5. AVŞA ADASI’NDA KIYI KULLANIMI VE PLANLAMASI
5.1. Mevcut Kıyı Kullanımı ve Planlaması
5.1.1. Avşa Yerleşmesinde Kıyı Kullanımı
escolha de algumas destas para fazer valer o projeto modernizador, como foi o caso de São Paulo (capital) e Santos.
1.2.2. Evolução da organização administrativa da Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas.
A Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas, durante o seu tempo de existência, entre os anos de 1892 e 1927, sofreu diversas reformulações, explicadas, por um lado, pela modernização de sua estrutura administrativa e, por outro, pelo conjunto de novas atribuições que foi adquirindo. Algumas reformas como as de 1907, 1911, 1914 e 1926 a foram consolidando como um importante órgão do governo no planejamento territorial e urbano do estado. Se no Império não era possível observar uma separação clara de funções e uma hierarquia no funcionamento das repartições, com a República, esta característica foi se tornando cada vez mais visível ao longo dos anos.
O Decreto 28 de 01 de março de 1892 organizou a Secretaria de Agricultura, inicialmente contendo as funções ligadas à agricultura, ao comércio, à indústria e às obras públicas de responsabilidade do estado, como as estradas de rodagem e pontes, transportes e comunicação pelas estradas de ferro, telégrafo e navegação, assim como aquelas de interesse municipal como a iluminação pública, os bondes, o saneamento (água, esgoto e drenagem). Agregaria ainda o serviço de imigração e o serviço de discriminação das terras públicas e particulares. A maioria destas funções já havia sido agregada na Superintendência de Obras Públicas em 1889, na reforma do então diretor, Antônio Francisco de Paula Souza. Mantendo as atividades
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antes exercidas pela Superintendência, antes subordinada à Secretaria de Governo, agregou as funções relativas à agricultura e pecuária e passou a conter uma estrutura administrativa e orçamento próprios. O Decreto 28 definiu a estrutura da Secretaria, modificando as 5 seções organizadas pela antiga Superintendência de Obras Públicas e estabelecendo duas seções. À primeira, cabia tratar de assuntos relacionados à agricultura; terras públicas, particulares e serviço cadastral; serviço de colonização; núcleos coloniais; serviços de imigração; aldeamento e adaptação de índios; jardins e passeios públicos; engenhos centrais; navegação fluvial e marítima; canais; trabalhos hidráulicos; correios; telégrafos e Comissão Geográfica e Geológica. A segunda, respondia pelas obras públicas; estradas de ferro; estradas e caminhos comuns e de rodagem; mineração; negócios do comércio, com exceção dos já subordinados a outras Secretarias estaduais; negócios da indústria; sistema de pesos e medidas; serviço astronômico e meteorológico; iluminação pública; abastecimento de água e serviços de esgotos; orçamento das despesas dos diversos serviços; abertura de créditos extraordinários e suplementares; escrituração e classificação das despesas; expedição das ordens de pagamento de qualquer quantia a cargo do Secretário (CINTRA, 1985: 22).
O ano de 1892 foi pontuado por reformulações significativas: o serviço de bondes e a administração dos jardins públicos foram transferidos à municipalidade e a Superintendência de Obras Públicas, agora subordinada à Secretaria, deixou, pelo Decreto 115 de 10 de outubro de 189238, de responder
diretamente por todos aqueles assuntos que haviam sido a ela subordinados em 1889. Pelo Decreto ainda, o serviço de imigração, desanexado da Superintendência e diretamente ligado ao Secretário, passou a fazer parte da Inspetoria de Terras, Colonização e Imigração (incluindo as colônias do estado, a Hospedaria de Imigrantes e a Agência Oficial de Imigração de Santos, além da Comissão Geográfica e Geológica). Com tal reforma, a Superintendência começava a ganhar contornos mais precisos na sua competência, estruturando- se em duas seções: a primeira, que cuidava da execução das obras, estradas, aterros e atalhos, pontes, edifícios municipais, cadeias, postos policiais e escolas e obras na capital, e a segunda, que concentrava os serviços de fiscalização das estradas de ferro e de iluminação da capital, além do controle dos contratos da Companhia Campineira de Águas e Esgotos e da Companhia Cantareira e Esgotos, que teria seu contrato rescindido neste ano. Ainda em 1892, o Decreto 56-A de 30 de abril de 1892, criou a Comissão de Saneamento do Estado, composta por três seções, duas na capital: a Seção do Tamanduatehy e a Seção do Tietê e uma Seção de Santos. A criação da Comissão de Saneamento foi a grande novidade trazida pelas reformulações da Secretaria de Agricultura, comprometida a partir daquele ano, em realizar obras de saneamento para melhorar o estado sanitário do estado.
Tamanha seria a demanda da Comissão de Saneamento em relação às obras vultosas que teria que executar já em 1892, que uma nova reformulação foi realizada em 1893, levando à criação de uma estrutura administrativa quase independente da Secretaria, com um departamento administrativo próprio. Além das seções do Tamanduatehy, Tietê e Santos, que já haviam sido criadas no ano anterior, passou a responder também pela Seção de Campinas e a contar com um Escritório Central e uma Seção Central, este responsável pela realização de todos os projetos das pontes sobre os canais projetados.39 Em 1894, a
38 O Decreto 115, além de reorganizar a Superintendência de Obras Públicas, criou a Inspetoria de Terras, Colonização e Imigração. 39 O Escritório Central era responsável pelo expediente geral, lançamento de contratos, ajustes, etc, assentamento de empregados,
registro de correspondência, processo completo de todas as folhas e contas de despesas, pagamento aos operários e ao pessoal técnico, escrituração em dia de todas as despesas autorizadas de forma a se poder facilmente fazer a competente discriminação,
Secretaria passaria por mais uma reformulação com a criação de um departamento administrativo, encarregado do expediente, à tramitação de documentos, ao pessoal empregado e ao orçamento. A 2ª Seção havia sido sobrecarregada ao concentrar, durante dois anos, todos os serviços administrativos, o que levou à divisão destes encargos entre duas seções e à retirada das funções técnicas. As duas seções deixaram, portanto, de tratar das atividades fins, para cuidar das atividades meio (administrativas).40 Essa reformulação
aponta para uma importante questão: a consolidação de uma estrutura burocrática entre gestão administrativa e financeira na condução técnica das obras e serviços que a Secretaria realizava. Junto ao Secretário, ficaram as repartições de gestão, realizada por um diretor geral, cargo que foi ocupado por Eugenio Lefevre durante 40 anos. A separação dos órgãos técnicos em setores independentes, como a Superintendência de Obras Públicas, a Comissão de Saneamento, a Inspetoria Geral de Terras e Colonização, dava-lhes certa autonomia para realizar os trabalhos de forma coordenada pelas funções centralizadas exercidas pelas duas seções administrativas. Em 1894, a Comissão de Saneamento ganhou uma nova Seção para o saneamento das localidades do interior.
O desenvolvimento que a Secretaria teve em 1894, com a separação entre funções administrativas e técnicas manteve-se em 1896, quando a reformulação atingiu o quadro funcional. A reforma de Campo Sales, que assumiu a pasta em maio de 1895, foi na direção de promover um reordenamento financeiro da Secretaria, implicando na demissão significativa dos seus quadros técnicos. O Decreto 346, de 25/03/1896 criava uma Diretoria Geral, e mais três seções, voltadas aos serviços técnicos41. Ao Diretor Geral, cabia dirigir
e inspecionar todos os trabalhos da Secretaria, bem como fiscalizar diversos procedimentos administrativos e de pessoal (CINTRA, 1985: 23). Na verdade, ela ficaria responsável pela coordenação das duas seções criadas na reforma de 1894, consolidando o braço administrativo que permaneceria até o final da Primeira República.42
Com a entrada de Campos Sales no governo em 1896, houve não só uma rearticulação política, mas um redirecionamento dos investimentos. Ao estabelecer as três seções, Campos Sales separou funções importantes, como a fiscalização das estradas de ferro e o serviço de demarcação de terras. Em setembro de 1896, quatro decretos reorganizaram a Secretaria (os decretos 384, 386, 388 e 389). O primeiro (Decreto 384) criou as obras do saneamento do estado, passando para a responsabilidade da Superintendência de Obras