Durante a realização deste trabalho, foi verificada a ausência de diretrizes que guiem o desenvolvedor na construção de softwares mobile para o público com TEA, portanto, como trabalho futuro, deve ser realizado um estudo para elaboração de diretrizes de desenvolvimento e avaliação da acessibilidade em aplicativos mobile.
REFERÊNCIAS
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APÊNDICE A – ENTREVISTA COM OS CUIDADORES
Objetivando-se obter dados para o desenvolvimento de aplicativos destinado a in- divíduos com transtorno do espetro autista da comunidade Russana, foi realizado no dia 29 de setembro de 2017, aproximadamente às 10 horas, uma entrevista com 3 cuidadores de pessoas com autismo da escola municipal Ana Xavier Lopes. Ao chegar na referida escola, contatamos a diretora com um termo de permissão para que, assim, pudesse ser realizada a entrevista com os cuidadores. Com a autorização deles, estas entrevistas foram gravadas a fim de levantar requisitos e coletar informações detalhadas. A entrevista foi realizada pela autora deste trabalho.
Cuidador 1: 1. Qual a sua idade?
23 anos
2. Qual o seu sexo? Feminino
3. Qual o seu nível de escolaridade? Ensino médio
4. Você possui curso e/ou treinamentos de cuidador?
Não, a prefeitura oferta uma formação 1 dia no mês SENIA 5. O que você entende sobre inclusão?
A criança em sala, está brincando, está no meio das crianças como qualquer outra 6. O que você entende sobre autismo?
Nossa formação explica sobre o autismo, mas na formação também são abordadas outras deficiências, acabando esquecendo. Não sei.
7. Qual o seu papel frente à inclusão dos autistas no meio educacional?
Ajudar no que precisa, no caso a criança que eu cuido é ótima, ela vai no banheiro só, ela pede, fala algumas coisas, brinca, faz tudo, fico só olhando para ela não cair.
8. Qual sua maior dificuldade quanto à inclusão do autista no meio escolar? Não tem, só a falta de formação sobre o autismo.
9. O que te levou a assumir essa função de cuidador(a)?
Eu comecei no ano passado, porque me perguntaram, resolvi então testar. No começo foi meio difícil, porque a primeira criança que fiquei era mais complicado, meio difícil. A outra criança não queria ficar em sala, chorava muito, não queria ficar na escola, a mãe não ajudava com a limpeza.
10. Quanto tem de experiência como cuidador de autistas? 1 ano e meio
11. Você tem contato com o autista fora da escola? Não
12. Você tem contato direto com os pais do autista? Sim, com a mãe
13. Qual a suas principais atividades?
Ela praticamente faz tudo o que os outros fazem, só ajudo mais na parte das atividades de sala.
14. Você já passou por momentos onde não sabia qual atitude tomar frente ao autista? Você recorreu a alguém ou a algo? O que, por exemplo?
Já, na parte de ensinar de como começar a ensinar o nome por exemplo. 15. O que você faz para fomentar os atos comunicativos do autista?
Por meio de brincadeiras, não falar auto.
16. Você sente necessidade de alguma ferramenta que lhe auxilie? De que modo? De como começar a ensinar em atividades de pintura, de escrita de nome.
Cuidador 2: 1. Qual a sua idade?
27 anos
2. Qual o seu sexo? Feminino
3. Qual o seu nível de escolaridade? Ensino médio completo
4. Você possui curso e/ou treinamentos de cuidador? Não, só uma vez por mês pela SENIA
5. O que você entende sobre inclusão?
Tenta passar que mesmo sendo especial, ele tem direito a tudo o que os outros tem, fazendo com que as crianças ao redor também tratem ele igualmente, não tratar com indiferença. 6. O que você entende sobre autismo?
O meu é agitado, quer bater, quando ele fica muito agitado, com o barulho tenho que tirar ele de sala, e tudo quer colocar na boca.
Tentar passar de todas as formas que mesmo ele sendo especial ele tem direito a tudo como os outros, a fazer tudo o que os outros fazem, e passar também para os outros alunos. 8. Qual sua maior dificuldade quanto à inclusão do autista no meio escolar?
9. O que te levou a assumir essa função de cuidador(a)?
A primeira vez que eu fui chamada, não perdi a oportunidade, mas no começo foi muito difícil, que tem que estar sempre atento, com muita paciência, e faço isso com muito amor e carinho.
10. Quanto tem de experiência como cuidador de autistas? 11. Você tem contato com o autista fora da escola?
Não
12. Você tem contato direto com os pais do autista? Sim, com a mãe dele
13. Qual a suas principais atividades?
Tento fazer as atividades diárias que os outros fazem.
14. Você já passou por momentos onde não sabia qual atitude tomar frente ao autista? Você recorreu a alguém ou a algo? O que, por exemplo?
Sim, geralmente recorro a professora, mas devido a formação, lembro o que tenho que fazer e já faço
15. O que você faz para fomentar os atos comunicativos do autista?
Esse meu não fala. Quando eu vou da o lanche dele, ele direciona minha mão para o lanche. As vezes já sei o que devo fazer, porém deixo ele veio para pedir e direcionar a minha mão para o que ele quer.
16. Você sente necessidade de alguma ferramenta que lhe auxilie? De que modo?
Como ele gosta muito de morder, sempre peço a mãe que traga um brinquedo, porém eles enjoam muito fácil e acaba ficando complicado. Tendo que sempre procurar outra coisa nova para fazer.
Cuidador 3: 1. Qual a sua idade?
23 anos
2. Qual o seu sexo? Feminino
Ensino médio completo
4. Você possui curso e/ou treinamentos de cuidador?
Sim, todo mês a prefeitura faz a formação com a gente com a psicóloga 5. O que você entende sobre inclusão?
Deixar o normal possível com os alunos, incluir ele com a sala de aula e com os alunos. 6. O que você entende sobre autismo?
É uma criança que nasceu com dificuldade de se relacionar com as pessoas, dificuldades em aprendizagem.
7. Qual o seu papel frente à inclusão dos autistas no meio educacional?
Cuidar deles, incluir eles na sala de aula, cuidar da higiene e da alimentação 8. Qual sua maior dificuldade quanto à inclusão do autista no meio escolar?
Quando ele está em crise. Preciso chamar a mãe as vezes. 9. O que te levou a assumir essa função de cuidador(a)?
Gosto, gosto de novidades e aprender com eles. 10. Quanto tem de experiência como cuidador de autistas?
5 meses
11. Você tem contato com o autista fora da escola?
Sim, uma criança que mora perto da casa da minha mãe. 12. Você tem contato direto com os pais do autista?
Sim
13. Qual a suas principais atividades?
Levo brinquedos educativos, pinturas, peças de encaixe.
14. Você já passou por momentos onde não sabia qual atitude tomar frente ao autista? Você recorreu a alguém ou a algo? O que, por exemplo?
No começo já, no estágio de crise e recorri a direção.
15. O que você faz para fomentar os atos comunicativos do autista?
Ele não fala, é por gestos, quando ele quer algo, ele me direciona. Faz sons na boca quando acha algo ruim
16. Você sente necessidade de alguma ferramenta que lhe auxilie? De que modo?
No momento não, só apoio da família. No começo ele não queria ficar na sala fechado, mas depois conseguia entreter ele com um celular ou tablete e ele acaba ficando mais tempo.
APÊNDICE B – CONVERSA COM A GERENTE DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
Visita a Secretaria Municipal de Educação de Russas Data da Visita: 22/03/2018
Objetivo da visita: coletar informações a respeito dos colégios e perfis dos alunos com TEA da comunidade Russana.
Gerente do Núcleo Especial: Sâmia Gonçalves
Para iniciar a conversa foi perguntado à Sâmia quantos alunos autistas haviam na comunidade Russana. Ela respondeu que há 50 alunos, de acordo com senso de 2017, sendo o maior número, principalmente composto de crianças do infantil a séries iniciais. Ela relatou que como a maioria dos alunos são crianças, há necessidade de apoio na base, ou seja, nas séries iniciais para que o desenvolvimento do aluno seja mais eficaz durante a aprendizagem, ajudando, por exemplo, a desenvolver os sentidos, para que no futuro ele venha se desenvolver da melhor forma possível. Foi perguntado qual metodologia eles utilizam para alfabetizar essas crianças. Ela respondeu que atualmente não há pessoas especializadas em autismo dentro das escolas, o que há é apenas um curso com os cuidadores e salas AEE (Atendimento Educacional Especializado) que até então não há em todas as escolas. Ela explicou que os atendimentos das AEE são para alunos com deficiência sendo em contraturno, tanto individual quanto em grupo, trabalhando as habilidades dos alunos. Ela relatou que nessas salas os alunos possuem acesso a informática e o governo disponibiliza um software especialmente para este público, onde eles podem realizar atividades que contribuem para o desenvolvimento e aprendizado. Foi perguntado a Sâmia o número total de alunos com deficiência no município no qual ela contabilizou e como resultado seria 283. Foi perguntado se nas escolas eles utilizavam algum equipamento tecnológico, e ela respondeu que só se tivesse AEE e que em algumas escolas foram comprados materiais para aprendizado na sala regular. Foi questionado se cada aluno com autismo possui um cuidador e ela mencionou que sim e que quando há dificuldades por parte de algum cuidador eles, as vezes, procuram o núcleo especial para auxilia-los. Sâmia elaborou uma agenda de rotina para dá suporte a adaptação do autista na escola e afirmou que um dos cuidadores já lhe procurou por estar passando por muitas dificuldades com o aluno e ela repassou essa agenda que por relatos do cuidador ajudou a melhorar o aluno em sua fase de adaptação. Foi perguntado à Sâmia qual nível do autismo era mais presente na comunidade Russana, ela disse que acredita em que seria melhor não categorizar o autismo, para evitar isolamento daqueles
com graus mais complicado, e que seria melhor tratar todos os níveis como TEA (Transtorno do Espectro Autista). Sâmia disse que maior dificuldade do município com essas crianças era a barreira atitudinal de convencer as pessoas que é possível melhorar os sintomas do autismo, e que possuem também dificuldades na fase de adaptação. Outra dificuldade mencionada por ela é a barreira de inclusão nas escolas, do fato de as escolas não saber lhe dar direito e a aceitação.
APÊNDICE C – ENTREVISTA COM A GERENTE DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL - SEGUNDA VISITA
Estas perguntas foram encaminhadas por meio de ofício à gerente do núcleo de educação especial, abaixo seguem as respostas.
Assunto: Resposta a Solicitação da professora em informar a aluna do 8 semestre do curso de Engenharia de Software Barbara Feijão, sobre a dinâmica de funcionamento das salas de recursos multifuncionais e outras informações sobre a educação especial.
Em atenção à solicitação para apoio na concessão de informações à aluna do oitavo semestre do Curso de Engenharia de Software na Universidade Federal do Ceará/Campus Russas- CE, Barbara Feijão para o desenvolvimento da pesquisa de conclusão de curso e como também para o desenvolvimento de: 1) Projeto e Desenvolvimento de Sistemas Acessíveis.
1. Em que escolas existem as salas AEE (Atendimento Educacional Especializado)? Escolas que possuem SRM e NAP:
Senador Carlos Jereissati-CAIC End. Rua 25, S/N
Bairro: Mutirão
Raimundo Pelópidas de Araújo End. Tv. Matoso, S/N
Bairro: Nossa Senhora de Fátima
Coração de Jesus
End. Av. Joaquim de Sousa Barreto, s/n Bairro: Várzea Alegre
Coronel Murilo Serpa
End. Tv. Sebastião Santiago Lima Bairro: Nossa Senhora de Fátima
Maria Martins de Carvalho
End. Rua Monsenhor João Luis,s/n Localidade: Pitombeira I
Núcleo de Apoio Pedagógico à Criança Especial-NAP (escola Ana Xavier) End. Tv. José Muniz, 2457
Bairro: Planalto
Francisco das Chagas End. Sítio Lagoinha, s/n Localidade: Zona Rural
Padre Pedro de Alcântara End. Sítio Retiro, s/n Localidade: Zona Rural
Nicolau Rodrigues Lima End. Sítio Canto, s/n Localidade: Zona Rural
José Ricardo de Matos End. Ingá, s/n
Localidade: Zona Rural
Ciríaco Lenadro Maciel
End. Rua Raimundo Moreira de Araújo,221 Localidade: Distrito- Peixe, Zona Rural
Pe. Marcondes Matos Cavalcante End. Jardim São José, s/n
Localidade: Zona Rural
2. Seria possível realizarmos pesquisas nessas escolas? Se sim, o que precisamos providenciar para isso?
a relação dos alunos acadêmicos que irão desenvolver e o o cronograma, com antecedência ao núcleo de educação especial e as escolas relacionadas acima.
3. As escolas que possuem as salas AEE possuem um cronograma de atividades individual e em grupo que possamos ter acesso?
Sim, as perguntas relacionadas ao trabalho pedagógico são realizadas com o professor da sala de recursos multifuncionais, ele será embasamento na vivencia de atendimento ao aluno.
4. Qual o software disponibilizado pelo governo? Boardmaker, v.6.
5. Já foi observado algum resultado positivo após o uso desse software? Se sim, quais? As perguntas relacionadas ao trabalho pedagógico serão realizadas com o professor da sala de recursos multifuncionais, ele terá embasamento na vivencia de atendimento.
6. O atendimento ao cuidador no núcleo especial também segue algum cronograma ou é aleatório - por exemplo, quando o cuidador procura, o atendimento é feito. Ou o núcleo promove atividades onde os cuidadores comparecem?
É ofertado mensalmente encontros de formação aos cuidadores dos alunos com deficiência. E em casos extras as escolas solicitam por oficio nosso acompanhamento junto a escola. 7. Poderíamos saber um pouco mais sobre como é a rotina definida para a adaptação dos
alunos com TEA.
Não existe uma rotina fixa, ofertamos quando a escola, o professor, sente a necessidade de utiliza lá. As escolas que possuem maior número:
Tia Benilce
End. Av. Dom Lino,204, centro Inácio de Barros
End. João Antônio,2383, distrito de Flores CEI- Ana de Oliveira Rocha
End. Av. Maria Ramalho,s/n, Várzea Alegre CAIC- Francisco Agaci Fenandes
2 Não é você quem está sendo testado, apenas o sistema. Não fique triste se você não conseguir fazer alguma coisa
3 Não existe certo ou errado, apenas aja naturalmente e de forma sincera
4 Por favor pense em voz alta enquanto usa o sistema, pois assim conseguirei entender melhor as ações
5 A qualquer momento, podemos parar o teste
Inicie o teste, pedindo para o cuidador segurar o celular e peça-o para executar as seguintes tarefas Tire algumas fotos também. pegue o uso do sistema e também da pessoa que está conduzindo o teste.
1 Verifique quais as possíveis causas do autismo
2 Busque as principais características do autismo clássico 3 Identifique outros possíveis tipos de autismo
4 Busque qual dia é comemorado dia mundial o autismo
5 Busque alguma informação que você considere novidade sobre o autismo 6 Busque dicas de como melhorar a interação de um autista em brincadeiras 7 Busque alguma forma de entretenimento que poderia ser realizada com o autista PARTE 3: CONSIDERAÇÕES FINAIS
Explique como responder:
1 Vou agora fazer algumas afirmações.
2 Por favor seja sincero(a). Não faço parte da equipe de desenvolvimento, então não vou ficar contente ou triste com suas respostas.
3 Para cada afirmação, responda o quanto você concorda dizendo um número, onde: 1 é "Discordo fortemente"
2 é "Discordo"
3 é "Não discordo nem concordo" 4 é "Concordo"
5 é "Concordo Fortemente"
1 Eu acho que gostaria de usar esse aplicativo com frequência. 2 Eu acho o sistema desnecessariamente complexo.
3 Eu achei o aplicativo fácil de usar.
4 Eu acho que precisaria de ajuda de uma pessoa com conhecimentos técnicos para usar o aplicativo.
6 Eu acho que o aplicativo apresenta muita inconsistência.
7 Eu imagino que as pessoas aprenderão como usar esse aplicativo rapidamente. 8 Eu achei o aplicativo atrapalhado de usar.
9 Eu me senti confiante ao usar o aplicativo.
10 Eu precisei aprender várias coisas novas antes de conseguir usar o sistema. Agradeça por tudo, se despeça e encerre o teste
TABULAÇÃO DE DADOS
1 Renomeie os arquivos de áudio e vídeo para o formato <ID>-<Nome-participante> (Ex.: P1-Maria.mp3 e P1-Maria.mp4)
2 Faça o Upload para a pasta Sessões:
3 Inicie a tabulação de dados nas sequências das abas (2 a 5) 4 Informe quando finalizar
APÊNDICE F – QUESTIONÁRIO DE IDENTIFICAÇÃO DE PERFIS DE CUIDADORES DE PESSOAS COM TEA
Figura 1 - Tela inicial Figura 2 - Funcionalidade ação
Figura 3- Funcionalidade sentimentos Figura 4 - Funcionalidade dor física
Heurística associada Problemas Identificados Severidade Melhorias Sugeridas
H1 - Visibilidade do status do sistema
P1 - O feedback para o usuário é incoerente, ou seja, se o usuário marcar a opção errada,