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Araştırmanın Bulguları ve Değerlendirilmes

SİVAS ve TOKAT İLLERİNDE BİR UYGULAMA

2. TEORİK ÇERÇEVE 1 E-hizmet

2.4. Santos’un E-Hizmet Kalites

2.5.3. Araştırmanın Bulguları ve Değerlendirilmes

Acredit a- se que, para m elhor com preensão da realidade dos part icipant es envolvidos na investigação, faz- se necessário o est abelecim ent o de t écnicas que visem ao levant am ent o de dados, possibilitando ao pesquisador um a m elhor int eração com os m esm os, no sent ido de am pliar o ent endim ent o do fenôm eno em suas variadas dim ensões.

Dent re as t écnicas para colet a de dados, ut ilizou- se a Hist ória de Vida, que busca a visão da pessoa acerca das suas experiências subj et ivas de certas situações. Essas situações estão inseridas em um período de tem po de interesse ou referem - se a algum event o ou série de event os que possam ter tido algum efeito sobre o respondente ( MOREI RA, 2002) . Neste estudo, estão relacionadas ao processo de socialização das m ulheres ent revist adas e ao seu relacionam ent o m ãe- filho.

A t écnica Hist ória de Vida consist e na oportunidade dos suj eit os em relat ar sua vida, t al e qual sua visão de m undo e de sua realidade. Const it ui um a narrat iva ut ilizada pelo suj eit o para exprim ir os cont eúdos de um a parte de sua experiência vivida ( BERTAUX, 1980).

Apesar de valorizar o conhecim ento das vivências e experiências de cada indivíduo em part icular, o Mét odo de Hist ória de Vida perm it e proj et arm os est a realidade singular para um a realidade t am bém possível ao grupo social no qual est e indivíduo est á inserido. “ Toda ent revist a individual traz à luz diret a ou indiret am ent e um a quantidade de valores, definições e atitudes do grupo ao qual o indivíduo pertence” ( GLAT, 1989, p.31).

A Hist ória de Vida pode ser dividida em t rês grandes t ipos: abrangent e, t ópica ou edit ada. Opt am os pela Hist ória de Vida Tópica, porque oferece um quadro m ais segm ent ado da vida do suj eit o ( MOREI RA, 2002) .

Por ser um a ent revist a abert a, a Hist ória de Vida não cont em pla um rot eiro previam ent e est abelecido, porém ut ilizam os a ent revist a procurando ressaltar alguns aspectos que servirão com o norteadores.

Dessa form a, no sentido de atingirm os os obj etivos referentes à com preensão da violência perpet rada por m ães j unt o aos seus filhos, tendo por base seu contexto histórico e social, o instrum ento de coleta de dados seguiu um rot eiro nort eador ( APÊNDI CE A) .

Nesse rot eiro, const ruído pela pesquisadora, abordam os cinco etapas para nortear a entrevista de um a form a dinâm ica e aberta, não est át ica. Prim eiram ent e foi abordado com a m ulher ent revist ada dados para sua ident ificação própria, com o idade, renda, ocupação, núm ero de filhos, escolaridade, núm ero de m em bros da fam ília que m oram j unt os e desem pregados. Após essa abordagem inicial, conversam os sobre sua fam ília de origem , um assunt o t rat ado pelas m ulheres com desem baraço; às vezes, com saudades, t rist eza e at é com oção. Em seguida, abordam os o t em a relacionam ent os, em que a m ulher colocava, sobre seus parceiros ant eriores e at ual, pont os posit ivos e pont os negat ivos. Depois, a abordagem era sobre seu relacionam ent o com seus filhos, suas concepções sobre educação, m at ernidade, at it udes perant e erros e acertos dos filhos e se os filhos foram planej ados. Por fim , se ainda não havia sido contem plado o tem a violência, finalizávam os a ent revist a abordando esse assunt o delicado, em um m om ent o no qual t ínham os m ais cum plicidade e em que am bas as part es j á se sent iam m ais à vont ade. É relevant e colocar que as m ulheres verbalizavam quant o gost avam de falar sobre suas vidas e quanto aquela conversa havia sido im port ant e.

Tam bém ut ilizam os a observação part icipant e do am bient e relacional ( int eração m ãe- filho) , a qual foi bast ant e im port ant e para a análise dos dados. Est e é o t ipo de observação que im plica dados m ais reat ivos, porque o pesquisador está m enos distant e dos seus suj eit os. Ele int erage plenam ent e com os suj eit os sem que haj a distinção entre suj eito- pesquisador. Durante as at ividades propostas no proj eto, e m esm o no

m om ent o da alim ent ação, era possível analisar e colher dados sobre a relação das m ães com seus filhos.

As ent revist as ocorreram aos sábados pela m anhã, em am biente reservado da I grej a da Lapa de Jardinópolis, espaço em que acont eciam as reuniões do proj eto “ I ntervenções Breves para pessoas que abusam de álcool e drogas” . A m ulher que seria entrevistada era com unicada com um a sem ana de ant ecedência para que ficasse cient e de que, no sábado seguint e, não participaria da reunião do proj eto, m as sim da entrevist a da pesquisa. Se ela concordasse, era a próxim a a ser ent revist ada.

Esse t ipo de ent revist a com m ulheres envolvidas em episódios de violência nos perm it e explorar dados relat ivos à reprodução do ciclo da violência no seu contexto social, com preendendo sua hist ória de vida e observando relações com processos de socialização nos quais foram subm et idas j unto a suas m ães e suas fam ílias.

Com o obj et ivo de garant ir o anonim at o dos relat os, ident ificam os os suj eitos por letras, S1, S2, S3... S10, na apresent ação dos result ados.

As ent revist as foram gravadas, com o consent im ent o das inform antes e as observações registradas em um diário de cam po, sendo aplicadas pela própria pesquisadora.

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Benzer Belgeler