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Soru 13) Bir öğretmen, öğrencilerinin grafik çizme becerisini geliştirmek için onların ilk kez görecekleri bir grup veri hazırlamış ve şöyle bir soru sormuştur:

D) Bilgilerini belli bir düzen içinde kullanmıştır

4.4. Araştırmanın Dördüncü Alt Amacına Yönelik Bulgu ve Yorumlar

Além da captação das pequenas percepções pelo corpo-consciência, outro aspecto, segundo Gil (2004), deve ser considerado no inconsciente do corpo e remete à “cartografia das intensidades do corpo”, ou seja, à gama de possibilidade de presenças de um mesmo corpo no espaço e o contágio ou a influência que elas proporcionam aos que estão expostos a ela. Gil (2004, p.21) denomina-o ”corpo espectral”, que não é o corpo físico que suporta um discurso ou uma cena, por exemplo, mas “um outro corpo invisível, mas presente, que, de certa forma, vem tomar o lugar do corpo físico [...] e torna-se um foco de forças poderosas de contágio. Imperceptível, mas produzindo efeitos”. O autor define, então, esse “corpo espectral” ( no meu entender, muito semelhante ao corpo vibrátil de Rolnik):

É um corpo de afeto, mas mudo e sem visibilidade outra que a densidade e a presença do silêncio, onde circulam forças que se moldam aos contornos de ausência que delineiam o corpo espectral. Segue-se aqui que o corpo espectral é o corpo real cujos órgãos constituem pontos ou pólos emissores e atratores de intensidades. (GIL, 2004, p.23 – grifos meus)

Essa ampliação do corpo-consciência e a descoberta de “trilhas concretas” – recursos técnicos – para se atingir o corpo espectral (corpo de passagem que tem a potência de enredar) é visto por todos como um diferencial fundamental do processo

de treinamento e de pesquisa da Cia. Nova Dança 4, principalmente mediante o treinamento da dança do Contato Improvisação com base na Ideokinesis, no BMC e na respiração do Aikido. E isso requer muito treinamento para se acessar o “instrumento corpo” e chegar ao “estado criativo” – outras camadas de criatividade e espontaneidade – cada vez com mais freqüência.

[...] eu tinha experiências físicas na época do Prelúdico que não tem como falar, eu vou dizer e vão achar que eu sou doido, mas eu vi meu corpo, saí do meu corpo, comecei a ter a consciência plena de estar no palco improvisando e tem uma sensação do tempo como se eu parasse o tempo, como se eu manipulasse, como se eu voltasse, o espaço, umas percepções de tempo e de espaço completamente fora dos padrões, tudo mudando de uma maneira... Alucinadamente, assustadoramente. Essa coisa de luz, da energia, eu tinha uma coisa... Eu sempre tive uma coisa muito forte, já tinha feito Kung fu, Tae kuon do [...] trabalhava já corpo sutil com o amigo que dava Tae kuon do, eu já tinha um pouco esse treinamento, mas sempre intuitivamente, nunca me apropriando daquilo, como uma coisa distante de mim, que eu teria que praticar muitos e muitos anos pra ter algum tipo de evolução. E, de repente, esse trabalho com a Quito e com a Tica CATALIZOU todas as experiências isoladas que eu tentava de alguma forma... Elas me deram, concretamente, esses instrumentos, a maneira que eu poderia ficar, concretamente, o trabalho e essa coisa da perda da fronteira da linguagem do teatro, que eu já buscava um pouco intuitivamente e ali vi. (ICc, grifo meu)

Eu tinha esses conflitos, mas na hora das improvisações, eu via que eu fazia coisas que eu nunca tinha feito, que eram absolutamente genuínas e que eu tinha prazer. “Nossa que louco”. Era algo que dava vazão pra essa coisa mais criativa. (ICf, grifo meu)

Um procedimento – método e/ou técnica de se conectar com o presente – que pode desvendar um caminho de se atingir um estado cênico íntegro ou “a tão perseguida presença cênica”. A trilha dos ossos, de saber que se tem um corpo, preenchido por muitos sistemas e camadas, dentre as quais a óssea, absolutamente concreta e estruturante. Uma “âncora do real”, que pode, por um lado, informar-lhes de “onde estão” para não se perderem nos devaneios instantâneos do peito acelerado pela “exposição exacerbada” e, por outro, dar-lhes a segurança de entrar em devires, mas não em transe5.

Quando as coisas eram em físicas, eu viajava, quando era pra explorar o corpo do outro ou o outro explorava o meu corpo, essas coisas me fascinavam...E eu, desde moleque, uns 10 ou 11 anos, eu tinha uma

5 Remete-me, mais uma vez, à Lygia Clark na sua proposta de Estruturação do Self. Alem do objeto relacional, o cliente sempre tinha uma pedra na mão: dura, sólida, de formas aparentemente estáveis. Servia como âncora do real, que convoca a percepção objetivante do cliente, em contraste com os relacionais, que convocam a micropercepção. Assim, há a vivência do paradoxo. Além disso, o cliente ganha confiança para entregar-se ao ”exercício microperceptivo, sem soçobrar numa espécie de transe ou loucura” (ROLNIK, 2005, p.22).

brincadeira que eu amava fazer, mas não contava pra ninguém, que era andar e imaginar o meu esqueleto. Eu via desenho, às vezes, eu tinha uma fascinação pelas coisas do esqueleto [...] Eu brincava muito; às vezes, na rua, eu ficava brincando de “como é que eu seria, como é que eu andaria se eu fosse um esqueleto” [...] então eu criava coisa que me conectavam mais com o presente, as mais intuitivamente, eu não elaborava isso [...] [Já no processo da CND4] essa coisa muito forte, de moldar e dilatar, não só o corpo, mas a mente. Trazer para o presente. Muito poucas pessoas sabem como trabalhar presença, no sentido de trazer para o “estado presente” [...] E aí, a ideokinesis, esse trabalho da Tica, traz isso de maneira concreta. (ICc, grifo meu)

Agora, na dança, [o estado criativo] pra mim, é quando você se sente mais amplo; você sente que você ta num bojo mais inchado. Às vezes você sente uma onda de vibração no seu corpo. Esse aprendizado da consciência corporal exige um ato de fé, porque você deita ali pra meditar e não é garantido. Você acredita que você vai, talvez, poder chegar a outro lugar. (ICa, grifo meu)

Ao mesmo tempo, a “abertura do corpo” e o acesso ao corpo espectral e a suas “experimentações” são uma “conquista para a vida”, não só para a cena: Corpos sem Órgãos, platôs de intensidades. Um trabalho muito profundo de transformações, de abrir-se para e nas relações. E, para dançar, “muros afetivos” de cada um teriam que ser acessados, cutucados, experimentados e, finalmente, ultrapassados: os “cortes-cirúrgicos” horizontais ou catálises existenciais-poéticas.

O Contato Improvisação foi entrando, aos poucos dentro da linguagem porque, volto a dizer, é uma das técnicas mais difíceis de dança, pra mim. Permeia muitas coisas, é um auto-conhecimento profundo... Essa palavra, auto-conhecimento, ta muito explorada, mas é você olhar pro deu umbigo de fato, olhar pras suas dificuldades, ver suas potências e crescer como ser humano e como artista. Porque ali, como o método que a Tica trouxe de consciência corporal mexe muito com seu emocional, você revê muito as suas questões, então é terapia um pouco também. Então, muita coisa ta se trabalhando ali, não só massagem, não só pra você se tornar um bailarino, mas ta abrindo portas emocionais de como você se relaciona na dança, como você se relaciona na vida, como você coloca seu corpo na vida. (ICd, grifos meus)

É um trabalho muito de humanidade. [...] De como você não perder a sua identidade e estar aberto para o outro [...] essa relação com o outro. Abrir completamente a minha disponibilidade, mas, ao mesmo tempo, manter a minha individualidade. Isso é maturidade, prática... (ICg, grifo meu)

Então tinha 2 horas e meia com a Tica e Contato Improvisação na veia, rolamento, rolamento exaustivamente, eu sonhava com isso, no detalhe, projeção, encaixe, toca osso, toca osso, essa meio que lavagem cerebral, todos os dias e aí, era muito louco, porque a galera foi mudando totalmente a relação... Tinha um intervalo e a galera já não saía tanto, ficava meio quieto, todo mundo meio em transe, super compenetrado... de toda essa intensidade [...] Até hoje, depois de uns anos, eu entrei na Cia., anos praticando, mudou radicalmente a sensação do meu corpo em relação a tudo isso, mas às vezes eu tenho saudade daqueles seis meses, parece que nunca mais eu vou sentir na minha vida aquilo, aquela intensidade toda. (ICc, grifos meus)

[...] foi um momento de total entrega, porque TUDO era difícil tudo, tudo. Eu nunca tinha dançado, a não ser dentro do meu quarto, sozinho, no Carnaval, sei lá...e esse mundo assim, mais abstrato, da criação, da ludicidade, da criatividade, era uma coisa que eu tinha, mas tava muito lá dentro, muito sufocada... de todas as muralhas e coisas que eu vinha carregando, de pequeno, de cidade pequena, da família tradicional... Então tudo isso foi, pra mim, o tempo todo vencer cada... cada quebrada, cada muro que eu tinha. E isso custou muito pra mim, porque era difícil. Era difícil [...] eu tive que romper todos os padrões que eu tinha, porque a minha família é uma coisa rígida, fechada, não tem toque, essa coisa de tocar. Não pode cumprimentar com um beijo, tocar, não tem isso. Então tudo isso eram amarras que tinham dentro de mim, que eu tive que ir tirando, não tinha outra possibilidade. Se eu não ROMPESSE, ASSIM FORTE, não teria conseguido. E ainda hoje é difícil, não é uma coisa que eu “tiro de letra”. Então eu preciso me aquecer muito, pra poder chegar num estado emocional tranqüilo, porque, além de tudo, tem toda a coisa crítica que eu carregava. Minha família é muito crítica: “olha essa pessoa, olha não sei o quê”... Tudo pra detonar. Então até hoje, pra mim – claro muito diferente – mas, eu tenho que aquecer, fazer muito trabalho interno, respiração, coisas que eu fui vendo que me ajudavam [...] porque esse trabalho todo, principalmente a coisa do corpo, ela mexe muito, principalmente da maneira que a gente é na companhia, claro que modifica o seu pessoal , a maneira que você é, a maneira que você convive... então, à medida que você vai aprimorando o seu corpo, você vai aprimorando as suas relações,. Então, eu sinto, na minha vida pessoal, a diferença. Antes, eu tinha meus amigos, mas eu era muito fechado e , hoje, eu atraio pessoas. Eu sinto isso: as pessoas querem ficar aqui comigo...e eu sinto que é por causa do trabalho, por causa da modificação e do entendimento do meu corpo, isso interferiu nas relações pessoas, na maneira deu interagir com o mundo..Então, pra mim, ta muito relacionado. Quando eu falo disso, das pessoas tarem junto, não é de me gabar. É uma coisa natural, que vai acontecendo com qualquer pessoa que entra nesse trabalho. (ICb, grifos meus)