III. YÖNTEM
3.5. Araştırmanın uygulama basamakları
* Idem ao 1º
for am flor est a adent r o com um a câm er a de 16 m m par a fazer gr avações em pr et o e br anco e out r a câm er a HI 8 par a gr avar os acont ecim ent os par alelos, conver sas, et c.
O gr ande sucesso de A Br uxa de Blair foi cont ar um a hist or ia que poder ia ser ver dadeir a, ou m elhor , sem nenhum r ot eir o est e film e pr et endeu const r uir um a r ealidade por m eio de um a narr at iva que flut uava ent re a subj et ividade e a obj et ividade.
33
Diário online, dia 30.
Durante o dia eu cruzei dados com as novas informações vindas de listas telefônicas. Algumas evoluções. Agora estou aqui. [Teclando
com as mãos suadas. Aguardo. Esta será a ultimas vez que virei aqui durante a realização do projeto 33. Estou certo disso. Kiko Goifman Idem ao primeiro. Com est a fór m ula que fugia dos padr ões de um rot eiro com um ,
Br uxa de Blair envolveu os espect ador es em um r izom a nar r at ivo, e nos
pr opor cionou ent r ar na t r am a e fazer par t e dos acont ecim ent os, e seus desdobr am ent os. Par ecia que est ávam os segur ando a câm er a e que t am bém est áv am os sendo pr osseguidos por algo sobr enat ur al, ou não hum ano.
Com o j á dit o, er am t rês personagens pr incipais cada um t r ouxe sua visão dos acont ecim ent os fazendo com que a hist ór ia fosse cont ada sem pr e em pr im eir a pessoa. Essa
afir m at iva se r om pe no final do film e, quando r est am apenas dois at ores/ per sonagens e a câm era é post a no chão cont inuando a gr avar os grit os finais.
Realm ent e um a fant ást ica r evolução, o film e A Br uxa de Blair cr iou no cenár io cinem at ogr áfico, ou m elhor , r ecr iou um a r ealidade ant es do lançam ent o do film e. Os dir et or es ar quit et ar am hist ór ias sobr e desapar ecim ent os em um sit e w w w .blair w it ch.com — e espalhar am not ícias e r elat os de apar ições de br uxas e suas m aldades com os m or ador es e cur iosos da r egião.
O público j á est av a inser ido no clim a de m ist ér io e suspense e j á seguiam as sequências e novidades sobr e o desapar ecim ent o dos t r ês est udant es, por m eio da narr at iv a
D ido & Aeneas Ato I
Aeneas - não tem um só destino, senão você! Que D ido me sorria e eu desafiarei os frágeis golpes do D estino.
t r ansm idiát ica. O m it o da br uxa se fixou na m ent e dos espect ador es e os dir et or es t er m inar am de cont ar os fat os com o lançam ent o das gr avações dos est udant es encont radas abandonadas na flor est a, os est udant es nunca m ais for am encont r ados.
Com o o leit or pode perceber for am inser idas hist ór ias que est avam post as no sit e. Hist ór ias que os dir et or es do film e cr iar am par a divulgação, e que deflagr assem a invest igação por par t e dos espect ador es e cur iosos sobr e o assunt o br uxa.
Eduardo Sánchez relat ou que: “ t udo foi baseado na decisão de t or nar t udo o m ais r eal possível... vam os cont inuar com a pr im eira dir et r iz – a ideia de que est e é um w ebsit e desenvolvido
por pessoas int er essadas no assunt o, t ent ando fazer j ust iça, encer rar o caso ou pr om over um a invest igação do m ist ér io.” ( JENKI NS, 2009; 146)
As hist órias que perpassaram a narrat iva t iveram um a cronologia est abelecida, com o t am bém det alhes m inuciosos aos fat os que ant eceder em ao film e. Ar t efat os que per t enciam à lenda da br uxa foram falsificados, com o pint uras, grav uras, livr os ant igos. E t udo foi apr esent ado, e enxer t ado no sit e. E o que era para ilust rar a nar rat iva se t or nou par t e int egrant e da pr ópr ia.
Os espect ador es online com eçaram a at r ibuir um a afet iv idade aos obj et os, que se r elacionavam com o m ist ér io Blair, com t ant o int er esse e cur iosidade Sanches r esolveu abr ir um fór um de discussões no sit e, e se espant ou quando viu sur gir um a legião de fãs sedent os por m ais infor m ações sobr e o m it o de A Br uxa de Blair .
A Br uxa de Blair t em um a nar rat iva labir ínt ica, r izom át ica em t or no do desaparecim ent o dos est udant es, um a ver dade ou um a ficção? Tudo est ava m ist urado e conect ado para per t ur bar a m ent e dos espect ador es, e o m ais int eressant e é que ainda hoj e podem os encont rar pessoas que acr edit am piam ent e na hist ór ia cont ida no film e e no sit e.
Cu r iosida de s sobr e A Br u x a de Bla ir
Ao chegar ao local da seleção, os candidat os se depar avam com um aviso que infor m av a que as film agens ser iam m uit íssim o r igor osas t ant o fisicam ent e, quant o psicologicam ent e. No cont r at ado havia um a cláusula que t am bém afir m ava que os at or es ser iam abusados psicologicam ent e pelos dir et or es, e r ealm ent e for am . Os at or es que passar am no t est e de seleção for am deixados com plet am ent e sozinhos no local das film agens, a flor est a de Bur kit t sville, com r acionam ent o de com ida e inst r uções que a cada dia er am ent r egues a um dos at or es, os out r os não ficavam sabendo
o que cada um dev er ia ex ecut ar . Muit as v ezes a noit e eles er am assust ados par a dar ver acidade à t r am a de suspense e t er r or .
O m edo se fez pr esent e, um m edo que não fazia part e da r ealidade, um m edo psicológico de algo que não exist e, apenas indícios da ex ist ência da Br uxa de Blair er am apr esent ados par a os at or es dur ant e as film agens e, consequent em ent e, par a os espect ador es. Mas no decor r er do film e per cebem os que a br uxa, ou a r epr esent ação dela nunca apar eceu de fat o no film e. Fom os nós ( os espect ador es) quem a cr iam os em nossas m ent es, em consequência dos r elat os ant er ior es.
Os espect ador es esper ar am e t or ciam em cada m om ent o que ela aparecesse de algum m odo, porque foram levados a isso pelos indícios que se espalhavam no cam inho, com o as pedras em pilhadas, os galhos am ar r ados nas ár vor es, o chor o de crianças, e principalm ent e pela declar ação dos m or ador es que afir m avam t er vist o a br uxa. Sem nenhum a t r ilha sonor a par a at er r or izar , os sons que os espect ador es ouvir am , er am os sons que br ot avam da flor est a, com seus anim ais, o vent o, pássar os, os galhos que iam se quebr ando com o andar dos est udant es e suas r espir ações, o m edo, gr it os. Com plet am ent e sozinhos e per didos em um a flor est a, os t r ês est udant es desapar ecer am , e o que
acont eceu de fat o? — a essa per gunt a só podem os responder com nossa im aginação — um a obr a aber t a é o que se t or nou a Br uxa de Blair .