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Anayasal haklar açısından vergi hukukunda zamanaşımı

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1.1.3. Vergi Hukukunda Zamanaşımı Uygulamasının Dayanakları

1.1.3.3 Anayasal haklar açısından vergi hukukunda zamanaşımı

Inácio não foi um inovador quando propôs um trabalho metódico para oração. Tinha especial apreço pelo pequeno livro Imitação de Cristo, e sabemos que sua passagem pelo

 

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PANNIKAR, Raimon. Ícones do mistério: a experiência de Deus. Coleção Algo a dizer. São Paulo: Paulinas, 2007, p.90. Os itálicos são nossos.

48[EE 11] Anotação 11. Ao que recebe os exercícios é útil, na primeira semana, que não saiba coisa alguma do que fará na segunda, mas que se esforce de tal modo, na primeira, por alcançar o que procura, como se nada de bom esperasse encontrar na segunda. “É o primeiro aviso que nos dá, já de cara, para salvar a liberdade: há que enfrentar o que temos à frente, sem nos iludirmos com o que virá, pensando que será melhor. (...) É o mais prático para evitar que se iluda com o que está por vir: que não o saiba. (...) A única coisa real é aquela que temos à nossa frente, e não a que ainda não chegou. Se frente à dificuldade que a realidade nos apresenta, nós lhe damos as costas, viveremos fugindo e, assim, a vida não tem como nos satisfazer.” In: CHÉRCOLES, MEDINA, Adolfo. Apontamentos para dar Exercícios espirituais de s. Inácio de Loyola. Segunda versão. Impresso, 2009, p.20-21.

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 ͞[EE 98] Eterno Senhor de todas as coisas, faço minha oblação com vosso favor e auxílio, diante de vossa

infinita bondade e em presença de vossa Mãe gloriosa e de todos os santos e santas da corte celestial, protestando que quero e desejo, por determinação deliberada, imitar-vos em suportar todas as injúrias e toda ignomínia e toda a pobreza, tanto material como espiritual, desde que isto seja para vosso maior serviço e louvor, e Vossa Majestade santíssima queira escolher-me e receber-me em tal vida e estado.” - Segunda semana - Servir ao Rei

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Os Exercícios Espirituais de sto. Inácio de Loyola - PUC-SP. 2011

Mosteiro de Montserrat (aonde foi a depor armas) deixou-lhe as marcas da devotio moderna50. Também se leva em conta que ele pode ter recebido influências de técnicas da igreja oriental, das quais se pode encontrar algum resquício em Segundo e Terceiro modo de orar [EE 249 e 258]51, respectivamente. No entanto, há uma diferença fundamental, que é a marca distintiva do processo dos EE: o método de oração não visa apenas realizar uma teofania íntima, uma união com Deus; ele visa elaborar tecnicamente uma interlocução, uma língua nova que possa circular entre a divindade e o exercitante, propiciando a criação do terceiro e do quarto texto, o alegórico e anagógico, na busca de um segundo código, que é uma língua artificial, mas elaborada a partir do próprio idioma. “Inácio, com os EE, constitui uma “arte” destinada a determinar a interlocução divina”.52 Para tanto, ele produz regras gerais, num aparelho metódico que regula dias, horários, posturas, regimes; tudo é feito para ajudar o exercitante a encontrar o que dizer, o que falar. No início, o exercitante debate-se com uma carência profunda da palavra, como se nada houvesse para dizer, e é necessário um esforço pertinaz para ajudá-lo a encontrar uma linguagem. Para Barthes, todo o aparato das meditações inacianas, em sua extrema minúcia, faz lembrar o protocolo que um escritor deve ter:

“Aquele que escreve, mediante uma preparação regulada das condições materiais da escrita (lugar, horário, cadernos de anotações, papel, etc.) e faz o que se chama de “trabalho” do escritor e que, nada mais é do que uma conjuração mágica de sua afasia nativa, numa tentativa sempre presente de capturar a “ideia”. Inácio, com os EE, busca dar os meios de captar o signo da divindade.”53

Para tanto, Inácio vai constituir uma língua de interrogação, em que se coloca uma pergunta e uma resposta, numa estrutura interrogativa: Qual é a vontade de Deus? Onde está? Em que direção pende? Aqui temos uma originalidade histórica: antes, o que havia era a

 

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Gerhart Groote (1340-1384), iniciador de um novo movimento ascético, os Irmãos da Vida comum, não se

interessava absolutamente pelas especulações e experiências místicas. Os membros das comunidades praticavam o que se chamou a devotio moderna, um cristianismo simples, generoso e tolerante, que não se afastava da ortodoxia. O fiel era convidado a meditar sobre o mistério da Encarnação, tal como o reatualiza a eucaristia, em vez de entregar-se às especulações místicas. No final do século XIV e durante o século XV, o movimento dos Irmãos da Vida comum atraiu um grande número de leigos. Trata-se ainda da necessidade geral e profunda de uma devoção acessível a cada um que explica o excepcional êxito da Imitação de Cristo, escrita atribuída a Tomás de Kempis (1380-1471). A devotio moderna demonstrou que o desejo de viver uma vida comunitária simples, de abnegação, imitando Cristo e os apóstolos, estava tão vivo no fim da Idade Média quanto o fora na Igreja primitiva. Com a Imitatio Christi, a casa se torna lugar de santificação, ao lado do convento. Os oratórios domésticos se erigem em espaços de oração e espiritualidade, ao lado da ‘igreja’ conventual. Com a Devotio Moderna, surgiu um modelo de vida eclesiástica que colocou leigo e sacerdote no mesmo nível, sem as distinções hierárquicas, fato que aborrecia enormemente a igreja de Roma. Em relação à vida de devoção, todos se tornavam iguais”. (In:www.sophia.bem-vindo.net. [15-02-10]).

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 Inácio propõe ao exercitante que ore “contemplando o significado de cada palavra da oração” e “que ligue cada palavra da oração ao ritmo da respiração”, que são respectivamente o Segundo e o Terceiro Modo de Orar.  ϱϮ

BARTHES, Roland. Sade, Fourier, Loyola. p.42. ϱϯ

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Os Exercícios Espirituais de sto. Inácio de Loyola - PUC-SP. 2011

preocupação em cumprir a vontade de Deus. Aqui, em Inácio, o que há é a preocupação em buscar encontrar a vontade do Pai, o que há é a problemática do signo (encontrar a Palavra que fala da vontade) e não a da perfeição (cumprir a vontade). Aqui, em Inácio, estamos no campo do signo permutado, no campo da mântica, que é a arte da consulta divina, da língua da interpelação, e que compreende dois códigos: o da pergunta dirigida pelo homem à divindade, e o da resposta devolvida pela divindade ao homem. A mântica inaciana, então, compreende a pergunta, que está no que os EE propõem, e a resposta que está no Diário Espiritual. Não se pode dissociar os EE e o Diário Espiritual; eles estão inextricavelmente correlacionados, num conjunto cujo caráter radicalmente binário é atestado de sua natureza lingüística.

Ao longo dos tempos, a estrutura dos EE que compreende as Quatro Semanas gerou muito debate a respeito de como classificar essa sua estrutura (debate taxinômico). Fez-se muito esforço para fazê-la coincidir com as três vias da teologia clássica: a purgativa (primeira semana – meditação do pecado), a iluminativa (segunda e terceira semanas – “vida oculta” e “vida pública” de Jesus e Paixão e Morte), e a unitiva (quarta semana - Contemplação para alcançar Amor). No entanto, encaixar a estrutura dos EE neste sistema ternário deixaria todo o processo racionalizado, aclimatado, pacificado, como afirma Barthes:

“Dar aos Exercícios uma estrutura ternária é reconciliar o participante do retiro, é dar-lhe o reconforto de uma transformação mediatizada. Entretanto, nenhuma razão teológica pode prevalecer contra essa evidência estrutural: o número 4 (quatro semanas) remete, sem transação possível, a uma figura binária. Gaston Fessard, em ‘A dialética dos EE de s.Inácio de Loyola’ indica que as quatro semanas articulam-se em dois momentos: um

antes e um depois; o fulcro desse dual, que não é absolutamente um ‘espaço’ mediano, mas um centro, é, ao término da Segunda semana, o ato de liberdade pelo qual o exercitante escolhe, em conformidade com a vontade divina, este ou aquele procedimento a respeito do qual estava antes incerto: é o que Inácio chama eleger. A eleição não é um momento dialético, é um contato abrupto entre uma liberdade e uma vontade: antes, são as condições de uma boa eleição; depois, são as suas conseqüências; no meio, a liberdade, isto é, substancialmente, nada. A eleição (a escolha) esgota a função geral dos

Exercícios.”54

Como em toda mântica, também aqui nos EE há que se chegar a uma escolha, a uma decisão. E a essa escolha pode-se dar uma interpretação teológica genérica, que é buscar unir, cada vez mais, a liberdade pessoal à vontade do Eterno. Mas, Barthes vê os EE como muito materiais, impregnados de um espírito de contingência, que é o que lhe dá força e sabor. A escolha para a qual os EE preparam e sancionam é verdadeiramente prática, e configurar-se-á

 

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Os Exercícios Espirituais de sto. Inácio de Loyola - PUC-SP. 2011

numa missão. Tanto é assim, que há um mote sempre repetido entre os inacianos: Os EE valem se levam da moção à missão. O próprio Inácio, no texto dos EE, elencou matérias55 sobre as quais era necessário ordenar os afetos, compreender a que desejos eles estão apegados, para que a eleição possa ser livre. Contudo, seu melhor exemplo de interpelação divina e de busca de escolha está em seu Diário Espiritual. Esta língua da interrogação procura menos saber da divindade O que fazer?, e procura mais é estar ligada à escuta da dramática alternativa que será dada pela divindade, pois através daquela é que toda prática vai se preparar e se determinar

Para Inácio, toda ação humana é de natureza paradigmática; toda ação repousa numa operação propriamente alternativa, que dispõe pontos de bifurcação para examinar, no projeto de um comportamento, duas perspectivas: escolher uma e não outra, e depois prosseguir. Esse é o próprio movimento da eleição. E aqui está a práxis, ligada à língua de interrogação, na interlocução. Ou seja, à dualidade de toda situação prática corresponde a dualidade de uma língua articulada em pergunta e resposta, entre dois interlocutores: Inácio e Deus, exercitante e Deus. E nisto reside a originalidade do terceiro texto dos EE, o alegórico, texto agido, do exercitante à divindade. Enquanto os códigos usualmente são feitos para ser decifrados, o código que Inácio instituiu foi feito para levar Deus a ter relevância sobre a práxis; foi feito para decifrar a vontade de Deus, que pesará sobre a eleição e a práxis.

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