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3. Dil, Üslup, ġekil ve Ġçerik

3.2. Anlatım Teknikleri

Os artigos definidos foram mais produzidos pelos aprendizes, apresentando uma diferença maior que 80%. Encontramos uma diferença considerável no uso dos artigos definidos, conforme Tabela 14:

Tabela 14: Frequência geral dos SN definidos Definidos LOCNESS BR-ICLE Ocorrências

Fr. Bruta Fr. Norm Fr. Bruta Fr. Norm

721 721 655 1323,1

Observamos que os aprendizes utilizaram o artigo definido aproximadamente 90% a mais que os nativos. Ao observarmos o uso de the, separadamente com cada núcleo, notamos que essa diferença não ocorre com todos os núcleos, conforme Tabela 15:

Tabela 15: Frequência dos SN definidos por núcleo

Corpus LOCNESS BR-ICLE

79 world 306 382 771,64 people 267 92 185,84 money 63 46 92,92 years 39 25 50,5 imagination _ 6 12,12 guilt 20 _ _ society _ 104 210,08 life 26 _ _ Total 721 655 1323,1

A Tabela 15 mostra-nos que a diferença de mais de 100% do uso do artigo definido concentra-se nos núcleos contáveis singulares world e society, (life, o núcleo produzido pelos nativos que comparamos com os aprendizes, foi pouco produzido com o artigo definido) conforme exemplos de (a) a (d):

(a) “Scientists around the world are investigating genet” LOCNESS

(b) “People who travel around the world are able to get to know” BR-ICLE

(c) “living in south and east London as opposed to the life of luxury that they now live in” LOCNESS

(d) “The society requires each day more status from the population” BR-ICLE

Já os núcleos money e years foram utilizados pelos aprendizes aproximadamente 50% mais vezes que os nativos, conforme exemplos de (e) a (h)

(e) “The money would then be used to support orphanages.” LOCNESS (f) “In my opinion, the money is indeed very helpful” BR-ICLE

(g) “Over the years society has established” LOCNESS

(h) “Throughout the years, the fragile sex have been” BR-ICLE

Embora os aprendizes utilizem o artigo definido mais vezes, se comparados com os nativos, isso não ocorre em qualquer ambiente. Observa-se um menor uso em relação aos aprendizes com os núcleos

people e imagination foram menos utilizados com o artigo definido pelos aprendizes.

(i) “The people naturally react to this injustice” LOCNESS

(j) “Unfortunately, the unemployed people and the unemployment are growing together.” BR- ICLE

80 (l) “In this sense, the imagination is what makes humans free.” BR-ICLE

De fato, os nativos produziram uma grande quantidade de the people, sem modificadores. Esse uso remete a um dos significados de people, que segundo o dicionário Longman, quer dizer “todas as pessoas de um povo ou nação”. Tal uso não foi significativamente maior entre os nativos. Os aprendizes deram preferência ao uso de people com zero artigo, para indicar um povo (esses dados também serão discutidos na seção sobre o uso do zero artigo).

Como o volume de dados relativo ao artigo definido foi muito grande (somando-se LOCNESS e BR- ICLE, obtivemos mais de 1.000 ocorrências), decidimos analisar os casos de the por amostragem. Analisamos 193 de linhas de concordância de cada corpora. Conforme descrito no capítulo anterior, obtivemos o tamanho da amostra a partir de uma fórmula que calcula o número de linhas necessárias em uma amostragem.

De acordo com o teste estatístico aplicado, o Qui quadrado, qualquer valor de P menor que 0,05 indica que há diferenças estatisticamente significativas. Analisamos, então, os SNs tanto no corpus de nativos (N), quanto no de aprendizes (A), em relação aos seus modificadores, com a possibilidade de terem pré-modificador (PRE), pós-modificador (POS), ou serem sem modificadores (SEM). O teste estatístico apontou um resultado de P = 0.003168. Ou seja, em relação a essa variável, há diferença estatisticamente significativa entre esses grupos. Da amostra, obtivemos os seguintes resultados:

Tabela 16: Modificadores dos SNs com artigo definido

Corpus POS PRE SEM

LOCNESS 56 36 105

BR-ICLE 28 47 118

Em ambos os corpora, foram encontrados valores semelhantes em relação a SNs sem determinantes. Por outro lado, os dois corpora apresentam diferenças significativas, principalmente em relação à produção de SNs com pós-modificadores. Enquanto os nativos demonstraram preferência por utilizar pós-modificadores, os aprendizes demonstraram preferência por utilizar pré-modificadores.

81 Esse resultado remete à hipótese inicial de que os aprendizes produziriam SNs mais simples que os nativos. Os pós-modificadores são estruturas mais complexas que os pre-midificadores, já que enquanto os primeiros são realizados por sintagmas preposicionados, orações relativas, orações reduzidas, dentre outros, os segundos são realizados, geralmente, por sintagmas adjetivais.

Os nativos demonstraram, também, uma maior variedade no tipo de pós-modificação, em relação aos aprendizes, conforme Tabela 17:

Tabela 17: Tipos de pós-modificadores com artigo definido

Pós-mod LOCNESS BR-ICLE

Sintagmas Preposicionados.

Of 22 7

In 9 0

Outros 3 2

Orações Relativas Who 6 9

that 3 4

which 2 0

Orações Não-Finitas 6 3

Finitas 5 3

Total 56 28

Os dados dessa tabela não foram normalizados, pois, como foi feita uma análise da amostra e como as amostras possuíam tamanhos iguais, não houve a necessidade de normalizarmos os dados (para todos os outros, em que foram comparados os resultados do corpus, os dados foram normalizados).

Como pode ser observado na Tabela X, a produção de nativos e aprendizes difere quantitativamente. E ao analisar os tipos de orações produzidas pelos aprendizes, vemos que não há muita variedade nos SN produzidos pelos aprendizes, já que as orações finitas produzidas foram todas semelhantes:

(m)“All human beings should give contributions to the society they live in” BRICLE (n) “The world we live in at the present” BR-ICLE

82 Em (m) e (n) é exemplificado todos os tipos de orações produzidas pelos aprendizes, em que apenas o núcleo e o SN variam, formando:

(Determinante) + NÚCLEO + SN + live in. Exemplo: (The) + world + we + live in

Por outro lado, os nativos produziram uma grande variedade de orações que modificavam o núcleo do SN, conforme exemplos de (o) a (q):

(o) “I might be snubbed from the people I might admire and would eventually be shunned” LOCNESS

(p) “The guilt he feels because he did not even attempt to save” LOCNESS (q) “talk shows show a part of the world they do not understand” LOCNESS

Já as orações reduzidas foram encontradas em ambos os corpora, porém em menor variedade no

corpus de aprendizes:

(r) “The destruction of the money earmarked for the 'good causes' has also raised a” LOCNESS

(s) “another benefit of the strip joint is the added money spent into the economy” LOCNESS (t) “But, conflict theorists recognize tha the people being controlled disagree with their

impoverished” LOCNESS

(u) “only for being employed but also for earning the money to support yourself and your

family.” BRICLE

(v) “the degrees has a cost to the institution, the money invested will compensate.” BR-ICLE (w)“influence of technology and the world created by science”

Os exemplos (r), (s) e (t) mostram apenas alguns dos tipos de orações com a função de modificador produzidas pelos nativos. Elas são orações maiores ou sintaticamente mais complexas. Já as orações dos aprendizes, (u), (v) e (w), são menores ou mais simples. Encontramos também, no corpus de nativos, SNs que possuíam pré e pós-modificadores ao mesmo tempo, o que não ocorreu no corpus de aprendizes, como se vê no exemplo (x):

(x) “another benefit of the strip joint is the added money spent into the economy” LOCNESS

83 Uma das prováveis razões para essa menor frequência de SNs modificados por orações no corpus de aprendizes é a influência da língua materna. No português, quando uma oração finita modifica um SN, isso ocorre com a presença de pronomes relativos. Por exemplo:

(y) Em “the guilt he feels”, com um SN produzido por um nativo, não teríamos um correspondente em português, já que o mesmo precisaria de um pronome relativo, conforme exemplo (z).

(z) “a culpa que ele sente”

Um dado que sustenta essa hipótese de influência da língua portuguesa é a maior frequência do pronome relativo that e who entre os aprendizes. Ambos os pronomes relativos foram mais frequentes no corpus de aprendizes.

Benzer Belgeler