tinha tido esta noção há pouco tempo, como no relato:

É. A gente é mesmo. Vi isto na reunião de líderes para a parada e ai percebi que todos nós éramos responsabilidade de um mesmo chefe. A gente, como só

nós é que somos a equipe dele. Se nós não fizermos certo ele é que vai ser cobrado… ( Líder SSMA)

Desta forma, cabe ao líder mediar as relações e possíveis atritos entre a organização e seus liderados. Quando há, de forma vertical, a ordem de alterar certo procedimento, método, sistema burocrático, há em regra, a resistência por parte dos liderados.

Também, quando certo benefício como adicionais, planos de aposentadorias e outros são sumariamente cortados pela organização, de pronto, um mal estar se coloca como empecilho as relações diretas com o líder uma vez que este parece representar, por ser, em regra, o porta voz das mudanças, o próprio prejuízo sofrido.

Habilidades em mediação de conflitos interpessoais e intergrupais são necessárias e indispensáveis. O problema: não há formação para estas lideranças quanto a esta habilidade. Deste modo, cada um deve resolver com as competências e habilidades que possui. Uns se saem melhores, outros nem tanto, o que gera uma outra série de conflitos que se materializa na forma de mágoas e resistências múltiplas diversas.

Uma particularidade destas lideranças é o fato de que grande parte eram oriundos de uma empresa que fora adquirida por outra, ou seja, eram Copesul e agora passaram a ser Braskem. Devido a esta situação uma aura de insegurança se instalou em todas as instâncias da organização cabendo muito às lideranças o papel de “mediar” os conflitos gerados pela ansiedade geral.

liderados para superar as fases que se seguem em qualquer transição. Segundo o autor, três são as fases que atravessam as pessoas submetidas a uma transição, a saber:

1. Elas deixam ir o velho modo de fazer as coisas e as velhas identidades e pressupostos ligados àquele método.

2. Em seguida, as pessoas passam pela zona neutra, um estado intermediário onde tudo está no ar e as pessoas se sentem perdidas. 3. Finalmente, as pessoas devem recomeçar.

Como fica claro, as pessoas somente podem iniciar a terceira fase após passadas as fases 1 e 2, no entanto, os liderados não adotarão de pronto as novas fórmulas e nem se sentirão à vontade durante meses. No seu dizer:

Conseguir que as pessoas passem pela etapa de transição pode mostrar-se a parte mais difícil de qualquer mudança para o trabalho distribuído e a parceria – a transição é normalmente mais difícil que a mudança -, e não acontecerá de fato a menos que sejam bem administradas as mudanças organizacionais que descrevi primeiramente. (BRIDGES, 2000, pag. 57)

Tal real solicitação fez com que a lideranças entrevistadas entendessem mais que nunca seu papel. Deviam lideram suas equipes em época de transição e todos ainda se encontravam, na melhor das hipóteses, na segunda fase descrita acima. Vencer a vontade caótica de entregar-se junto aos liderados a um sentimento de apego e saudosismo foi para todos um enorme desafio e um grande aprendizado.

As lideranças não possuíam informações de como ficariam as coisas. Quem estaria e quem sairia da empresa nos próximos momentos. Uma

ordem vinha “demita 20% de sua equipe” e os cortes tinham de ser realizados, em grupos, às vezes em grande volume de pessoas. A sombria sensação de alguém ser chamado pela sua liderança e ser aquele seu último momento na empresa tornou-se, por um período indesejável, uma rotina. Alguns, ao contrário, saiam da breve reunião com um ar estupefato e olhos arregalados, pois para sua surpresa tinham sido promovidos. Alguns dos entrevistados recém tinham passado por tal momento, ou seja, ainda nem possuíam a real dimensão do que fariam ou como fariam.

Outro aspecto a ser mediado, devido à peculiar característica do fazer petroquímico é a existência de uma enorme diversidade cultural. Em certos momentos, como os de Parada Geral de Manutenção, a empresa que realiza o evento, que em regra possui em torno de 600 funcionários, chega a ter em suas instalações mais de 4.000 trabalhadores. Como no dizer de sua santidade Dalai-Lama em seu livro - Liderança para um mundo melhor – sobre a força da diversidade:

Vejo com um dos mais importante desafios do mundo atual o estabelecimento de relações harmoniosas entre pessoas de culturas diferente-raças, religiões, identificações tribais e gêneros (DALAi-LAMA, 2009, p.141)

Ou seja, pessoas de todas as partes da nação e do mundo ali se fazem presente e a diversidade de leitura e posicionamentos sobre qualquer ação devem ser mediados sob pena de incalculável transtorno:

Em certo momento um liderado daqui se desentendeu com o líder de uma empresa parceira vinda da Bahia e os ânimos se exaltaram. O nosso técnico tirou o cinto e chamou o homem para sair da área e o outro entendeu que ele estava chamando para brigar. Fechou o tempo e tiveram que chamar a segurança

que conversar com um e com outro para resolver tudo pois eles ainda tinham uma parada inteira pela frente…

( Líder Oficina)