1.2. Kentlerin Fiziki Yapısı
1.2.3. Anıtsal Yapılar
Abaixo, descrevo os caminhos e descaminhos que me levaram ao encontro das oito participantes desta pesquisa, assim como relato algumas impressões deixadas por elas em nossas conversas. Apresento as participantes na ordem cronológica das entrevistas, da mais antiga para a mais recente. Em seguida, apresento um quadro síntese com as informações de cada entrevista: data, tempo de duração e número de páginas transcritas.
a) Roberta Barreto
Conheci a Roberta Barreto, em 2007, em um evento organizado pela ONG em que eu atuava. O evento ocorreu em um hotel no centro da capital paulista e durou dois dias e meio, período em que tive um contato superficial com ela. Àquela época, dois fatos
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Todos os nomes de pessoas, locais ou eventos que pudessem identificar as entrevistadas foram trocados.
53 chamaram muito a minha atenção: 1) quando a vi pela primeira vez, ela estava sentada em um sofá, na recepção do hotel, ao lado de um rapaz bem franzino que parecia ser seu conhecido, e ela olhava com uma frequência incomum para todos os lados, como que avaliando se o local era seguro. Neste momento, chamou-me a atenção o fato de que ela atraía todos os olhares. Qualquer pessoa que passasse por ali a olhava de uma forma relativamente acintosa, com uma indisfarçável curiosidade ou com certa desconfiança; 2) O outro fato que me chamou a atenção foi que, mesmo sendo muito alta, com mais de um metro e noventa centímetros de altura, Roberta usava sandálias com saltos muito altos e muito finos, tanto que, ao final do evento, o carpete da sala em que ficávamos estava todo marcado pelo salto agulha que ela utilizou na maior parte do tempo. Vestindo-se sempre muito bem, sempre muito maquiada, Roberta parecia ser muito tímida, muito envergonhada. Acabado o evento, não nos vimos mais por alguns anos. No início de 2012, Roberta me adicionou como amiga em seu Facebook. Ao fazê- lo, perguntou-me em uma mensagem: “você se lembra de mim? Eu estava naquele evento, etc.” Eu a reconheci imediatamente e comentei, também por mensagem: “Como eu iria esquecer aquela pessoa tão elegante, que usava uns saltos tão altos que me fazia morrer de inveja!” Sua mensagem de resposta me surpreendeu: “Só que agora eu não uso mais salto, eu tive um acidente.” Depois disso, não trocamos mais mensagens. Em meados de 2012, fui convidada para fazer uma palestra em um grupo de ativismo LGBTT da periferia sul de São Paulo. Durante minha fala, vejo-a entrar e sentar-se na plateia. Ao final, fui falar com ela e vi que ela usava sandálias de salto baixo e brinquei: “Você me enganou, você ainda está usando salto!”, ao que ela respondeu: “Mas agora eu só uso saltos baixos, aqueles que você viu eu usar, não posso mais.”. E eu: “Você me disse pelo Facebook que tinha tido um acidente, o que aconteceu?” Ela imediatamente baixou os olhos, como se estivesse envergonhada, e me disse: “Eu fui assaltada”. E eu perguntei novamente: “Assaltada? O que roubaram: “Nada... meu celular e algum dinheiro”. Na hora, deu- me um estalo e imaginei que ela não tinha sido assaltada apenas, mas também tinha sido agredida de forma brutal, muito provavelmente por ser travesti. Imediatamente, perguntei a ela: “estou fazendo uma pesquisa sobre violência contra as travestis, você aceitaria participar, me dando alguns depoimentos?”. E ela, solícita e gentil: “Claro, quando você quiser.” Passaram-se alguns meses, até que eu obtivesse autorização do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos para fazer minha pesquisa de campo. Imediatamente, eu a contatei por mensagem privada no Facebook:
“Roberta, como você se considera, travesti ou transexual?” Ela me respondeu que se considerava travesti. Convidei-a novamente para fazer parte da entrevista, ela continuava disposta a participar. Trocamos telefones, liguei para ela para marcarmos nossa primeira conversa. Combinamos de confirmar o acordado pelo Facebook e estabelecer data, horário e local. Perguntei, ao telefone, se poderia ser na casa dela ou algum o utro espaço que ela quisesse – queria evitar que ela tivesse de se deslocar, gastar dinheiro. Ela disse que preferia que nossa conversa fosse em algum lugar que eu determinasse, não quis que eu fosse até a casa dela. Minha ideia inicial de local alternativo era conversarmos no escritório da ONG feminista que fica em uma área de fácil acesso por condução pública e que era bem tranquilo à noite, sem ninguém presente. No entanto, ela me disse: “eu vou onde você quiser, só não pode ser à noite. Quero sair do ce ntro até seis, sete horas no máximo”. Com essa informação, procurei um outro local alternativo e uma amiga ofereceu seu apartamento que, no horário da tarde, estaria vazio. Era um local de fácil acesso também, perto da ONG, perto do metrô. Perguntei à Roberta, por mensagem, se ela poderia ir para aquele local na quinta-feira, dia 16 de maio, por volta de 13h. Então ela me respondeu também por mensagem: “se você não se importar, um amigo vai comigo. Eu não estou andando sozinha, estou com medo. Alguns amigos foram agredidos recentemente e eu não quero correr nenhum risco.” Ela ainda brincou: “não se preocupe, ele vai ser como um abajur!” Eu expliquei que, para que ela tivesse liberdade de falar e privacidade, eu preferia que ele não estivesse junto no momento em que estivéssemos conversando, mas que ele poderia ir com ela até a porta do apartamento, depois sairia de lá e a esperaria por perto. Quando terminássemos, ligaríamos para ele voltar para buscá- la ou eu poderia acompanhá- la até algum local seguro. Ela aceitou essas condições e, na verdade, combinamos de nos encontrar nas catracas de acesso à estação do metrô, onde ela chegou sozinha. O amigo e “guarda-costas” dela a buscaria mais tarde, no Anhangabaú, onde um primo dele tinha um quiosque e ela ficaria e m local seguro. Assim, eu a encontrei no metrô e, depois de finalizado o primeiro encontro, eu a deixei no metrô também. No caminho de ida que fizemos a pé do metrô até o apartamento, um fato me chamou a atenção. Ao passarmos em frente a um local com muitos homens – era uma oficina mecânica ou borracharia, algo assim – ouvi um homem gritar algo, que não consegui entender, mas ele olhava para o nosso lado. Instintivamente, olhei para a Roberta, que pareceu nem ter ouvido nada e continuava andando e conversando comigo despreocupadamente.
55 A história de vida de Roberta Barreto foi traçada em três encontros diferentes. O primeiro encontro foi nessa tarde, e ocorreu na sala de estar do apartamento, onde havia um sofá confortável onde nos acomodamos. Essa primeira conversa durou três horas e meia. No início, Roberta estava tensa e ansiosa, mas aos poucos foi relaxando e se soltou completamente. Tanto que, depois da primeira cena, quando pedi para ela fechar os olhos, ela permaneceu de olhos fechados quase todo o te mpo. Se não fosse pelo adiantado da hora, Roberta poderia ter ficado falando por muitas horas mais. Houve vários momentos em que ela se comoveu bastante, mas chorou de forma muito discreta, quase imperceptível.
O segundo encontro ocorreu na terça- feira seguinte, dia 21 de maio de 2013 à tarde, no centro da capital paulista, em outro apartamento, que também estaria desocupado durante todo o período em que estivéssemos lá. O apartamento ficava perto da Praça da República, onde também há uma estação de metrô, mas desta vez o amigo e “guarda- costas” de Roberta não pôde comparecer. Ela foi assim mesmo, porque tinha se comprometido comigo. Cheguei antes do horário, liguei para ela avisando que estava lá e perguntei onde ela queria me encontrar. Ela me explicou onde seria melhor nos encontrarmos na saída da escada rolante do metrô mais próxima da Secretaria de Educação, que fica dentro da Praça da República. Ao nos encontrarmos, Roberta ficou visivelmente aliviada. Daí até o apartamento, fomos conversando e caminhando. A entrevista durou três horas e doze minutos e quando saímos para a rua já tinha anoitecido. Fomos caminhando e conversando até o metrô. Neste dia, outra coisa me chamou muita atenção. Na volta, por ser horário de grande movimento, percebi que quase todo mundo olhava para nós, sem quase nenhuma preocupação em disfarçar. Muitos olhares eram apenas de curiosidade, mas outros tinham uma indisfarçável desconfiança, outros ainda eram francamente hostis. Eu olhava para a Roberta, que parecia não notar tantos olhares. Comentei com ela o que eu estava vendo e ela me disse que isso era muito comum, que outras pessoas não travestis já haviam comentado a mesma coisa com ela. Perguntei se ela não se incomodava. Respondeu que não mais, porque tinha aprendido a não ver esses olhares, a não ouvir os comentários, como um ator que desfoca a plateia para poder representar. Fiquei muito impressionada. Marcamos a terceira conversa para a quinta- feira seguinte, dia 23 de maio, no mesmo local. No dia combinado, pela manhã, ela me ligou avisando que não poderia comparecer, pois na terça- feira, quando ela voltava para casa, encontrou uma amiga travesti caída na rua,
muito mal de saúde. Ela a socorreu e ficou com ela no hospital, pois a amiga não tinha nenhum parente para acompanhá- la. Remarcamos, então, para a terça- feira seguinte, dia 28 de maio. Em princípio, conversaríamos no mesmo local do segundo encontro.
No dia combinado, houve um imprevisto e o apartamento não estaria desocupado à tarde. Consegui agendar de última hora uma sala no Instituto de Psicologia da USP e marquei de encontrar Roberta na estação Pinheiros do metrô, na plataforma de embarque. Fomos juntas dali até a USP. Quando chegamos à sala, Roberta parecia pouco à vontade, meio constrangida. Não perguntei para ela o motivo, mas me pareceu que o ambiente universitário, assim como a sala onde conversamos, por ter uma mesa muito grande e imponente, eram fatores de intimidação para ela, que não tinha terminado seus estudos básicos. Não se foi isso, mas desta vez, Roberta não fechou os olhos imediatamente, como havia feito no segundo encontro. Somente quando eu pedi, ela o fez. Não parecia estar tão à vontade, mas mesmo assim foi totalmente colaborativa em todo o tempo em que estivemos lá. A conversa durou duas horas e dezenove minutos. Voltamos juntas até o metrô, conversando. Descobri, nesses encontros, uma pessoa tão íntegra e generosa, que sinto de forma ainda mais intensa como é injusta e cruel a estigmatização das travestis.
b) Kharla Limeira
A indicação para conversar com Kharla Limeira foi dada por Iara Pereira. Iara, por seu ativismo e sua atuação na entidade que presta serviços para a comunidade LGBTT, conhecia muitas travestis. Neste momento, eu buscava uma travesti que fosse trabalhadora do sexo e, de preferência, que não tivesse atuação na militância LGBTT. Iara Pereira fez o primeiro contato com Kharla e me passou o endereço do Facebook dela, dizendo que ela aceitaria participar da pesquisa. F iz meu primeiro contato com Kharla no dia 2 de abril de 2014. Ela me respondeu dois dias depois, dizendo que eu poderia fazer as perguntas. Expliquei- lhe que a conversa seria presencial e lhe perguntei em que local preferia me encontrar. Ela preferiu em sua casa, mesmo, um prédio localizado no centro velho da cidade. Durante esta conversa virtual, disse-me que o pior era a “falta de respeito”. Informei-a de que conversaríamos sobre a história de vida dela e que, por isso, talvez fosse necessário que nos encontrássemos mais de uma vez. Ela disse que não haveria problemas. Antes de marcarmos nosso encontro, ela me disse que iria tomar café e que voltaria logo para nossa conversa virtual. Mas não voltou. Dois dias
57 depois, 6 de abril, eu voltei e escrever para Kharla. Desejei bom dia e perguntei se poderíamos marcar um dia e horário para nos encontrarmos. Ela me respondeu na mesma hora, dizendo que sim, que ela sairia naquele momento, mas depois escreveria me passando seu telefone e endereço. Não respondeu. No dia seguinte, 7 de abril, eu lhe escrevi novamente perguntando se poderíamos conversar ainda naquela semana e ela concordou. Marcou para a próxima quarta- feira, dia 9 de abril, à tarde. Pedi- lhe endereço, telefone e perguntei se às 14h seria bom para ela. Kharla concordou com o horário, deu- me as informações solicitadas e, no dia, ainda enviei uma mensagem informando que estava em uma estação de metrô próxima, quase chegando. Ela respondeu que estava me aguardando. Ao chegar, fui instruída pelo porteiro do prédio para aguardar um pouco, poderia subir logo. Esperei cerca de 15 minutos. Kharla me atendeu muito bem, tinha preparado uma mesa com suco, água. Conversamos na sala. Dividia a quitinete com uma amiga, que chegou acompanhada com um rapaz durante a entrevista, mas foi para o quarto e fechou a porta. Sempre reforçava que ela não passara por nenhuma situação de violência, não tinha nenhuma recordação ruim, de ordem alguma. Atribuiu às próprias travestis o desrespeito que ela sofriam, porque a maioria delas não sabe se comportar. Isso, de alguma forma, incomodou- me. Mais tarde, pude significar esta postura como uma espécie de defesa, mas no momento creio que chegou a interferir na minha possibilidade de escuta. Isso se refletiu, sem dúvida, na entrevista. Depois de eu lhe fazer algumas perguntas de forma insistente, ela mostrou-se impaciente e cansada, quis interromper a conversa. Kharla deu sua entrevista em uma hora e vinte e três minutos.
c) Camily Pergolini
Conheci Camily Pergolini por intermédio de Gilberto Maia46. Ele deixou um recado no Facebook dela, informando que eu faria o contato, mas eu tinha entendido que ela já tinha aceitado fazer parte da entrevista. Quando Gilberto desfez o mal entendido para mim, escrevi novo recado, desculpando- me e dando mais informações sobre o propósito do meu contato e da solicitação da entrevista. Minhas duas primeiras mensagens foram no dia 12 de abril. Camily respondeu no dia 13 e me pediu mais informações sobre o propósito do meu trabalho. Quando ela entendeu do que se tratava, tivemos uma longa troca de mensagens que durou das 18h35 às 20h55 por Facebook e, depois, ainda durou
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No me fict ício de u m conhecido militante por direitos das pessoas LGBTT da região da Grande São Paulo.
um pouco mais por Whatsapp. Essa troca de mensagens inicial foi como um início de entrevista, pois ela já se abriu. Reclamou da falta de respeito nas escolas, falou da hipocrisia das pessoas que se escondem atrás da religião para condenar as travestis, queixou-se, de forma bastante desesperançada, de que não havia nada que pudesse fazer, jamais seria aceita47:
o que mais me doi que sei que sempre serei uma deficiente pras pessoas, nao importa se tiver faculdade, ser for bonita, se for bem sucedida, sempre seria algo ruim, ou alguem bonita em 4 paredes, e mt doloroso ser travesti a sociedade te empurra pra coisas ruins e vc acaba '''se acostumando ''' deixando pra la, quando ve sua vida passa e vc vive sozinha longe de familia e longe de pessoas q vc poderia amar que n te assumem por medo, ou seja travesti e apenas uma passagem dolorosa de ilusoes... e isso que somos pra varias pessoas moentos nada alem disso
Mostrou certo constrangimento por se sustentar como profissional do sexo. Várias vezes, era possível sentir que havia um receio de que eu a julgasse. Dizia que seus horários não eram muito certos, de que não teria certeza se não precisaria interromper a nossa conversa para atender um telefonema ou receber um cliente. Insistiu nisso algumas vezes. Expliquei que isso não teria problema para mim, que era o trabalho dela e que, se precisasse interromper a entrevista, continuaríamos em outro momento. Ela concordou, marcou para o dia 16 de abril, uma quarta- feira à tarde, e preferiu que a conversa fosse em sua casa. Lembrou- me diversas vezes de que poderia ter alguma interrupção por causa do seu trabalho. Passou- me endereço e número do celular, pediu para que nos comunicássemos pelo Whatsapp. Depois que a adicionei, continuamos ainda a conversa por mais algum tempo naquele dia mesmo. Camily estava muito desanimada, deprimida, infeliz com sua vida, infeliz por trabalhar como garota de programa. Não meu deu o número do apartamento, ao chegar na porta do seu prédio eu deveria contatá- la pelo Whatsapp, para não interrompê- la caso estivesse trabalhando. Apesar de todas as advertências que me fez de que poderíamos ser interrompidas durante a entrevista, creio que uma relação de confiança se estabeleceu, pois enquanto conversamos, Camily desligou seu celular. Ela tornou a ligá- lo somente ao final da entrevista e, daí em diante, ele não parou de tocar. Eram clientes pedindo informações sobre programas. Nossa conversa durou pouco mais de três horas.
59 Ao final da entrevista, sentindo que Camily estava muito deprimida, falei- lhe da possibilidade de fazer terapia, que eu poderia ajudá- la com isso. Também falei de um encontro de travestis que ocorria em um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA)48, na região sul da cidade. Camily, durante a entrevista, não quis fechar os olhos nenhuma vez, voltava às cenas de olhos abertos. “Não gosto de fechar os olhos”, disse- me. Pediu- me que lhe enviasse a nossa conversa gravada, eu o fiz no dia seguinte. Meses depois, em contato pelo Whatsapp, pediu- me indicação de terapia. Eu lhe passei os nomes mais próximos de sua casa. Perguntei se ela queria que eu conversasse primeiro com as terapeutas, ela disse que sim, mas disse que me avisaria quando, naquele momento não. Depois disso, não entrou mais em contato, provavelmente desistiu de fazer terapia.
d) Rebecca Thyfany
Rebecca foi indicação de Roberta. Eu procurava alguém que não tivesse trabalhado como profissional do sexo, Roberta nos colocou em contato. Nossos contatos foram rápidos e agendar a conversa com Rebecca foi muito simples. Deixei um recado em seu Facebook no dia 27 de abril de 2014, ela me respondeu no dia seguinte. Trocamos algumas mensagens em alguns minutos, em seguida ela me deu o número de celular e eu liguei para combinarmos nosso encontro. Ela preferiu que nossa conversa fosse no local que eu designasse, mesmo sendo muito distante de sua casa. Marquei nossa conversa em um consultório psicológico que uma amiga havia me emprestado. Confirmamos dia e horário. Rebecca generosamente se dispôs a dar a entrevista no dia 2 de maio, uma sexta- feira que era “emenda” de feriado. Nossa conversa fluiu bem, embora Rebecca aparentasse sempre um pouco de tensão. Aos poucos foi se soltando, mas preocupava-se um pouco em dar explicações quando me relatava fatos que poderiam ser considerados como algo incorreto, ilegal, pouco aceitável. As três horas e vinte e três minutos que a entrevista durou passaram rapidamente. Ao final, ela me disse que a entrevista tinha sido muito legal, que ela tinha gostado muito. Fiquei um pouco surpresa, porque achei que a tinha cansado. Perguntei se ela tinha mesmo gostado, ela disse que sim, tinha adorado.
48 Os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) são serviços de saúde que realiza m ações de diagnóstico e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Nesses serviços, é possível realizar testes para HIV, sífilis e hepatites B e C gratuita mente. Todos os testes são realizados de acordo com a norma definida pelo Min istério da Saúde e com produtos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e por ela controlados. Fonte: Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Disponível e m: http://www.a ids.gov.br. Acesso: 22.fev.2015.