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Alp Sokak / Tuzkaya Mahallesi

T 552. Tahiroğlu Köyü : Şefaatli

10. Alp Sokak / Tuzkaya Mahallesi

As crianças aos três anos, segundo Papalia et al (2001), apresentam características físicas mais específicas revelando maturidade. Apresentam-se mais altas e esguias perdendo a face redonda de bebé e tornando-se mais atlética. Reforça os músculos abdominais perdendo a barriga. As mudanças são de tal forma evidentes que, apesar da cabeça ainda ser muito grande relativamente ao resto do corpo, “as outras partes do corpo continuam a crescer até que as proporções corporais se tornam mais semelhantes às do adulto”(Papalia et al, 2001, p. 282).

A mudança física, segundo Papalia et al (2001) revela o seu desenvolvimento interior, pois os músculos e ossos cresceram e estão mais fortalecidos. Os ossos tornam- se mais robustos e resistentes dando maior firmeza e proteção aos órgãos internos. Verifica-se a maturação do sistema nervoso e do cérebro que desencadeiam uma panóplia de competências motoras, tais como: “consegue saltar uma distância de 38 a 60cm; consegue subir uma escada sem ajuda, alternando os pés; consegue saltar num só pé, usando uma série de saltos irregulares com algumas variações” (Papalia et al, 2001, p. 287).

Outro aspeto físico a considerar nos três anos é a definição da lateralidade, pois começa a revelar a tendência pelo uso de uma mão face à outra (Papalia et al, 2001).

No que diz respeito aos aspetos cognitivos numa criança de três anos é evidente o egocentrismo, isto é a sua total dificuldade em descentrar-se dele mesmo. Tudo gira em torno do seu self. Tal como refere Papalia et al (2001) “As crianças de 3 anos […] ainda pensam que o universo está centrado nelas próprias” (p. 316). Apesar desta característica tão vincada, têm a particularidade de ter uma curiosidade aguçada onde há uma grande vontade de aprender onde o «Porquê?» é recorrente todo o dia. A sua aprendizagem/compreensão das coisas assenta no concreto onde a perceção sobre as coisas permite-lhe categorizar através das características visíveis (Brazelton, 1997). Segundo Papalia et al (2001) “os “porquês” […] mostram que elas são agora capazes de ligar causa e efeito, não apenas em relação a ocorrências específicas no ambiente físico

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[…] mas também em relação a contextos sociais mais complexos” (p. 313). As crianças nesta idade “desenvolvem a sua perícia na classificação ou agrupamento de objetos, pessoas e acontecimentos, em categorias baseadas em similaridades e diferenças” (Papaplia et al, 2001, p. 313).

A linguagem ganha relevo nesta fase, uma vez que a criança considera este ato “uma aventura nova e excitante” tentando “suscitar reações através do discurso” pois descobre que “o discurso influencia os outros” (Brazelton, 1997, p. 45). O autor atrás referido exalta o facto do crescente domínio da linguagem na criança refletir-se na “sua compreensão em relação ao mundo que a rodeia” concedendo-lhe “um novo poder de si própria e sobre o mundo”(p. 46) percebendo o quão poderoso é o mundo que a rodeia. Segundo Papalia et al (2001) “aos 3 anos, em geral, as crianças usam os plurais e o pretérito passado e conhecem a diferença entre eu, tu e nós” (p. 322).

Para além da linguagem, a criança quando exposta a livros também descobre o poder e a dimensão da palavra escrita. A criança nestas circunstâncias sabe que os livros contêm histórias com um princípio e um fim, para isso há que ensiná-las a saber ouvir e a saber esperar. Ao repetir as histórias, a criança pode memorizá-las como se soubesse ler (Brazelton, 1997). Esta faixa etária é caracterizada por possuir um pensamento mágico e onde a fantasia tem um lugar cimeiro.

A noção de tempo numa criança de três anos é subjetiva e interna, pois ela tem a noção de quando um acontecimento termina e outro começa, por isso as rotinas têm grande relevância na conceção/construção da noção de tempo na criança (Brazelton, 1997).

A noção de espaço emerge nesta fase e para tal a criança necessita de se movimentar no espaço à sua volta para que posteriormente possa “nomear os lugares e as relações no espaço que aprendeu a conhecer através da sua atividade” levando-a a “saber movimentar-se e a descobrir o seu lugar no mundo” (Brazelton, 1997, p. 53).

Ao longo desta faixa etária verifica-se uma evolução em termos emocionais, nomeadamente na sua capacidade de “autoregulação e interesse pelo mundo, enamoramento, desenvolvimento da comunicação intencional, emergência de um sentido de identidade própria organizado, criação de ideias emocionais e de pensamento emocional” (Hohmann & Weikart, 1997, p. 53). Estes autores acrescentam que o adulto é o mediador fundamental da criança na construção de um ambiente social e emocional com repercussões ao nível da aprendizagem e saúde mental da criança. Este tipo de

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ambiente desenvolve na criança o sentido de pertença emocional e de controlo, adequando-lhe as suas capacidades.

Neste ambiente de aprendizagem as crianças desenvolvem o sentido de pertença emocional, de adequação das suas capacidades e de controlo (Hohmann & Weikart, 1997).

Aos três anos o acto de brincar ganha outra perspetiva, pois a criança toma consciência, segundo Brazelton (1997), que os outros são fundamentais e quere-os como «amigos». Começa assim a surgir o sentimento de empatia para com os outros, procurando agradar-lhes para que se mantenham próximo dela.

A autodisciplina tem grande incidência neste período, pois “controlar a criança é importante, mas não é o suficiente: o objetivo é ensiná-la a controlar-se. Estabelecer os limites ao nível do comportamento, aprender a controlar desejos e impulsos, é uma tarefa para toda a vida” (Brazelton, 1997, p. 58). Há que ter em conta que uma criança de três anos não tem autocontrolo (Brazelton, 1997).

1.6.4. Caracterização da Turma

A sala do Bibe Amarelo tinha uma turma bastante heterogénea e equitativamente distribuída no que diz respeito à presença de ambos os sexos, ou seja em 28 crianças, 14 eram meninos e as restantes meninas. No mês de setembro terão entrado na escola 12 crianças com 2 anos.

No grupo existem algumas crianças com algumas dificuldades ao nível da linguagem, sendo a maioria pouco autónoma nas idas à casa de banho e na hora da refeição.

O nível socioeconómico destas crianças é considerado médio/alto.

São crianças meigas, afetuosas, um pouco agitadas e de fácil dispersão, pois nesta faixa etária é difícil para elas, permanecerem durante muito tempo na mesma actividade. Apresentam um grande respeito pela Educadora Cooperante, mas por vezes eram indisciplinadas com as estagiárias.

Relativamente à capacidade de concentração nesta fase, as crianças conseguem estar atentas a pequenos diálogos realizados em grande grupo e/ou em pequeno grupo.

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1.6.5. Organização do espaço, do tempo e dos recursos

A sala do Bibe Amarelo possui dimensões razoáveis para o desenrolar das várias atividades. Possui um espaço livre que permite o livre deslocamento da criança em vários sentidos. Para além deste espaço, dispõe de áreas funcionais e bem definidas, tais como: área do tapete; área da cozinha; área da casinha ou da fantasia; área de atividades orientadas ou semi-orientadas.

A área do tapete é o local privilegiado para a realização de diálogos com as crianças, leitura de histórias; nesta zona encontra-se um placard onde são colocados os trabalhos das crianças ou símbolos alusivos aos conteúdos programáticos que as crianças estão a aprender.

A área da cozinha é constituído por: um armário móvel e prateleiras onde dispunham de chávenas, pratos, panelas, copos, frutos e legumes. As crianças têm fácil acesso a este material, sendo considerado por estas um local muito querido e procurado, pois aqui podem brincar ao “faz de conta”.

A área da fantasia é espaço que apela à imaginação da criança, pois dispõe de um conjunto de adereços passíveis de serem usados pelas crianças, tal como a área anterior, no jogo do faz de conta. Dispunha de uma variedade de fatos de fantasia (princesa, bailarina, homem aranha, etc.) e um espelho onde a criança vê refletida a sua imagem proporcionando momentos de magia, tão característica desta idade. Existe, também uma “arca dos segredos” que continha vários objetos e jogos com os quais as crianças brincam após a sesta.

A zona de atividades orientadas ou semi-orientadas é composta por um conjunto de mesas e cadeiras.

O espaço dispõe de luz natural e artificial sendo que a primeira é abundante, pois a sala dispõe de janelas à sua volta.

No interior da sala existia, também um armário com compartimentos individualizados/personalizados para a colocação dos lençóis e adereços pertencentes a cada criança.

Inferências e Fundamentação teórica

Este momento de estágio foi onde encontrei uma aproximação a alguns Modelos Educacionais, pois verifica-se a preocupação de dividir a sala em áreas de interesse.

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Para além de atividades dirigidas, devem ser proporcionadas à criança momentos de aprendizagem social, pois a vivência de “papéis sociais, relações interpessoais, estilos de interação – que constituem a textura social básica – são vividos, experenciados, perspetivados nas experiências que cada área permite” (Formozinho et al, 2007, p. 67). A existência da área da fantasia na sala ajuda as crianças “a compor as suas personagens para atividades de “faz de conta” e projetos de representação dramática”(Formozinho et al, 2007, p. 132).

Benzer Belgeler