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Araştırmacı ve Fırsatçı Yenilikçilik Davranışı Arasındaki Rekabet

BÖLÜM 2: FIRSATÇI YENİLİKÇİLİK DAVRANIŞI VE

2.5. Araştırmacı ve Fırsatçı Yenilikçilik Davranışı Arasındaki Rekabet

Uma das grandes conquistas do século passado foi o surgimento da rede mundial de computadores. De lá para cá, o enorme desenvolvimento tecnológico da Internet fez com que a rede se tornasse uma das grandes molas propulsoras das transformações ocorridas no mundo nas áreas de comunicação, trabalho, comércio e entretenimento [50].

O Brasil não está alheio a essa "revolução". Pelo contrário, estamos entre os dez países que mais utilizam a Internet. A Internet já conta no país com mais de 32 milhões de usuários (ou internautas, como são conhecidas as pessoas que utilizam regularmente a rede). Atualmente, o Brasil ocupa o oitavo lugar na lista dos países com maior número de sites [51].

A colaboração baseada na Web tem merecido a atenção de muitos pesquisadores e empresários. Por parte das empresas, isso ocorre devido à crescente demanda por soluções de trabalho em equipe que permitam a participação de profissionais situados em diferentes locais. Essa necessidade é conseqüência da existência de filiais espalhadas pelo país (ou pelo mundo), e da crescente percepção das vantagens da colaboração em ambientes competitivos. Além disso, a operacionalização de alianças estratégicas entre organizações fica bastante facilitada com os métodos e os softwares de computação colaborativa atualmente existentes. [52].

Softwares de computação colaborativa têm como propósito facilitar a colaboração. Eles atuam [52]:

• Facilitando as interações entre indivíduos e grupos de trabalho;

• Viabilizando a comunicação síncrona (i.e., em tempo real) e a assíncrona (que ocorre sem a necessidade se sincronismo no tempo entre o envio e a interpretação da mensagem);

• Facilitando as atividades típicas do trabalho em equipe, como o

brainstorming, a gestão de projetos e a tomada de decisão, mesmo

Tais características revelam a necessidade de uma arquitetura de informação específica, condizente com demandas por comunicação e relacionamento típicas de sistemas dessa natureza. DAVENPORT (2002) [53] apresenta novas possibilidades para a política, as estratégias e para a própria arquitetura de informação, reunidas num único arcabouço conceitual intitulado “Ecologia da Informação”, o qual se baseia num modo holístico de encarar a concepção de portais informacionais, e cujos atributos-chave são [53]:

• Integração dos diversos tipos de informação; • Reconhecimento de mudanças evolutivas; • Ênfase na observação e na descrição;

• Ênfase no comportamento pessoal e informacional.

Essa abordagem reconhece, na etapa de concepção do portal, a complexidade associada a projetos dessa natureza, que leva a equipe responsável a lidar com uma miríade de fatos, possibilidades e contingências para tomar suas decisões. Para simplificar o processo de projeto, a “Ecologia da Informação” baseia suas soluções na transferência de foco da tecnologia para as pessoas e seus comportamentos informacionais. Isso quer dizer que, ao invés de pensar num sistema fechado e grande, o projetista deveria criar sistemas mais simples e flexíveis, capazes de se adaptar às necessidades de cada usuário, e de evoluir ao longo do tempo, através de melhorias contínuas [53].

O item sobre a integração dos diversos tipos de informação sugere que, mesmo nos casos em que as informações específicas (como relatórios pré- formatados) têm grande valor, não se abandone a possibilidade de enriquecê- las através de sua associação a outras informações, de diferentes formatos e tipos [53].

Sobre as mudanças evolutivas, o autor argumenta que, assim como as demandas informacionais não são estáveis no tempo, os portais deveriam ser flexíveis, montados de maneira a permitir contínuas adaptações em seus procedimentos [53].

A ênfase na observação e na descrição é, na verdade, um corolário do ponto anterior. Se há a mudança contínua, e o futuro nunca pode ser previsto,

a satisfação das necessidades dos usuários de um portal no presente, e ao longo do tempo, só se garantirá com a observação constante de suas necessidades, e com correções rápidas da estrutura do portal de forma a readequá-lo às novas demandas [53].

Por fim, a questão da ênfase no comportamento. Todo portal é feito para as pessoas, mas muitos dos paradigmas atuais de desenvolvimento valorizam mais a elegância do projeto e a tecnologia de última geração que os usuários finais, desconsiderando suas preferências quanto ao tipo de informação e a forma como acessam e utilizam o portal na realização de suas funções. Um dos vários resultados negativos dessa postura é o baixo ganho de produtividade em face aos investimentos milionários em tecnologia da informação [53].

De maneira geral, ferramentas cooperativas podem ser divididas nas seguintes categorias [52]:

1. Conferências Virtuais: São softwares baseados na comunicação síncrona, voltados à realização de encontros para a geração e discussão de idéias, tomadas de decisão, acompanhamento dos trabalhos, dentre outras funções. Como exemplos, pode-se citar o ClaireConference (http://www.clairecom.com.br/) e o portal da APGC (Associação Portuguesa para a Gestão do Conhecimento) dedicado à conferência online de seus associados ( http://www.aquifolium.com/apgc2005/). Para a colaboração em tempo real, os softwares mais conhecidos são o ICQ (http://www.icq.com), o Microsoft Netmeeting (http://www.msn.com.br/) e o Skype (http://www.skype.com/).

2. Teamwork: Ferramentas que fornecem suporte à realização das tarefas relacionadas ao trabalho colaborativo das equipes. Esses softwares baseiam-se em comunicação síncrona, e são utilizados enquanto as tarefas coletivas estão sendo realizadas. Como exemplos, podemos citar o Collabra Server (http://wp.netscape.com/collabra/v3.5/), o Microsoft

SharePoints (http://www.microsoft.com/sharepoint/default.mspx) e os

portais PHPGroupware (http://www.phpgroupware.org/) e Tacit (http://www.tacit.com/home.asp).

3. Gestão de Projetos: São ferramentas de planejamento e controle do fluxo de atividades de um projeto colaborativo, com interface baseada na Internet ou numa intranet. Além disso, essas ferramentas associam a cada atividade planejada as informações técnicas de interesse do time de projeto. São exemplos de aplicações o ActiveProject, da Frameworks

Technologies (http://www.centricsoftware.com/), o TeamCenter da Inovie Software (http://www.inovie.com) e o Microsoft Project Professional

2003 (http://www.microsoft.com/brasil/office/project/epm.asp).

4. Colaboração em Cadeia de Suprimentos: Soluções computacionais voltadas ao business-to-business (B2B) e à gestão da cadeia de suprimentos, permitindo ações compartilhadas em planejamento de demanda, logística,

design e até P&D. Como exemplos, é possível citar o Voyager Solutions da Logility (http://www.logility.com/), o Network Collaborate da Manugistics

(http://www.manugistics.com/), e o Agile Anywhere da Agile Software (http://www.agile.com/plm/index.asp).

5. Internet Broadcast: Transmissões de larga escala sem interação (broadcast) através da Internet tem se firmado como uma solução financeiramente vantajosa para grandes reuniões. Enquanto as salas de reunião virtuais só funcional para grupos, transmissões do tipo broadcast podem atingir milhares de usuários simultaneamente. Serviços desse tipo podem ser usados em exposições, em entrevistas coletivas, anúncios, dentre outras. São exemplos desse tipo de aplicação o Netpodium

(http://www.netpodium.com/index_flash.html) e o Intervu Presents da Intervu (http://www.intervu.net/).

6. Compartilhamento de informações: Sistemas Web para a gestão e disseminação de informações de interesse dos grupos de trabalho. Com eles, torna-se possível estocar grandes volumes de informação em servidores remotos e acessá-los através de um navegador da Internet. Dentre os exemplos, pode-se citar o FreeDrive (http://www.freedrive.com), o

7. Outras ferramentas: Softwares especialistas, desenhados para determinados tipos de trabalho colaborativo, como por exemplo os sistemas da

RocketNetwork (http://www.rocketnetwork.com/) e da Tonso

(http://www.tonso.com), especializados em suportar o processo de criação musical compartilhado.

Na Internet, muitos portais têm realizado função semelhante à dos softwares acima, porém com outras finalidades. É o caso das comunidades virtuais, das quais as mais importantes atualmente são o Orkut (https://www.orkut.com/), o Gazzag (http://www.gazzag.com/), o Blogger (http://www.blogger.com/start), o YahooGroups (http://groups.yahoo.com/) e o InForum (http://inforum.insite.com.br/). O propósito desses portais é aproximar pessoas, permitindo que redes de relacionamento se formem e se consolidem. Através desses sites, as pessoas podem participar de grupos que compartilham as mesmas visões de mundo e, eventualmente, os mesmos interesses profissionais. Já há um número considerável de usuários de comunidades virtuais que as utiliza como ferramenta de trabalho [5].

Comunidades de prática são intrinsecamente mais associadas ao mundo do trabalho, por se caracterizarem como grupos de pessoas que se ligam em torno de um assunto de seu interesse, com o intuito de aprender e de ensinar. Esse tipo de associação cria fortes elos, baseados em confiança e companheirismo, além de permitir o constante aperfeiçoamento dos seus participantes no assunto abordado, o que é altamente desejável no contexto das profissões [5]. Dois importantes exemplos brasileiros de comunidades de prática são a Comunidade GNU/Linux do Brasil (http://www.comlinux.com.br/) e o Portal Java (http://www.portaljava.com.br/home/index.php).

Portais de e-learning também têm alcançado destaque no âmbito dos portais colaborativos, devido à mudança de concepção pela qual esses sistemas têm passado. Atualmente, os portais de e-learning não são apenas sistemas de entrega de conteúdo, mas sim sistemas promotores de aprendizado e geração de conhecimento colaborativos. São exemplos proeminentes desse tipo de portal a Wikipedia (http://www.wikipedia.org/), o

Dicas-L (http://www.dicas-l.unicamp.br/) e o Rau-Tu (http://www.rau- tu.unicamp.br/).

Os vortais de cadeias produtivas também se somam a esse rol de portais relacionados à integração e à cooperação, por sua preocupação em apresentar conteúdo e serviços de informação para toda a cadeia produtiva, com o intuito de se consolidar como elemento provedor de dados para um grupo extenso e diversificado de Instituições, unidas entre si por seu interesses mútuos. Em nosso país, destacam-se os vortais criados pelo IBICT, como o Vortal Brasileiro da Cadeia Produtiva do Caju (http://www5.prossiga.br/caju/). [54].