I. BÖLÜM
1.8 Anadolu Kadınlar Birliği (Bacıyan-ı Rum)
A transição do catolicismo ultramontano, conservador, para o catolicismo do Vaticano II, dito progressista compreende um processo de renovação interna das práticas católicas no que se refere à vida paroquial, à compreensão interpretação da Bíblia, à vida litúrgica e doutrinária com ênfase na catequese. Todos esses movimentos de renovação encontram-se profundamente imbricados. Pois, todos eles gravitam em torno das práticas pastorais organizadas pela paróquia. Aparecem aqui tratados, separadamente, por razões de ordem metodológica.
Se, no período, a Igreja se compreendia como social cristã postulando a mudança social, internamente não podia permanecer estática. A renovação interna, à medida que se desenvolvia, tornava-se cada vez mais nítido ser impossível negar a dimensão política da paróquia, da leitura da bíblia, da prática litúrgica e da catequese.
Quanto às fontes de alimentação desse processo de mudança na arquidiocese, pode-se identificar duas vertentes. Por um lado, havia o incentivo do próprio bispo que, desde sua chegada à diocese, insistiu junto ao clero, às religiosas e aos leigos militantes sobre a necessidade de participação dos fiéis na liturgia da missa de forma ativa.176 Por outro, os padres da Congregação do Sagrado Coração
de Jesus, a maioria deles de origem holandesa e vinculados a sua matriz na França, tinham acesso às novidades da vanguarda da renovação Católica que aconteciam naqueles países, bem como vários sacerdotes da arquidiocese tinham estudado na
175 TRINDADE, Henrique Golland. Vamos ao Concílio. A Fé, Bauru, 29 set. 1963. 176 Cf. Item 2.5.
Europa e um, Padre Nivaldo Rosa, tinha se especializado em pedagogia catequética em Paris.177
Pode-se afirmar que, até meados do século XX, o peso do poder político da Igreja restringiu-se a duas frentes: primeiro, pela representatividade da instituição com toda sua tradição e em virtude de abranger boa parte da humanidade. Depois, pela ação política partidária ou não de cristãos leigos ou membros do clero de forma individual de acordo com o carisma pessoal. Até aquele período, a Igreja tinha acreditado que ao educar as pessoas dentro da doutrina católica estaria garantida a construção de uma sociedade melhor. A política era vista como um departamento separado das outras instâncias da vida, incluindo as práticas relativas à fé.
A ênfase na formação de comunidades paroquiais ou de outro tipo, constituiu- se num instrumento de caráter político determinante para as mudanças que se operariam, no seio da Igreja, na década de 1960. Em 1966, Cunningham e Eagleton concluíram que
só ultimamente é que os cristãos começaram, pouco a pouco, a encarar a Igreja como uma comunidade. [...] Como membros da comunidade cristã, atribuímos ao conceito de sociedade um conjunto ideal de relações humanas, que ousadamente desafia muitas das nossas concepções existentes.178
O ideal de vida comunitária cristã colocaria em evidência as contradições de se viver numa sociedade capitalista que se movia na contramão da radicalidade dos princípios evangélicos da caridade e fraternidade cristãs.
Os mesmos autores salientaram o papel da liturgia na formação da comunidade:
a liturgia celebra e cria comunidade – a comunidade que, no batismo, nos confere um nome e uma identidade, a comunidade onde Cristo está sacramentalmente presente. [...] Cristo está em mim não por eu ser devoto, mas simplesmente porque eu sou parte da sua comunidade, porque estou inserido no seu Corpo. [...] este é o tipo de vida que encontramos na liturgia, e que temos de radicar no mundo. É um erro pensar que a liturgia existe por si própria, como um ilha, uma comunidade isolada, um mundo selvagem e rude onde
177 Vários autores citados neste texto como Jacques Maritain, Pierre Teilhard de Chardin e Emmanuel Mounier
que refletiram e apontaram para as mudanças dos rumos do catolicismo são franceses e exerceram uma forte influencia particularmente sobre a Ação Católica Brasileira. Também alguns sacerdotes da arquidiocese fizeram algum tipo de especialização na França, na década de 1950, no campo da catequese e da liturgia. Curiosamente, depois de falar aos Padres conciliares na primeira sessão, na qual expôs sua compreensão de Igreja voltada para os pobres, D. Henrique foi convidado para almoçar com os bispo franceses. TRINDADE, Henrique Golland. Cartas de Roma. (IV). A Fé, Bauru, 30 dez. 1962.
178
CUNNINGHAM, Adrian; EAGLETON, Terry. Os cristãos contra o capitalismo. In: CUNNINGHAM, Adrian et al.
podemos nos refugiar sempre que nos apetece. A Igreja não existe para os cristãos, existe para o mundo. [...] A liturgia é, portanto, uma força política – uma força que trabalha constantemente para conseguir assemelhar as sociedades humanas à sua própria imagem comunitária.179
No âmbito local, em 1961, reconhecia-se que
o centro de preocupação pastoral moderna é, sem dúvida, a paróquia que está atravessando uma “crise”. Principalmente quer-se redescobrir na existência da paróquia a característica fundamental da família, núcleo, comunidade sobrenatural, e restituir à sua atividade a nota correspondente de interesse comum, mútuas relações, cooperação, apostolocidade; em poucas palavras: quer-se dar vida de “Ecclesia”, de assembléia, de comunidade àquela divisão jurídica territorial de que fala o Cânon 216.180
Como centro da vida católica, a renovação da vida paroquial que, de lugar de atendimento a clientes à procura de produtos sagrados, entre eles a aquisição do céu, é designada para tornar-se um centro de vida comunitária dinâmica que deveria satisfazer necessidades humanas outras além das espirituais.
Entretanto, pode-se debitar ainda ao momento de “crise” da paróquia o tatear em busca de uma identidade e à ausência de uma orientação mais concreta do novo estilo de vida cristã na qual a relação entre fé e vida reivindicada fosse de imbricamento, em lugar da qualidade de “comunidade sobrenatural” a ela atribuída até então.
Ao estudar uma das experiências pioneiras de renovação paroquial, em 1960, o padre José Marins deixou relatado, nas palavras do vigário daquela paróquia, o que o motivava a fazer novas experiências:
lenta, mas firmemente, formou-se em mim a convicção: precisava ver de modo novo a Igreja e o sacerdócio. Sair de uma concepção prevalentemente jurídica, estática e tradicional, para uma visão de Igreja que a cada momento se encarna no tempo, se renova. Igreja que não é museu cheirando naftalina, nem culto de arqueologia, mas vida que nasce de Deus e transborda nos homens e nas instituições. Pactuei comigo mesmo que se um dia fosse vigário, haveria de fazer uma corajosa experiência de vida paroquial como os tempos exigem e a Igreja deseja.181
Intensificado desde meados da década 1950, o esforço de formação de comunidades nas paróquias na diocese de Botucatu foi expresso pelo jornal “A Fé”, em 1954, nos seguintes termos:
179
CUNNINGHAM; EAGLETON, 1968, p. 33-34.
180
PAIVA, Geraldo. Pastoral litúrgica. A Fé, Bauru, 12 fev. 1961.
a Paróquia é uma comunidade que ora, que vive, que se ama, que age, no mesmo fervor espiritual e na mesma união da caridade divina. [...] Comunidade fraterna, ela se acha baseada, unida e cimentada no amor de Deus e dos irmãos, filhos do mesmo Pai, unidos em Cristo.182
Apesar desta visão inovadora, não deixava ainda de enfatizar que o objetivo da paróquia seria a “conquista das almas” e idealizava o espírito comunitário da Igreja primitiva comparando-o com o da Idade Média, como se tivessem o mesmo valor e exemplo para a Igreja do século XX, o que revela insegurança e contradição compreensível por se tratar de um período de transição.183 Pois, ao mesmo tempo
em que o conjunto das mudanças apontava para o futuro e o novo, o peso da tradição, na concepção de certo grupo de católicos, como nesta passagem, insistia em se fazer presente. Havia uma mistura entre o velho e o novo por não ter se chegado ainda a uma configuração clara do que deveria ser a Igreja renovada.
No contexto de uma visão ainda marcada pela transição entre o tradicional e o novo, a ausência de existência de vida comunitária entre os cristãos, para além de reconhecer o afastamento dos mesmos em relação aos propósitos do primitivo cristianismo, era atribuída à modernidade, de acordo com o argumento ultramontano:
o naturalismo pagão da Renascença, o individualismo da Reforma, o racionalismo e o laicismo dos séculos que se seguiram causaram terríveis danos ao espírito comunitário cristão. É lamentável a falta de sentido comunitário no mundo moderno. A ausência da verdadeira caridade cristã deve-se atribuir à falta de sentido paroquial em muitos países tradicionalmente católicos.184
Mais do que o local onde tradicionalmente se ofereciam os “serviços religiosos”, local de devoção e oração, a paróquia passa a ser compreendida no contexto de Ação Católica, como o espaço de formação de vida cristã, de todos os católicos: clero e leigos. É de se notar a utilização dos termos “família” e “comunidade” para caracterizar a paróquia:
[...] é o meio de geração e de formação fundamental do cristão. É o lugar da fonte batismal. Ela é o lugar de formação da consciência cristã pelo catecismo e instrução dominical: ela é como a família, o lar onde se burila a personalidade profunda, com a qual se viverá e reagirá toda a vida. [...] É o lar de todos e da igualdade de todos, uma coisa verdadeiramente comum. É uma coletividade onde todos
182 CATÓLICO! Sabes o que é uma paróquia? O que significa ser paroquiano? A Fé, Bauru, 25 set. 1954. O
próprio título do artigo revela a novidade do assunto tratado.
183
Ibid.
são ativos e interessados, onde, sem isso cesse de se fazer com ordem. Tudo se faz com todos. Fazer juntos, eis a lei da comunidade.185
A partir de 1958, nota-se, claramente, a existência de iniciativas do clero para uma espécie de ação que, posteriormente, seria denominada de pastoral de conjunto. Muitas das decisões passaram a ser tomadas conjuntamente – entre os párocos e o bispo – no âmbito da diocese sob a coordenação do bispo e, em âmbito de decanato, sob a liderança de seus respectivos vigários decanos, com a finalidade de adequar as ações pastorais a cada realidade da diocese e, dentro da paróquia, pelos respectivos vigários.
Em reunião dos decanatos de Bauru e de Pederneiras, em outubro de 1958, no ensejo de renovação e dinamização das ações paroquiais, os párocos resolveram
fazer o levantamento estatístico das suas respectivas paróquias a fim de conhecer o verdadeiro estado religioso de cada uma, como primeiro passo para a necessária atualização e divisão dos trabalhos apostólicos: e – no que diz respeito à cidade Bauru – em preparação às Santas Missões que virão pregar os Missionários Redentoristas no decorrer do ano de 1960.186
Iniciava-se, deste modo, ainda que no discurso e pouca prática, a introdução de uma tentativa de racionalização e do planejamento nas atividades pastorais e administrativas da arquidiocese e das paróquias. Entretanto, o despreparo ou desinteresse de grande parcela do clero, em geral já bastante idoso, e dos leigos, habituados a uma religião de devoção e de submissão à vontade dos respectivos vigários, constituíam-se em grande desafio e indicavam que seria longo o caminho a ser percorrido no processo de mudança interna da Igreja.
Introduzia-se, aos poucos, a prática do planejamento pastoral. Segundo relato do vigário de Cravinhos havia a convicção de que sempre se devia
partir da realidade. Não se pode trabalhar com eficiência sem dimensionar exatamente o contexto sócio religioso no qual se está. [...] trabalhar sem planejamento é tentar a Deus, porque é desperdiçar energias que Ele deu para serem utilizadas em benefício da Igreja.187
Neste sentido, outra decisão tomada naquela reunião dos padres dos decanatos teria repercussões profundas na década posterior. Os sacerdotes dos
185 A PARÓQUIA. A Fé, Bauru, 21 fev. 1954. 186
CONCLUSÕES DA REUNIÃO dos sacerdotes do decanato. A Fé, Bauru, 9 nov. 1958.
187
dois decanatos decidiram, segundo o relato da reunião, “desde já criar o conselho das diretorias reunidas paroquiais, com reuniões bimensais”.188 Estas decisões
revelam dois aspectos da renovação: a valorização do laicato na participação ativa da organização e das decisões paroquiais e, por outro, a exigência de mudança na mentalidade do clero até então hegemônicos na tomadas de decisões pastorais e na direção da paróquia. Iniciava-se um processo de descentralização das decisões que exigiam a racionalização e o planejamento como instrumentos da ação pastoral.
Ainda na mesma reunião e na mesma linha de dinamização da paróquia e incrementação do “espírito comunitário paroquial” e da “catequese popular”, os membros do clero decidiram que deveriam promover a imprensa diocesana e paroquial,189 o que remetia para o início da formação de uma pastoral da
comunicação que seria enfatizada no Vaticano II.
Em julho de 1959, Padre Natal, ao refletir sobre a renovação da paróquia, relacionava-a com a Igreja na mesma proporção que a célula está para o corpo. É a paróquia que dá vida à Igreja. Definiu a paróquia como o local “no qual os cristãos devem se comportar como irmãos, que se amam, e procuram concentrar na sua vida o grande preceito do Senhor: o amor”. Curiosamente, foi a primeira vez, apenas em 1959, que apareceu no jornal “A Fé” a palavra “amor” como ideal de vida cristã. O primeiro e maior mandamento tinha permanecido oculto até então nas estruturas tradicionalistas da Igreja que privilegiava mais os aspetos administrativos e jurídicos do que irradiação da mensagem da salvação.
Reconheceu, ainda, que esse ideal não era vivido, mas
é preciso que todas as nossas associações, cada uma conforme sua natureza, sejam lançadas ao assalto dos irmãos ausentes. Urge uma campanha cerrada na mobilização de todos os bons, para um genuíno cristianismo, voltando a Cristo. É preciso pensar na grande batalha de reeducação do amor cristão, da família paroquial, reproduzindo, o quanto possível, aquele ambiente cristianíssimo dos primeiros fiéis que, pelo seu comportamento exemplar, arrancavam dos pagãos sempre a mesma exclamação: “vede como eles se amam” e fascinados pela beleza da vida cristã, trocavam o erro pela verdade. O leitor que nos lê, poderia pensar que somos reacionários. Concordamos com o seu pensamento desde que a reação seja tomada no sentido de transformar a nossa paróquia do Divino Espírito Santo, numa paróquia viva, operante, na grande família paroquial, onde se note que o cristianismo não é um distintivo, uma
188 CONCLUSÕES DA REUNIÃO dos sacerdotes do decanato. A Fé, Bauru,9 nov. 1958. 189 Ibid.
etiqueta, um rótulo: mas o amor feito vida.190
Em 1960, Padre Koop, ao escrever sobre a defesa da escola paroquial como dinamizadora da vida comunitária, afirmou: “A vida paroquial católica constitui a vida interior brasileira. A Paróquia fecunda, orienta, valoriza e dá sentido a todos os setores da vida humana brasileira qual fermento na massa, sal na comida, e sol que faz o dia”.191
Portanto, os programas de renovação interna da Igreja, aparentemente, se mostravam muito claros a partir da tomada de consciência, por clérigos e leigos, do tipo de Igreja existente e da percepção da necessidade urgente de mudança em face das exigências dos novos tempos. Quando um projeto se fia numa experiência passada, como a idealização do medievo, como no caso do ultramontanismo, que se almejava romanticamente recuperar, os parâmetros e limites colocados aparecem muito mais bem definidos. Neste, mesmo que seja impossível deter as forças da história, pretensamente se sabe em que chão se está pisando. Mas, um projeto futuro, pela novidade que apresenta, por mais identificado e caracterizado que seja, de algum modo poderia fugir ao controle. Assim, a renovação paroquial determinada a formar comunidades, aos poucos, começaria a colocar em questão a organização e a estrutura hierárquica e centralizada da Igreja e da sociedade em geral.
Juntamente com os discursos e práticas que visavam a renovação da paróquia, a partir de meados da década de 1950, desenvolveu-se através do jornal “A Fé”, uma intensa campanha em defesa da doutrina católica, esclarecendo aos leitores sobre os perigos representados pelas instituições surgidas a partir de uma concepção modernista do mundo, de acordo com o que era defendido pelo catolicismo ultramontano.
A campanha de esclarecimento doutrinário, nos meados da década de 1950, adotou um posicionamento de confronto com as doutrinas consideradas errôneas bem ao estilo da apologética tradicional. Ao mesmo tempo em que condenava a forma de leitura bíblica realizada pelos protestantes, iniciou uma campanha para que os católicos passassem a ler mais intensamente a palavra de Deus.
De início, o discurso da Igreja justificou que apenas a partir do período em que a Bíblia passou a ser impressa teria possibilitado sua difusão e leitura no meio
190 MELLA, Natal Antonio. Viver para a paróquia. A Fé, Bauru, 19 jul. 1959. 191
popular. Deste modo, condenou a denominada heresia protestante da “Bíblia só Bíblia” que teria sido possível graças à impressão da mesma. Pois nos primeiros quinze séculos a Igreja teria tido o seu período áureo sem a necessidade de leitura da Bíblia pelo povo já que as cópias eram manuscritas e lidas somente nos atos litúrgicos. Quanto aos primeiros quinze séculos do cristianismo, “esses foram os melhores tempos do cristianismo! Mil vezes mais santas, mais puras do que a nossa vida moderna, eram a moral e a vida familiar desses 15 séculos de cristianismo”,192
sem a necessidade da leitura bíblica.
Foram publicados uma série de artigos no jornal “A Fé” com a finalidade de divulgar estudos sobre a Bíblia e sua interpretação, durante o ano de 1957.193
É curiosa a contradição entre a ênfase sobre a perniciosidade da leitura da Bíblia a partir da emergência do mundo moderno ao mesmo tempo em que se fazia o lançamento de uma campanha intensa para sua leitura pelos católicos. A única diferença, e não deve ser menosprezada, estava no incentivo para a leitura coletiva em lugar da leitura individual realizada pelos protestantes. Entretanto, o incentivo à leitura não deixou de ser uma atitude nova no bojo do movimento bíblico que, junto com o movimento litúrgico, se constituíram em alavanca para a renovação interna da Igreja que teria seu ápice no Concílio Vaticano II entre 1962 e 1965.
Sem meios termos, em 1959 o jornal “A Fé” produziu quase uma página inteira de reflexões sobre o dia da Bíblia. O texto, assinado pelo bispo D. Siqueira, tentava motivar os católicos para a sua leitura comparando-a quase a um sacramento: “a mensagem divina que os livros santos nos comunicam, é uma espécie de sacramento da presença do Senhor. E sua leitura é quase uma comunhão”.194 Passou-se, então, a se celebrar o mês da Bíblia durante o mês de
setembro de cada ano e, dentro dele, o dia da Bíblia.
A liturgia católica constitui-se em um dos pilares da vida cristã na qual se exercita o sacerdócio de Jesus Cristo, tornando-O presente através de seu mistério. Por isso, a renovação da liturgia foi sempre enfatizada dentro Igreja, mormente no
192 STRABELLI, Pedro. A Bíblia e a Invenção da Imprensa. A Fé, Bauru, 08 jul. 1956. 193
LEITURA DA BÍBLIA e os católicos. A Fé, Bauru, 10 mar. 1957; OS CATÓLICOS SEMPRE leram a Bíblia. A
Fé, Bauru, 17 mar. 1957; A SANTA IGREJA e a leitura de Bíblias falsificadas. A Fé, Bauru, 14 mar. 1957;
TRADUTORES da Bíblia protestante. A Fé, Bauru, 31 mar. 1957; QUEM ORGANIZOU a lista dos livros da santa Bíblia? A Fé, Bauru, 14 abr. 1957; BÍBLIA E OS APÓCRIFOS. A Fé, Bauru, 21 abr. 1957; ALGUMAS DEFINIÇÕES. A Fé, Bauru, 28 abr. 1957; A ORIGEM DA BÍBLIA. A Fé, Bauru, 05 maio 1957; OS LIVROS DEUTEROCANÔNICOS no antigo testamento. A Fé, Bauru, 12 maio 1957.
194
século XX e, com Pio XII, a partir da encíclica Mediator Dei. Por essas razões, esteve entre os principais movimentos de renovação da Igreja no século XX. Há de se destacar que o movimento litúrgico no Brasil estava inserido no bojo da Ação Católica o que ocasionou o deslocamento da espiritualidade mariana para a cristocêntrica,195 um dos cernes da renovação, na medida em que a Bíblia também
era trazida para o centro da espiritualidade católica.196