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ÖDÖYÖ’den alınan yeterlik puanları, mesleki kıdeme, mezun olunan okul türüne, hizmet içi eğitim alıp almama durumuna ve mezun olunan okulda ölçme ve

SONUÇLAR VE ÖNERİLER

3) ÖDÖYÖ’den alınan yeterlik puanları, mesleki kıdeme, mezun olunan okul türüne, hizmet içi eğitim alıp almama durumuna ve mezun olunan okulda ölçme ve

O estatuto do corpo é indissociável de uma fragilidade, de uma dor que acontece no encontro com outros corpos. Dos maus encontros, o sofrer, a dor.

Bailarinos relatando dores físicas, machucados, nos processos criativos, ensaios e apresentações, pela intensidade de trabalho físico ou pela inadequação da estrutura corporal ao trabalho que se pretende realizar, é uma constante. Por exemplo, uma das entrevistadas refere-se a um processo anterior como “o processo de seis horas”, alienado: quase dez anos depois, o que ela reteve na memória para descrever esse processo foi o desgaste cotidiano e as dores e machucados nele (e por esse ritmo) “gerados”.

E experimentando... [Depois de começar a fazer aulas no Estúdio Nova Dança] eu tinha milhões de sonhos loucos com o esqueleto, sensações maluquíssimas, tontura, mil sensações de fazer toque no osso; passava o dia inteiro ligada, aquilo se estendia. E nesse processo de 6 horas [processo de trabalho anterior], eu ficava as 6 horas bodeada, não me divertia fazendo aquilo, não tinha prazer intrínseco a mim...fazia aquilo, pa, pa, pa, pa, pa, o que eu tinha que fazer e só tinha dor...não tinha essa coisa doida, contínua. Esse processo todo, era muito rígido, era pouco humano. Era agressivo como todos os outros: 6 dias, 6 h por dia, de segunda a sábado, todos os dias, invariavelmente das 8da manhã às 2 da tarde [...] Foi a 1ª vez, na minha vida [...] Eu acordei várias vezes corando, igual criança: “por que, eu não quero ir”. Eu comecei a ter pânico de dançar, não querer dançar nem em festinha. Fui perdendo todo o viço, todo o prazer em dançar; virou uma coisa burocrática [...] Tinha perdido o tezão, tinha uma dor na lombar insuportável, insuportável. Essa dor começou quando eu comecei esses processos, tantas horas por dia, porque tudo era de sobrecarga. (ICf, grifo meu)

Mas é como se houvesse duas dores distintas, a dos machucados gratuitos e “a que pode curar”, que desperta o corpo da apatia do contemporâneo e da ditadura do prazer acima de todas as coisas.

Nesse processo, também encontraram dores, mas, ao mesmo tempo, “um fazer que pode curar”. Outra “ecologia da dor e do prazer”, que se contrapõe ao silenciamento do corpo e de seu sofrimento proposto pela metafísica ocidental (e, conseqüentemente, nas versões médica e religiosa). Desde Nietzsche, há o nascimento de uma outra “economia da dor”, livre da “utopia asséptica de um porvir indolor e imaterial. A dor é reinserida na imanência de uma vida que não precisa ser redimida” (PELBART, 2004, p.46). O corpo pode se tornar ativo – e permeável – a partir de seu sofrimento primário, resgatando sua sensibilidade elementar, que inclui dores, ferimentos e afetação original.

E eu lembro que foi um processo super profundo, ao ponto de que, quando a gente tava ao ponto de estrear, trabalhando de segunda a sexta das seis e meia à meia-noite, eu sentia dores no meu corpo e eu não podia me mover que eu chorava. De extrema sensibilidade, de você estar ali, rompendo mesmo camadas. E ali eu dei um SALTO de consciência, de maturidade, de ultrapassar limites, de fortificar, de ser eu. E aí eu falei,

“gente, isso, mais do que pro palco, é pra vida”. Então eu senti essas ferramentas muito mágicas, porque é uma profissão tão instável, tão maluca, que todo mundo faz terapia, sabe, que o próprio fazer pode curar... E é isso que me encanta: o próprio fazer pode curar... Porque geralmente e o próprio fazer que pira, detona, perde a voz e eu descobri, com essa possibilidade do fazer, contribuindo, somando, atraindo coisas melhores, curando, alimentando, ao invés de “tirar”. (ICg, grifo meu)

[...] corpo passou a relaxar e tal, mudou muito. Mas nenhum momento, nunca, jamais, eu pensei em voltar. Mesmo durante os conflitos, quando eu centrava, eu sabia que eu tinha encontrado... Meu corpo sabia, eu sentia. Nunca mais tive problema na lombar, nunca mais. Nunca me machuquei não na prática... (ICf, grifo meu)

Porque, pra mim, o contato era uma das técnicas mais difíceis, porque além da consciência corporal, tem essa relação de mudança de paradigma, de você ter que carregar uma outra pessoa. E eu que vim de uma história de uma escoliose muito forte na coluna, eu tive que lidar logo de cara com a dor na lombar. Mesmo no treinamento do contato, a função é você se tornar leve pra ser carregado, mas no treinamento tem um desgaste até a base também aprender a ser forte, descobrir essa potência. Não no músculo, mas na força interna, no alinhamento dos ossos, na conexão com o centro da Terra. Mas eu era uma aprendiz então me machuquei muito ali. Tava indo de encontro com uma dificuldade muito forte do início da dança na minha vida, porque eu tive que, realmente, abrir o espaço: “isso ta difícil, mas eu vou enfrentar”. Agora eu falo isso, mas na época, pra mim foi um monstro. Eu achei que eu não ia mais conseguir dançar. Eu achei que eu não serviria pra essa dança de Contato, que eu sentia muita dor, me machucava... Mas, ao mesmo tempo, isso assim, foi amenizando. (ICd, grifos meus)

Um acordar dos “corpos silenciados”, como também um platô de “Corpo sem Órgãos dolorífico”, que transforma a “carne em grito iminente”. Assim como nos corpos com piercings ou tatuados, transforma-se a “autoconsciência intensa do corpo, self-awareness, surgimento de um outro corpo vivido, mesmo mais que vivido e consciente, pois abre novas zonas obscuras de irradiação”. Mesmo que os outros não vejam ou saibam, transporta-se outro corpo e uma outra consciência dele e mesmo um outro inconsciente, que o acompanha, mesmo que subliminarmente (GIL, 2007, p.269).

Nos relatos dos tatuados ou adeptos aos piercings, percebe-se que pretendem intensificar uma zona do corpo ou “acordar para a sensibilidade uma zona adormecida”; zonas que ao serem acordadas, “condensam nelas ou à volta delas intensidades - não só de fluxos de prazer ou de excitação erótica, mas de sensação múltipla de auto-poder” (GIL, 2007, p.269). O corpo que resulta – um CsO – é um bloco de intensidades novas circulando. O novo corpo é o resultado de transformações das energias corporais e psíquicas, e ele próprio entra em devir, pela “transformação do corpo em puro grito, prestes a explodir [...]” (GIL, 1997, p.272).