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A maior parte dos respondentes tem entre 1 e 2 filhos com predominância na faixa etária de 3 a 5 anos. Pelas experiências vivenciadas dentro das comunidades de mães online, a frequência de atividades online das mães com filhos menores costuma ser mais intensa – em busca de respostas a dúvidas compartilhadas. As mães com apenas um filho são também mais ativas nas comunidades que as mães de múltiplos filhos – talvez pelo excesso de dúvidas da primeira e pela falta de tempo da segunda. Quase 80% dos filhos dos respondentes do questionário online frequentam a escola por pelo menos meio período.

Figura 27 – Família Plugada: quantidade de filhos por respondente.

Figura 28 - Família Plugada: Filhos na escola.

O tempo de convivência familiar durante a semana é bastante reduzido, mas os finais de semana ainda são preservados para uma convivência maior.

27%

51% 22%

Filhos na escola

Figura 29 - Família Plugada: Quantidade de horas da família reunida na semana.

Figura 30 - Família Plugada: Quantidade de horas da família reunida nos finais de semana.

A percepção sobre a qualidade do tempo investido junto aos filhos é considerada entre boa e ótima pela maioria dos respondentes do questionário, sendo que apenas 25% considera o tempo investido entre razoável e ruim.

2h 11% 2h a 4h 23% 4h a 6h 35% + de 6h 14% + de 8h 17%

Quantidade de horas em que família permanece reunida durante a semana 2h 2% 2h a 4h 4% 4h a 6h 7% + de 6h 15% + de 8h 72%

Quantidade de horas em que família permanece reunida durante os finais de semana

Figura 31 - Família Plugada: Avaliação do tempo investido com os filhos.

Das atividades realizadas em conjunto com os filhos, assistir à filmes na TV ou DVDs ainda aparece em primeiro lugar (60%), seguida por jogos não digitais (54%). Nas atividades realizadas pelos filhos individualmente, os jogos online (41%) aparecem atrás apenas da leitura de livros (50%).

Ótima 28% Boa 47% Razoável 21% Ruim 4%

Avaliação da qualidade do tempo investido com os filhos

“A relação que tenho com minhas filhas é muito boa, no entanto eu lamento por não ter mais horas para aproveitar com elas, que precisam dormir cedo para acordar cedo, então tentamos compensar isso no fim de semana.”

Figura 32: Família Plugada: Atividades realizadas.

O tempo dedicado em horas às atividades com e sem mediação tecnológica pressupõe o uso eventual do computador como auxiliar das tarefas escolares – atividade que ocupa maior parte das horas das crianças e adolescentes, em três horas ou mais por semana (25% sem uso de computador e 23% com o uso deste).

Figura 33: Família Plugada: Atividades sem mediação tecnológica.

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Leitura de livros Brincadeiras e jogos não digitais

Lição de casa Pintura e artesanato Atividades musicais Atividades esportivas e/ou dança 28% 17% 15% 18% 25% 13% 26% 22% 17% 18% 15% 24% 12% 21% 25% 8% 16% 14% 10% 9% 18% 29% 17% 12% Horas semanais dedicadas a atividades sem mediação tecnológica

Entre as atividades sem mediação tecnológica, brincadeiras e jogos não digitais acompanham as práticas esportivas com três horas ou mais por semana. Nas atividades mediadas tecnologicamente, ouvir música aparece em primeiro lugar com três horas ou mais por semana.

Figura 34 - Família Plugada: Atividades mediadas tecnologicamente.

Dentre as atividades que atendem interesses das duas gerações, incluem-se assistir a vídeos na web (ou criar) – 36% e pesquisar online – 34%.

0% 20% 40% 60% 80% 100% Leitura de livros Brincadeiras e jogos digitais

Lição de casa Pintura e artesanato Atividades musicais Atividades esportivas e/ou dança 12% 14% 14% 14% 5% 1% 18% 15% 18% 17% 28% 1% 16% 12% 23% 10% 29% 1% 21% 20% 10% 21% 4% 2% Horas semanais dedicadas a atividades mediadas

tecnologicamente

Menos de 1 hora por semana Entre 1 e 3 horas por semana Mais de 3 horas por semana Não realizada

“A menor gosta de ver filminhos no computador e o meu maior gosta de fazer montagens e

vídeos com fotos da família e dos amigos.”

Figura 35 - Família Plugada: Atividades de interesse comum.

De acordo com os respondentes, existe uma predominância dos filhos em preferir atividades mediadas tecnologicamente, sendo 46% contra 36% que tendem a preferir as atividades sem mediação tecnológica, e 18% que são indiferentes.

Figura 36 - Família Plugada: O que os filhos preferem.

Ainda é importante citar que diferentes faixas etárias tendem a ter diferentes preferências: atividades online que possam ser realizadas de forma independente ou atividades que possam garantir a atenção dos pais. De modo geral, 32% dos

Pesquisa online 34% Criar e assistir a vídeos 36% Jogar online 22% Outros 8%

Atividades online de interesse comum para pais e filhos

27%

19% 22%

14%

18%

Preferência dos filhos

Preferem muito mais as atividades que dependem de tecnologia

Preferem um pouco mais as atividades que dependem de tecnologia Preferem muito mais as atividades que não dependem de tecnologia Preferem um pouco mais as atividades que não dependem de tecnologia Não existe preferência entre um tipo de atividade ou outro

pais que responderam ao questionário online acreditam que a tecnologia exerce um papel de aproximação na sua relação com os filhos, enquanto 34% acreditam que esse papel é indiferente, e outros 34% acreditam que ela afasta pais e filhos. O equilíbrio nas respostas reforça o discurso adotado pelo NPPI (citado no capítulo seis), em que a qualidade da relação preexiste à tecnologia. Contudo, não significa que não existam atividades que possam colaborar para mais ou para menos, numa percepção positiva.

Figura 37 - Família Plugada: Percepção da tecnologia na relação com os filhos.

Das atividades que mais aproximam, encontram-se a leitura de livros, brincadeiras e jogos não digitais, e a realização de atividade esportiva. Assistir à TV ou DVDs juntos também tem destaque (figura 38). Já as atividades que mais afastam são os jogos online ou no videogame, onde se observam comentários ainda a respeito do isolamento durante a realização da atividade (figura 39). Curiosamente, alguns pais também citam ainda a leitura de livros e pintura como atividades que afastam por serem atividades realizadas individualmente.

12%

20%

34% 16%

18%

Percepção sobre o papel da tecnologia na relação com os filhos

Aproxima muito por nos manter conectados

Aproxima razoavelmente por que gostamos das mesmas coisas

Nem aproxima, nem afasta - não faz diferença

Afasta mais do que aproxima por que não gostamos das mesmas coisas

Afasta muito por nos manter em atividades individuais

Para 34% dos respondentes, a tecnologia afasta pais e filhos. Uma reclamação frequente dos pais refere-se ao comportamento dos filhos: não estão necessariamente distraídos, mas como foco exclusivo nas atividades e jogos online, fazendo com que os pais tenham de constantemente competir para obter atenção destes.

Figura 38 - Família Plugada: Atividades que mais aproximam pais e filhos.

45 52 37 31 35 44 19 9 17 23 43 0 10 20 30 40 50 60

Figura 39 - Família Plugada: Atividades que mais afastam pais e filhos.

Os dois gráficos apresentados acima (38 e 39) podem orientar a ampliação do envolvimento dos pais nas atividades que interessam aos filhos, diminuindo a sensação de distância entre eles uma vez que estejam partilhando experiências no mesmo ambiente de interesse. A participação ativa deve, no entanto, respeitar as diferenças de faixa etária. Enquanto crianças pequenas solicitam o engajamento dos pais em suas atividades, as maiores podem apresentar resistência, cabendo a estes encontrar um equilíbrio entre participar e preservar a autonomia conquistada pela criança / adolescente no ambiente virtual. A vigilância, conforme apresentada no próximo capítulo, também se faz necessária – em todas as faixas etárias – no entanto a participação em atividades online com os filhos não deve transparecer a vigilância como seu principal objetivo, mas sim, uma genuína vontade de experimentar as atividades de interesse da criança.

16 11 5 16 9 8 18 26 8 8 4 0 5 10 15 20 25 30

Os pais que responderam à pesquisa mostram que estão mais presentes em redes sociais que os filhos até o momento – como a faixa etária dos filhos predominante está entre 3 e 5 anos, esse resultado era esperado. No entanto, os filhos já são usuários predominantes nos ambientes de jogos online.

Figura 40 - Família Plugada: Uso de canais e ferramentas online.

Os pais têm o hábito de deixar recados nos perfis de redes sociais dos filhos e ainda utilizam com frequência os programas de mensagem instantânea para falar com os filhos. A interação resulta de uma visita feita com regularidade aos perfis

37% 18% 12% 5% 35% 27% 21% 44% 20% 16% 10% 39% 21% 15% 20% 10% 7% 8% 19% 6% 29% 6% 23% 29% 34% 6% 21% 14%

Redes sociais (Orkut e Facebook)

Twitter Blogs Fotolog MSN Messenger Skype Jogos online

Uso de canais e ferramentas online

O pai usa A mãe usa Os filhos usam Ninguem usa

“Ao chegarmos em casa, todo dia temos a mesma briga porque eu falo com ele e ele não

presta atenção em nada do que digo, fica totalmente envolvido jogando no computador ou no

videogame.”

dos filhos, com o objetivo de monitorar as informações compartilhadas e conhecer amigos que fazem parte da rede dos filhos.

Figura 41 - Família Plugada: Frequência de interação por meio de redes sociais.

Figura 42 - Família Plugada: Tipos de interação em redes sociais.

39%

31% 15%

15%

Frequência de interação através de redes sociais entre a família

Muito frequentemente (todos os dias)

Frequentemente (algumas vezes por semana)

Raramente (uma ou duas vezes por mês)

Muito raramente (menos de uma vez por mês) 5% 42% 8% 24% 10% 11%

Interação entre os pais nos canais online em que os filhos estão presentes

Lendo posts em blogs

Deixando recados

Enviando sms

Conversando via msn ou Skype

Trocando fotos via sms ou sites/e-mails

Figura 43 - Família Plugada: Objetivos dos pais em redes sociais dos filhos.

Figura 44 - Família Plugada: Punição e retirada de acesso à tecnologia.

41%

39% 2%

18%

Objetivo principal dos pais ao visitar redes sociais dos filhos

Supervisionar a quantidade de informação pessoal que meu/s filho/s publicam

Conhecer os amigos com quem estão interagindo

Interagir online com meu/s filho/s

Não tenho nenhum interesse em especial Sim 38% Não 19% As vezes 43%

A retirada do acesso à tecnologia é utilizada como forma de punição por comportamento inadequado?

“Meu filho sabe que entro todos os dias no Orkut dele, vejo quem deixa recado e quem ele adicionou, se vejo alguém desconhecido, peço explicações.

Acho que é o mínimo que posso controlar.”

Diante do interesse por aparatos tecnológicos, 38% dos pais se valem de restrições ao uso destes como forma de punição, seguido de 43% dos pais que recorrem a essas restrições eventualmente.

Figura 45 - Família Plugada: Tipos de aparatos eletrônicos com uso restrito.

O computador é o primeiro item a ser retirado, seguido do videogame e da televisão, demonstrando uma clara resposta aos interesses principais dos filhos.

Figura 46 - Família Plugada: Controle sobre o número de horas online ou jogando.

Tv 21% Celular 10% Dvd 14% Computador 26% Videogame 22% Outros 7%

Tipos de aparatos eletrônicos com uso restrito em caso de punição Sim 51% Não 17% Às vezes 32%

Existe controle sobre o número de horas que os filhos ficam online ou jogando videogame?

Pela pesquisa, 51% dos pais admitem controlar as horas em que os filhos ficam online ou jogando. Os pais mostram-se divididos com relação ao número de horas considerado adequado para o uso diário do computador ou videogame, como mostra a figura a seguir (Figura 47):

Figura 47 - Família Plugada: Número máximo de horas considerado adequado para atividades

online ou no videogame.

Figura 48 - Família Plugada: Se os pais tivessem uma única opção.

Menos de 1 por dia 10%

Até 1 por dia 44% Entre 2 e 4 horas por

dia 44%

Mais de 4 horas por dia 2%

Número máximo de horas considerado adequado para uso do computador ou videogame Vendo tv 41% Jogando videogame 19% Navegando na internet 20% Conversando com amigos online 14% Jogando online 6%

Se os pais tivessem de escolher entre apenas uma das atividades relacionadas, prefeririam que os filhos

permanecessem...

“Me preocupo com o que rola nos bate-papos com amigos online”

Quando questionados sobre qual das atividades (conversar online com amigos, jogar online, navegar na web, jogar videogame ou ver TV) os pais preferiam que os filhos exercessem se tivessem de escolher entre apenas uma delas, a maioria (41%) respondeu “vendo TV”. Essa resposta pode reforçar a tendência de se sentir mais confortável com aquilo que se domina e experimenta – daí a conclusão de que, mesmo diante de qualidade questionável de alguns programas televisivos, a maior parte dos pais ainda tem a sensação de expor seus filhos a menos danos diante apenas da TV do que aos eventuais danos causados diante apenas de quaisquer das outras opções.

Como a questão abordava apenas opções de atividades a serem realizadas dentro de casa, as respostas refletem uma preocupação maior com o conteúdo imprevisível e incontrolável (na web ou em conversas com os amigos) que com o conteúdo inadequado exposto na televisão – já que ainda que falha, conta-se com uma censura prévia feita pelas emissoras de televisão de acordo com a regulamentação indicada para cada faixa etária48, o que não existe no ambiente

web.

Ainda com foco nos temores, os pais mostram-se mais preocupados com os riscos de pedofilia e conteúdo indevido disponíveis na web que pela influência dos games violentos, por exemplo. Já na comparação com os riscos fora de casa, a violência das ruas é tida como quase tão preocupante quanto os riscos de pedofilia na web. Novamente a influência da qualidade da programação televisiva é tida como menos preocupante.

48 Portaria mais recente: n. 1220, de 11 de junho de 2007, do Ministério de Estado da Justiça: Regulamenta

as disposições da Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA), da Lei no 10.359, de 27 de dezembro de 2001, e do Decreto nº 6.061, de 15 de março de 2007, relativas ao processo de classificação indicativa de obras audiovisuais destinadas à televisão e congêneres.

Figura 49 - Família Plugada: Percepção diante dos fatores de risco.

Ainda, 38% dos pais afirmam ter dificuldades em encontrar atividades online para realizar com os filhos, mesmo que eventualmente. Já 30% gostariam que existissem mais opções.

A violência das

ruas da cidade Os riscos de pedofilia e conteúdo indevido para a idade presentes no mundo digital A influência dos jogos violentos de vídeo games A influência da programação televisiva de má qualidade A pouca ou baixa convivência social e compulsão digital O sedentarismo 13% 5% 26% 21% 24% 11% 26% 30% 10% 7% 11% 16%

Percepção diante de fatores de risco em potencial

Menos preocupante Mais preocupante

“Quando eu era criança o maior perigo era cair de bicicleta e se ralar todo, hoje nem penso, por exemplo, em deixar meu filho tomar um ônibus sozinho...”

Figura 50 - Família Plugada: Facilidade para encontrar atividades de interesse comum.

Devido à faixa etária predominante dos filhos (0-5 anos), o nível de conhecimento dos pais da maioria das crianças ainda é superior no que se refere à tecnologia.

Figura 51 - Família Plugada: Nível de conhecimento tecnológico dos pais.

Os pais acreditam que o melhor lugar para se colocar o computador é na sala, seguido do escritório. Uma minoria ainda menciona o quarto de cada filho como opção. De acordo com as recomendações dos programas de internet segura para criança, o quarto deveria ser evitado pela falta de controle do conteúdo exposto ou

Sim 32%

Sim, mas não exitem muitas 30% Não 17% As vezes 21%

Existe facilidade em encontrar atividades online que possam ser realizadas com os filhos?

69% 11%

9%

7% 4%

Nível de conhecimento tecnológico dos pais

atualmente meu nível de conhecimento é maior que o dele(s)

atualmente meu nível de conhecimento é igual ao deles

às vezes o nível de conhecimento de meus filhos é mais avançado q o meu atualmente nível de conhecimento dos meus filhos é ligeiramente maior que o meu

atualmente o nível de conhecimento dos meus filhos é muito superior ao meu

conversas realizadas, além de, secundariamente, a dificuldade de manter adolescentes dormindo o número correto de horas por noite.

Figura 52 - Família Plugada: Melhor lugar da casa para manter o computador.

Figura 53 - Família Plugada: Comparativo entre infância dos pais e dos filhos.

Na sala 62% No quarto de cada filho 16% No escritório 22%

Melhor lugar da casa para manter o computador

31% 11% 3% 2% 2% 40% 22% 19% 10% 13% 3% 15% 22% 13% 20% 17% 14% 20% 9% 18% 8% 19% 13% 20% 33% 27% 22% 26% 21% 44% 14% 33% 43% 37% 63% 39% 8% 24% 0% 20% 40% 60% 80% 100%

Na minha infância eu brincava mais com meus pais e menos sozinho

Na minha infância eu tinha mais amigos que meus filhos têm hoje

Na minha infância as brincadeiras eram predominantemente em grupo

Na minha infância tinha mais tempo livre para brincar que meus filhos têm hoje

Na minha infância eu brincava mais "fora" de casa que meus filhos brincam hoje

Na minha infância eu assistia menos horas de televisão que meus filhos assistem hoje

Na minha infância eu tinha as mesmas oportunidades culturais que meus filhos têm hoje

Na minha infância as crianças não tinham o mesmo nível de compreensão por parte dos pais

Cenários comparativos - infância dos pais x filhos hoje

Por fim, diante da comparação da infância dos filhos com a sua própria infância, a maioria dos pais acredita que:

 Na sua infância brincava menos com seus pais e mais sozinho;

 o número de amigos durante sua infância era ligeiramente maior que o de seus filhos, e também ocorriam mais brincadeiras em grupo;

 a infância dos pais oferecia também mais tempo livre para brincar, e essas brincadeiras se davam em mais ambientes externos que de seus filhos atualmente. É importante pensar que as famílias respondentes dos questionários se encontram em áreas urbanas, onde a disponibilidade de espaços físicos comuns de qualidade e seguros podem estar escassos, colaborando para a reclusão dos filhos no ambiente interno;

 o número de horas diante da televisão não parece ter sofrido uma mudança tão significativa quanto a apontada por Tapscott, quando comparou diretamente os Boomers com a geração Y (vide capítulo 2);

 os pais acreditam que os filhos hoje contam com mais oportunidades culturais e mais compreensão por parte de seus pais que eles mesmos contavam quando eram crianças.

É válido encerrar este capítulo com uma resposta dada por Bill Gates49, em 2008, durante uma entrevista concedida ao Comitê de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos – em que se percebe com clareza que as preocupações enfrentadas por pais e mães com seus filhos, diante dos desafios da tecnologia, sobrepõem-se à classe social, nível hierárquico ou poder de influência, legitimando todas as preocupações presentes nos depoimentos expostos ao longo deste capítulo.

"Não importa quando novas tecnologias apareçam, os pais têm uma preocupação legítima com a forma como são usadas. E a internet tem de estar no topo da lista. Meu filho mais velho tem 11 anos, então ainda não chegamos à fase mais difícil quando se trata de ter contas no Facebook e passar um tempo considerável no comunicador instantâneo. Mas estou certo de que isto está por vir. E procuramos manter nossos computadores em ambientes abertos pela casa, então se as crianças estão fazendo alguma coisa no computador, sabem que passaremos por perto a qualquer momento. E fazendo isso dessa forma, evitamos ter de partir para limites rígidos, seja em tempo ou coisas específicas. Estamos envolvidos em observar o que está acontecendo e explicar as coisas." – Bill Gates50

50 Comentários ao Comitê de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, 12 de

março de 2008, Washington, D.C. (EUA). – disponível em

<http://www.microsoft.com/presspass/exec/billg/speeches/2008/congress.mspx> acessado em 10 jun. 2011.

CAPÍTULO 8

SEGURANÇA E USABILIDADE

Após a análise das respostas do questionário publicado no site “www.familiaplugada.com.br”, fica claro que mesmo diante de oportunidades como o uso da web para atividades educativas, os pais ainda se preocupam justificadamente com a segurança dos seus filhos no ambiente digital. Dessa forma, parece adequado incluir neste estudo um capítulo que proponha algumas das alternativas disponíveis no mercado com o objetivo de garantir uma experiência segura e adequada para cada faixa etária – tanto no que se refere ao conteúdo em si, como também ao design e usabilidade dos sites, neste último caso como uma forma de preparar a criança para tornar-se autônoma no ambiente digital.

Mesmo sites dentre os sites especificamente infantis, muitos ainda não oferecem interfaces adequadas para uma navegação intuitiva feita por crianças de forma autônoma, principalmente em suas primeiras incursões digitais. Daí a necessidade

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Benzer Belgeler