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2. GENEL BİLGİLER

3.2. Verilerin Toplanması ve İstatistiksel Olarak Değerlendirilmes

3.2.2. Antropometrik ölçümler ve biyofizik yöntemler

Durante as entrevistas, praticamente todos os servidores demonstraram grande insatisfação com relação ao suporte tecnológico oferecido pela SEPABE. A análise dessa variável pode revelar oportunidades de melhorias no que diz respeito a essa temática, além de elementos interessantes associados às percepções dos servidores. É importante destacar que o problema de TI é algo percebido como extremamente grave e complexo para essa organização. Parece ser unânime a visão de que o suporte tecnológico representa um dos principais entraves para a produção de resultados de uma forma mais eficiente.

[...] sistemas são o calcanhar de Aquiles da SEPABE. (E14)

As coisas demoram muito para acontecer. O ferramental para trabalhar é complicado. Não é valorizada a parte ferramental e nosso trabalho depende muito da TI. (E12)

Esqueceram de nossa TI durante muitos anos [...]. No mundo digital, não ter uma TI antenada e funcionando plenamente é suicídio. Em um banco, a área de informática é diretamente ligada ao presidente e ao conselho de administração. Porque ele sabe que o dinheiro dele como acionista depende do bits e bits. Hoje, a SEPABE é isso. Só que a gente só começou a entender isso agora (E15).

Esse suporte estaria relacionado com a parte de hardware, software, sistemas e treinamentos na área de TI. Há uma percepção de que a infraestrutura tecnológica e os treinamentos correspondentes não estariam sendo dimensionados de forma adequada – o que estaria limitando o desempenho dos servidores. Com relação às máquinas, existe a percepção de que a SEPABE precisa de equipamentos mais potentes para processar informações de empresas muito grandes.

As máquinas são obsoletas para rodar dados de empresas muito grandes. (E1). As ferramentas de trabalho são muito ruins. Muito papel, burocracia que podia ser simplificada. [...] Precisamos de um computador melhor [...] de uma estrutura de trabalho melhor. (E4).

No que se refere aos sistemas, os depoimentos apontam para a existência de sistemas ineficientes, com problemas de processamento, os quais não permitem o cruzamento satisfatório de informações para a análise de dados. Além disso, estariam tornando as atividades mais trabalhosas e menos produtivas.

Os sistemas de TI são muito ruins. Isso dificulta muito o nosso trabalho: tornam mais laborioso e menos produtivo. (E4)

O que dificulta a SEPABE em sua missão é várias coisas [...] a deficiência nos sistemas de informação para cruzamento e análise de dados [...] (E20)

A ineficiência desses sistemas estaria dificultando o acesso a informações e trazendo uma falta de confiança por parte dos servidores nas informações por ele geradas.

Faltam sistemas. Não tenho confiança nos que tem. [...] (E17)

[...] o que me impede hoje não depende de mim como pessoa. [...] O que depende de mim não é falta de vontade ou de querer aprender, mas uma ferramenta que me dê segurança e que me permita fazer o que precisa ser feito. (E16)

O [sistema interno] é muito arcaico, o que dificulta bastante. Não existe acesso a todas as informações de que precisamos. (E1)

Trabalhar na ponta tem muitos empecilhos diários que não tem a ver com fiscalização: um dia falta luz, noutro não tem sistema, ou os que a gente tem às vezes não funcionam, ou não temos 100% de confiança no que apresentam e falham muitas vezes - e cada melhora que fazem gera 3 bugs. (E17)

Outro ponto ligado à parte tecnológica que estaria atravancando os resultados diz respeito ao fator humano. A análise relacionada com o suporte tecnológico passa pela avaliação de pelo menos duas variáveis: o ferramental existente (sistemas e máquinas) e o apoio dado aos servidores para a utilização dos sistemas (treinamentos). Em relação a este último, os depoimentos indicam oportunidades de melhorias não somente na definição do mix de treinamentos que é oferecido, mas também na sua qualidade.

[...] o [sistema interno]é limitado. . É importado de outro estado e apresenta diversas limitações. Pra piorar, não deram curso de [sistema interno] para a gente – tivemos que aprender na porrada. (E3)

O programa de [...]não e de nosso estado. O curso para você se capacitar não é tão didático. (E1)

Durante as entrevistas, por exemplo, foram citados exemplos de outros entes que conseguiram implantar modelos de TI mais eficientes.

[...]existem grandes sistemas e soluções que podem ser utilizados. A Receita (Federal) tem um sistema muito bem feito, que funciona e não apresenta problemas. [...] (E8).

O Estado de Minasestá muito na frente. Há 15 anos, arrecadavam 10% menos do que

o nosso estado. Hoje, saiu de 10% a menos para 10% a mais. O que houve? Independência técnica maior. [...] fazendo mais técnica e menos política – menos personalismo. Nossa TI tem 100 funcionários. Eles tinham 3 vezes mais há 7 anos atrás. Eles tinham superintendência de TI. Aqui é Assessoria. (E14)

Esses depoimentos buscam apontar causas políticas, e não técnicas, para os problemas de TI, sinalizando para as possibilidades de reverter essa realidade com maior comprometimento da alta liderança com a área técnica.

Pode-se pensar que um aspecto que estaria impedindo avanços na área de TI está relacionado à forma como estão estruturados os recursos humanos nessa área. Diferentemente

de organizações similares de outros entes, os recursos na SEBAPE atuam em caráter temporário, extraquadro ou terceirizado. A área de TI encontra-se em uma suborganização diferente da dos servidores – tendo no topo de sua cadeira hierárquica um profissional alocado por indicação política (subsecretário), não pertencente à carreira aqui estudada.

Não há preenchimento de cargos na área de TI por meio de concursos públicos. Alguns acreditam que a alocação dos servidores aqui estudados nessa área poderia – assim como acontece em outros entes – ser um caminho para os avanços desejados. Além disso, parecem não compreender o porquê de a SEPABE não realizar essa tarefa.

[...] Qual a dificuldade de se colocar servidores na TI com visão de [atividade operacional] para tocar os projetos? Porque o Estado [...]tem servidores na área de TI, o Estado de [...] faz concurso especifico para a área de TI (o último foi para 600 vagas!) [...]. Existe uma caixa preta de contratos que não querem que a gente descubra na TI. (E14)

Um fato que tende a agravar o giro dos recursos na área de TI diz respeito à baixa documentação dos sistemas. Isso porque, conforme relatado, os sistemas parecem ser pouco documentados, e grande parte do conhecimento referente a eles estaria concentrada em um número restrito de pessoas. Vale destacar que ingressam para a SEBAPE profissionais formados em informática e que trabalharam nessa área muitos anos. Tais profissionais talvez pudessem contribuir de forma significativa para a construção dos avanços desejados, conforme apontou um doso entrevistados:

[...] acho que pessoas poderiam ser mais bem aproveitadas. Muita gente conhece muito de sistema e sequer é ouvido Muita conotação política e isso atrapalha. (E19) Durante as entrevistas, foi constatada a existência de sistemas desenvolvidos por iniciativas próprias dos servidores. Tais sistemas estariam contribuindo com as atividades dos demais de forma significativa e tendo sua eficácia reconhecida pelos servidores. Entretanto, apesar das solicitações, tais sistemas nunca foram oficializados pela SEBAPE. Sem o reconhecimento e incentivo para continuar o aprimoramento desses sistemas fora do seu horário de trabalho, os servidores teriam descontinuado essa atividade. Isso foi observado durante a pesquisa, quando foi narrado o abandono de dois sistemas por parte de seus criadores – os quais pararam de fazer atualizações neles.

Interessante é que esses heróis desenvolveram ferramentas que não são compatíveis com o serviço público. Queriam vender suas ideias. Porém, tudo depende de licitação e imagine uma licitação feita para um servidor tendo outro servidor como licitante – não faz sentido, pois não respeita a impessoalidade e outras regras do serviço público. (E11).

[...] A gente trabalha com uma coisa que é informação. Dentro do Itaú, alguém desenvolve um “sisteminha”. E o Itaú resolve financiar esse sistema. É pouco provável que isso dê certo. Você concorda que o grau de segurança que um sistema desse tipo precisa ter, é pouco provável que uma pessoa física consiga ter. Não estou interpretando aqui, mas as pessoas pensam como se fosse uma coisa simples. (E15)

Em suma, é evidente a importância da TI na qualidade dos serviços prestados pela SEPABE. Promover melhorias dessa variável é fundamental para garantir o aprimoramento de suas entregas. Trata-se de uma área que tem revolucionado a sociedade e que é chave para o suporte das atividades realizadas pelos servidores e para o relacionamento com os cidadãos. Os depoimentos apontam para grande insatisfação interna, classificando a TI como a “grande vilã” que dificulta uma melhor entrega. É possível que exista espaço grande para a melhoria dessa variável. No entanto, o fato de se atribuir a ela tamanha culpa parece representar a ponta de um iceberg, o qual estaria escondendo outros fatores mais profundos que impedem o avanço organizacional.

5.3 Pessoas