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2.2 Avrupa'da Aşırı Sağın Gelişimi ve Ülkelerden Örnekler

2.2.1. Almanya

não tem filhos. Está há dez anos na empresa e seu esposo é colega de trabalho na mesma empresa e é também técnico em operações.

Ana é originária de Sapucaia do Sul, sua mãe era costureira e seu pai, que era mecânico, deixou a família (ela, sua mãe e um irmão) quando Ana tinha 9 anos de idade.

química, em Porto Alegre e, no final deste curso, conseguiu um estágio na Copesul e foi admitida no final deste estágio.

Como sempre gostou da área de produção começou a se preparar para uma seleção de operadores. Participou da seleção e na primeira vez não conseguiu. Quando saiu a segunda seleção se candidatou novamente e desta vez, embora não tivesse tanta esperança, foi selecionada. Isto foi um marco na empresa e em sua vida, pois foi a “primeira” mulher selecionada para trabalhar na área junto aos homens.

Ficou muito feliz, porém logo percebeu a resistência masculina seja não lhe passando serviços seja por brincadeiras como “-deixa que eu faço

isto, isto não é coisa de mulher!” Percebeu, também, que tinha uma grande

responsabilidade para com as próximas mulheres, pois se sua experiência não desse certo certamente não selecionariam outras, depois. Hoje, entende que se há outras mulheres trabalhando na área é por que ela conseguiu conquistar espaço e respeito entre os homens.

Entende, por outro lado, que as outras mulheres não sentem este peso, esta responsabilidade como ela sente. Que, ainda, os homens testam primeiro e se ela conseguir entendem que as outras, então, vão conseguir também. É como se fosse um termômetro para a realização de tarefas por parte das mulheres.

Está na mesma função há dez anos e está cursando engenharia ambiental. Este ano teve a proposta de liderança, está sendo difícil, mas como sua equipe já lhe conhecia e com eles já tinha conquistado credibilidade e confiança está conseguindo.

Quanto à concepção apresentada, concorda e diz que quanto ao empreendedorismo não tem problema pois se tivesse não teria sido a primeira mulher na área. Que resolve ou media bem as situações em sua equipe, que talvez por ser mulher, eles respeitem mais. No entanto, seu maior desafio é quanto à parte de ser um capacitador ou professor. Que nunca falou muito em público e agora está exercitando esta habilidade, e que por isso, refere que sua maior preocupação são os DDS(s). Pensa que os momentos de Diálogos de Segurança acabam virando monólogos e uma forma de mais cobrança e pressão. Então, agora cada vez que assiste alguma coisa que pode usar com os seus liderados traz para o grupo. Que tem lido livros de pedagogia, de dinâmicas. Outro dia, achou interessante fazer uma dinâmica de grupo que vivenciou em uma palestra. Cada um tinha que em um parágrafo dizer qual o seu desafio no momento, ou seja, o que tinham que aprender para superar os obstáculos que estão vivenciando. Foi ótimo, todo mundo falou e sugeriu, sem contar que surgiram coisas que ninguém podia imaginar do trabalho e também sobre situações familiares.

Refere que agora está “com as antenas ligadas” para tudo que pode facilitar a compreensão de seus liderados, “vejo um filme, recebo

mensagens por e-mail, assisto uma propaganda, tudo é material que eu posso transformar para trabalhar em um DDS, isso é bom, estou vendo tudo de outra forma”. Refere não saber se isto é ser líder, mas sente que esta sua atitude

tem um impacto positivo nos liderados, tanto que eles próprios trazem sugestões para os diálogos.

Desde sua juventude, talvez até por seu histórico (abandono do pai), sempre foi muito fechada se relacionando quase que exclusivamente com a mãe o irmão e suas duas tias. Teve apenas dois namorados antes de seu marido. Não queria compromissos maiores até uns quatro anos atrás, pois se dedicou até então exclusivamente a seu trabalho e o que chama de “sua missão” em relação ao espaço das mulheres.

Durante este período comprou o seu apartamento em Porto Alegre, automóvel, continuou a auxiliar a sua mãe como também faz seu irmão e quatro anos atrás começou a se relacionar com um colega de trabalho com quem casou há dois anos.

Atualmente tem pensado em ter filhos, porém, ainda não vislumbra a forma, pois ficando grávida terá de sair da área e agora com esta transição toda mudança parece ser muito arriscada. Tem medo de perder, após a licença maternidade, seu tão batalhado lugar na produção e ter que ficar na esfera administrativa.

Seu marido reclama que por não fazerem parte do mesmo grupo as folgas e folgões são em dias diferentes não coincidindo, fazendo com que praticamente não se vejam. Esta situação a tem deixado muito triste. Ambos já solicitaram a seus superiores a possibilidade de integrarem o mesmo grupo de horários, porém, ainda nada conseguiram. Sente que a empresa não dá a importância devida a sua história e parece querer que ela ou seu marido desistam do trabalho e peçam demissão. O ponto é, que tal situação já está afetando muito o relacionamento entre ela e seu marido, o que a faz pensar

que tal profissão realmente não foi feita para ser executada por mulheres, pois dificulta a possibilidade de cuidar de uma família, relacionamento, etc.

Ana transmite muito envolvimento com o seu trabalho, não consegue se imaginar fazendo outra coisa e diz: “já me testaram em várias

áreas, agora é o meu teste final, além de ser líder parece que vou ter que decidir ser esposa, mãe e mulher, ou ser trabalhadora, líder, independente e solitária”.